Mostrando postagens com marcador arquétipos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arquétipos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de outubro de 2015

OS 12 ARQUÉTIPOS COMUNS


post-08-31-2
O termo “arquétipo” tem suas origens na Grécia antiga, as palavras raiz são archein que significa “original ou velho” e typos que significa “padrão, modelo ou tipo”, o significado combinado é “padrão original” do qual todas as outras pessoas similares, objetos ou conceitos são derivados, copiados, modelados, ou emulados.
O psicólogo Carl Gustav Jung usou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana, ele acreditava que arquétipos de míticos personagens universais residiam no interior do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo, arquétipos representam motivos humanos fundamentais de nossa experiência como nós evoluímos consequentemente eles evocam emoções profundas.
Embora existam muitos diferentes arquétipos, Jung definiu doze tipos principais que simbolizam as motivações humanas básicas, cada tipo tem seu próprio conjunto de valores, significados e traços de personalidade, além disso, os doze tipos são divididos em três grupos de quatro, ou seja, Ego, Alma e Eu, os tipos em cada conjunto compartilha uma fonte de condução comum, por exemplo, tipos dentro do conjunto Ego são levados a cumprir agendas definidas pelo ego.
A maioria se não todas as pessoas têm vários arquétipos em jogo na construção da sua personalidade, no entanto, um arquétipo tende a dominar a personalidade em geral, ele pode ser útil para saber quais arquétipos estão em jogo em si e nos outros, especialmente nos entes queridos, amigos e colegas de trabalho a fim de obter uma visão pessoal sobre comportamentos e motivações.

Os Tipos de Ego

1. O Inocente
post-08-31-3

Lema: Livre para ser você e eu
Desejo principal: Chegar ao paraíso
Objetivo: ser feliz
Maior medo: Ser punido por ter feito algo de ruim ou errado
Estratégia: Fazer as coisas certas
Fraqueza: Chato por toda a sua inocência ingênua
Talento: Fé e otimismo
O Inocente também é conhecido como: utópico, tradicionalista, ingênuo, místico, santo, romântico, sonhador.

2. O Cara Comum, o Órfão
post-08-31-4

Lema: Todos os homens e mulheres são iguais
Desejo central: Ligação com os outros
Objetivo: Fazer parte
Maior medo: Ficar de fora ou se destacar da multidão
Estratégia: Desenvolver sólidas virtudes comuns, seja para a Terra ou o contato comum
Fraqueza: Perder o próprio Eu em um esforço para se misturar ou por uma questão de relações superficiais
Talento: O realismo, a empatia, a falta de pretensão
A pessoa normal também é conhecida como: O bom menino velho, o homem comum, a pessoa da porta ao lado, o realista, o cidadão sólido, o trabalhador rígido, o bom vizinho, a maioria silenciosa.
3. O Herói
post-08-31-5

Lema: Onde há uma vontade, há um caminho
Desejo central: Provar o valor para alguém através de atos corajosos
Objetivo: Especialista em domínio de um modo que melhore o mundo
Maior medo: Fraqueza, vulnerabilidade, ser um “covarde”
Estratégia: Ser tão forte e competente quanto possível
Fraqueza: Arrogância, sempre precisando de mais uma batalha para lutar
Talento: Competência e coragem
O herói também é conhecido como: O guerreiro, o salvador, o super-herói, o soldado, o matador de dragão, o vencedor e o jogador da equipe.
4. O Cuidador
post-08-31-6

Lema: Ame o seu próximo como a si mesmo
Desejo central: Proteger e cuidar dos outros
Objetivo: Ajudar os outros
Maior medo: Egoísmo e ingratidão
Estratégia: Fazer coisas para os outros
Fraqueza: Martírio e ser explorado
Talento: Compaixão e generosidade
O cuidador também é conhecido como: O santo, o altruísta, o pai, o ajudante, o torcedor.

Os Tipos de Alma

5. O Explorador
post-08-31-7

Lema: Não me cerque
Desejo central: A liberdade de descobrir quem é através da exploração do mundo
Objetivo: A experiência de um mundo melhor, mais autêntico, mais gratificante na vida
Maior medo: Ficar preso, conformidade e vazio interior
Estratégia: Viajar, procurar e experimentar coisas novas, fugir do tédio
Fraqueza: Perambular sem destino tornando-se um desajustado
Talento: Autonomia, ambição, ser fiel a sua alma
O explorador também é conhecido como: O candidato, o iconoclasta, o andarilho, o individualista, o peregrino.
6. O Rebelde
post-08-31-8

Lema:As regras são feitas para serem quebradas
Desejo central: Vingança ou revolução
Objetivo: Derrubar o que não está funcionando
Maior medo: Ser impotente ou ineficaz
Estratégia: Interromper, destruir ou chocar
Fraqueza: Cruzar para o lado negro do crime
Talento: Ousadia, liberdade radical
O rebelde também é conhecido como: O ilegal, o revolucionário, o homem selvagem, o desajustado, o iconoclasta.
7 O Amante
post-08-31-9

Lema: Você é único
Desejo central: Intimidade e experiência
Objetivo: Estar em um relacionamento com as pessoas no trabalho e no ambiente que eles amam
Maior medo: Ficar sozinho, ser um invisível, se indesejado, ser mal amado
Estratégia: Tornar-se cada vez mais atraente fisicamente e emocionalmente
Fraqueza: Com o desejo de agradar aos outros corre o risco de perder sua identidade externa
Talento: Paixão, gratidão, valorização e compromisso
O amante também é conhecido como: O parceiro, o amigo íntimo, o entusiasta, o sensualista, o cônjuge, o construtor de equipe.
8. O Criador
post-08-31-10

Lema: Se você pode imaginar algo, isso pode ser feito
Desejo central: Criar coisas de valor duradouro
Objetivo: Realizar uma visão
Maior medo: A visão ou a execução medíocre
Estratégia: Desenvolver a habilidade e o controle artístico
Tarefa: Criar cultura, expressar a própria visão
Fraqueza: Perfeccionismo, soluções ruins
Talento: Criatividade e imaginação
O Criador também é conhecido como: O artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador.

Os tipos de Eu

9. O Tolo
post-08-31-11

Lema: Só se vive uma vez
Desejo central: Viver para o momento com pleno gozo
Objetivo: Ter um grande momento e iluminar o mundo
Maior medo: Se aborrecer ou chatear os outros
Estratégia: Jogar, fazer piadas, ser engraçado
Fraqueza: Frivolidade, desperdício de tempo
Talento: Alegria
O tolo também é conhecido como: O bobo da corte, o malandro, o palhaço, o brincalhão, o comediante.

10. O Sábio
post-08-31-12

Lema: A verdade vos libertará
Desejo central: Encontrar a verdade
Objetivo: Usar a inteligência e a análise para compreender o mundo
Maior medo: Ser enganado, iludido, ou ser ignorante
Estratégia: Buscar informação e conhecimento, auto reflexão e compreensão dos processos de pensamento
Fraqueza: Pode estudar detalhes para sempre e nunca agir
Talento: Sabedoria, inteligência
O Sábio também é conhecido como: O perito, o erudito, o detetive, o conselheiro, o pensador, o filósofo, o acadêmico, o pesquisador, o pensador, o planejador, o profissional, o mentor, o professor, o contemplador.
11. O mágico
post-08-31-13

Lema: Eu faço as coisas acontecerem.
Desejo central: Compreensão das leis fundamentais do universo
Objetivo: Realizar sonhos
Maior medo: Consequências negativas não intencionais
Estratégia: Desenvolver uma visão e viver por ela
Fraqueza: Se tornar manipulador
Talento: Encontrar soluções ganha-ganha
O mágico também é conhecido como: O visionário, o catalisador, o inventor, o líder carismático, o xamã, o curandeiro, o feiticeiro.

12. O Governante
CENTURY COLLECTION HITLER

Lema: O poder não é qualquer coisa, é a única coisa
Desejo central: Controle e poder
Objetivo: Criar uma família ou uma comunidade bem sucedida e próspera
Estratégia: Exercer o poder
Maior medo: O caos, ser destituído
Fraqueza: Ser autoritário, incapaz de delegar
Talento: Responsabilidade, liderança
O Governante é também conhecido como: O chefe, o líder, o ditador, o aristocrata, o rei, a rainha, o político, o gerente, o administrador.

As quatro Orientações cardeais

post-08-31-15As quatro orientações cardeais definem quatro grupos, com cada grupo contendo três tipos (como a roda de arquétipos acima ilustra), cada grupo é motivado por seu respectivo foco orientador: satisfação do ego, liberdade, socialidade e ordem, esta é uma variação nos grupos dos três tipos anteriormente mencionados, no entanto, todos os tipos dentro do Ego, Alma e Eu compartilham da mesma fonte de condução, os tipos que compõem a orientação dos quatro grupos têm diferentes unidades de origem, mas a mesma orientação de motivação, por exemplo, o cuidador é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego através do atendimento das necessidades dos outros que é uma orientação social, considerando que o herói também é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego o faz através de ação corajosa que comprova a autoestima, compreender os agrupamentos ajudará na compreensão da dinâmica de motivação e autopercepção de cada tipo.
Carl Golden
Origem: soulcraft
Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível

sábado, 29 de agosto de 2015

OS ARQUÉTIPOS

OS ARQUÉTIPOS


Arquétipo do amante
Arquétipos da juventude : O Amante
Fonte da imagem : http://www.terapiaemdia.com.br/?p=167 



As principais estruturas formadoras de nossa personalidade são os arquétipos. Os arquétipos não possuem conteúdo definido mas funcionam como uma fôrma que dá forma a diversos conteúdos.  Já os símbolos são o modo pelo qual o nosso inconsciente se expressa. Os arquétipos também são considerados como um conjunto de imagens psíquicas do inconsciente coletivo que são patrimônio comum de toda a humanidade. 

Segundo Jung, os principais arquétipos são: a sombra, o velho sábio, a criança, o herói-criança, a mãe, a virgem, a ânima (o feminino do homem), o animus (o masculino da mulher), o paraÍso perdido, os irmãos inimigos, o círculo, a rosa, a serpente, Dom Juan, a femme fatale, o mágico, o alquimista.

Arquétipo é uma palavra de origem grega, primeiramente usada por Platão com o significado de "padrões arcaicos" . É uma matriz comportamental herdada por todo ser humano, como arcabouço capaz de selecionar as experiências da vida, os elementos significativos que estejam em sintonia com o processo inato da individuação.

Os arquétipos, verdadeiras potências imateriais, surgem como entidades impalpáveis e incognoscíveis, mas se manifestam por meio de ideias e imagens e vestem-se com as mais distintas roupagens de acordo com as culturas que os representam.

A alma se comunica com a consciência através de uma linguagem simbólica - Jung a chama de linguagem arquetípica e utiliza o termo arquétipo para certas estruturas míticas básicas que são comuns à experiência humana. Os arquétipos de Jung são mais existenciais que transcendentais, são facetas das experiências do dia a dia da condição humana. São formas míticas herdadas coletivamente pela psiquê.

 Ken Wilber entende que as formas míticas (arquétipos de Jung) nada tem a ver com misticismo, com a genuina consciência transcendental. Para este autor, o principal erro de Jung foi não fazer uma distinção entre inconsciente coletivo e o nível  transpessoal (ou místico). No seu entender, as formas míticas coletivas apesar de serem herdadas do inconsciente coletivo isto não significa que elas sejam místicas ou transpessoais.

Os arquétipos de Jung segundo entende Wilber, não pertencem ao nível da consciência espiritual, transcendental, mística, transpessoal - tratam de situações existenciais como vida, morte, mãe, pai, sombra, ego, etc.

No entender de Wilber esta denominação deveria ser reservada para "arquétipos transpessoais" que corresponderiam às formas primordiais do Espírito Intemporal e não  às formas antigas da história temporal. No processo de individuação segundo Jung, é necessário que nos afastemos dos arquétipos, diferenciemo-nos deles, livremo-nos do seu poder.

No que diz respeito aos arquétipos transpessoais devemos nos aproximar deles para transcender a personalidade. Entretanto, o que Jung denomina Self é um arquétipo transpessoal. Wilber relaciona seus arquétipos transpessoais com as primeiras formas do início da involução e os arquétipos junguianos às primeiras formas que surgem no início da evolução. Os arquétipos junguianos (exceto o Self) pertencem ao nível psicológico, descendente.

 O tarô tem a possibilidade de simbolizar amplamente os arquétipos junguianos e, um mergulho no mundo dos "Arcanos" permite espelhar a alma para melhor conhecê-la e assim poder transcende-la.

*********

De acordo com Ken Wilber, com o qual concordo, o termo arquétipo tem sido utilizado de uma forma inapropriada porque abarca dois conteúdos bem diferentes, um no plano místico e outro no plano mítico. 

Os arquétipos aos quais Jung se reporta deveriam ser denominados de protótipos porque são existenciais e os verdadeiros arquétipos são transpessoais, intemporais. Achei muito interessante transcrever o ensaio de KW sobre os arquétipos justamente para que não haja confusão entre o que é MÍTICO  e o que é MÍSTICO, o que é pessoal, existencial, com o que é transcendental, divinal. 

O arquétipo é a VIDA antes da queda e o protótipo é a manifestação do atemporal no mundo da forma, no mundo da dualidade, em seus primórdios, sendo assim, muito antigos, arcaicos e coletivos, mas não místicos.

Vejamos a explanação que KW faz a este respeito:

"[...] Para os místicos - Shankara, Platão, Agostinho, Eckhart, Garabe Dorge e outros - arquétipos são formas sutís primordiais que aparecem à medida que o mundo se manifesta a partir do Espírito informe e não manifesto. Eles são os padrões sobre os quais os outros padrões de manifestação se baseiam.

Do grego "arche Typon,  padrão original. Formas sutis, transcendentais que são as formas primordiais de manifestação, não importa se a manifestação é física, biológica, mental, etc.

Na maioria das formas de misticismo, esses arquétipos são basicamente padrões radiantes ou pontos de luz, iluminações audíveis, formas e luminosidade brilhantemente coloridas, arco-íris de luz, som e vibração - através dos quais, em manifestação, o material é condensado, se assim podemos nos expressar.

Jung, entretanto, usa o termo para certas estruturas míticas básicas que são comuns à experiência humana: "trickster" (trapaceiro, vigarista, brincalhão), a sombra, o velho sábio, o ego, a persona, a grande mãe, a anima o animus, etc. Eles são  mais existenciais que transcendentais. São simplesmente facetas das experiências comuns do dia-a-dia da condição humana.

Concordo que essas formas míticas são herdadas coletivamente pela psiquê. Também concordo inteiramente com Jung,  que é muito importante chegar a um acordo com estes arquétipos míticos.

Estas formas míticas nada têm a ver com misticismo, com a genuína consciência transcendental.

Em minha opinião, o principal erro de Jung foi confundir coletivo com transpessoal  ( ou místico). Simplesmente porque minha mente herda certas formas coletivas não significa que essas formas são místicas ou transpessoais.

Os arquétipos de Jung, virtualmente nada têm a ver com a genuína consciência espiritual, transcendental, mística, transpessoal. Ao contrário, são formas coletivamente herdadas que distilam alguns dos mais básicos encontros existenciais do dia-a-dia da condição humana - vida, morte, mãe, pai, sombra, ego, etc. Nada místico. Coletivo, sim, transpessoal, não.

O poder dos "arquétipos verdadeiros" os arquétipos transpessoais" provém diretamente do fato de serem as formas primordiais do Espírito intemporal,  o poder dos arquétipos junguianos provém do fato de serem as formas antigas, arcaicas, da história temporal.

Como o próprio jung ressaltou, é necessário afastarmo-nos deles, livrarmo-nos do seu poder. Ele chamou esse processo de individuação. E, novamente  concordo  inteiramente com ele, sobre este ponto. Devemos nos afastar dos arquétipos junguianos.

Mas devemos nos aproximar dos arquétipos verdadeiros, os arquétipos transpessoais, para, em última instância, conseguirmos uma mudança integral de identidade para a forma transpessoal. O único arquétipo junguino que é genuinamente transpessoal é o Self, mas mesmo sua discussão sobre ele, em minha opinião, deixa a desejar pelo fato de jung não enfatizar suficientemente seu essencial caráter não-dual.

(Pincei alguns trechos que me pareceram mais elucidativos para a minha proposta - conceituar arquétipos - do ensaio de Ken Wilber sobre "Os arquétipos de Jung)

Fonte www.ariray.com.br/textossaladeleitura/03-arquetipos.doc
Ari Ray é o tradutor autorizado das obras do psicólogo e místico Ken Wilber






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OS SÍMBOLOS E OS ARQUÉTIPOS


A MÃE




O símbolo é a pegada (ou o gesto) visível de uma realidade invisível ou oculta. É a manifestação de uma ideia que assim se expressa a nível sensível e se faz apta para o entendimento. Num sentido amplo, toda a manifestação toda a criação, é simbólica, como cada gesto é um rito, seja isto ou não evidente, pois constitui um sinal significativo.

O símbolo nomeia as coisas e é uno com elas, não as interpreta nem define. Em verdade, a definição é ocidental e moderna )ainda que nasça na Grécia clássica) e poderia ser considerada com a porta à classificação posterior.

O símbolo não é só visual, pode ser auditivo, como  é o caso do mito e da lenda, ou absolutamente plástico e quase inapreensível como sucede com certas imagens fugazes que, no entanto, marcam-nos. Na época atual, costuma-se-lhe associar mais com o visual, porque a vista fixa e cristaliza imagens em relação com estes momentos históricos de solidificação e anquilosamento mais ligados ao espacial que ao temporal.

O símbolo é intermediário entre duas realidades, uma conhecida e outra desconhecida e, portanto, o veículo na busca do Ser, através do Conhecimento. Os distintos símbolos sagrados das diferentes tradições (e por certo também os símbolos naturais) se entreteçam e se vinculem entre si constituindo uma Via Simbólica para a realização interior a saber: para o Conhecimento, ou seja, o Ser, dada a identidade entre o que o homem é e o que conhece. 

O metafísico, essa região desconhecida e misteriosa, manifesta-se no mundo sensível por intermediação do símbolo. Graças a este, é possível o Conhecimento para o ser humano; imagens e símbolos nos permitem consciência do mundo que nos rodeia, do que este significa e de nós mesmos.

Os símbolos sagrados, revelados, foram depositados em todas as tradições verdadeiras. Os sábios de diferentes povos, por meio da Ciência e da Arte, promoveram sempre o conhecimento desses mundos sutis que os próprios símbolos testemunham. Eles permitem que aquelas realidades superiores toquem nossos sentidos e possibilitem que o homem, a partir desta base sensível, eleve-se a essas regiões que constituem seu aspecto mais interno: seu verdadeiro Ser.



*****************************************

OS ARQUÉTIPOS


Arquétipo do amante
Arquétipos da juventude : O Amante
Fonte da imagem : http://www.terapiaemdia.com.br/?p=167 



As principais estruturas formadoras de nossa personalidade são os arquétipos. Os arquétipos não possuem conteúdo definido mas funcionam como uma fôrma que dá forma a diversos conteúdos.  Já os símbolos são o modo pelo qual o nosso inconsciente se expressa. Os arquétipos também são considerados como um conjunto de imagens psíquicas do inconsciente coletivo que são patrimônio comum de toda a humanidade. 

Segundo Jung, os principais arquétipos são: a sombra, o velho sábio, a criança, o herói-criança, a mãe, a virgem, a ânima (o feminino do homem), o animus (o masculino da mulher), o paraiso perdido, os irmãos inimigos, o círculo, a rosa, a serpente, Dom Juan, a femme fatale, o mágico, o alquimista.

Arquétipo é uma palavra de origem grega, primeiramente usada por Platão com o significado de "padrões arcaicos" . É uma matriz comportamental herdada por todo ser humano, como arcabouço capaz de selecionar as experiências da vida, os elementos significativos que estejam em sintonia com o processo inato da individuação.

Os arquétipos, verdadeiras potências imateriais, surgem como entidades impalpáveis e incognoscíveis, mas se manifestam por meio de ideias e imagens e vestem-se com as mais distintas roupagens de acordo com as culturas que os representam.

A alma se comunica com a consciência através de uma linguagem simbólica - Jung a chama de linguagem arquetípica e utiliza o termo arquétipo para certas estruturas míticas básicas que são comuns à experiência humana. Os arquétipos de Jung são mais existenciais que transcendentais, são facetas das experiências do dia a dia da condição humana. São formas míticas herdadas coletivamente pela psiquê.

 Ken Wilber entende que as formas míticas (arquétipos de Jung) nada tem a ver com misticismo, com a genuina consciência transcendental. Para este autor, o principal erro de Jung foi não fazer uma distinção entre inconsciente coletivo e o nível  transpessoal (ou místico). No seu entender, as formas míticas coletivas apesar de serem herdadas do inconsciente coletivo isto não significa que elas sejam místicas ou traspessoais.

Os arquétipos de Jung segundo entende Wilber, não pertencem ao nível da consciência espiritual, transcendental, mística, transpessoal - tratam de situações existenciais como vida, morte, mãe, pai, sombra, ego, etc.

No entender de Wilber esta denominação deveria ser reservada para "arquétipos transpessoais" que corresponderiam às formas primordiais do Espírito Intemporal e não  às formas antigas da história temporal. No processo de individuação segundo Jung, é necessário que nos afastemos dos arquétipos, diferenciemo-nos deles, livremo-nos do seu poder.

No que diz respeito aos arquétipos transpessoais devemos nos aproximar deles para transcender a personalidade. Entretanto, o que Jung denomina Self é um arquétipo transpessoal. Wilber relaciona seus arquétipos transpessoais com as primeiras formas do início da involução e os arquétipos junguianos às primeiras formas que surgem no início da evolução. Os arquétipos junguianos (exceto o Self) pertencem ao nível psicológico, descendente.

 O tarô tem a possibilidade de simbolizar amplamente os arquétipos junguianos e, um mergulho no mundo dos "Arcanos" permite espelhar a alma para melhor conhecê-la e assim poder transcende-la.

*********

De acordo com Ken Wilber, com o qual concordo, o termo arquétipo tem sido utilizado de uma forma inapropriada porque abarca dois conteúdos bem diferentes, um no plano místico e outro no plano mítico. 

Os arquétipos aos quais Jung se reporta deveriam ser denominados de protótipos porque são existenciais e os verdadeiros arquétipos são transpessoais, intemporais. Achei muito interessante transcrever o ensaio de KW sobre os arquétipos justamente para que não haja confusão entre o que é MÍTICO  e o que é MÍSTICO, o que é pessoal, existencial, com o que é transcendental, divinal. 

O arquétipo é a VIDA antes da queda e o protótipo é a manifestação do atemporal no mundo da forma, no mundo da dualidade, em seus primórdios, sendo assim, muito antigos, arcaicos e coletivos, mas não místicos.

Vejamos a explanação que KW faz a este respeito:

"[...] Para os místicos - Shankara, Platão, Agostinho, Eckhart, Garabe Dorge e outros - arquétipos são formas sutís primordiais que aparecem à medida que o mundo se manifesta a partir do Espírito informe e não manifesto. Eles são os padrões sobre os quais os outros padrões de manifestação se baseiam.

Do grego "arche Typon,  padrão original. Formas sutis, transcendentais que são as formas primordiais de manifestação, não importa se a manifestação é física, biológica, mental, etc.

Na maioria das formas de misticismo, esses arquétipos são basicamente padrões radiantes ou pontos de luz, iluminações audíveis, formas e luminosidade brilhantemente coloridas, arco-íris de luz, som e vibração - através dos quais, em manifestação, o material é condensado, se assim podemos nos expressar.

Jung, entretanto, usa o termo para certas estruturas míticas básicas que são comuns à experiência humana: "trickster" (trapaceiro, vigarista, brincalhão), a sombra, o velho sábio, o ego, a persona, a grande mãe, a anima o animus, etc. Eles são  mais existenciais que transcendentais. São simplesmente facetas das experiências comuns do dia-a-dia da condição humana.

Concordo que essas formas míticas são herdadas coletivamente pela psiquê. Também concordo inteiramente com Jung,  que é muito importante chegar a um acordo com estes arquétipos míticos.

Estas formas míticas nada têm a ver com misticismo, com a genuína consciência transcendental.

Em minha opinião, o principal erro de Jung foi confundir coletivo com transpessoal  ( ou místico). Simplesmente porque minha mente herda certas formas coletivas não significa que essas formas são místicas ou transpessoais.

Os arquétipos de Jung, virtualmente nada têm a ver com a genuína consciência espiritual, transcendental, mística, transpessoal. Ao contrário, são formas coletivamente herdadas que distilam alguns dos mais básicos encontros existenciais do dia-a-dia da condição humana - vida, morte, mãe, pai, sombra, ego, etc. Nada místico. Coletivo, sim, transpessoal, não.

O poder dos "arquétipos verdadeiros" os arquétipos transpessoais" provém diretamente do fato de serem as formas primordiais do Espírito intemporal,  o poder dos arquétipos junguianos provém do fato de serem as formas antigas, arcaicas, da história temporal.

Como o próprio jung ressaltou, é necessário afastarmo-nos deles, livrarmo-nos do seu poder. Ele chamou esse processo de individuação. E, novamente  concordo  inteiramente com ele, sobre este ponto. Devemos nos afastar dos arquétipos junguianos.

Mas devemos nos aproximar dos arquétipos verdadeiros, os arquétipos transpessoais, para, em última instância, conseguirmos uma mudança integral de identidade para a forma transpessoal. O único arquétipo junguino que é genuinamente transpessoal é o Self, mas mesmo sua discussão sobre ele, em minha opinião, deixa a desejar pelo fato de jung não enfatizar suficientemente seu essencial caráter não-dual.

(Pincei alguns trechos que me pareceram mais elucidativos para ao que me propuz - conceituar arquétipos - do ensaio de Ken Wilber sobre "Os arquétipos de Jung)

Fonte www.ariray.com.br/textossaladeleitura/03-arquetipos.doc
Ari Ray é o tradutor autorizado das obras do psicólogo e místico Ken Wilber

ARQUÉTIPOS

                       ARQUÉTIPOS            



                  

  

As principais estruturas formadoras de nossa personalidade são os arquétipos. Os arquétipos não possuem conteúdo definido mas funcionam como uma fôrma que dá forma a diversos conteúdos.  Já os símbolos são o modo pelo qual o nosso inconsciente se expressa. Os arquétipos também são considerados como um conjunto de imagens psíquicas do inconsciente coletivo que são patrimônio comum de toda a humanidade. 

Segundo Jung, os principais arquétipos são: a sombra, o velho sábio, a criança, o herói-criança, a mãe, a virgem, a ânima (o feminino do homem), o animus (o masculino da mulher), o paraiso perdido, os irmãos inimigos, o círculo, a rosa, a serpente, Dom Juan, a femme fatale, o mágico, o alquimista.

Arquétipo é uma palavra de origem grega, primeiramente usada por Platão com o significado de "padrões arcaicos" . É uma matriz comportamental herdada por todo ser humano, como arcabouço capaz de selecionar as experiências da vida, os elementos significativos que estejam em sintonia com o processo inato da individuação.

Os arquétipos, verdadeiras potências imateriais, surgem como entidades impalpáveis e incognoscíveis, mas se manifestam por meio de ideias e imagens e vestem-se com as mais distintas roupagens de acordo com as culturas que os representam.

A alma se comunica com a consciência através de uma linguagem simbólica - Jung a chama de linguagem arquetípica e utiliza o termo arquétipo para certas estruturas míticas básicas que são comuns à experiência humana. Os arquétipos de Jung são mais existenciais que transcendentais, são facetas das experiências do dia a dia da condição humana. São formas míticas herdadas coletivamente pela psiquê.

 Ken Wilber entende que as formas míticas (arquétipos de Jung) nada tem a ver com misticismo, com a genuina consciência transcendental. Para este autor, o principal erro de Jung foi não fazer uma distinção entre inconsciente coletivo e o nível  transpessoal (ou místico). No seu entender, as formas míticas coletivas apesar de serem herdadas do inconsciente coletivo isto não significa que elas sejam místicas ou traspessoais.

Os arquétipos de Jung segundo entende Wilber, não pertencem ao nível da consciência espiritual, transcendental, mística, transpessoal - tratam de situações existenciais como vida, morte, mãe, pai, sombra, ego, etc.

No entender de Wilber esta denominação deveria ser reservada para "arquétipos transpessoais" que corresponderiam às formas primordiais do Espírito Intemporal e não  às formas antigas da história temporal. No processo de individuação segundo Jung, é necessário que nos afastemos dos arquétipos, diferenciemo-nos deles, livremo-nos do seu poder.

No que diz respeito aos arquétipos transpessoais devemos nos aproximar deles para transcender a personalidade. Entretanto, o que Jung denomina Self é um arquétipo transpessoal. Wilber relaciona seus arquétipos transpessoais com as primeiras formas do início da involução e os arquétipos junguianos às primeiras formas que surgem no início da evolução. Os arquétipos junguianos (exceto o Self) pertencem ao nível psicológico, descendente.

 O tarô tem a possibilidade de simbolizar amplamente os arquétipos junguianos e, um mergulho no mundo dos "Arcanos" permite espelhar a alma para melhor conhecê-la e assim poder transcende-la.

Fonte www.ariray.com.br/textossaladeleitura/03-arquetipos.doc
Ari Ray é o tradutor autorizado das obras do psicólogo e místico Ken Wilber

sábado, 20 de outubro de 2012

O ARQUÉTIPO DA MADRASTA MÁ



Encontrei num dos blogs que sigo um post que se refere ao grande sucesso da novela AVENIDA BRASIL, no qual relaciona-o  à identificação dos telespectadores com a situação de vítima de uma madrasta má bem como ao fato de que, o fim de enriquecer, se dar bem, justifica qualquer atrocidade que seja praticada por alguém com este objetivo.


A seguir a postagem em referência:

EU NÃO PODIA DE FORMA ALGUMA DEIXAR DE EXPRESSAR, PARA AS QUASE 1 MILHÃO DE PESSOAS QUE TEM ACESSO AS MINHAS POSTAGENS, NAS VARIAS REDES EM QUE COMPARTILHO, MINHA OPINIÃO SOBRE ESTA NOVELA QUE TANTO MEXEU COM O POVO BRASILEIRO E TENTAR ENTENDER O PORQUE DESSA COMOÇÃO TODA!

LONGE DE MIM SER UM CRÍTICO OU TENTAR FAZER UMA ANÁLISE DRAMATÚRGICA, POIS ALEM DE NÃO SABER NADA SOBRE A ARTE, TENHO POUCA DISCIPLINA PARA SEGUIR NOVELAS OU OUTRA SÉRIE QUALQUER. CLARO QUE A CURIOSIDADE SEMPRE ME LEVOU A DAR UMA OLHADINHA EM UM OU OUTRO CAPITULO.

VOU ME ATER A IDENTIFICAÇÃO QUE O TEMA FEZ COM A MAIORIA DO POVO BRASILEIRO.
ENTÃO ONDE ESTÃO ESTES PONTOS DE IDENTIFICAÇÃO?
SOU MEIO SUSPEITO A FALAR DO PRIMEIRO QUE ME VEM A CABEÇA, POIS TIVE UMA MADRASTA MUITO PARECIDA COM A CARMINHA. SEUS MÉTODOS ERAM DIFERENTES, E VÃO SEMPRE SER, DE ACORDO COM A CULTURA DE CADA UMA DELAS. MAS NEM POR ISSO, MENOS CRUÉIS.

COMO PUDEMOS VER, AS ORIGENS DA VIDA DA CARMINHA, FORAM O PONTO DE PARTIDA DE TODA A TRAMA.
MAS E NA VIDA REAL, ISSO ACONTECE???
CLARO QUE SIM, TODOS OS DIAS E DAS MAIS VARIADAS FORMAS TEMOS PROVAS EM NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS, É SÓ OBSERVAR DIREITINHO NO SEU PRÓPRIO BAIRRO.

QUANTAS CARMINHAS VOCÊS CONHECEM QUE CASARAM-SE POR INTERESSE?
QUANTAS ABREM MÃO DO VERDADEIRO AMOR, EM TROCA DAS ILUSÕES DE UM RAPAZ COM UM BELO CARRO, APARENTANDO TER DINHEIRO?
QUANTAS MENINAS SE ENVOLVERAM COM HOMENS TOTALMENTE FORA DE SEUS CONTEXTOS,(IDADE,CULTURA, ETC.), PARA VIR PARA CIDADES GRANDES.

QUANTAS SÃO VITIMAS DE PROMESSAS NO EXTERIOR, ALMEJANDO UMA VIDA QUE ELAS IMAGINAM MELHOR E ACABAM MAL?
QUANTOS MAX NÓS JA CONHECEMOS EM NOSSA VIDA, SE APROXIMANDO DE MULHERES DE OLHO NA SITUAÇÃO FINANCEIRA DELAS?
O SONHO DA VIDA "MELHOR", IMPLANTADA NA CABEÇA DOS BRASILEIROS NAS ULTIMAS DÉCADAS, SERVINDO A UM SISTEMA CRUEL E DISTORCIDO, LEVAM MILHARES DE PESSOAS A USAR, MUITAS VEZES SEM PERCEBER, DOS MAIS SÓRDIDOS MÉTODOS PARA ASCENDER SOCIALMENTE.

MUITOS, A EXEMPLO DA CARMINHA DA NOVELA, PERDEM TOTALMENTE A NOÇÃO DE CERTO OU ERRADO, VISANDO TÃO SOMENTE APENAS, O SONHO DE CHEGAR AO TOPO DA SOCIEDADE DE CONSUMO.
EM CASOS EXTREMOS, QUANDO PERDEM A CHANCE QUE ACREDITAVAM TER CONSEGUIDO, CHEGAM AO DESESPERO TOTAL. TIVEMOS UM EXEMPLO MACABRO HA POUCOS DIAS EM SÃO PAULO, QUANDO UMA MOÇA, NOVA E BONITA, COM TODA A VIDA PELA FRENTE, MATOU E ESQUARTEJOU SEU MARIDO RICO. 

O PIOR É QUE ESTAS PESSOAS ACREDITAM E MUITOS PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS AINDA ABONAM, QUE ISTO TUDO FOI APENAS PELA REJEIÇÃO QUE O INDIVIDUO SENTIU.
EU NÃO ACREDITO NISTO! A REJEIÇÃO É DOLORIDA SIM, MAS PERFEITAMENTE TRABALHAVEL E SUPERÁVEL, JÁ QUE APRENDEMOS DESDE CRIANÇAS A SER REJEITADOS POR OUTRAS CRIANÇAS, FAZ PARTE DO MECANISMO DE AUTO-PRESERVAÇÃO LIDARMOS COM ISSO DESDE NOVINHOS.

O DIFICIL É PERCEBER QUE O TÃO SONHADO ELDORADO QUE TODOS SONHAM, NÃO VEM ASSIM EM UM PASSE DE MAGICA, E QUANDO A REALIDADE SE FAZ PRESENTE, TODO O CASTELO DE AREIA DESMORONA, DEIXANDO A PESSOA EM TOTAL DESESPERO.
UM DOS PONTOS FORTES DA NOVELA,(INCLUSIVE FOI SEU FINAL), FOI O FUTEBOL, DE ONDE O PRINCIPAL PROTAGONISTA,(TUFÃO), TIROU TODA SUA FORTUNA. NÃO É UMA COINCIDÊNCIA QUE O SONHO DA MAIORIA DE NOSSOS MENINOS SEJA JOGAR FUTEBOL?

A VERDADE É QUE AS CARMINHAS E OS MAX DA VIDA, ESTÃO A NOSSA VOLTA TODOS OS DIAS, TRAVESTIDOS DAS MAIS VARIADAS FORMAS QUE PUDERMOS IMAGINAR.
AQUELE MÉDICO DO PLANO DE SAÚDE, OU DO POSTO PÚBLICO QUE TE ATENDE SEM NEM OLHAR NO TEU ROSTO.

AQUELE POLITICO CAPAZ DE TUDO PARA ENRIQUECER RÁPIDO.
AQUELE COMERCIANTE QUE ADULTERA A DATA DE VALIDADE DE SEUS PRODUTOS
AQUELA PESSOA QUE NÃO DIMINUI
 A VELOCIDADE DO CARRO PARA ALGUÉM ATRAVESSAR.
AQUELE FUNCIONÁRIO PÚBLICO QUE TE ATENDE COMO SE TE FIZESSE UM FAVOR, AQUELA PESSOA GROSSA QUE TE EMPURRA NAS FILAS, ISTO NÃO TE LEMBRA DAS GROSSERIAS DA CARMINHA COM AS EMPREGADAS???
POIS É AMIGOS, EIS PORQUE NOS IDENTIFICAMOS TANTO COM A NOVELA...ELA É A NOSSA CARA.
ESTAMOS PRECISANDO FAZER  UMA TERAPIA GIGANTESCA NESTE PAIS, POIS DE CERTA FORMA SOMOS TODOS CARMINHAS E MAX E PIOR, SOMOS TAMBÉM SUAS VITIMAS.

VALÉRIUS!!!
Fonte:http://jardimdomago.blogspot.com/2012_10_01_archive.html