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segunda-feira, 20 de abril de 2015

A IMPORTÂNCIA DA INTENÇÃO

IMAGEM GOOGLE

Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela
(Mat 5:28)

Sabe quando você vê aquela gostosa na rua e ela, sem saber que você a está olhando, sente uma "perturbação na força" e se ajeita, verificando se o sutiã está no lugar ou abaixa mais a blusa? Isso é metafísica! Ou ciência, se depender da diretora do Instituto de Ciências Noéticas da Califórnia, Marilyn Schlitz.
Ela se tornou queridinha da imprensa quando, no ano passado, o escritor Dan Brown (aquele de "O código Da Vinci") afirmou ter se inspirado no trabalho dela para escrever o livro "O Símbolo Perdido". A investigadora esteve em Portugal neste mês para apresentar os seus estudos no simpósio "Aquém e além do cérebro". Autora de inúmeros artigos científicos sobre medicina alternativa e complementar, Schlitz desenvolveu vários modelos experimentais para testar a hipótese de ser possível alguém influenciar outra pessoa que está distante e que não sabe estar sendo alvo de atenção. Através de medidas fisiológicas (como o calor e o suor da pele), mediu-se o efeito da intenção dirigida pelo "influenciador" no sujeito passivo. Os resultados demonstram que há modificações "estatisticamente significativas" - isto é, não podem ser explicadas pelo acaso - nas pessoas que foram objeto de observação.
Mais: os resultados são ainda mais expressivos quando as pessoas envolvidas têm uma ligação. Numa investigação envolvendo casais, em que uma das pessoas sofria de câncer, pediu-se ao elemento saudável que participasse num projeto de treino espiritual com a intenção de dirigir amor e compaixão ao parceiro. Em diversas ocasiões, o indivíduo saudável concentrava-se no que estava doente e tentava transmitir sentimentos benévolos. Mesmo não sabendo quando estava a ser alvo desse processo, o corpo do elemento doente registava alterações muito significativas, garante a investigadora.
Estes resultados parecem indicar, na opinião de Marilyn Schlitz, que existe uma ligação entre as pessoas, a um nível ainda não cabalmente explicado, que é tanto maior quanto os sentimentos que as unem. A convicção pessoal da investigadora é que estudos científicos como estes estão a fundamentar tradições espirituais e teorias metafísicas de que tudo e todos estão conectados.
"O que estamos a fazer é pegar nas lentes da ciência para começar a explorar a natureza da nossa experiência interior. E o que a ciência nos está a dizer é que há meios pelos quais o binómio mente-corpo de uma pessoa está ligado ao de qualquer outro", afirma.
Ok, o Instituto Noetic não é o mais imparcial pra esse tipo de pesquisa, mas é o que tá interessado nesses fenômenos. Cabe a universidades e outras organizações tentar reproduzir - ou refutar - tais experimentos.
FONTE: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/04/a_importancia_d.html

terça-feira, 1 de maio de 2012

AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO

http://silviarita.wordpress.com


Deepak Chopra em seu livro: as Sete Leis Espirituais do Sucesso descreve-as assim:

1. Lei da potencialidade pura - O "Eu" pode tudo.
2. Lei da doação - Tudo deve fluir.
3. Lei do Carma - Aceite o presente (você já o criou no passado), crie o futuro.
4. Lei do mínimo esforço - sem ansiedade.
5. Lei do distanciamento - é a crença inquestionável no poder do seu verdadeiro eu.
6. Lei do Ddarna - Não desperdice seus talentos.
7. Lei da intenção e do desejo.

De fato se olharmos superficialmente, parece ser muito fácil. E seria, não estivéssemos tão condicionados a hábitos que são exatamente o contrário do que está dito acima. Entretanto, havendo o verdadeiro querer, ser disciplinado e perseverante e, acima de tudo acreditar que vai funcionar.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

OS 14 PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS DA CABALA

menorah
http://jewishfood.wordpress.com/2009/11/17/chanukah-menu/menorah/



Os 14 princípios espirituais da cabala
1. Não acredite numa única palavra do que ler.Teste as lições aprendidas.

2. Existem duas realidades básicas: nosso mundo do 1% e o âmbito do 99% da luz.

3. Tudo o que uma pessoa realmente deseja na vida é luz espiritual.

4. O objetivo da vida é transformação espiritual, passar de ser reativo para ser proativo

5. No momento de nossa transformação, fazemos contato com o âmbito do 99 %.

6. Nunca – mas nunca mesmo – coloque a culpa nas outras pessoas ou em eventos externos.

7. Resistir aos nossos impulsos reativos cria luz permanente
.
8. O comportamento reativo , gera faíscas intensas de luz, mas deixa em seu rastro, por fim a escuridão.

9. Os obstáculos são a nossa oportunidade de nos conectarmos com a luz.

10. Quanto maior o obstáculo, maior a luz em potencial.

11. Quando os desafios parecem insuperáveis, injete certeza. A luz está sempre presente.

12. Mudança interna verdadeira é criada através do poder de DNA  das letras hebraicas.

13. Todas as características negativas que você identifica em outras pessoas são simplesmente um reflexo de  suas próprias características negativas. Somente consertando a si mesmo você pode mudar os outros.

E finalmente para terminar.

14. Ama a teu próximo como a ti mesmo. Todo o resto é apenas comentário.

Agora vá e aprenda
.
fonte: O poder da Cabala - Yehuda Berg

O PODER DA PALAVRA







Um dos temas mais sérios e práticos que estudamos na cabala é o lashon hará ou maledicência. A quase totalidade das pessoas, independentemente de religião, idade ou classe social, pratica o lashon hará diariamente e experimenta seus indesejáveis efeitos.


O lashon hará se apresenta sob várias formas: a mais conhecida é quando uma pessoa fala a outra sobre os aspectos negativos de uma terceira pessoa. São pequenos machucados na alma, envolvendo neste caso:
1) Quem fala: expressando pura negatividade atrai a mesma negatividade;
2) Quem ouve: recebe toda aquela negatividade destrutiva;
3) De quem se fala: aquele que não ouve, mas sente e se enfraquece.

Este tipo de lashon hará é comum e aparece de muitas maneiras disfarçadas, mas não por isso menos nocivas. Por exemplo, quando você está com um amigo e começa a falar mal do governo, você realimenta a sua negatividade, a de seu amigo e daquele que exerce a função de governante. Mesmo que o governante seja desonesto, se o seu comentário não tiver um caráter construtivo simplesmente não o faça.

Mas existem outros tipos de lashon hará, também nocivos e mais difíceis de serem identificados. Você vive lamentando sobre si mesmo para os outros. “Coitadinho de mim, estou sempre doente, sem dinheiro, insatisfeito”. Neste caso o número de pessoas “machucadas” é de apenas dois, mas o efeito sobre suas vidas é igualmente devastador.

Um terceiro tipo de lashon hará ocorre quando você ouve a maledicência de um outro. Seja seu amigo de infância, seja seu parente mais próximo, quando sentir que este começa a despejar negatividade em seus ouvidos, experimente correr dali e estará fazendo uma nobre ação para ambos.

Enfim, se você, caro leitor, ainda duvida da importância de evitar todo este mal provocado pela negatividade da palavra experimente um exercício: passe uma semana inteira sem falar mal dos outros, sem falar mal de si mesmo e evitando ao máximo ouvir a negatividade alheia. Prepare-se, não será tarefa fácil, mas o resultado final pode ser um milagre em sua vida.

Fonte:http://www.portaldecabala.com.br/

VIDA URBANA E ESPIRITUALIDADE





Imagem Google

“Não pense que espiritualidade está apenas em templos, igrejas e montanhas: ela está onde você está. A palavra espírito vem da nossa capacidade de inspirar e expirar. Se alguém me insulta e sou capaz de compreendê-lo, sem me deixar levar pela raiva, pela vingança ou pela tristeza, estou praticando a espiritualidade. 

O estresse, a pressa e o trânsito são ótimas oportunidades de prática espiritual. Ao perceber a tensão, já me coloco em outro patamar: inicio um processo de autoconhecimento, percebo o que impulsiona e o que me retrai. 

A vida urbana nos dá ótimas oportunidades para aprimorar a paciência, a tolerância, o respeito à vida, a sabedoria e a compaixão. Todos os seres são conectados. Faça o seu melhor, respire profundamente e seja gentil.”

Autora :  Monja Coen 

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Perdão é um Instrumento de Cura.

Imagem Google



Achei este texto de Jean-Yves Leloup de uma profundidade e clareza que nem sempre é fácil atingir. Assim, o estou compartilhando com os leitores  para reflexão. Boa leitura.


"O perdão, quando bem compreendido, é um instrumento de cura. Freqüentemente ficamos doentes porque não perdoamos e o rancor e a cólera nos corroem o fígado e os rins. A questão é como manter juntos o perdão e a justiça, (...) o olho da verdade e o olho da misericórdia.



Creio que não devemos perdoar muito rápido. É necessário, antes de perdoarmos, que expressemos o sofrimento pelo que nos foi feito e a isso chamo justiça. O sinal-da-cruz, tal como era feito nos doze primeiros séculos de nossa era, expressava bem esse sentimento. Começava-se por uma linha vertical, da testa ao peito, em seguida levava-se a mão ao ombro direito e depois ao esquerdo (atualmente faz-se o contrário), simbolizando a passagem da justiça para a misericórdia. 

Começando sempre pela justiça, exigindo que fosse reconhecido o mal que foi feito, o inaceitável de certas situações e de certas violências. Portanto, o pedido de justiça é essencial. Mas é essencial, também, ir além da justiça, em direção à misericórdia, em direção ao perdão, em direção ao lado que é o lado do coração.

O que é o perdão? O perdão é não aprisionar o outro nas conseqüências negativas de seus atos. É não nos aprisionarmos ou aprisionarmos o outro no carma. O perdão é a própria condição para que nossa vida continue a ser vivível. Se não perdoarmos uns aos outros, a vida vai se tornar impossível de ser vivida.

(...) Como fazer para que este perdão se torne algo verdadeiro? Platão dizia: “Aquele que tudo compreende, tudo perdoa”. Aquele que se conhece a si mesmo, com suas ambigüidades, pode compreender o outro em suas sombras. 

Portanto, inicialmente, o perdão pode ser uma questão de inteligência, de compreensão. Perdoar você significa que eu o compreendo, mas não quer dizer que (...) o que você fez é bom. Compreendo que você é um ser humano, que é capaz de me enganar como eu próprio faria se, provavelmente, estivesse nas mesmas condições.

A atitude de Cristo aos que queriam lapidar a mulher adúltera é: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Lembrem-se como aos poucos todos se retiram, do mais velho ao mais jovem. Nesse caso Jesus se serve da Sagrada Escritura, não para mostrar aos outros como eles são pecadores, mas para fazê-la de espelho onde eles podem ver suas fraquezas, suas falhas e compreender as dos outros, não os aprisionando nas conseqüências negativas de seus atos.

Além de perdoar com a cabeça é preciso perdoar com o coração e, vocês sabem, o corpo é o último que perdoa. Se alguém lhes fez mal, se lhes causou sofrimento, vocês podem tê-lo perdoado com a “cabeça”, tê-lo compreendido com o coração, pensar que o passado passou. Entretanto, quando essa pessoa se aproxima, seu corpo se crispa e se enrijece mostrando bem que ele ainda não perdoou, que muitas memórias estão ainda bem guardadas.

Creio que é verdadeiramente uma graça quando nos encontramos perto de alguém que nos tenha feito mal e sentimos nosso corpo calmo, nosso coração límpido. Podemos dizer que, verdadeiramente, estamos curados. Por isso, creio que o perdão é uma prática de cura.

No Pai-nosso se diz: Perdoai-nos do mesmo modo como perdoamos. Como se o dom da vida só pudesse circular em nós dependendo de nossa capacidade de perdão. Se não perdoamos ficamos prisioneiros, bloqueados em uma situação, em um rancor, e a vida não pode circular.
Perdoar não é fácil...

Quando eu era jovem padre e morava no interior da França, todos os domingos levava uma senhora paralítica à missa. Ela era portadora de esclerose em placas. Um dia contou-me do ódio que nutria pela mãe porque a tinha impedido de casar-se com o homem que amava, e, apesar disso, passara a vida inteira cuidando da mãe, ocupando-se dela. 

Apesar de exteriormente comportar-se como uma mulher respeitável e admirável, dizia-me que em seu interior só havia raiva. A dureza de seu coração impregnara seu corpo, transformando-o em corpo rígido e paralisado. Assim, as doenças psicossomáticas têm, às vezes, uma origem espiritual.

Disse a esta senhora: “Já que você é cristã pode perdoar sua mãe”. Tornou-se encolerizada e, com uma raiva muito densa e muito íntima, respondeu-me: “Não, não, jamais a perdoarei. Minha mãe impediu-me de viver, o que sinto por ela é um veneno que levarei ao túmulo”. 

Neste momento compreendi o meu erro e lhe disse: “Você tem razão. O que você viveu é imperdoável. Você não pode perdoar quem a impediu de viver. Mas pense, creia, o Cristo que existe em você pode perdoá-la”. Atualmente eu lhe diria: “O ego não pode perdoar: Não se deve tentar perdoar com o ego. Entretanto, talvez o self possa perdoar. Talvez haja dentro de nós uma dimensão maior que nós mesmos, que pode compreender e perdoar”. 

Passaram-se cinco longos minutos. Em dado momento vi uma lágrima correr pela face daquela senhora. Ela chorou, chorou muito. Levantou-se da cadeira de rodas e saiu andando de seu quarto. Há mais de quarenta anos não chorava, há mais de dez anos não andava. Esse é o milagre do perdão.

Muitas vezes, está acima de nossas forças perdoarmos a partir de nosso pequeno ego. Se disséssemos “eu te perdoo”, seríamos hipócritas, pois nosso corpo e nosso coração não conseguem perdoar. Porém, podemos abrir-nos a uma dimensão mais vasta que nós mesmos e então o perdão pode chegar.

O perdão não é humano, é um ato divino. Quando Jesus perdoa, seja a mulher adúltera, seja Míriam de Magdala, seja um “colaborador” como Zaqueu, os fariseus que o cercam se perguntam: “Quem é este homem que perdoa? Pois só Deus pode perdoar”.

Assim, é preciso lembrar que, cada vez que perdoamos depois de termos pedido justiça, acordamos para uma dimensão divina de nós mesmos. O perdão é um exercício de divinização onde o humano se torna divino. Continuando humano, temos que reclamar justiça e, quando for possível, dizer o que foi mau ou destrutivo para nós e pedir uma reparação. 

Também somos capazes de misericórdia e de perdão. Portanto, é preciso que mantenhamos juntas a justiça e a misericórdia. São dois olhos, às vezes, estrábicos. Podemos esquecer a justiça e nosso perdão ser superficial, podemos esquecer o perdão e partimos para uma justiça inquisitorial.

Texto de Jean-Yves Leloup

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Olho por olho dente por dente x A lei do perdão.

Imagem google

"[...] O verdadeiro progresso, a verdadeira evolução, é a passagem dos seres da vida sob uma lei para a vida sob outra lei, ou seja, sua mudança estrutural. É assim que a lei 'olho por olho dente por dente' é lenta e gradualmente substituída pela lei do perdão. 

É assim ainda   que a lei 'o fraco serve o forte, o povo serve o rei, o discípulo serve o mestre um dia cederá o lugar à lei da qual o Mestre deu o exemplo no Lava-pés. 

Segundo essa lei superior, o forte serve o fraco, o rei serve o povo, o mestre serve o discípulo - como nos céus, onde os Anjos servem os homens, os Arcanjos servem os Anjos e os homens, os Principados servem os Arcanjos, os Anjos e os homens, e assim por diante. E Deus? Ele serve todos os seres, sem exceção.


Assim a 'lei' da luta pela existência, que Darwin observou no domínio da biologia, um dia dará o lugar à lei da cooperação para a existência, que já existe na cooperação das plantas em flor e das abelhas,na cooperação entre as diferentes células de um organismo e na cooperação do organismo social humano.


O fim da 'lei' da luta pela existência e o triunfo futuro da lei da cooperação para a vida foram anunciadas pelo profeta Isaías:
"O lobo morará com o cordeiro, o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e um menino pequeno os guiará"(11,6-7)


Assim será, porque a nova 'lei' - isto é, uma mudança profunda na estrutura psíquica e física dos seres -  substituirá a 'lei' antiga, primeiramente na consciência, depois nos desejos e nas afetações e enfim na estrutura orgânica dos seres.


As leis se sucedem e mudam. Elas não são entidades metafísicas imutáveis. O mesmo vale para os 'princípios e as 'idéias':


"O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado, de modo que o Filho do Homem é senhor até do sábado." (Mc 1, 27-28).


É essa a relação entre os seres, de um lado, e as leis, os princípios e as idéias, do outro.[...]"
Fonte: Meditações sobre os Arcanos Maiores do Tarô. Por um autor que quis manter-se no anonimato. Prefácio de Robert Spaemann, Apresentação de Hans Urs von Balthasar. 2a. edição. (Tradução Benôni Lemos. São Paulo:  Paulinas, 1989 (Coleção amor e psique)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ser saudável na visão de Sakyamuni


"O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento." (Sakyamuni)


Fonte: http://www.budanaweb.com/2009/10/frases-de-incentivo.html

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NATUREZA CENTRADA EM NÓS MESMOS E NATUREZA CENTRADA EM DEUS




Não estava muito longe na rota espiritual quando me familiarizei com o que os psicólogos chamam ego e consciente, o que eu chamo o eu inferior, e o eu superior, ou a natureza centrada em nós mesmos e a natureza centrada em Deus. É como se fôssemos duas pessoas distintas, ou como se tivéssemos duas naturezas ou duas vontades com dois pontos de vista opostos. 

Nosso eu inferior vê as coisas desde o ponto de vista de nosso bem estar físico somente - nosso eu superior considera nosso bem estar psicológico ou espiritual. Nosso eu inferior nos vê como o centro do universo - nosso eu superior, como uma célula no corpo da humanidade. Quando nos regemos por nosso eu inferior, somos egoístas e materialistas, mas quando seguimos os ditames de nosso eu superior, vemos as coisas de uma maneira realista, e encontramos harmonia dentro de nós mesmos e com os demais.

O corpo, a mente e as emoções são instrumentos que podem ser empregados tanto pela natureza centrada em nós mesmos, como pela natureza centrada em Deus. A natureza centrada em si mesmo utiliza estes instrumentos, mas nunca se é capaz de controlá-los porque existe um conflito constante. Só a natureza centrada em Deus pode controlá-los em sua totalidade.

Quando a natureza centrada em Deus toma lugar, encontramos a paz interior. Enquanto chega esse momento, podemos lograr um controle parcial por meio da disciplina. Pode tratar-se de uma disciplina imposta desde o exterior, através da educação dos primeiros anos, a qual está no subconsciente da natureza centrada em nós mesmos; pode tratar-se de uma disciplina empreendida voluntariamente: a auto-disciplina. Veja bem, se você está fazendo algo que sabe que não deveria fazer e na verdade não deseja fazer, é sinal que lhe falta disciplina. Eu recomendo o desenvolvimento espiritual - e para tanto, a auto-disciplina.

Durante o período de desenvolvimento espiritual, o conflito interior pode ser mais ou menos tormentoso. O meu foi quase normal. A natureza centrada em nós mesmos é uma formidável inimiga e luta com muita força para reter sua identidade. Defende-se de uma maneira astuta e não se pode subestimá-la. Conhece os pontos débeis de nossa couraça e intenta uma confrontação quando menos se espera. Durante estes períodos de ataque, mantenha uma atitude humilde; não se relacione com ninguém, exceto com o sussurrante guia de seu eu superior.

O eu superior tem recebido muitos nomes maravilhosos dos altos líderes religiosos; alguns o chamam a força governante superior, a luz interior ou o Cristo que mora em nós. Quando Jesus disse: "O Reino de Deus está dentro de nós", estava se referindo obviamente ao eu superior. Em outro lugar se diz: O Cristo em nós, nossa esperança de glória, o Cristo que mora em nós. Jesus foi chamado o Cristo porque sua vida foi regida por esta força governante superior.
§
Quando falo de meus passos para a paz interior, refiro-me a eles como um marco de referência, não há nada absoluto quanto ao número de passos; podem aumentar, podem diminuir, é apenas uma maneira de falar do tema. Mas isto é importante: os passos para a paz interior não se dão em uma ordem determinada; o primeiro passo para um, pode ser o último para outro. Simplesmente dêem os passos que lhes pareçam mais fáceis e ao dar os primeiros passos lhes será mais fácil dar outros mais. 

Sou testemunha desta verdade. Espero que nenhum de vocês se sinta levado a sair em peregrinação; não estou tentando inspirá-los a que o façam. Mas podemos compartilhar o modo de encontrar harmonia em nossas vidas. Imagino que ao me ouvir expor alguns dos passos para a paz interior, reconhecê-los-ão como passos que também vocês têm dado.

Fonte: trecho do livro "Peregrina de Paz"

DEUS ME TOCOU .....



Intelectualmente, Deus me tocou muitas vezes como verdade e, emocionalmente, Deus me tocou como amor. Deus me tocou como bondade. 

Deus me tocou como amabilidade. Descobri que Deus é uma força criadora, uma força que motiva, uma inteligência total, o sempre-presente, o espírito que penetra tudo - o qual une tudo no universo e dá vida a tudo. 

Isto me aproximou de Deus. Não poderia estar onde Deus não estivesse. Você está dentro de Deus. Deus está dentro de você.

Fonte : pequeno trecho do livro : "Peregrina de Paz"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O PAI NOSSO ORIGINAL


PAI – N0SSO

É desta oração que derivou a versão atual do “Pai “Nosso”, a prece ecumênica de ISSA (Jesus Cristo)

Ela está escrita em Aramaico numa pedra branca de mármore, em Jerusalém/ Palestina, no Monte das oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O Aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia (séc. VI ac), e a língua usada pelos povos da região. Jesus sempre falava ao povo em idioma Aramaico.

A tradução direta do Aramaico para o Português, sem a interferência da Igreja, nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus!

“Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do Som, Ação sem Palavras, Criador do Cosmos!”. Faça sua luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o seu e o nosso desejo, seja um só, em toda a luz assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam, e nos liberte de tudo aquilo que impede o nosso crescimento.

Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

QUE ASSIM SEJA

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mirra Alfassa ( A Mãe )




Blanche Rachel Mirra Alfassa, mais conhecida como Mirra Alfassa, e posteriormente como "Mãe", nasceu em Paris, França, em 21 de fevereiro de 1878. 

Desde os cinco anos de idade, ela estava consciente de que não pertencia a este mundo, que não tinha uma consciência humana. Sua prática espiritual iniciou aos 5 anos quando tomou consciência que não pertencia a este mundo. Começou praticando meditação, e ficava absorvida numa luz brilhante.


Quando ela tinha entre 5 a 7 anos de idade, o pai dela convidou-a para ir ao circo no domingo e ela respondeu: "Não, tenho coisa mais interessante para fazer do que ir ao circo."

Entre 11 e 12 anos teve uma série de experiências psíquicas e espirituais que não só revelou a existência de Deus, mas a possibilidade de união do homem com Ele, de manifestá-Lo na terra em uma vida divina.  Isto, juntamente com a disciplina concreta para a sua realização, foi lhe dada durante o sono por vários professores, alguns dos quais o encontrou mais tarde no plano físico.

Entre 15 e 19 anos participou do Estúdio de Arte da Academia Julian Rodolphe, e suas obras foram exibidas no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes. Aos 19 anos, ela casou com Henri Morisset e aos 20 anos nasce seu filho Andre Morisset. Aos 30 anos se divorcia e casa-se aos 32 anos com Paul Richard.

Aos 33 anos inicia um grupo de orações e meditações.
Aos 36 anos viaja de navio para Pondicherry, Índia, junto com seu marido Paul Richard. Ela e o marido se encontram com Sri Aurobindo, e Mirra reconheceu nele o homem que a orientou em seu desenvolvimento espiritual. 

Seu marido oferece ajuda a Sri Aurobindo para publicar uma revista com a síntese de suas idéias filosóficas. Porém, devido a Primeira Grande Guerra, Mirra e o marido tem que voltar a França.

Aos 38 anos, Mirra e Paul Richard mudam-se para o Japão. Ela fica com ele no Japão até os 42 anos, quando resolve se separar e ir morar definitivamente em Pondicherry, Índia, junto com Sri Aurobindo.

Aos 44 anos, Mirra assume a administração do trabalho de Sri Aurobindo e inicia palestras regulares e grupos de meditação. Junto com Sri Aurobindo inicia a construção do Ashram.

Aos 45 anos, o Ashram é fundado oficialmente e Sri Aurobindo deixa tudo nas mãos da Mãe (Mirra) e retira-se para viver em completo isolamento, meditando.

Aos 50 anos, Mirra publica seu livro intitulado "A Mãe".
Aos 65 anos, "Mãe" (Mirra) funda a escola que mais tarde passou a se chamar Centro Internacional de Educação.

Aos 67 anos, seu filho André Morisset chega a Pondicherry.
Aos 90 anos, "Mãe" (Mirra) lança a pedra de fundação de Auroville, uma cidade planejada situada a 10 km ao norte de Pondicherry, junto a representantes de 124 países.

Aos 95, a "Mãe"  morre em 17 de novembro de 1973.
 
Os Sutras da Mãe

1) Não ambicione nada, sobretudo nunca deseje nada, mas seja a cada instante o máximo do que pode ser.

2) Quanto ao seu lugar na manifestação universal, somente o Supremo o designará.

3) Foi o Senhor Supremo quem decretou de maneira incontestável seu lugar no concerto universal, mas, qualquer que ele seja, você tem o mesmo direito que todos, de transpor os picos supremos até a realização supramental.

4) O que você é na Verdade de seu Ser foi decretado de maneira incontestável, e nada nem ninguém pode impedi-lo de Ser; mas o caminho que seguirá para alcançá-lo foi deixado à sua livre escolha.

5) No caminho da evolução ascendente, cada um está livre para escolher a direção que tomará: a subida rápida e íngreme em direção aos picos da Verdade, em direção à realização suprema, ou, voltando as costas aos cimos, a descida fácil para os meandros intermináveis das encarnações sem fim.

6) No decorrer do tempo e mesmo desta vida, você pode fazer sua escolha de uma vez por todas, irrevogavelmente, e assim só terá de confirmá-la a cada nova oportunidade; ou então, se não tomou desde o princípio a decisão definitiva, será preciso a cada instante escolher novamente entre a mentira e a verdade.

7) Mesmo que não tenha tomado desde o princípio a decisão irrevogável, se você tem a felicidade de viver um desses momentos singulares da história universal em que a Graça está presente, encarnada sobre a terra, Ela tornará a lhe dar, em certas ocasiões excepcionais, a possibilidade de refazer a escolha definitiva que o conduzirá diretamente ao alvo.



Fonte:http://www.ogrupo.org.br/

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Toda a responsabilidade é nossa



Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa, o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios, o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. 

Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação - é você mesmo.

Autor: Chico Xavier

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Consagração a São Miguel Arcanjo


Ó Arcanjo São  Miguel,  profeta,  guerreiro  e exorcista, que vencestes no Reino dos Céus a primeira Revolução, a Revolução matriz, modelo e foco das demais: antes de a Vós nos consagrarmos, desejamos manifestar, em vossa presença, nossa admiração a Vós, nossa veneração, nosso entusiasmo e, em conseqüência, nosso desejo de Vos pertencermos como vassalos e, em suma, de sermos um convosco.

Arcanjo excelso, sois um dos sete Espíritos angélicos supremos que assistem sempre na presença do Altíssimo.
Profeta vigilantíssimo, fostes o primeiro a dar o brado de indignação contra‑revolucionária que suscitou e coligou, sob vosso comando, as legiões de fidelidade sacral inquebrantável.

Guerreiro irresistível, de força juguladora e de santa tenacidade, fostes o primeiro no ataque, o mais forte no impacto, o decisivo no deitar por terra o adversário, o supremamente tenaz no repelir todas as seduções, furores e ciladas deste.

Exorcista inarredável, revestiu‑Vos o Altíssimo daquele poder invencível que aniquila as investidas e os ardis do demônio, tornando‑o tão impotente e tão desprezível, quanto é infame e odioso.

Este sois Vós, ó Contra‑revolucionário rutilante de sacralidade, de pureza e de força.
E quem somos nós? Bem o sabeis..
Sabemo‑lo exatamente nós?
Quem nos dera conhecer o valor da predileção com que, entre milhões e milhões, fomos chamados por Nossa Senhora!

Quem nos dera conhecer o valor das graças com que vimos sendo confirmados, apoiados, reerguidos, perdoados, e a todo momento chamados ad majora por Nossa Senhora!
Quem nos dera medirmos todas as lacunas, todas as debilidades, todos os atrasos de que, por nossa causa, padece em seu estado atual a Contra‑Revolução!

Que contraste, São Miguel, entre vossa indignação e nossas conformidades, vosso ímpeto e nossos ajeitamentos, a força aglutinadora de vosso brado e a insuficiência de nossos recrutamentos, o ímpeto irresistível de vosso mando e as vacilações que se seguem a nossas palavras de estímulo, o poder avassalador de vosso ataque e o minguado de nossos êxitos, o fulminante de vossa vitória e o paulatino de nossa luta!

Pelo menos reconhecemos — oxalá que com toda a seriedade — que sem auxílio vosso não nos ergueremos logo, nem inteiramente. Sem ela não teremos forças para romper os grilhões que nos atam ao “centro decisivo”, e menos ainda para partir em luta integral contra ele.

Aqui vos apresentamos, pois, o nosso ato de vassalagem, que a tantos títulos vos devemos. Queremos ser vossos, receber de vós a intransigência inexorável, a indignação fulminante, o ímpeto incontenível, a força de choque irresistível, a tenacidade vitoriosa, a despretensão e a fidelidade adamantinas que são vossa coroa e vossa glória.

Em suma, pedimo‑vos a participação em vosso profetismo, em vossa beligerância e em vosso poder exorcístico.
Aceitai‑nos como vassalos a quem animais, conduzis e fazeis vencer.

Destruí em nós e em torno de nós, todos os obstáculos que nos apartam de vós. E dai‑nos tudo quanto é necessário para que lutemos vitoriosamente por vós.

Fazei assim, Príncipe e Senhor dos angélicos esplendores, com que nossas cogitações sejam as vossas, e nossas vias as vossas, neste século em que o poder das trevas alça com tanta insolência seu estandarte, sobre o mundo profanado, e sobre — oh! dor — os filhos de nossa Mãe, a Igreja três vezes santa e imperecível.

Dai‑nos o dom, de por amor à vossa Rainha e Mãe nossa increpar, fustigar, golpear, talhar, quebrar e pisar a Babel moderna, satânica e igualitária, os poderes ocultos que a regem, as estruturas que lhe asseguram a dominação universal, os falsos profetas que a sustentam, os encantamentos mentirosos com que perdem as multidões.
Dai‑nos o dom de perturbar, apavorar e expulsar cheios de terror, os demônios que as infestam.

E concedei‑nos que, na luta, nossas almas recebam de Vós o Grand‑Retour, de sorte que nasçam nelas, renovadas, a pureza, a força e a glória, levadas à sua plenitude, que refulgirão no Reino de Maria, iluminando a Igreja e o mundo inteiro.

Por este acto de vassalagem, que vos pedimos aceiteis, sejamos cada vez mais essa Cavalaria nova, toda marial, toda celeste, toda participada de vós, na qual sejamos um com o varão de vossa destra, o profeta, nosso Pai, que nos representa junto a vós.

Inspirai‑nos para com ele, todas as disposições de alma análogas às que para convosco tiveram os Anjos que vos seguiram: admiração, amor, confiança, obediência irrestrita, fidelidade aguerrida e cavalheiresca. Que nenhum poder diabólico ouse perturbar a união sobrenatural de nossas almas com a dele.

Inspirai‑nos, de uns para com os outros, aquela participação de graças e desígnios, aquele altíssimo e mútuo respeito, aquele afeto leal e vigoroso de que a união dos Pares de Carlos Magno foi sinal precursor para os séculos sucessivos.
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Bem sabemos que estes ideais estão em nós em estado de centelhas que ainda devem atear incêndios de graça e mover epopéias sacrossantas. Mas robustecei essas centelhas para que ardam logo, dai‑lhes o mais cedo possível o sinal para que comecem a queimar!

Fazei vir quanto antes o proelium magnum da Bagarre, no qual lutemos, sob vosso comando, como os Anjos fiéis lutaram no proelio magno do Céu.

Extirpai de nossas almas tudo, absolutamente tudo que a isto se oponha. Esta é a súplica que vos fazem, Senhor e Pai nosso, os que ante vós representam a Obra de nosso Pai e Fundador, o lírio nascido do lodo, na noite e sob a tempestade.


Tornai‑o imensamente mais puro do que é sórdido o lodo;
— mais luminoso do que é tenebrosa a noite;
— mais terrível e forte, do que forte e terrível é a tempestade.

E assim o lodo fugirá para os antros da terra. As trevas sumirão em seus esconderijos infernais. E a tempestade, vencida, dará lugar à ordem sacral e hierárquica, e altamente perfeita, do Reino de Maria!

Sou devota de São Miguel Arcanjo por isso estou compartilhando com todos que assim desejarem esta oração ao querido Arcanjo São Miguel 

Esta oração é da autoria do Prof. Plínio Correia de Oliveira.           

sábado, 16 de julho de 2011

A LEI DO AMOR



Percebo que amor e ausência de egoísmo são a LEI no nível do Eu Superior, e que nenhuma prece é respondida, se pedir por fins egoísticos ou bênçãos para mim apenas.

Também percebo que, quando sinto grande amor e desejo de ajudar o outro, estou caminhando com a Lei Superior e posso eu próprio ser abençoado com a resposta à minha prece por outrem.
 
Ensinarei esta lição a meu eu básico pela repetição e exercício pacientes, dia após dia, até que seu egoísmo animal ceda à bondade, comiseração, compaixão e AMOR.

O amor é a melhor oferenda



Só há um templo  que é teu corpo, 
um só altar que é teu coração 
e uma só oferenda que é o teu amor a Deus.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não é correto matar para comer?



 
Quando Shamadam e o magarefe se haviam retirado, Micayon perguntou ao Mestre:
Micayon:              Não é correto, Mestre, matar para comer?
Mirdad:              Alimentar-se da Morte é tornar-se alimento da Morte. Viver das dores alheias é tornar-se presa da dor. Assim o decretou a Vontade Total. Toma conhecimento disto e escolhe o que hás de fazer, Micayon.
Micayon:              Se eu pudesse escolher, escolheria viver, como a fênix, do aroma das coisas, não da sua carne.
Mirdad:              Em verdade, uma excelente escolha. Crê, Micayon, que dia virá em que os homens viverão do aroma das coisas, que é o seu espírito, e não de sua carne e sangue. E esse dia não está longe para aqueles que almejam.
Os que almejam sabem que a vida da carne nada mais é do que uma ponte para a Vida fora da carne.
Os que almejam sabem que os sentidos grosseiros e inadequados não são mais do que orifícios pelos quais se espia para o mundo dos sentidos, infinitamente apurados e adequados.
Os que almejam sabem que toda a carne que rasguem, mais cedo ou mais tarde, terão de restaurar com a sua própria carne; e todo o osso que triturem terão, de reconstruir com os seus próprios ossos; e cada gota de sangue que derramem terão de repor com o seu próprio sangue, pois essa é a lei da carne.
Os que almejam se libertarão da escravidão a esta lei. Por isso, reduzem as suas necessidades corporais ao mais baixo limite, reduzindo, assim, o seu débito à carne, o qual é, em verdade, um débito à Dor e à Morte.
O que almeja é inibido pela sua própria vontade e anseio; ao passo que o que não almeja espera que os outros o proíbam. Uma infinidade de coisas que são corretas para o que não almeja, são consideradas, pelo que almeja, como incorretas para ele.

Enquanto o que não almeja procura mais e mais coisas com que possa encher os seus bolsos e o seu ventre, o que almeja segue o seu caminho sem ter bolso e com o ventre limpo do sangue e das convulsões de qualquer criatura.
O que aquele que não almeja ganha, ou pensa ganhar, no fim, aquele que almeja, ganha na leveza de espírito e na doçura da compreensão.
De dois homens que olham para um campo verdejante, um deles calcula o preço das medidas do grão em prata e ouro; o outro bebe a linda cor verde do campo com os olhos e confraterniza a sua alma com todas as radículas das plantas e todos os pequeninos seixos existentes no mínimo torrão de terra.
Em verdade, vos digo, que este é o legítimo dono daquele campo, enquanto o outro só o possui em arrendamento.
De dois homens sentados em uma casa, um deles é o proprietário e o outro somente hóspede. O proprietário discorre prolixamente sobre o custo do prédio e da sua manutenção, sobre o valor das cortinas e dos tapetes, da mobília e dos outros utensílios. Enquanto isso, o hóspede abençoa em seu coração as mãos que lavraram as pedras, afeiçoaram e construíram a casa; as mãos que teceram os tapetes e as cortinas; as mãos que invadiram a floresta? e a transformaram em janelas, portas, cadeiras e mesas, e o seu espírito se exalta à Mão Criadora que causou a existência de tudo isto.
Em verdade, vos digo, que o hóspede é o habitante permanente daquela casa; enquanto o proprietário nominal é só uma besta de carga que a carrega nas costas, porém, não mora nela.
De dois homens que compartilham com um bezerro o leite da mãe deste, um olha para o bezerro com o pensamento de que a sua carne tenra daria um bom assado para ele e seus amigos comemorarem o seu próximo aniversário; o outro pensa no bezerro como seu irmão de leite e está repleto de amor pelo animalzinho e por sua mãe.
Em verdade, vos digo, que o segundo é realmente alimentado pela carne daquele bezerro; enquanto que o primeiro é por ela envenenado.
Sim, companheiros, há muita coisa que deveria entrar no coração, e no entanto entra no estômago.
Muita coisa entra no bolso e na despensa, quando deveria ser fechada nos olhos e no nariz.
Muitas coisas são esmagadas pelos dentes, quando deveriam ser esmagadas pela mente.
É muito pouco aquilo de que o corpo precisa para sustentar-se. Quanto menos lhe derdes, mais ele vos dará de volta. Quanto mais lhe derdes, menos ele vos dará de volta
Em verdade, vos digo, que as coisas que não vão para a vossa despensa nem para o vosso estômago vos nutrem muito mais do que aquelas que vão para a despensa e o estômago.
Uma vez que ainda não podeis viver somente da fragrância das coisas, tomai sem receio aquilo de que necessitais -porém não mais do que necessitais ~ do generoso coração da Terra, pois a Terra é tão hospitaleira e amorosa, que seu coração está sempre aberto, para os seus filhos.
Como poderia ser a Terra de outro modo e onde poderia ela ir, fora de si mesma, para alimentar-se? A Terra precisa ali mentar a Terra, e a Terra não é uma anfitriã avarenta, pois a sua mesa está sempre posta em abundância para todos.
Da mesma maneira que a Terra vos convida a participar de sua mesa, nada retendo fora do vosso alcance, da mesma maneira deveis convidar a Terra para a vossa mesa e dizer-lhe com o maior amor e sinceridade:
"Oh! mãe inexprimível! Assim como tu expões o teu coração diante de mim, para que eu tome aquilo de que necessitar, ponho eu o meu coração diante de ti, para que tomes aquilo de que necessitares".
Se for esse o espírito que vos guia, ao comerdes do coração da Terra, então pouco importa o que comais.
Se for esse, realmente, o espírito que vos guia, então tereis sabedoria bastante e amor bastante para não privardes a Terra de nenhum dos seus filhos, especialmente daqueles que vieram para sentir o prazer de viver e a dor de morrer  aqueles que acabam de chegar ao segmento da Dual idade, pois eles também têm um caminho a seguir, vagaroso e trabalhoso, para a Unidade, e a sua estrada é mais longa do que a vossa. Se os detiverdes em sua marcha, e1es vos deterão em vossa caminhada.
Abímar:        Já que todas as coisas vivas têm de morrer, por uma ou por outra causa, porque devo eu ter escrúpulos em ser a causa da morte de qualquer animal?
Mírdad:       Conquanto seja verdade que tudo quanto é  vivo está condenado à morte, mesmo assim é maldito aquele que causa a morte de qualquer coisa viva.
Assim como tu não me encarregarias de matar Naronda, sabendo que eu o amo muito e que não há desejo de sangue no meu coração, também a Vontade Total não encarregaria um homem de matar outro homem ou animal, a não ser que o considerasse apto como instrumento de morte.
Enquanto os homens forem o que são, haverá furtos e roubos entre eles, e mentiras e guerras e assassínios e toda a sorte de paixões negras e vis.
Desgraçados serão o gatuno e o ladrão; e desgraçados serão o mentiroso e o senhor da guerra, e o assassino e todo o homem que aninhar em seu coração paixões negras e vis, pois eles, estando repletos de desgraça, serão usados pela Vontade Total como mensageiros da desgraça.
Mas vós, meus Companheiros, deveis limpar os vossos corações de toda a paixão negra e má, para que a Vontade Total vos ache preparados a levar ao mundo sofredor a alegre mensagem da redenção do sofrimento; a mensagem daqueles que se libertaram; a mensagem de Libertação, através do Amor e da Compreensão.
Assim ensinei eu a Noé.
                                           Assim eu agora vos ensino.

Fonte: Livro de Mirdad, Cap. 24 - Autor: Mikhail Maimy