Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de abril de 2020
domingo, 2 de abril de 2017
A ESSÊNCIA DA MEDITAÇÃO

“Algumas pessoas dizem: “Ah, eu estou meditando toda hora. Quando ando, eu estou meditando, quando canto, estou meditando, quando cozinho, estou meditando, quando me exercito, eu estou meditando.” Mas por outro lado, algumas pessoas dizem: “Eu quero meditar, mas eu não consigo meditar, eu tenho tantos pensamentos e tantas emoções.” Ou algo parecido com isso. Então há dois extremos aqui. Então o que é a verdadeira meditação? O que faz ser uma meditação? É a consciência plena.
A presença da consciência plena. Por isso dizemos: “A essência da meditação é reconhecer a consciência plena.” Então, se a sua mente estiver em paz e calma, ou se estiver relaxada ou não, esta não é a questão. Talvez você não se sinta em paz, ou não sinta um relaxamento, mas se você reconhecer a consciência plena, e tiver a presença da consciência plena, você estará em meditação.
Então normalmente há o que chamamos de “a experiência da meditação” e “a meditação”. As experiências da meditação são quando experimentamos paz, alegria, felicidade, bem aventurança, clareza, o estado de mente não conceitual, e assim por diante… Todas estas são experiências da meditação. Mas tudo isso não é a meditação. Tudo isso vem como um subproduto da meditação. Mas o que é a verdadeira meditação? A consciência plena. A presença da consciência plena”.
— Yongey Mingyur Rinpoche, em “The Essence of Meditation”
terça-feira, 31 de maio de 2016
COMO MEDITAR PASSO A PASSO
Diminuição do estresse, capacidade de regular emoções, pensar com mais clareza, desenvolver maior empatia e compaixão pelas pessoas. Esses são alguns dos muitos benefícios da prática da meditação. Mas…Como meditar? Você deve estar aí se perguntando.Calma, vamos orientá-lo. Antes, temos de informar que a intensidade, bem como o tempo a que a pessoa destina para a prática da meditação, podem potencializar as sensações de bem-estar – que são diferentes para cada um.
Responda uma pergunta: quando você pensa em meditação, o que vem à sua mente? Se for a imagem de um santo, nos Himalaias, uma figura iluminada em postura de lótus, temos algo a te dizer: não é preciso ir até esta bela cordilheira – muito embora o passeio valha a pena. Não é preciso ser um Buda ou um Jesus para iniciar a sua prática. Paramahansa Yogananda, grande mestre indiano e pai da yoga no Ocidente, pode te auxiliar nos primeiros passos para essa empreitada.
Leia com atenção o texto abaixo e dê início a uma nova etapa na vida, mais saudável e feliz!
Como meditar:
1) Sentar-se corretamente
Sente-se numa cadeira de espaldar reto ou, se preferir, numa superfície firme, com as pernas cruzadas. Em qualquer dos casos, ponha por cima uma manta ou tecido de seda (o objetivo é isolar o corpo da atração magnética produzida pelas correntes sutis da terra). Manter a coluna vertebral reta, o abdome para dentro, o peito para fora, os ombros para trás e o queixo paralelo ao chão. As mãos ficam com as palmas viradas para cima e devem estar apoiadas nas pernas, onde a coxa se une à região abdominal, para evitar que o corpo se incline para diante. A cadeira de meditação deve ter uma altura cômoda; do contrário há a tendência de inclinar o torso para a frente ou para trás.
Na postura correta, o corpo está ao mesmo tempo firme e relaxado e é fácil permanecer completamente tranquilo e imóvel.
Depois, fechar os olhos e elevar suavemente o olhar sem forçar, dirigindo-o para o ponto entre as sobrancelhas, que é a sede do olho espiritual, o centro da percepção divina.
2) Oração inicial
Depois de ficar na postura de meditação, ofereça a Deus uma prece do coração, expressando sua devoção por Ele e pedindo que abençoe sua meditação.
3) Tensionar e relaxar para eliminar o estresse
Inspire, tensionando o corpo completamente e fechando os punhos.
Expulse fortemente o ar pela boca com uma expiração dupla, fazendo o som “ha haaa”, e ao mesmo tempo relaxe todo o corpo.
Repita este exercício 3 a 6 vezes.
Depois esqueça a respiração, deixando-a fluir para dentro ou para fora de modo natural e espontâneo, como na respiração normal.
4) Concentrar a atenção no olho espiritual
Com as pálpebras meio fechadas (ou completamente fechadas, se for mais cômodo), dirija o olhar para cima, focalizando-o, junto com a atenção, no ponto no meio das sobrancelhas, como se olhasse para fora através desse ponto. (A pessoa que se concentra profundamente costuma franzir as sobrancelhas.) Não é para cruzar nem forçar os olhos; ao relaxar e se concentrar com serenidade, o olhar se volta naturalmente para cima.
Apenas ver o olho espiritual não é suficiente; o mais difícil para o devoto é penetrar essa luz. Mas, pela prática de métodos superiores, como a Kriya Yoga, a consciência é conduzida ao interior do olho espiritual, entrando em um outro mundo de dimensões mais vastas”. Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus.
5) Orar profundamente a Deus na linguagem de seu coração
Continue com a atenção no centro da Consciência Crística, isto é, no ponto entre as sobrancelhas, orando profundamente a Deus e aos Seus grandes santos. Invoque na linguagem do coração a presença Deles e as Suas bênçãos.
Pai Celestial, Tu és Amor e eu sou feito à Tua imagem. Eu sou a esfera cósmica de Amor, na qual contemplo todos os planetas, todas as estrelas, todos os seres, a criação inteira, como luzes cintilantes. Sou o Amor que ilumina o universo inteiro. Paramahansa Yogananda, “Meditações Metafísicas
6) A importância da prática diária
Cada período de meditação deve durar pelo menos 30 minutos, de manhã e à noite. Quanto mais tempo você permanecer sentado, desfrutando do estado de calma meditativa, mais progredirá espiritualmente. Durante as atividades diárias mantenha a calma sentida na meditação; a serenidade o ajudará a manifestar felicidade e harmonia em todos os aspectos de sua vida.
Este passo a passo foi extraído do site oficial da Self-Realization Fellowship, instituição criada por Paramahansa Yogananda para disseminar os seus ensinamentos pelo mundo.
Yogananda Brasil: www.yoganandabrasil.com.br
quinta-feira, 19 de maio de 2016
UNIDADE/DUALIDADE
Meditação sobre um objecto não é útil. Por esta razão, você deve aprender a perceber que o sujeito e o objecto são um só. Ao meditar sobre um objecto, você está destruindo essa sensação de unidade e criando dualidade. Medite apenas no Ser.
Tente perceber que o corpo não é você; as emoções não são você, o intelecto não é você. Quando todos estes estão aquietados, você irá encontrar algo mais lá; agarra-se a isso e isso se revelará.
Ramana Maharshi
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
MEDITANDO COM MANTRAS.
O Buddha ensinou 84.000 diferentes maneiras para domar e pacificar as emoções negativas, e no budismo há incontáveis métodos de meditação. Encontrei três técnicas de meditação que são particularmente eficazes no mundo moderno, e que todos podem usar e se beneficiar. São elas: “observar” a respiração, usar um objeto e recitar um mantra. Nesta postagem vamos utilizar o terceiro método: Meditar utilizando mantras.
Quando você está nervoso, desorientado ou emocionalmente frágil, cantar ou recitar um mantra de forma inspirada pode mudar por completo o estado de sua mente, transformando sua energia e atmosfera. Como isso é possível? O mantra é a essência do som, a materialização da verdade na forma de som.
Cada sílaba está imbuída de força espiritual, condensa uma verdade espiritual e vibra com a bênção da fala dos Buddhas. Diz-se também que a mente cavalga na energia sutil da respiração, o prana, que se move pelos canais sutis do corpo e os purifica. Assim, quando você canta um mantra, recarrega a sua respiração e energia com a energia desse mantra, trabalhando assim diretamente sobre sua mente e seu corpo sutil.
O mantra que recomendo aos meus estudantes é OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM (ou como dizem os tibetanos: OM AH HUM BENZA GURU PEMA SIDDHI HUNG), que é o mantra de Padmasambhava, o mantra de todos os buddhas, mestres e seres realizados e por isso único em seu poder para a paz, a cura, a transformação e a proteção nesta época violenta e caótica.
Recite-o com tranqüilidade, com profunda atenção, e deixe sua respiração, o mantra e sua consciência lentamente tornarem-se um. Ou cante-o de modo inspirado, e descanse no silêncio profundo que às vezes se segue à ele.
Recite-o com tranqüilidade, com profunda atenção, e deixe sua respiração, o mantra e sua consciência lentamente tornarem-se um. Ou cante-o de modo inspirado, e descanse no silêncio profundo que às vezes se segue à ele.
ESTES DOIS OUTROS VÍDEOS CONTÉM MANTRAS QUE TAMBÉM ACHEI APROPRIADOS PARA FAZER ESTE TIPO DE MEDITAÇÃO.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
MEDITAÇÃO É SUA NATUREZA
| http://www.oshomeditationsaopaulo.com.br/a-meditacao |
O que é a meditação? É uma técnica que pode ser praticada? É um esforço que você pode fazer? É algo que a mente pode atingir? Não é nada disso.
Tudo que a mente pode fazer não é meditação, pois a meditação está além da mente e não pode ser penetrada por ela. Onde a mente acaba, a meditação começa. Lembre-se disso, pois, em nossas vidas, tudo que fazemos é feito pela mente.
Portanto, quando nos voltamos para dentro, começamos novamente a pensar em termos de técnicas, de métodos e realizações, porque nossa experiência de vida nos mostra que tudo pode ser feito pela mente.
Tudo, exceto a meditação. A meditação não pode ser feita pela mente porque não é algo que se conquiste. A meditação já está lá, é sua natureza. Não precisa ser conquistada, basta que seja lembrada. Está lá, esperando por você. Basta voltar-se para dentro e ela está disponível. Sempre esteve dentro de você.
A meditação é sua natureza intrínseca, não tem nada a ver com suas atividades. Você não pode tê-la, assim como não pode não tê-la. Ela não pode ser possuída, não e uma coisa. É você. É o seu ser.
Palavras de Osho em Aprendendo a Silenciar a Mente. p. 20
domingo, 14 de junho de 2015
OS MONSTROS QUE CARREGAMOS: REFLEXÕES ACERCA DA DEPRESSÃO
| Imagem google |
“Um, dois, três... vá, você consegue. Você não apenas consegue, você também precisa. Um, dois, três... por favor, vamos, você não tem o dia inteiro.”
A frase acima assemelha-se ao discurso de alguém que tenta escalar uma montanha ou atingir alguma meta que requere esforço anormal, mas é só o tipo de coisa que um indivíduo deprimido fala para si mesmo ao tentar levantar da cama num dia comum. A depressão não é algo poético, ao contrário do que muitos pensam, e não é assunto para ser romantizado. Há um mito que cerca a condição, e ele precisa ser extinto.
A depressão não ajuda pessoas criativas. O sofrimento pode inspirar, mas a depressão paralisa. É uma doença cruel, dolorosa e insidiosa, que leva o hospedeiro a ter vontade de pedir ajuda para tomar banho, pentear cabelos e escovar os dentes: ela leva embora a energia vital presente em cada um de nós, transformando tarefas simples como se alimentar em tarefas complicadas como erguer um monumento. É uma máxima: não há beleza na depressão.
Muitas vezes os incentivos não geram resultados, todo e qualquer esforço falha ou parece falhar, e a desistência se apresenta como a única saída viável. Após a ideia da desistência criar raízes firmes, a idealização do grand finale, o suicídio, parece se formar na mente do doente, límpida e nítida como uma pintura ou até mesmo como um filme.
Os mais diversos cenários são imaginados: do envenenamento (costuma ser descartado, pode ser extremamente doloroso e falho) até o tiro fatal da misericórdia, da auto-defenestração até a overdose, tudo é levado em consideração. Os prós e contras são ponderados. É possível que o deprimido considere que é melhor deixar o tiro pra lá, afinal, ninguém gosta de limpar sujeira, e morrer de forma serena não parece uma má ideia.
Para completar, conseguir uma arma não é muito fácil em grande parte dos casos. Infelizmente, muitos doentes abraçam algum dos métodos, o método escolhido decide abraçar de volta, e é assim que o monstro consegue mais um soldado para seu exército em constante expansão.
Mas é difícil que pessoas vivas cometam suicídio: a maior parcela dos suicidas é constituída de mortos que caminham entre os vivos, até que se cansam do ciclo vicioso e estabelecem o que acreditam ser um fim definitivo para a dor.
Ainda bastante incompreendida, a condição leva os portadores a serem vítimas de preconceitos e julgamentos, estes que são alguns dos principais aspectos sociais da doença. Além de suportarem diversos martírios dentro de si mesmos, depressivos são julgados “preguiçosos”, “inúteis”, muitas vezes escutam insultos de pessoas próximas, aquelas que deveriam ajudar e cuidar: “Levante daí, você não cansa de ficar nessa cama o dia inteiro?”, “E então, quando você vai decidir fazer algo da sua vida?”, “Você parece bem, não parece doente, está rindo, será que não poderia fazer algo que preste?”, “Me poupe, isso não passa de frescura”.
Além disso, é comum que pessoas deprimidas não suportem ouvir o termo “reagir”. “Reaja!”, o mundo parece gritar em uníssono. Por favor, parem. É uma situação extremamente delicada. Não é assim que funciona, não foi e nunca será. Depressão não é tristeza. Estamos reagindo, mas estamos acorrentados, e do que adianta tentar fugir quando seu carcereiro decidiu te acorrentar? O único resultado que será possível obter é o cansaço, e nossos corpos já não comportam mais qualquer adição de cansaço. Estamos fazendo o possível.
Não há depressão que seja igual. Diferentemente da gripe ou de qualquer outro vírus terrível que possa torturar nossos corpos, a depressão é única para cada portador, o que faz dela um martírio solitário. É a doença da solidão, do isolamento, e, por fim, da ausência de amparo. Muitas pessoas deprimidas são abandonadas ou ignoradas por seus familiares, cônjuges e amigos quando mais precisam de conforto e ajuda. As pessoas cansam e vão embora. Não queremos dar trabalho, não queremos causar desconforto, mas precisamos de amor. Não pedimos para ter uma doença. Da mesma forma que alguém não escolhe um câncer, não escolhemos desenvolver a depressão.
O amor é um aliado porque nos fortalece, e nos torna mais esperançosos no que tange a luta diária por coisas que não deveriam envolver lutas: é como se, ao sentirmos que somos amados, estivéssemos lutando com um propósito que não é apenas o de permanecermos vivos. Se você conhece alguém que sofre de depressão, demonstre compaixão. Desenvolva sua empatia, ela pode salvar uma vida. Se você sofre de depressão, tente buscar o amor. Se não o encontrar no outro, busque-o dentro de si.
Como se não fosse doloroso o suficiente o fato de estarmos sendo julgados com frequência, também ocorre de sermos interpretados das piores formas possíveis. O inferno parece não ter fim: se elaboramos alguma desculpa para não sairmos de casa em determinado dia, somos péssimos amigos.
Mas não somos, na verdade. Acreditem que zelamos por nossas amizades, acontece que não queremos preocupar ninguém ao sermos obrigados a dizer coisas como “desculpe, hoje não, talvez na semana que vem, sabe, faz três dias que tento sair da cama e não consigo, mas hoje consegui ir até a cozinha e fazer um lanche, de tanta felicidade por ter feito isso eu poderia dançar frevo se tivesse alguma energia restante”.
Ou então: “não acho que é uma boa ideia ir naquele encontro de hoje, eu acabo de ter uma crise de choro no chão do meu quarto e agora estou deitada em posição fetal”. A maioria das vítimas da depressão crê que é bom evitar contribuir para que sejam vistas como “loucas”, e omitem detalhes de suas lutas diárias contra a doença na tentativa de sentirem-se mais “normais”.
Mas, afinal, o que é a normalidade? O que é normal para um peixe é completamente insano para uma zebra. Os conceitos de “loucura” e “normalidade” foram bastante distorcidos ao longo da história da humanidade, e, em todo caso, são tão relativos e complexos quanto o conceito de “perfeição”: se o que é perfeito para um não é perfeito para outro, a perfeição absoluta não existe. E a tentativa de se enquadrar no padrão do supostamente “perfeito” ou até mesmo da “normalidade” é uma grande armadilha. Não é possível se enquadrar no que não existe. De perto, somos todos uns loucos, e nem toda loucura é algo negativo.
A depressão é traiçoeira, e costumo compará-la com uma árvore repleta de galhos. Dificilmente um deprimido será apenas um deprimido. Muitas vezes ele também é ansioso, é bipolar, é borderline, é obsessivo-compulsivo, é anoréxico, é bulímico, é vítima de transtorno do estresse pós-traumático, é esquizofrênico. Há uma miríade de condições que podem acompanhar a depressão, e elas caminham lado a lado, em algo que pode ser visto como uma espécie de complô para drenar a vida da vítima.
Muitas vítimas da depressão insistem no fato de que, na verdade, não estão doentes, não estão deprimidas, não precisam de ajuda, mas estas pessoas não apenas estão deprimidas como também possuem outras condições eclodindo no fundo de suas mentes: condições tão complicadas e dolorosas quanto a depressão em si.
Por experiência própria, é válido ressaltar que a meditação pode ser como o oásis no deserto da tormenta para algumas pessoas. Foi o meu caso. Através dela, é possível restabelecer um tipo de conexão com seu verdadeiro eu, conexão esta que é muitas vezes destruída pela depressão, fazendo com que o deprimido sinta-se “completamente perdido” e não saiba para onde ir, quem procurar ou o que fazer.
A meditação leva clareza para onde há escuridão: é como a amiga solícita que bate na sua porta e te entrega uma lanterna ao ver que faltou luz em sua casa. Há os que preferem antidepressivos, mas a eficiência de tais medicamentos é propensa a questionamentos e é tema de debates acirrados entre psiquiatras: apesar de algumas obterem verdadeiro êxito, nem todas as pessoas respondem bem ao tratamento com intervenção medicamentosa.
Sempre nutri certa recusa ao tratamento com auxílio de fármacos. Por ser natural, procurei refúgio na meditação, e descobri que é possível estabelecer paz no caos. É possível decorar o abismo de forma a torná-lo habitável, e o resgate não é imediato, mas ele acontece. E, quando você menos espera, pode se ver fora do abismo pela primeira vez em muito tempo. É uma sensação única, talvez inigualável, e pode ser comparada com o ato de receber um novo par de olhos: é como enxergar o mundo pela primeira vez novamente.
Talvez um dia os grandes cientistas desenvolvam a arma definitiva para aniquilar o monstro para sempre.
Até lá, resta a luta.
Autora: Raquel Avolio
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Porque não consigo meditar?
Alguns me fizeram essa mesma pergunta, hoje quero refletir com vocês sobre isso.
Aqui no Ocidente, sempre tivemos o conceito de meditação ligado a concentração. Quando digo: "Vou meditar sobre isso", vejam que existe alguma coisa, em que preciso focar, refletir...
Durante muito tempo tivemos esta referência de que meditar era pensar, refletir.
Mas a verdadeira meditação como nos ensinam os orientais, é simplesmente observar.
Observar o que for, seja como for. Observar a sua volta, observar seus gestos, observar sua respiração, observar os pensamentos que vem, observar as sensações que passam, observar detalhes a sua volta...observar...simplesmente...
Quem não sabe observar?
Nós nascemos observadores. Um recém-nascido observa. Os animais também observam.
Observar não é um ato, nem precisa ser aprendido, é inato. É um estado natural, observação é nossa natureza mais básica, mais simples, mais natural.
Meditação é Observação.
Nossa mente vai aos poucos se tornando tão tagarela, que encobre sem percebermos, a nossa simples capacidade de observar. Passamos a colocar tantos adjetivos naquilo que observamos, que nos envolvemos tanto com esses conceitos mentais, e aquilo que estamos observando ( a realidade!) fica tão distorcida por causa de tantos pensamentos que encobrem aquilo que é, ali na nossa frente.
É por isso que os mestres orientais nos dizem que meditação não se faz, meditação se é. Porque não é um fazer, se fosse nós não nasceríamos observadores ( meditadores) , teríamos que aprender, logo, seria mais um fazer, uma ação. E meditar é justamente um não-fazer, mas SER. Simplesmente se É. E o simples Ser já é meditação, já é observação.
Curioso é que nossa mente começa a funcionar por volta dos 2-3 anos de idade, ou até antes, e nunca para até que nós morremos. Isso é muito cansativo!
A mente só descansa quando dormimos, ou melhor, quando conseguimos dormir..
Claro, a mente fica tão ativa durante o dia, pensando mil coisas ao mesmo tempo, que a noite é impossível que ela simplesmente desligue e você tenha uma noite de sono maravilhosa.
Ela continua trabalhando a noite, e você sonha muito a noite toda, e acorda cansado pela manhã, e já começa de novo no mesmo ritmo de antes...isso é stressante, é desgastante e isso causa fadiga mental...embotamento, envelhecimento...
Nossa mente precisa de descanso tanto quanto nosso corpo. Não é somente o descanso no sono, mas o descanso da meditação, o descanso da simples observação.
Quando viajamos, tiramos férias, conhecemos lugares novos, relaxamos não é, porque? Simplesmente porque ficamos mais observadores, não ficamos pensando em mil coisas, estamos em um ambiente diferente, temos muitas coisas legais para ver, para desfrutar, isso naturalmente nos coloca mais soltos, e menos mentais; ficamos mais receptivos e mais centrados, porque estamos menos nas análises e mais observadores, mais contemplativos.
O bem estar das novas descobertas, o perceber novos ambientes, experimentar novas coisas faz com que estejamos mais meditativos, mais no momento presente, e isso faz toda diferença.
A meditação é exatamente isso. Centrar-se, e simplesmente observar. Observar sem julgar, observar respirando e vendo os pensamentos, as sensações, e ver cada uma delas surgindo e partindo, como as nuvens no céu.
Quando nós criamos mais e mais espaço meditativo em nós, nós levamos essa paz, essa serenidade para tudo que fazemos também. Nosso trabalho, nossas relações vão cada uma delas ficando mais belas, mais calmas, mais soltas, e mais inteligentes também. Percebemos que é possível viver sem pressa, e sendo igualmente eficientes, mas sem o sofrimento do stress da mente agitada, tagarela, e pela mente estar relaxada, ela possui um brilhantismo, uma agilidade única, justamente por estar repousada.
Voltando a nossa pergunta original: Por que não consigo meditar?
Não é fácil mesmo, no início, porque a mente tomou conta e fala o tempo todo, e você ainda segue cada um dos pensamentos que passam. Mas se você insistir, verá que aos poucos você simplesmente passa a ser um observador de cada um deles, e eles já não tem mais nenhum poder sobre você. Lembre-se que é a sua energia ( consciência ) que alimenta a mente e os pensamentos, logo, se você não ficar alimentando cada um deles, eles simplesmente minguam e desaparecem.
E aí você descobre novamente, a dimensão pura original do observador, a dimensão que nós somos, a que nós nascemos. O olhar das criancinhas como dizia Jesus. O olhar puro, sem julgamento, sem nenhum conceito sobre a realidade. Ser simplesmente observação, tranquila, pura e simples, isto é meditar.
O sono é outra coisa que também pode acontecer se você está começando a praticar meditação. O cérebro a princípio confunde a mente difusa, não focada com sono. Muitos relatam que sentem sono, uma moleza no corpo e vontade de dormir quando começam a praticar a meditação. Isso é absolutamente normal. A observação não identificada precisa ser re-lembrada, pois ficou escondida sob uma montanha de pensamentos, lógica e racionalidade.
Osho diz que é o reconhecimento do quarto estágio da mente, ou Turya, que não é nem vigília, nem sono e nem sonho. Trata-se do estágio onde estamos absolutamente presentes, conscientes, não identificados em profundo estado de relaxamento.
A prática fará com que você possa permanecer todo o tempo em puro estado não identificado. Mente silenciosa inclusive quando fala, trabalha, e até quando pensa! O pensamento acontece na periferia da mente, mas o profundo permanece em absoluto silencio intocável.
Para aqueles que são muito estressados, com a mente que viaja a mil por hora, recomendo iniciar com as meditações ativas do Osho ( vejam aqui no blog em Meditações ), tente começar com a meditação Kundalini ou mesmo a Dinâmica. Elas foram criadas justamente pare serem praticadas por quem possui a mente muito ativa. Depois você pode passar para a meditação Nadabrahma, ou a Gurishankar ou outras e chegar ao Zazen que é simplesmente sentar e observar, pacíficamente, completamente.
Osho dizia que devemos experimentar todas. Também concordo com ele. Experimente diferentes tipos de meditação, e digo mais, inclusive a Yoga, o Tai Chi, as diferentes Artes Marciais podem ser usadas como meditações, na verdade tudo pode se transformar em meditação, tudo mesmo, basta que você esteja presente, em pura observação, sem julgar, e naturalmente você encontrará as que mais lhe agradam.
Tente e você conseguirá...estou certa disso...afinal, é um estado natural seu...meditação você já é...nenhum esforço é necessário, pelo contrário, abandone o esforço da mente, e volte a ser simples meditação...
É por isso que os mestres orientais nos dizem que meditação não se faz, meditação se é. Porque não é um fazer, se fosse nós não nasceríamos observadores ( meditadores) , teríamos que aprender, logo, seria mais um fazer, uma ação. E meditar é justamente um não-fazer, mas SER. Simplesmente se É. E o simples Ser já é meditação, já é observação.
Curioso é que nossa mente começa a funcionar por volta dos 2-3 anos de idade, ou até antes, e nunca para até que nós morremos. Isso é muito cansativo!
A mente só descansa quando dormimos, ou melhor, quando conseguimos dormir..
Claro, a mente fica tão ativa durante o dia, pensando mil coisas ao mesmo tempo, que a noite é impossível que ela simplesmente desligue e você tenha uma noite de sono maravilhosa.
Ela continua trabalhando a noite, e você sonha muito a noite toda, e acorda cansado pela manhã, e já começa de novo no mesmo ritmo de antes...isso é stressante, é desgastante e isso causa fadiga mental...embotamento, envelhecimento...
Nossa mente precisa de descanso tanto quanto nosso corpo. Não é somente o descanso no sono, mas o descanso da meditação, o descanso da simples observação.
Quando viajamos, tiramos férias, conhecemos lugares novos, relaxamos não é, porque? Simplesmente porque ficamos mais observadores, não ficamos pensando em mil coisas, estamos em um ambiente diferente, temos muitas coisas legais para ver, para desfrutar, isso naturalmente nos coloca mais soltos, e menos mentais; ficamos mais receptivos e mais centrados, porque estamos menos nas análises e mais observadores, mais contemplativos.
O bem estar das novas descobertas, o perceber novos ambientes, experimentar novas coisas faz com que estejamos mais meditativos, mais no momento presente, e isso faz toda diferença.
A meditação é exatamente isso. Centrar-se, e simplesmente observar. Observar sem julgar, observar respirando e vendo os pensamentos, as sensações, e ver cada uma delas surgindo e partindo, como as nuvens no céu.
Quando nós criamos mais e mais espaço meditativo em nós, nós levamos essa paz, essa serenidade para tudo que fazemos também. Nosso trabalho, nossas relações vão cada uma delas ficando mais belas, mais calmas, mais soltas, e mais inteligentes também. Percebemos que é possível viver sem pressa, e sendo igualmente eficientes, mas sem o sofrimento do stress da mente agitada, tagarela, e pela mente estar relaxada, ela possui um brilhantismo, uma agilidade única, justamente por estar repousada.
Voltando a nossa pergunta original: Por que não consigo meditar?
Não é fácil mesmo, no início, porque a mente tomou conta e fala o tempo todo, e você ainda segue cada um dos pensamentos que passam. Mas se você insistir, verá que aos poucos você simplesmente passa a ser um observador de cada um deles, e eles já não tem mais nenhum poder sobre você. Lembre-se que é a sua energia ( consciência ) que alimenta a mente e os pensamentos, logo, se você não ficar alimentando cada um deles, eles simplesmente minguam e desaparecem.
E aí você descobre novamente, a dimensão pura original do observador, a dimensão que nós somos, a que nós nascemos. O olhar das criancinhas como dizia Jesus. O olhar puro, sem julgamento, sem nenhum conceito sobre a realidade. Ser simplesmente observação, tranquila, pura e simples, isto é meditar.
O sono é outra coisa que também pode acontecer se você está começando a praticar meditação. O cérebro a princípio confunde a mente difusa, não focada com sono. Muitos relatam que sentem sono, uma moleza no corpo e vontade de dormir quando começam a praticar a meditação. Isso é absolutamente normal. A observação não identificada precisa ser re-lembrada, pois ficou escondida sob uma montanha de pensamentos, lógica e racionalidade.
Osho diz que é o reconhecimento do quarto estágio da mente, ou Turya, que não é nem vigília, nem sono e nem sonho. Trata-se do estágio onde estamos absolutamente presentes, conscientes, não identificados em profundo estado de relaxamento.
A prática fará com que você possa permanecer todo o tempo em puro estado não identificado. Mente silenciosa inclusive quando fala, trabalha, e até quando pensa! O pensamento acontece na periferia da mente, mas o profundo permanece em absoluto silencio intocável.
Para aqueles que são muito estressados, com a mente que viaja a mil por hora, recomendo iniciar com as meditações ativas do Osho ( vejam aqui no blog em Meditações ), tente começar com a meditação Kundalini ou mesmo a Dinâmica. Elas foram criadas justamente pare serem praticadas por quem possui a mente muito ativa. Depois você pode passar para a meditação Nadabrahma, ou a Gurishankar ou outras e chegar ao Zazen que é simplesmente sentar e observar, pacíficamente, completamente.
Osho dizia que devemos experimentar todas. Também concordo com ele. Experimente diferentes tipos de meditação, e digo mais, inclusive a Yoga, o Tai Chi, as diferentes Artes Marciais podem ser usadas como meditações, na verdade tudo pode se transformar em meditação, tudo mesmo, basta que você esteja presente, em pura observação, sem julgar, e naturalmente você encontrará as que mais lhe agradam.
Tente e você conseguirá...estou certa disso...afinal, é um estado natural seu...meditação você já é...nenhum esforço é necessário, pelo contrário, abandone o esforço da mente, e volte a ser simples meditação...
Autora: Lilian Amorim
Fonte: http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2012/09/por-que-nao-consigo-meditar.html
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
MEDITAÇÃO E CARISMA
![]() |
| http://daniiih-mycrazyideas.blogspot.com.br/2010/03/ mesmo-sobre-luz-do-sol-tantos-se-veem.html |
Se chega ao reino interno através da meditação e só silenciando o tagarelar da mente é que podemos escutar o rei. Meditação é uma experiência de não pensamento, não é uma doutrina, é uma experiência, ou seja, é algo que se experimenta.
Na meditação, a pessoa vai se aprofundando em si mesa até que atinge um estado em que os pensamentos silenciam. Quando viemos a este mundo nos ensinaram muitas coisas úteis, a única coisa que não nos ensinaram foi a silenciar amente.
É por este motivo que não conseguimos relaxar nem quando estamos dormindo porque até dormindo a mente continua em atividade. A solução é aprender a meditar e meditar é como se tivéssemos o poder de criar um botão de desligar para desligar a mente quando não estamos precisando usá-la.
Todo mundo admira uma pessoa que tem carisma, que quando fala todos se encantam ou mesmo quando cala atrai para si toda as atenções. Sabem como essa pessoa chegou a este resultado?
Todo mundo admira uma pessoa que tem carisma, que quando fala todos se encantam ou mesmo quando cala atrai para si toda as atenções. Sabem como essa pessoa chegou a este resultado?
Ela sabe fazer a mente repousar e assim economiza as energias que seriam consumidas pela mente em atividade para canalizá-las para dar força e poder às suas palavras, às suas ideias, aos seus desejos, aos seus objetivos.
Uma mente que não para, que não descansa, esgota todas as reservas de energia em coisas prosaicas, da vida quotidiana, tornado-nos pobres, banais, comuns, sem carisma.
Uma mente que não para, que não descansa, esgota todas as reservas de energia em coisas prosaicas, da vida quotidiana, tornado-nos pobres, banais, comuns, sem carisma.
CURSO DE ANAHATA IOGA COM PEDRO TORNAGHI
ANAHATA YOGA
AS MEDITAÇÕES DO CHAKRA DO CORAÇÃO
Curso
com
Pedro Tornaghi
.
.
Anahata é o nome do “Chakra do Coração” na Índia. Seu equilíbrio é fundamental para uma vida emocional saudável sob todos os pontos de vista. Seu desenvolvimento é importante para proporcionar sentido de humanidade. Seu funcionamento saudável possibilita um sentimento espontâneo de amorosidade brotando constantemente do peito e faz com que a pessoa se sinta sempre bem consigo mesma. Ele pode ser chamado de “chakra da felicidade”.
Esse curso reúne meditações que limpam, revigoram e equilibram esse chakra, permitindo senti-lo de maneira consciente. São meditações que cultivam uma crescente amorosidade e inspiração, modificando a maneira de sentir e ver o mundo. Elas deixam o coração acordado, vibrante e presente possibilitando o aumento da atenção, disposição e disponibilidade para a vida. Sendo em boa parte meditações alegres e celebrativas, elas permitem aliar prazer e auto-conhecimento.
Quem desejar fazer cursos sobre diversas técnicas de meditação pode informar-se no site:
http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=88
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
MEDITANDO PELO DESPERTAR DO BRASIL
Fonte da imagem: http://www.curaeascensao.com.br
Como a Força Criadora da
Mente Constrói a Civilização do Futuro
Carlos Cardoso Aveline
“Tudo o que somos é resultado do que pensamos no
passado. Tudo o que somos se baseia em nossos pensamentos
e é formado por nossos pensamentos. Se alguém fala ou age com
pensamento puro, a felicidade o acompanha assim como sua
própria sombra, que nunca se afasta dele.”
(“O Dhammapada” budista, Capítulo 1, Versículo 2)
Assinar:
Postagens (Atom)


