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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

OS SERES HUMANOS SÃO PARTE DO TODO.


"Os seres humanos são parte do Todo... Nós vivenciamos nós mesmos, nossos pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, como uma espécie de falsa ilusão de ótica da nossa consciência. Esta ilusão é para nós como uma prisão que confina nossos desejos pessoais e o afeto que dedicamos a umas tantas pessoas mais próximas de nós. Nossa tarefa deve ser a ampliação do nosso círculo de compaixão, para abraçar as criaturas vivas e toda a natureza em seu esplendor,"

Albert Einstein

domingo, 17 de novembro de 2013

A VIDA É LUZ E UNIÃO

http://www.novaera-alvorecer.net/paginassol.htm



Na estrada da vida, uns seguem apoiados nas suas crenças e outros nas crenças de seus semelhantes. Uns falam de seus ideais políticos e arrastam multidões, outros apoiam-se em doutrinas e instalam-se como deuses das suas próprias Religiões.

Uns falam de Democracia, outros de Capitalismo, outros de Comunismo, e dividem os povos em nome de suas convicções.  Os mais crentes noutras coisas falam das Escrituras e assim uns apoiam-se na Bíblia, outros no Alcorão, outros no Talmude, outros na Toratoutros nos Vedas, etc., e milhões de seres humanos dispersam-se por inúmeros caminhos buscando a Luz ou as 'trevas' ao longo de gerações...

 A verdade, porém,  é  que chegou  o tempo  de entendermos que Todos Somos Um,  a  Humanidade é só uma,  todos os Povos  vivem no mesmo Mundo e se não pararmos com nossas loucuras políticas, religiosas ou outras, cedo virá o dia em que acabaremos todos sepultados nos escombros de nossos erros, dos ódios, do egoismo,do fanatismo, da obstinação, enquanto há um Deus que nos ensina a sermos perfeitos e a entendermos que a Vida é Luz e União...

  Na verdade deveríamos todos sermos como as cores do Arco Iris que apesar de serem todas diferentes umas das outras, elas refletem  a mesma luz do Sol que lhes dá o tom e a beleza que se apresenta aos nossos olhos.  

Os homens escolhem caminhos de divisão (politica, religiosa, étnica, ou outra), 

 mas os Anjos de Deus mostram o caminho da vida inspirando poetas, escritores, mestres, e professores, para a Nova Cultura da Pazdo Amor e da Compreensão.

     Fica aqui este meu pensamento,  

Pausa para reflexão!
Rui Palmela

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

UMA DAS CHAVES: CONTEMPLAR A NATUREZA


CRÉDITO DA FOTO: http://lialendoavida.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html



Dependemos da natureza não só para nossa sobrevivência física.
Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho de casa, o caminho de saída da prisão de nossas mentes. Temos estado perdidos no fazer, no pensar, no recordar, no antecipar: estamos perdidos em um complexo labirinto, em um mundo de problemas.

Temos esquecido o que as rochas, as plantas e os animais sabem.
Nós temos esquecido de ser: de ser nós mesmos, de estar em silêncio, de estar onde está a vida: Aqui e agora.

Quando diriges tua atenção para algo natural, para algo que veio da existência sem a intervenção humana, sais da prisão do pensamento conceitual e, em certa medida, participas do estado de conexão com o Ser e o que existe de natural. 

Levar tua atenção a uma pedra, uma árvore ou a um animal não significa pensar neles, senão simplesmente percebe-los, dar-se conta deles.

Então se te transmite algo de sua essência, podes sentir a quietude que está aí, e, sentindo-a surge em ti essa mesma quietude. Sentes o quão profundamente descansa o Ser, completamente unificado com o que és e com o lugar onde estás.

Ao dar-te conta disto, tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo.

Quando caminhares ou descansares na natureza, honra esse reino permanecendo ali plenamente. Fica sereno. Olha. Escuta. Observa como cada planta e animal são completamente eles mesmos.

Diferente dos humanos, não estão divididos em dois. Nem vivem através de imagens mentais de si mesmos, por isso não tem que preocupar-se de proteger e potencializar essas imagens.


O cervo é ele mesmo. O narciso é ele mesmo. Todas coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade.

Não se separaram da trama da totalidade, reclamando uma existência separada; "eu" e o resto do universo.

A contemplação da natureza pode libertar-te do eu, o grande criador de conflitos.

Percebe os múltiplos sons sutis da natureza: o sussurro das folhas ao vento, a caída das gotas de chuva, o zumbido de um inseto, a primeira canção do pássaro ao amanhecer.

Entrega-te completamente ao ato de escutar. Mas além dos sons, há algo maior: uma sacralidade que não pode ser compreendida através do pensamento.

Tu não criaste teu corpo, e tão pouco és capaz de controlar as funções corporais. Em teu  corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta toda a natureza.

Para aproximar-te ao máximo desta inteligência, sê consciente de teu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.

A alegria e a necessidade de brincar de um cachorro, seu amor incondicional e sua disposição de celebrar a vida em qualquer momento, contrasta  agudamente com o estado interno do seu dono deprimido, ansioso, carregado de problemas, perdido no pensamento, ausente do único momento e lugar que existem: o Aqui e o Agora.

Alguém se pergunta; vivendo com essa pessoa, como consegue o cachorro manter-se são, tão alegre?

Quando percebes a natureza somente através da mente, do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Só vês a forma e não és consciente da vida que a anima, do mistério sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo a um meio de conseguir benefícios, conhecimento, ou algum outro propósito prático. O antigo bosque se converte em madeira, o pássaro, em um projeto de investigação, a montanha, em localização de uma mina ou em algo a conquistar.

Quando percebes a natureza, permites que haja espaços sem pensamento, sem mente. Quando te aproximas da natureza deste modo, ela te responderá e participará na evolução da consciência humana e planetária.

Nota o presente que está na flor, o quanto ela está entregue à vida.
A planta que tens em casa... Tem-na olhado detidamente alguma vez? Tens permitido que este ser familiar e no entanto misterioso que chamamos planta te  ensine seus segredos? Tens te dado conta do quanto pacífica que ela é, de que está rodeada de um campo de quietude? No momento em que te das conta da quietude e da paz que emana, esta planta se converte em tua mestra.


Observa um animal, uma flor, uma árvore e olha como descansam no Ser. Cada um deles é ele mesmo. Tem uma enorme dignidade, inocência, santidade. Sem embargo, para poder ver isto, tens que ir mais além do hábito mental de nomear e etiquetar. No momento em que olhas  mais além das etiquetas mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento nem percebida pelos sentidos. É uma harmonia, uma sacralidade que, além de penetrar a totalidade da natureza, está dentro de ti.

O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar. Dirige a atenção a tua respiração e dá-te conta de que não és tu que respira. A respiração é natural. Se tiveres que lembrar-te de respirar, logo morrerias, e se tentares deixar de respirar, a natureza prevaleceria. 

Reconecta com a natureza do modo mais íntimo e interno percebendo tua própria respiração e aprendendo a manter tua atenção nela. Esta é uma prática muito curativa e energizante. Produz uma mudança de consciência que te permite passar do mundo conceitual do pensamento ao reino interno da consciência não condicionada.

Necessitas que a natureza te ensine e te ajude a reconectar com teu Ser. Mas tu não és o único necessitado: ela também necessita de ti. Não estás separado da natureza. Todos somos parte da Vida Una que se manifesta em incontáveis formas em todo o universo, formas que estão todas elas, completamente interconectadas. 

Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade em que uma flor e uma árvore existem, tu acrescentas algo a esta flor e esta árvore. Através de teu reconhecimento, de tua consciência a natureza chega a conhecer-se a si mesma. Alcança conhecer sua própria beleza e sacralidade através de ti!

  Um grande espaço silencioso contém em seu abraço a totalidade do mundo natural. E também contém a ti. Só mediante a quietude interior tens acesso ao reino da quietude em que habitam rochas, plantas e animais. Só quando tua mente ruidosa fica em silêncio podes conectar profundamente com a natureza e curar a separação criada pelo pelo excesso de pensamento. 

Pensar é uma etapa da evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento. A árvore, a flor, o pássaro, a rocha, não são conscientes de sua própria beleza e santidade. Quando os seres humanos se aquietam, vão mais além do pensamento.

A quietude que estás mais além do pensamento contém uma dimensão plena de conhecimento, de consciência. A natureza pode levar-te à quietude. Este é um presente para ti. Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, ela se enche de tua consciência. Este é o teu presente à natureza.

Através de ti, a natureza toma consciência de si mesma. É como se a natureza estivesse esperando por ti durante milhões de anos.

FONTE: Livro: O Silêncio Fala - Capítulo 7 - A Natureza
Autor: Eckhart Tolle

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ESSE POVO JÁ VIVE EM UNIDADE DE CONSCIÊNCIA (sou quem sou porque somos todos nós)






Recebi esta mensagem via e-mail e achei-a muito significativa, por isso estou compartilhando com todos os leitores do blog.

UBUNTU
 A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África  chamada Ubuntu.


Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

 Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham  ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

 Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

SOMOS UMA UNIDADE?

Google images


No passado o grande tabu foi o sexo, hoje, vivemos a época da liberação da sexualidade. Então, qual seria hoje o tabu de nossa sociedade ?  A pergunta tem razão de ser porque na sociedade sempre há algo que é reprimido, que não se reconhece, que é considerado tabu.

 Mas, voltando à questão inicial, hoje em dia, nós, integrantes do dito mundo civilizado, temos o sentimento de sermos solitários e visitantes muito temporários no Universo.

Alan Watts e outras pessoas ( não muitas), com as quais concordo, pelo menos até prova em contrário, acreditam que:

"[...]não viemos a este mundo, 'viemos dele', como as folhas de uma árvore. Tal como o oceano produz ondas, o universo produz pessoas. Cada indivíduo é uma expressão de todo o reino da natureza, uma ação singular do universo total. Raramente este fato é (se é que alguma vez chegou a ser) sentido pela maioria dos indivíduos. Nem mesmo aqueles que conhecem a veracidade teórica deste fato conseguem senti-lo ou apreendê-lo, continuando a ter consciência de si próprios como 'egos' isolados, dentro de sacos de pele. [...]" {Alan Watts (1)}

Este modo de ver o mundo e a nós mesmos, como coisas separadas, predispõe a uma série de consequências:
1 - Ter uma atitude hostil para com o mundo "de fora". Nossa disposição é de conquista em vez de cooperação harmoniosa.
2 - Não temos senso comum, não há condições para dar um sentido ao mundo sobre o qual todos estejam de acordo.

A Hipótese Gaia trata-se, também de uma subversão do mundo do modo como o ocidental vê as coisas do mundo em que vive.

Alan Watts, Gritjof Capra, James Lovelock, Lyn Margules, Arne Naess, Aldo Leopoldo, UG Krihsnamurti, entre outros, chegaram a esta visão do mundo como uma unidade, por diferentes caminhos, entretanto a nota comum a todos é o estudo da filosofia oriental, seja o Zenbudismo, o Vedanta ou outras formas de expressão religioso/filosófica do oriente.

Autora: Josélia Oliveira

Livro consultado:
Watts, Alan. Tabu - O que não o deixa saber quem você é ? Trad. de  Fernando de Castro Ferreira e Olavo de Cavalho. Editora Três. Edição especial de Planeta n. 52-A. 1966

quarta-feira, 28 de março de 2012

Perceber o Mundo como Uma Unidade


Arquivo: Alan Watts.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Alan_Watts.jpg



No passado o grande tabu foi o sexo, hoje, vivemos a época da liberação da sexualidade. Então, qual seria hoje o tabu de nossa sociedade ?  A pergunta tem razão de ser porque na sociedade sempre há algo que é reprimido, que não se reconhece, que é considerado tabu.

 Mas, voltando à questão inicial, hoje em dia, nós, integrantes do dito mundo civilizado, temos o sentimento de sermos solitários e visitantes muito temporários no Universo.


Alan Watts e outras pessoas ( não muitas), com as quais concordo, pelo menos até prova em contrário, acreditam que


"[...]não viemos a este mundo, 'viemos dele', como as folhas de uma árvore. Tal como o oceano produz ondas, o universo produz pessoas. Cada indivíduo é uma expressão de todo o reino da natureza, uma ação singular do universo total. Raramente este fato é (se é que alguma vez chegou a ser) sentido pela maioria dos indivíduos. Nem mesmo aqueles que conhecem a veracidade teórica deste fato conseguem senti-lo ou apreendê-lo, continuando a ter consciência de si próprios como 'egos' isolados, dentro de sacos de pele. [...]" {Alan Watts (1)}


Este modo de ver o mundo e a nós mesmos, como coisas separadas, predispõe a uma série de consequências:

1 - Ter uma atitude hostil para com o mundo "de fora". Nossa disposição é de conquista em vez de cooperação harmoniosa.
2 - Não temos senso comum, não há condições para dar um sentido ao mundo sobre o qual todos estejam de acordo.

A Hipótese Gaia  de James Lovelock, trata-se, também de uma subversão  do modo como o ocidental vê o mundo em que vive.


Alan Watts, fritjof Capra, James Lovelock, Lyn Margules, Arne Naess, Aldo Leopoldo, UG Krihsnamurti, entre outros, chegaram a esta visão do mundo como uma unidade, por diferentes caminhos, entretanto a nota comum a todos é o estudo da filosofia oriental, seja o Zen Budismo, o Vedanta ou outras formas de expressão religioso/filosófica do oriente.


Esta forma de perceber o Universo como uma unidade atualmente, está bastante difundida principalmente na Índia, povos indígenas, e muitos cientistas/filósofos e seus seguidores.


 Josélia Oliveira


Livro consultado:

Watts, Alan. Tabu - O que não o deixa saber quem você é ? Trad. de  Fernando de Castro Ferreira e Olavo de Cavalho. Editora Três. Edição especial de Planeta n. 52-A. 1966

domingo, 22 de janeiro de 2012

O ÍNDIO E O RIO (primitivo ou sábio?)


Fonte desta imagem : http://essetalmeioambiente.com/top-10-os-paises-mais-exuberantes/

Fonte da imagem :http://lumeear.blogspot.com/2011/05/o-rio.html





Em certa ocasião, um rio da Noruega foi condenado à destruição para que fosse construída uma grande hidrelétrica. As margens do curso d’água seriam inundadas para que se fizesse o lago da barragem. Um nativo do povo Sami recusou-se, então, a sair do lugar. Quando, finalmente, foi preso por desobediência e retirado dali à força, ele não teve opção. Mais tarde a polícia perguntou-lhe por que se recusara a sair do rio. Sua resposta foi lacônica:



"Este rio faz parte de mim mesmo".

Para saber mais....

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um sentimento da consciência, uma necessidade de sobrevivência.

Imagem de : http://espiritismo_mensagens.zip.net/


Eu não concordo com as razões apontadas pela autora do texto abaixo: Patrícia de Orleans e Bragança (Bacharel em Biologia pela Universidade Federal de Brasília-UNB). As minhas razões de discordância se referem ao fundamento que a mesma aponta como origem de toda essa problemática das calamidades climáticas. 

Para mim, que, há muito tempo atrás, como professora de Ética Profissional, tentei passar aos alunos a importância do respeito ao outro (ao paciente), de colocar a vida antes da ambição, que a profissão que haviam escolhido tinha muito de sacerdócio, a meu ver não teve a repercussão por mim almejada. 

Hoje, acredito que estava errada no ponto de partida de meus argumentos. Agora percebo que postura ética não se ensina. Cada um tem que sentir em seu coração que não existe como um ego separado e, como faz parte da engrenagem do universo, todas as ações vão e retornam ao ponto de partida, repercutem em cada ator e em todos os demais participantes da dança da vida. 

Resumindo, o que fizermos ao outro, à natureza estamos fazendo a nós mesmos. A partir do momento em que as pessoas começarem a sentir esta realidade, acredito que mudarão sua postura em relação aos companheiros de jornada bem como com relação ao lar que os abriga e alimenta, a mãe Terra.

Depois de ter esclarecido o meu ponto de vista,  os fundamentos filosóficos de minha posição com relação a esta questão crucial, espero que o leitor analise meus argumentos e os da articulista, autora do artigo que se segue, e, após refletir, escolha a sua própria posição com relação ao problema em questão.

Boa leitura!


"Assim como a doença é um dos maiores niveladores sociais, o mesmo parece ser quanto à questão dos males que afligem a saúde de nosso planeta. As mudanças climáticas oriundas do aquecimento global  (maremotos, tornados, furacões, enchentes, secas etc..) não delimitam fronteiras entre ricos e pobres.
Se as grandes corporações e os bilionários de nossa terra, somados às figuras publicas de expressão e quaisquer outros simpatizantes da causa ambiental, não se unirem na demanda firme de mudanças de gestão governamental e empresarial, estaremos todos em maus lençóis.

De nada adiantará ter ricas contas bancárias e magníficos bens imóveis se as condições de desfrute forem as piores. As propriedades paradisíacas e as ilhas particulares serão tão afetadas quanto as palafitas de seus vizinhos menos abastados.

É normal que num ambiente seguro e tranquilo não imaginemos como as coisas ralmente possam ser, mas é muito provável que num futuro próximo tenhamos um cenário global de calamidade e miséria. A solução é possível. Requer vontade e é necessária.
Está ao alcance dos poderosos de nosso mundo a decisão de mudar, crescer, somar esforços, ajudar, melhorar e pressionar os órgãos competentes exigindo mudanças e, assim, garantir a manutenção da qualidade de vida.

Educar nossos jovens, resgatando valores e princípios, respeitar e amar a natureza e vigiar a ética são necessidades para um coabitar saudável entre todos os seres vivos e ainda tentar "correr atrás" dos prejuízos já causados ao meio ambiente.

Os grandes problemas da sociedade como a pobreza, fome, injustiça, opressão, tirania e a insanidade não acabarão com os progressos incríveis da ciência e tecnologia, da medicina e da compreensão do universo.

A razão pela qual essas calamidades continuam e até aumentam, se deve a um problema de ordem moral e ética de nossa sociedade e não científico ou tecnológico. A ciência, por si só, frustra na sua incapacidade de resolver problemas de nossa época que não são de natureza científica. Também não são problemas de solução intelectual."

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A ILUSÃO DE SEPARAÇÃO


Fonte da imagem : 
http://spleenbored-minhaspoesiasfavoritas.blogspot.com/2009_05_01_archive.html




Alan Watts, confidencia, em seu livro Tabu, que:

"[...] o livro que eu confiaria a meus filhos não conteria sermões, deveres e obrigações. O amor genuíno vem do conhecimento, não de um sentimento do dever ou de culpa. Quem gostaria de ser uma mãe inválida com uma filha que não pode casar-se por sentir que deve ficar cuidando da mãe e que portanto a detesta? Meu desejo seria dizer, não o que as coisas devem ser, mas sim como é que são e como e por que razão ignoramos como elas são.


Não podemos ensinar um ego a ser outra coisa que não egoísta, embora os egos tenham as formas mais sutis de se fingirem reformados. A primeira coisa a fazer, portanto, é desfazer, por experimento e experiência, a ilusão do ser como um ego separado.


O resultado pode não ser um comportamento nas linhas da moralidade convencional. Pode muito bem ser como aquilo que os justos disseram de Jesus: "Olhem para ele! Um glutão e um bêbado, um amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores!"


Além disso, ao vermos através da ilusão do ego, torna-se impossível pensarmos que o nosso ser é melhor ou superior a outros pelo fato de tê-lo conseguido. Existe apenas, em todas as direções, um só ser nos seus incontáveis jogos de esconde-esconde.


Os pássaros não são melhores do que os ovos de onde saíram. Na verdade, até podemos dizer que um pássaro é a maneira de um ovo se transformar em outros ovos. O ovo é o ego,  com o pássaro sendo o ser libertado.


Há um mito hindu em que o Ser é um cisne divino, que pôs um ovo, do qual saiu o mundo. Assim, nem mesmo estou dizendo que devemos sair de nossa casca. Um dia, de qualquer modo, nós (o verdadeiro nós, o ser) faremos isso, seja como for, mas não é possível que o papel do ser permaneça adormecido na maioria de seus disfarces humanos e que, assim, conduza o drama da vida na terra a seu fim, numa vasta explosão.


Outro mito hindu diz que, à medida que o tempo progride, a vida no mundo se vai tornando pior e pior, até que finalmente, o aspecto destrutivo do Ser, Xiva, executa uma terrível dança que consome tudo em fogo. 

Depois, diz o mito,  seguem-se   4.320.000 anos de paz total, durante os quais o ser é simplesmente ele mesmo e não brinca de esconder. 

Depois, o jogo começa de novo, agora como um universo de perfeito esplendor que só se começa deteriorando 1.728.000 anos depois, e cada estágio do jogo é organizado de tal maneira que as forças da escuridão se apresentam apenas durante um terço do tempo, tendo, no final, um breve mas totalmente ilusório triunfo. [...]"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O UNO E OS MUITOS




Ao término de um período de  
decadência sobrevém o ponto de


mutação. A luz poderosa que fora
banida ressurge.

Há movimento, mas este não é gerado pela força...
O movimento é natural, surge espontaneamente
Por esta razão, a transformação do antigo
torna-se fácil.

O velho é descartado, e o novo é introduzido.
Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando
daí, portanto, nenhum dano.

I Ching


Nesta época em que vivemos uma crise global de valores e em que observamos um movimento de mudança para um paradigma, em que a arte, a ciência e a espiritualidade não estarão separados mas convergirão dentro de um mesmo modo de sentir  a realidade, é bastante pertinente refletir sobre este texto de Fritjof Capra, que ainda está coerente com a realidade atual e é bastante esclarecedor sobre a crise mundial que estamos vivendo e a direção que ela pode tomar  :

"[...] Segundo Beatrice Bruteau, podem-se interpretar as diferentes imagens do Divino como um reflexo de soluções diferentes para o problema metafísico fundamental de "o Uno e os Muitos. O deus masculino representa tipicamente o Uno, que pode existir sozinho, independe e absoluto, ao passo que os muitos existem  somente na vontade de Deus, dependentes e relativos.
 Na sociedade humana, tal situação é exemplificada pela convencional relação pai-filho. A paternidade, como sublinha Bruteau, cracteriza-se pela separação. O pai em momento nenhum está fisicamente unido ao filho, e a relação tende a ser a de confrontação e amor condicional. 
Quando essa imagem do pai é aplicada a Deus, ela evoca naturalmente as noções de obediência, lealdade e fé, e inclui, com frequência, alguma imagem de desafio, com subsequentes prêmio ou punição.
 A imagem da Deusa, por outro lado, segundo Bruteau, representa uma solução do problema Uno/Muitos em termos de união e mútua consubstanciação, com o Uno manifesto  nos Muitos e os Muitos habitando no seio do Uno. Em tal relação, a qual não é imposta ou alcançada, mas organicamente dada, não existe qualquer sentido de oposição entre Deus e o mundo.
 Sua relação é caracterízada por harmonia, ternura e afeição, em vez de desafio e drama. Tal imagem é claramente maternal, refletindo o amor incondicional da mãe, em que mãe e filho estão fisicamente unidos e participam juntos da vida.
Com o renascimento da imagem da Deusa, o movimento feminista está criando também uma nova auto-imagem para as mulheres, juntamente com novas formas e um novo sistema de valores, Assim, a espiritualidade feminista terá uma influência profunda tanto sobre a religião e a filosofia como sobre nossa vida social e política.
Uma das contribuições mais radicais que os homens podem oferecer para o desenvolvimento da consciência feminista coletiva será envolverem-se plenamente na criação dos filhos desde o momento do nascimento para que eles possam crescer com a experiência do potencial humano total que é inerente às mulheres e aos homens. John Lennon, sempre um passo à frente do seu tempo, fez justamente isso nos últimos cinco anos de sua vida. [...]" 
 Fritjof Capra, O Ponto de Mutação - A Ciência, a Sociedade e a Cultura Emergente. Ed. Cultrix, São Paulo, 1982. Tradução de Álvaro Cabral. p.406/407



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O ensinamento mais fundamental

Templo da Oneness em Shenai - Índia


O ensinamento mais fundamental... ♥
“Nós podemos resumir todo o ensinamento da Oneness em uma única palavra: Consciência. O mais essencial a ser entendido é que o conteúdo de sua mente não é de forma alguma importante. Poderia ser qualquer coisa: violência, raiva, ódio, frustração, inveja, medo, toda a gama de pensamentos, sentimentos e emoções.

 Nós não estamos preocupados com nada disso. Porque não estamos tentando mudar isso; não podemos mudar - estas são as propriedades da mente humana, que é muito antiga e existe apenas uma mente. Tudo o que estamos dizendo é: por favor, torne-se intensamente consciente do que está acontecendo. Isso é tudo. Apenas veja o que está acontecendo por dentro. 

Não tente fazer nada com isso. Não há nada que você possa fazer; isso apenas existe. Essa é a verdade. Esse ver é integridade interior, é ser autêntico. Isso é tudo que você precisa fazer. Esse é o ensinamento da Oneness. É o ensinamento mais fundamental.” (Querido Sri Bhagavan) ♥ ♥ ♥


Canção e ensinamento para o coração ficar tranquilo.