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sexta-feira, 6 de abril de 2012

TRANSFORMANDO PENSAMENTOS E SENTIMENTOS EM AÇÕES





Cada um de nós tem um grande poder de realização e transformação através de nossas vibrações (pensamentos/emoções), por isso devemos ter muito cuidado com a qualidade dos nossos pensamentos, palavras e desejos. A partir da cristalização de tais energias, realizamos o nosso destino, a nossa felicidade, as nossas provisões e suprimentos, a nossa saúde, a nossa paz interior e as nossas pequeas e grandes realizações.

Nossa postura diante da vida tem sido, na maioria das vezes, construida pelas atitudes errôneas que acumulamos do nascimento e ao longo do nosso desenvolvimento psicológico. Infelizmente herdamos uma carga cultural muito pessimista em virtude de racionalizar demais nossos sentimentos, por vivermos mergulhados numa civilização de perspectiva predominantemente materialista.

Transcender este plano denso material é um passo primordial para quem quer usufruir dos benefícios cósmicos colocados ao nosso dispor desde sempre. Para traçar dentro de novos moldes o nosso futuro, precisamos nos habilitar a pensar o que precisamos e não o que estamos habituados a pensar. Ter o domínio sobre o que pensamos e sentimos é a tarefa que devemos realizar se desejamos dar uma nova diretriz ao nosso futuro. 

Mas, tudo isto não é fácil, ao contrário, é uma tarefa que requer muita dedicação, paciência, e perseverança  que também exige uma mudança radical da forma como percebemos o mundo, afinal, vivemos cercados por pobreza, doença criminalidade, guerras, etc., um panorama bem diverso daquilo que almejamos construir através da transformação dos nossos pensamentos e sentimentos.

Entretanto, quem for capaz de realizar esse trabalho hercúleo, poderá transformar a si mesmo e ao mundo às sua volta, realizando verdadeiros milagres.

Mas, diante de tanta dificuldade, não devemos desanimar porque quanto maior o problema maior a oportunidade de aprender e transformar o mundo onde vivemos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As crises como oportunidade de transformação

Crédito da foto ; 
                                  http://www.auroville.info/ACUR/masterplan/demographic.htm

Historicamente temos observado que quando um grupo de seres humanos são colocados diante de um grande desafio, o sucesso ou o fracasso em vence-lo depende do grau de união, de cooperação, de solidariedade. Ou seja, do espírito de comunidade  com o qual a situação for enfrentada.


O que é que dá tanto poder a esta forma de agir em momentos de crise ? Quando estamos unidos, estamos fazendo aflorar de dentro de nós o sentimento de que o que estamos fazendo ao outro ou pelo outro estamos fazendo também por cada um de nós.


 É o amor e o respeito que temos por nós mesmos se expandindo e abarcando os que estão à nossa volta que resulta numa unidade, numa comunidade.


 Nas situações limite pomos em prática o sentimento de que tudo e todos são importantes e necessários para enfrentar o desafio com melhores chances de vencê-lo.


 Por que só em momentos de emergência, de situações trágicas é que lembramos de por em prática este entendimento ? Por que não fazer desta atitude uma prática permanente ? Se tal atitude é capaz de ser eficaz em crises o que ela não seria capaz de fazer nas situações comuns? Isto é uma hipótese, mas, o que perderíamos se a experimentássemos? 

O isolamento em que vivem as pessoas apesar das interações virtuais que a tecnologia permite, gera desconfiança e medo que geram mais isolamento e a situação de eu/nós, contra os outros. Se  nos aproximarmos mais das pessoas, as compreenderemos melhor, saberemos o quanto somos semelhantes, e o quanto podemos crescer juntos.


 Aprenderemos que cooperar gera melhores e mais duradouros resultados do que competir. E, finalmente, veremos que os resultados da transformação no modo de nos relacionarmos serão bastante positivos e vantajosos não somente do ponto de vista material mas trará maior plenitude e satisfação à vida de cada um.


As ecovilas são um exemplo de experimento que está tentando por em prática esta atitude de aproximação e cooperação e de procurar resolver todos as situações de forma coletiva. E, o exemplo de experimento mais antigo e envolvendo um maior número de pessoas de diferentes origens culturais é Auroville.


A transformação pessoal é um empreendimento que demanda muito tempo e esforço e é desta mudança que depende o sucesso destes experimentos sociais. O mundo, como ele é, agora, não nos agrada mais. Entretanto, para mudar esta realidade, temos que começar o trabalho a partir do nosso interior. E uma regrinha de ouro para esta transformação é: fazer ao outro o que queremos que façam conosco.


Autora: Josélia Oliveira



domingo, 23 de janeiro de 2011

O TER NÃO PREENCHE O SER


Imagem Google

Na maioria das vezes, vivemos insatisfeitos com o que possuímos, com o que somos, sentimos certo vazio e na ânsia de preenchê-lo, achamos que a solução está na aquisição de algo material . Buscando no que o outro tem, pensamos com nossos botões:  Como ele consegue e  eu não!

Sentimentos como inveja, insegurança, carência afetiva, medo, raiva nos invadem sem nos darmos conta. Desprovidos de amor  não relaxamos, não deixamos fluir, queremos controlar tudo à nossa volta como se tivéssemos o poder para isso, como seres onipotentes à custa do que temos. O buraco do amor é preenchido por estes sentimentos, que aos poucos minam a alma, dando espaço às doenças do corpo e da mente.  Adoecemos...

Temos medo desse vazio, de uma auto-análise mais profunda e  do encontro consigo próprio. É difícil perceber que muito desse vazio é criado por nós, por estes sentimentos negativos que não podemos ou não queremos admitir. É difícil mesmo fazer uma auto-análise e sermos imparciais conosco, isso implicaria sair da acomodação, mas  a busca do autoconhecimento só é válida quando há aceitação e transformação....

O desejo de apegar-se às coisas materiais como fonte de felicidade gera ansiedade cada vez mais crescente, pois com o tempo, há a frustração, o vazio continua e a ansiedade aumenta. O ser humano parte em busca de novas aquisições.

Nada contra progredir financeiramente, faz parte de nossa evolução neste planeta, mas sem levar em conta a evolução espiritual não haverá felicidade, não deve haver apego. Nem   às pessoas e animais queridos que se vão... É preciso muito amor e desprendimento para deixá-los ir quando chegar a sua hora. Dói, mas a vida é assim, uma  constante morte e renascimento. Pois a morte não existe, existe a renovação, a mudança de um estado para outro. 

O ser humano busca um eterno estado de felicidade, mas mal consegue lidar com as dificuldades do caminho. Aprendi que  a felicidade não faz parte de um estado permanente, tal como os momentos difíceis passam, ela também  passa.

“Quanto mais coisas você tem, mais terá com o que se preocupar”, segundo Buda. O ser humano,  fruto da sociedade consumista,  age sem pensar, influenciado pela mídia, pelo meio, pelos outros, pelos modismos...

Quanto mais apego, mais sofrimento, frustração e ansiedade.
Falta um olhar para si, para dentro, as respostas estão todas lá, “só a verdade vos libertará”.

Patrícia Melo (Fonte: http://padmashanti.blogspot.com/)