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domingo, 18 de agosto de 2013

As Qualidades Indispensáveis do Despertar - (Adyashanti)



http://viva-aprendendo.blogspot.com.br/p/sintomas-do-despertar-espiritual.html



Na essência, a totalidade do empenho espiritual é muito simples: a Espiritualidade trata essencialmente do despertar como sendo a consciência intuitiva da unidade e a dissolução do nosso apego à consciência egóica. 
Ao dizer que a espiritualidade é uma coisa muito simples, não quero dizer que seja fácil ou difícil. Para alguns pode ser muito fácil, enquanto para outros pode ser mais difícil. Há muitos fatores e influências que desempenham um papel no nosso despertar para a realidade maior, mas os maiores fatores são em alto grau a nossa sinceridade, determinação e coragem.

A sinceridade é uma palavra que, ao ensinar, uso muitas vezes para transmitir a importância de se estar arraigado nas qualidades de honestidade, autenticidade e legitimidade. Não pode haver nada falso ou premeditado nas nossas motivações se devemos despertar totalmente para o nosso estado natural e íntegro de consciência unificada. 

Embora os ensinamentos e os mestres possam nos induzir a olhar para dentro “para a paz que está além de todo o entendimento", será sempre ao longo do fio da nossa sinceridade interior, ou da necessidade dela, que viajaremos. Pois o ego é inteligente e astuto na arte da dissimulação, e só a honestidade e a legitimidade do nosso ser inefável estão além da influência do ego. 

A cada passo e a cada respiração é-nos dada a opção de agirmos e respondermos, tanto interna como externamente, a partir do condicionamento da consciência egóica - que valoriza o controle e a separação acima de tudo mais - ou a partir da consciência intuitiva da unidade - que reside no silêncio interior do nosso ser.
Sem sinceridade, é fácil até para os maiores ensinamentos espirituais virarem um pouco mais do que brinquedos da mente. 

No nosso mundo veloz de consertos rápidos, de grandes promessas e de curtos lapsos de atenção, é fácil permanecermos em um nível muito superficial da consciência. Embora o estado desperto esteja sempre presente e mais próximo do que os seus pés, mãos ou olhos, ele não pode ser abordado de uma maneira descuidada ou não sincera. 

Há um motivo pelo qual se pede aos buscadores do mundo inteiro que tirem os sapatos e falem em voz baixa antes de entrarem em lugares sagrados. A mensagem que é transmitida é que devemos “tirar e aquietar” o nosso ego antes de nos ser concedido o acesso ao divino. Todas as tentativas do nosso ego de controlar, de exigir e analisar a realidade não têm nenhuma influência, senão a de tornar a vida mais conflituosa e difícil. Mas uma mente aberta e um coração sincero têm o poder de nos conceder acesso à constatação do que sempre esteve presente desde o início.

Quando as pessoas perguntavam ao grande sábio indiano Nisargadatta qual ele achava que era a qualidade mais importante de se ter para despertar, ele dizia "a dedicação". Quando você é dedicado, você é tanto sincero como determinado; ser determinado significa manter a atenção em uma coisa só. Descobri que a coisa mais desafiadora de se fazer para a maioria dos buscadores espirituais é ficarem concentrados numa só coisa por muito tempo. A mente pula p'ra lá e p'ra cá com os seus interesses e perguntas de momento a momento. É raro ela ficar com uma pergunta o tempo bastante para penetrá-la profundamente. 

Na espiritualidade é muito importante não deixar a mente egóica ficar saltando de um assunto a outro como um cão não adestrado. Lembre-se, o acordar trata da constatação da sua verdadeira natureza e da dissolução de todo apego à consciência egóica.

Minha avó que faleceu há alguns anos costumava dizer-me jocosamente, “envelhecer não é para os medíocres.” Ela estava bem ciente dos desafios de um corpo que envelhece, e, embora nunca se queixasse ou sentisse qualquer compaixão por si mesma, ela sabia diretamente que o envelhecimento tinha seus desafios bem como seus benefícios. Havia uma coragem dentro de minha avó que lhe servia bem ao aproximar-se do fim da vida, e fico feliz em dizer que quando ela se foi, foi de uma maneira disposta e sem medo. 

De uma maneira semelhante, o processo de chegar a um despertar pleno e maduro requer coragem, já que não só a nossa visão da vida, mas a própria vida se transforma para alinhar-se com a visão mística interior. Um coração sincero é um coração robusto e corajoso disposto a soltar-se diante da grande expansão desconhecida do Ser — uma expansão que a mente egóica não tem como saber ou entender.

Quando nossa consciência se abre além do estado onírico da consciência egóica para o nada infinito da consciência intuitiva, é comum para o ego sentir muito medo e terror quando começa esta transição. Embora não haja nada para temermos sobre o nosso estado natural do Ser infinito, tal estado está além da capacidade do ego de entender e, como sempre, os egos temem o que eles não entendem nem podem controlar. Logo que a nossa identidade deixa o reino do ego e assume o seu lugar legítimo como o infinito nada/tudo da consciência, todo o medo desaparece da mesma maneira como quando despertamos de um sonho ruim. 

Da mesma maneira que minha avó dizia: “Envelhecer não é para os medíocres,” também se pode dizer que, para se fazer a transição do estado de sonho ao estado maduro e desperto, é preciso coragem.

Sinceridade, determinação e coragem são qualidades indispensáveis no despertar do estado de sonho do ego para a paz e a tranqüilidade do Ser acordado. Só o que resta fazer é vivê-lo.

sábado, 25 de maio de 2013

A ILUMINAÇÃO É UM ESTADO NATURAL



http://mickbernard.blogspot.com.br/

"Iluminação é apenas não se perceber através do ego.
É não ver a vida, ou qualquer coisa, você mesmo, a vida, seu tênis, o cachorro, o gato, qualquer coisa, a partir do ego.
É não ver o mundo, e tudo o mais através da distorção que chamamos de ego, é permanecer na pura consciência.

É por isso que é chamado de Estado Natural.
Vejam que Estado Natural, não é através de lente alternativa, mas é sim a ausência de qualquer lente projetada sobre a realidade. É a dissolução de todas as distorções.


É isso que é a Iluminação, a percepção sem distorções.

Aquilo que percebemos, como sendo pensamentos, emoções, ou uma situação qualquer, relacionamentos, qualquer coisa é percebida diretamente e não pelas lentes do ego.É isso que é Iluminação.

Claro que existem compreensões profundas a partir disso. Ver através do véu é o poder realmente Ver, é a percepção além das histórias. A maioria das pessoas acreditam que Iluminação é um Satori eterno. Uma iluminação eterna, um Despertar eterno.Uma experiência infinita.

Mas não é uma experiência infinita e nem tem nada a ver com experiência infinita. Essa compreensão lhe dará mais profundidade de percepções e compreensões de que o sonho existe. É apenas uma clara visão de que a realidade pode ser vista diretamente, sem as lentes do ego.
Isso é iluminação.

E é muito bom, se perceber a Realidade sem as lentes do ego. É alegria, é paz e é o fim da sua busca. Não é que você encontrou alguma coisa, exceto sanidade. Não é que você atingiu alguma coisa, além daquilo que você sempre foi.

Isso é Nirvana: Ver as coisas como elas realmente são.

Logo, quando você vê as coisas como elas realmente são, naturalmente elas são boas. A natureza real das coisas está além dos pensamentos, é puro vazio, vacuidade. É não-existência.

A natureza de tudo é insubstancial. E Essa visão é além da dimensão da consciência. Pela perspectiva da Iluminação tudo está além da dimensão da consciência. Faz sentido para vocês?

O ego, (e a maioria das pessoas vive pelas lentes do ego - daí o termo egoico ) mas existe essa dimensão que é além da dimensão egoica onde a pura percepção está lá, acontece sem interferências.

Aquilo que o ego chama de inimigos, nessa dimensão não existem. Aquilo que você chama de dualidade, nessa dimensão não existe. Aquilo que se chama auto-imagem não existe tão pouco, uma vez que não se percebe onde começa e termina esse Self,  já que ele é Tudo; aquilo que o ego chama de "eu" nada mais são que os pensamentos a respeito dele.

Logo, alcançar a dimensão além da mente, o ego pode estar presente, os pensamentos e tudo o mais permanecem, sem problemas, e serão visto como tal, pensamentos, que passam. Não se precisa preocupar com isso, deixe-os vir. Eles fazem parte da existência. 

A Consciência os percebe, sem nenhum problema. Permanecer na Consciência de tudo, esse é o ponto. Em geral, espiritualidade é associada a um estado alterado de consciência, algo extraordinário.

Você pode ficar repetindo o nome de Deus por cinco horas, você terá um estado alterado de consciência, você se sente diferente; Existem várias práticas que podem alterar seu estado de consciência.


Mas a coisa engraçada é que Iluminação não tem a ver com nada disso.
Iluminação é a ausência de qualquer estado alterado de consciência.
A Consciência não precisa de nenhuma alteração para Ver aquilo que É.
Aquilo que é, não precisa de nenhuma alteração de consciência para ser percebido. A alteração de consciência é necessária para se ver algo que é mais do que aquilo que realmente É. Ou seja, criações além do Um.

Logo no momento que no Zen chamamos de Satori ou iluminação, na iluminação se enxerga como o ego desaparece, e com ele todas aquelas projeções ilusórias que criavam as divisões. Isso é o Despertar. E o que acontece hoje, amanhã, daqui a um ano, não importa, a percepção da Verdade, a experiência permanece.(...)

O que é realmente importante no Satori, é como o ego vem abaixo. Aquilo que você acreditava, confiava, vivia, desaba.
A orientação mais importante que vemos a partir da visão egoica dual, é que percebamos que existe algo que mantém tudo isso; e que o ego é em si mesmo, um grande gasto de energia, e que mesmo não sendo verdadeiro, ele emerge dessa fonte constantemente até seu fim. Esse ego é mantido aceso como uma brasa, ele é alimentado instante a instante.


A verdadeira disciplina espiritual é não alimentar esse ego, é não colocar mais energia nessa divisão egoica. Apenas isso, nada mais.

Adyashanti em Satsang

fonte:http://mickbernard.blogspot.com.br/

Parece simples... e é...Toda a complicação vem do ego.