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domingo, 8 de junho de 2014

Tradição Indígena e Ecologia Profunda

 

Fonte: Google Images

"Em vários aspectos, o mais novo e o mais velho se unem hoje para renovar e ampliar radicalmente nosso modo de enxergar a realidade.
Nas últimas décadas do século 20, a vanguarda da física redescobriu a  filosofia esotérica através de Fritjof Capra,  David Bohm e outros. O químico da NASA Jim Lovelock  descobriu que o planeta Terra pode ser considerado um ser vivo - como pensava o mundo grego-   e criou a teoria de Gaia. 
Na biologia,  Rupert Sheldrake  resgatou velhos conceitos  da filosofia do oriente, especialmente o akasha e a luz astral, através de modernos métodos experimentais.  
Estas mudanças na visão científica do mundo estabelecem as bases para uma relação inteiramente nova entre ser humano e ambiente natural, e nos fazem compreender, também,  que podemos aprender grandes  lições avaliando melhor a filosofia de vida dos primeiros  habitantes da América." Leia mais ...
 Todo este conjunto de posicionamentos fazem parte do que hoje denominamos de Ecologia Profunda e é a visão de mundo que quero viver e vê-la predominando por todo o planeta.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A VERDADEIRA ECOLOGIA



Fonte:PINTEREST


Achei muito pertinente este trecho do livro de Zulma Reyo, Alquimia Interior, porque muita gente embarca na onda atual da ecologia. Virou moda ser ecológico, lutar por causas ecológicas. Poucas pessoas, no entanto estão preocupadas em deixar de poluir com o que está guardado dentro de si e que está fluindo sem parar para povoar o mundo com pensamentos, sentimentos, palavras e ações que o prejudicam internamente e também, tudo ao seu redor. Então vejamos o que Zulma tem a dizer a este respeito.


"A verdadeira ecologia começa consigo mesmo. Enquanto treina sua percepção e os mecanismos de sua mente e sentimento na afirmação da Luz, está qualificando positivamente a energia. Em vez de aumentar a poluição de nosso planeta, está ajudando a limpar sua atmosfera.


Temos de dar poder à Luz, dar poder à divindade dentro de nós. Isso não significa negar a fealdade e a injustiça, a pobreza e a doença. Isso não significa tornar-se insensível ou pretender que tais coisas não existam. Significa fornecer um elixir curativo.


Não através da esperança cega, que cria mais expectativa, mais tensão e frustração, mas através da geração de substância-Luz, por meio da qual a transmutação pode começar a acontecer.


O que o mundo precisa neste momento é de compreensão. Reeducação. Precisa que se acabem as formas-pensamentos putrefatas, as crenças e ideias que estão enfraquecendo toda a ação e manifestação. As pessoas precisam saber como a mente funciona, o que são os pensamentos, o que fazem a si mesmas e o que fazem aos outros através de seu pensamento, seu sentimento, suas palavras e suas ações.


Se não acabarmos com nossa poluição interior, seremos como o cego que conduz outro cego, o miserável que se junta a outra miserável, pensando que um vai ajudar o outro. No final, teremos duas misérias, multiplicando não por dois, mais infinitamente a intensidade daquela miséria. Para realmente servir, é preciso começar consigo mesmo e com o lugar onde se vive.


A verdadeira ecologia começa com nossos próprios pensamentos e sentimentos. É isso o que eleva o nível vibratório do planeta. Quando tivermos assumido a responsabilidade indivdual por nosso próprio poder, aquele poder, unido aos outros, torna-se o Poder da Divindade em ação AGORA.


Fonte: Zulma Reyo - A ALQUINIA INTERIOR - Trad. : Sílvia Branco Sarzana, Ed. Ground, pp.338/339

sábado, 2 de março de 2013

Terráqueos (Earthlings)

http://blogaprenderedivertido.blogspot.com.br/p/vamos-cuidar-do-nosso-planeta.html

TERRÁQUEOS (Earthlings) é um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra nosso completo desrespeito para com os assim chamados "provedores não-humanos". 

Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui trilha sonora composta pelo instrumentista, dj e compositor Moby. Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria de esporte e entreterimento, e finalmente na carreira médica e científica, TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar.

Impactante, informativo e provocando reflexões, TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais.

TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!

 

Cristiano Pinnow compartilhou esta postagem originalmente:
Fonte: E-mail recebido de Vanessa Gaia


quarta-feira, 18 de abril de 2012

22 de abril - DIA DA TERRA


http://phoenixpedra.blogspot.com.br


Para comemorar o dia do planeta Terra, achei pertinente publicar este pequeno trecho da publicação: Nosso Futuro Comum.


“Todo ser humano é parte da comunidade de seres vivos. Esta comunidade interliga todas as sociedades humanas – gerações presentes e futuras – como também a humanidade com o restante da natureza.”

O documento defende a tese central da ecologia profunda, que se recusa a ver a natureza e os animais como meros instrumentos do bem-estar humano:

“Cada forma de vida deve ser respeitada, independentemente de seu valor para o homem. O desenvolvimento humano não deve ameaçar a integridade da natureza nem a sobrevivência de outras espécies. As pessoas devem tratar dignamente todas as criaturas e protegê-las da crueldade, evitando o sofrimento e a morte desnecessária”.

Propondo uma “ética mundial para viver de forma sustentável”, o documento aborda a necessidade de moderação e simplicidade em nossa relação com o meio ambiente:

“Todos devem ser responsáveis pelo seu próprio impacto sobre a natureza. Os recursos devem ser usados apenas nos níveis necessários e com eficiência, atentando para que o uso dos recursos renováveis seja sustentável”.

O texto adota a tese de Jacques Cousteau e fala sobre a nossa obrigação para com a humanidade do futuro:

“Todos devem ter como objetivo compartilhar os benefícios e custos do uso de recursos entre comunidades e grupos interessados, entre as regiões pobres e ricas, entre as gerações presentes e futuras. Cada geração deve deixar para sua sucedânea um mundo pelo menos tão diverso e produtivo quanto aquele que herdou. A proteção dos direitos humanos e do restante da natureza é responsabilidade de âmbito mundial que transcende as fronteiras culturais, ideológicas e geográficas. A responsabilidade é tanto coletiva como individual.”

Cuidando do Planeta Terra descreve os problemas e levanta soluções práticas nos campos energético, industrial, comercial, agrícola, florestal, na questão da água doce e dos oceanos, e mostra de que modo a comunidade humana pode organizar-se em função da idéia central do desenvolvimento sustentável.

Era um texto demasiado bom para que fosse compreendido e levado a sério na década em que foi lançado. Seria exigir demais dos nossos dirigentes que pensassem no futuro de maneira sadia, a menos que sejam obrigados a isso pelos fatos do dia-a-dia.  Por isso o despertar tem avançado através de pequenos eventos e iniciativas, que se alastram silenciosamente e sem chamar atenção de quem não tem olhos para ver.

Há um tempo para tudo e haverá um tempo para que a proposta de desenvolvimento sustentável seja aplicada em todo o mundo, respeitando as peculiaridades locais. Cada pessoa que assume interiormente um compromisso com o futuro da Terra faz com que o nascimento da nova civilização fique um pouco mais próximo. Chegado o momento, veremos que a humanidade já não precisa evoluir tanto através da dor, mas pode avançar mais rapidamente pela prática da fraternidade e da cooperação. 


Fonte: trechos de: 



 “Nosso Futuro Comum” – Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1988, 430 pp.

domingo, 4 de março de 2012

A sabedoria dos ditos "primitivos"

Fonte : Google images

A visão de mundo da Ecologia Profunda não é tão recente assim. Ela já fazia parte do modo de vida original de algumas tribos norte-americanas. Leia mais...

Tradição Indígena e Ecologia Profunda


Fonte: Google Images

"Em vários aspectos, o mais novo e o mais velho se unem hoje para renovar e ampliar radicalmente nosso modo de enxergar a realidade.
Nas últimas décadas do século 20, a vanguarda da física redescobriu a  filosofia esotérica através de Fritjof Capra,  David Bohm e outros. O químico da NASA Jim Lovelock  descobriu que o planeta Terra pode ser considerado um ser vivo - como pensava o mundo grego-   e criou a teoria de Gaia. 
Na biologia,  Rupert Sheldrake  resgatou velhos conceitos  da filosofia do oriente, especialmente o akasha e a luz astral, através de modernos métodos experimentais.  
Estas mudanças na visão científica do mundo estabelecem as bases para uma relação inteiramente nova entre ser humano e ambiente natural, e nos fazem compreender, também,  que podemos aprender grandes  lições avaliando melhor a filosofia de vida dos primeiros  habitantes da América." Leia mais ...
 Todo este conjunto de posicionamentos fazem parte do que hoje denominamos de Ecologia Profunda e é a visão de mundo que quero viver e vê-la predominando por todo o planeta.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

INICIAÇÃO À ECOLOGIA PROFUNDA

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Imagem: Google Images


Este texto corresponde a um capítulo do livro :  A VIDA SECRETA DA NATUREZA - Uma Iniciação à Ecologia Profunda de Antonio Cardoso Aveline. Se desejar mais informações sobre o livro poderá acessar www.bodigaya.com.br .


"O meio ambiente em que vivemos não é um vale ou montanha, nem uma zona rural ou cidade. Tampouco é um continente, ou o planeta Terra: o universo inteiro é o nosso ambiente natural. As galáxias navegam conosco na mesma onda de vida.

Em nossa pequena casa planetária – uma esfera achatada nos pólos, com 12.700 quilômetros de diâmetro –, a Lua regula as marés, influencia a vida das plantas e faz oscilar as emoções humanas. O Sol define o rumo do nosso planeta e manda a energia vital que anima cada árvore, pé de alface, folha de grama, pássaro, peixe ou ser humano. 

O caráter e a consciência de cada um de nós também são influenciados o tempo todo não só pelo Sol, mas por cada um dos planetas do Sistema Solar e por outras forças cósmicas cuja ação ainda não foi identificada ou descrita pela ciência convencional. O céu inteiro imprime sua marca na vida de cada ser humano que nasce e influencia os acontecimentos individuais e coletivos, tanto no plano material como nas dimensões sutis.

A ciência que descrevia o universo como um aglomerado de coisas separadas, relacionadas mecanicamente entre si, faliu. A vanguarda pensante da ciência tem uma visão integradora das coisas, e isto não é de agora. A ciência teve um breve sonho mecanicista durante a Revolução Industrial, mas já acorda de novo para a realidade. 

Leonardo da Vinci, Paracelso, Francis Bacon, Isaac Newton, Thomas Edison e inúmeros outros foram cientistas e místicos ao mesmo tempo. Já no século vinte, Albert Einstein mantinha sempre em sua escrivaninha um exemplar de “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky.

Mas foi a partir de 1975, com a publicação de “O Tao da Física”, de Fritjof Capra, que uma nova visão da ciência como aliada da sabedoria oculta se impôs como tendência e se popularizou. Capra abre seu livro citando Carlos Castaneda, para dizer que a física moderna é um caminho que deve ser percorrido com o coração:
“Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Experimente-o quantas vezes julgar necessárias... Depois faça a si mesmo uma pergunta: este caminho possui coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, este caminho não possui importância alguma”.

A seguir, Capra faz um estudo comparado do misticismo oriental e da física moderna, mostrando que, com linguagens diferentes, ambos falam da unidade de todas as coisas, da necessidade de transcender a dualidade e o espaço-tempo, e ambos buscam, de modo similar, compreender a relação entre o vazio e a forma.

Em 1980, outro físico, David Bohm, publicou a obra “A Totalidade e a Ordem Implícita” (publicada no Brasil como “A Totalidade e a Ordem Implicada”), em que faz uma reflexão sobre o processo periódico de exteriorização e interiorização do universo, por um lado, e de cada coisa que existe nele, por outro. Em 1981, o biólogo inglês Rupert Sheldrake lançou um livro polêmico radicalizando, em termos científicos, o conceito de campos morfogenéticos e estabelecendo uma base experimental para que se demonstre a existência da luz astral ou o akasha da tradição esotérica.

O conceito de campos morfogenéticos (do grego morfo, forma, e gênese, origem) foi criado na década de vinte por biólogos de visão holística. Para Sheldrake, os campos morfogenéticos são semelhantes aos campos eletromagnéticos e gravitacionais conhecidos pela física, mas possuem algumas características extraordinárias:
“Como os campos conhecidos da física, eles conectam coisas similares através do espaço, embora aparentemente não haja nada entre elas; mas, além disso, eles conectam coisas através do tempo.”

Esta é, precisamente, a característica central do akasha oriental, o éter universal, ou a essência espiritual do mundo físico, que Helena Blavatsky descreveu no século dezenove. Por outro lado, o enfoque de Sheldrake tem uma correspondência perfeita também com a idéia de ordem implícita do físico David Bohm. Assim, a ciência moderna vai redescobrindo, em cada um dos seus campos, elementos da sabedoria milenar.

Nos anos vinte, o conceito de campos morfogenéticos foi criado em função do crescimento e das formas adotadas pelos seres vivos, e permitiu explicar, por exemplo, que um embrião humano dispõe – para orientar-se em seu crescimento – de campos morfogenéticos que servirão de molde para a orelha, o braço, etc., cumprindo a função de arquétipos registrados no akasha ou luz astral. 

O DNA das nossas células não contém em si a memória genética, mas permite “sintonizar” com o campo morfogenético de uma maneira que é geneticarnente determinada, assim como a antena de um aparelho de televisão permite sintonizar com determinadas ondas emitidas pelas estações.

Mas Sheldrake tomou este conceito, limitado ao estudo do crescimento dos seres orgânicos, e o ampliou radicalmente, chamando-o de campo mórfico e aplicando-o a todas as áreas da natureza. Sua hipótese da causação formativa sugere que “os sistemas auto-organizadores, em todos os níveis – inclusive as moléculas, os cristais, os tecidos, organismos e sociedades de organismos –, são organizados por campos mórficos”

Esses campos mórficos podem ser considerados por um estudioso da tradição esotérica como uma espécie de estantes virtuais do akasha ou luz astral, onde “tudo está escrito” segundo os místicos. A memória humana, de acordo com este ponto de vista, não se localiza no cérebro físico. 

O cérebro é que sintoniza com os campos mórficos onde estão registradas as nossas impressões dos acontecimentos passados. Há pontos de coincidência enormes desta hipótese com as idéias de inconsciente coletivo e de “arquétipo” na obra de Carl Jung, que também se baseia na tradição esotérica.

“Deste ponto de vista”, escreve Sheldrake, “substâncias como a penicilina cristalizam-se do modo específico como fazem não porque são governadas por leis matemáticas permanentes, mas porque, antes, já se tinham cristalizado desta maneira; estão seguindo hábitos através da repetição.” Realmente, novas substâncias químicas sintetizadas pela primeira vez são normalmente difíceis de cristalizar, e passam a formar cristais mais facilmente à medida que a cristalização se repete. 

Essa incidência do passado sobre o presente é chamada por Sheldrake de ressonância mórfica. A ressonância causa “a influência do semelhante sobre o semelhante através do tempo e do espaço”, e não diminui com a distância física. Ela não transfere energia, mas sim informação, sugerindo como organizar a energia.

A hipótese de Sheldrake permite entender que os processos regulares da natureza são governados em alguns casos por hábitos herdados através da ressonância mórfica, e não apenas pelas leis eternas. Assim, os organismos vivos herdam não só genes mas também campos mórficos, ou auras.  

“Os genes são transferidos materialmente por seus ancestrais, e permitem produzir certos tipos de moléculas de proteínas; os campos mórficos são herdados de um modo não material, por ressonância mórfica, não apenas de ancestrais diretos, mas também de outros membros da espécie. O organismo sintoniza os campos mórficos da sua espécie e, desse modo, tem à sua disposição uma memória coletiva ou de grupo onde colhe informações para seu desenvolvimento.” 

Aqui, Sheldrake continua incluindo em seu trabalho a idéia teosófica de akasha  ou luz astral – a contrapartida sutil do mundo natural –, o livro da vida em que ficam registrados os fatos já ocorridos e onde também estão as sementes de fatos futuros. No reino animal, o carma de experiências acumuladas é predominantemente coletivo, enquanto no reino humano as almas já estão individualizadas e, embora haja um inconsciente coletivo, cada uma processa, fundamentalmente, as suas próprias experiências.

O conceito de campo mórfico corresponde também à idéia de aura. É na aura ou envelope áurico, segundo Helena Blavatsky, que se armazenam os resíduos do passado e as possibilidades para o futuro.  Há, deste modo, uma clara ressonância mórfica entre as várias encarnações da mesma alma humana. 

É por esta ressonância que, em alguns casos, ocorre a lembrança de vidas passadas: a pessoa foca a consciência diretamente em um nível profundo do seu próprio campo mórfico e lê, no akasha ou luz astral, os registros de uma vida anterior, ou capta relances dela. A tentativa deliberada e artificial de conhecer vidas anteriores é enganosa, porque assim captamos apenas campos mórficos ilusórios.

O ponto de vista de Sheldrake permite explicar, também, as mudanças qualitativas de comportamento. Quando houver um número suficiente de pessoas sintonizadas com a energia da lei universal, e já estiver registrado no campo mórfico do nosso processo civilizatório um número suficiente de experiências acumuladas para que emerja uma civilização baseada na ética, a mudança de atitudes coletivas pode ser súbita, como no episódio famoso do “centésimo macaco”.

Conta-se que cientistas observaram o surgimento do hábito de alguns macacos lavarem na água da praia, antes de comerem, as batatas que ganhavam como ração. O exemplo dos pioneiros foi sendo seguido, aos poucos, por mais indivíduos. Quando o número de macacos que lavavam as batatas chegou a certo ponto – supostamente ao “centésimo macaco” – os macacos de outras ilhas distantes passaram a ter o mesmo comportamento inovador e mais inteligente.
   
A hipótese do campo mórfico e a idéia do akasha permitem explicar este fato. Assim, também, quando um número suficiente de pessoas houver adotado novas formas de viver e de trabalhar sintonizadas com o princípio da fraternidade universal, a transformação do cenário mundial pode ser muito rápida, ocorrendo como uma espécie de relâmpago cultural global – o ponto ômega de Teilhard de Chardin, ailuminação súbita da tradição zen.
   
A mudança de mentalidade já ocorre hoje em progressão geométrica, como uma bola de neve, embora deva passar necessariamente por estágios purificadores antes de se mostrar como uma primavera e um renascimento da ética da Fraternidade. Os meios de comunicação social serão usados possivelmente como instrumento físico desta propagação, mas a mudança fundamental se dá dentro do processo oculto que pode ser chamado tanto de campo mórfico como de luz astral, de akasha ou até de evolução cármica.

É verdade que estes vários conceitos não são iguais entre si. Eles mostram aspectos diferentes do mesmo processo complexo que ocorre em quatro dimensões e não nas três dimensões físicas conhecidas – comprimento, largura e espessura. O espaço astral tem quatro dimensões, e suas características não podem ser descritas verbalmente com exatidão.

De acordo com o conceito de evolução cármica, o carma positivo das novas atitudes, afinadas com a era de fraternidade universal que se aproxima, precisa amadurecer para que o todo da experiência humana seja transferido da velha “maneira de funcionar” para a nova forma de organização.

A experiência humana não avança ao acaso, mas evolui de maneiras determinadas, cuja estrutura é dada pelos campos mórficos. Estes campos garantem a vigência da lei do carma e do equilíbrio (ação e reação). É o registro das ações na luz astral ou akasha que permite e provoca as reações cármicas correspondentes. 

A ressonância mórfica é, assim, instrumento da lei do carma, pela qual todos os seres colhem o que plantam e tudo o que ocorre é registrado, produzindo os efeitos correspondentes no tempo adequado.

Sheldrake não fala de ocultismo nem de sabedoria eterna em seus textos científicos destinados a discutir a hipótese dos campos mórficos. Mas pessoalmente é um estudioso de teosofia e das tradições místicas, e, mesmo mantendo uma linguagem científica, ele afirmou em um artigo:
“Alguns aspectos desta hipótese lembram elementos de vários sistemas ocultos e tradicionais, como o conceito de corpo etérico, a idéia das almas-grupo de espécies animais, e a doutrina dos registrosakáshicos. No entanto, esta hipótese é levantada em termos estritamente científicos, e como tal terá que ser julgada por testes empíricos.”

Realmente, a correspondência do campo mórfico com a aura sutil dos objetos e organismos vivos é notável.
Não há dúvida de que as teorias de Rupert Sheldrake e David Bohm são perfeitamente compatíveis uma com a outra. Em um diálogo com Bohm, a filósofa Renée Weber perguntou qual era, então, a diferença entre os dois enfoques.

“A diferença principal é que a ordem implícita é mais geral”, respondeu Bohm. “Deve-se considerar a ordem implícita como uma esfera além do tempo, uma totalidade a partir da qual cada momento é projetado na ordem explícita” – ou seja, no mundo visível.  “Para cada momento projetado na ordem explícita”, afirma Bohm, “haverá outro movimento em que este momento será injetado ou ‘introjetado’ na ordem implícita.” 

Para Bohm, a cada momento de expansão segue um momento de retração. Esta é a lei do carma: a cada ação, há uma reação correspondente no sentido oposto. E assim se dá a pulsação de toda vida no universo. A cada dia, uma noite. Depois de cada vida física, um descanso longo antes da próxima encarnação. 

Depois de cada dia de trabalho, uma noite de sono. Depois de cada inspiração, uma expiração. O coração humano se expande e contrai a cada momento. E os elétrons, explica Bohm, também pulsam, embora  sua vibração seja tão rápida que é impossível detectar convencionalmente este movimento. 

A teoria da ordem implícita estimula uma reflexão sobre as relações misteriosas entre o oculto e o manifesto, o reino espiritual e o reino material e humano. Já o enfoque mórfico de Rupert Sheldrake, mais prático, mostra a relação entre o mundo físico e a luz astral. 

As diferenças entre os dois pontos de vista são poucas, porque a teoria de Sheldrake, aparentemente limitada, pode ser levada às últimas conseqüências, explicando a formação e o descanso periódico dos universos, que são criados por ressonância mórfica. A principal diferença entre os enfoques de Bohm e Sheldrake parece estar no estilo e na formação dos dois pesquisadores, um físico e o outro biólogo.

De qualquer modo, livre dos dogmas materialistas, a ciência moderna está descobrindo a luz astral. É esta contraparte sutil e oculta, ou “implícita”, do mundo físico que orienta o trabalho de Fritjof Capra ao desenvolver, em seu  livro “A Teia da Vida”, os conceitos de ecologia profunda e de visão sistêmica da vida. 

A palavra akasha significa luz, ou éter, em sânscrito. Para Helena Blavatsky, é a substância primordial do universo. Eliphas Levi usou a expressão luz astral, que vem da cabala e corresponde ao nível mais denso da Alma do Mundo na tradição esotérica.
“Tem havido uma variedade infinita de nomes para expressar a mesma coisa”, escreveu Blavatsky em “Ísis Sem Véu”, obra publicada em 1877. 

“O caos dos antigos, o fogo sagrado do zoroastrismo, o fogo de Hermes, o Rá egípcio, a sarça ardente de Moisés, a luz sideral dos rosacruzes, os vapores do oráculo de Delfos, akasha dos adeptos hindus, a luz astral de Eliphas Levi, a aura nervosa e o fluido dos magnetizadores, a força psíquica do sr. Crookes, o magnetismo atmosférico de alguns naturalistas (...) são apenas nomes diferentes dados a diversas manifestações externas da mesma causa misteriosa que a tudo permeia”, disse a escritora russa. 

Podemos incluir nesta relação, agora, a ordem implícita de David Bohm e o campo mórfico de Rupert Sheldrake. A compreensão deste tema, no entanto, não deve ser meramente intelectual. O caminho da ciência pode de agora em diante voltar a ser percorrido com o coração, como propõe Capra. Nas palavras do teosofista G. de Purucker, “é impossível compreender a sabedoria oculta sem perceber que a ética atravessa como um cordão de ouro todas as doutrinas da filosofia esotérica”.
     
A conduta ética brota naturalmente quando buscamos a verdade, e quando percebemos a lei da unidade e da  reciprocidade.  Assim vemos como operam os campos mórficos e a luz astral.
    
Já existe, pois, uma corrente na ciência moderna que não só reconcilia a pesquisa científica com busca espiritual e uma compreensão filosófica do meio ambiente, mas também contribui para que o ser humano seja cada dia um pouco melhor – cada dia um pouco mais verdadeiro."

Fonte:   

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu e a Ecologia Profunda

Crédito desta foto : Tekst og foto: Petter Mejlænder / Coverfoto UTE: Sigurd Fandango 

Eu conheci Arne Naess através de citações de Fritjof Capra. Esta semana precisei fazer uma pesquisa sobre ecologia profunda em originais de Naess. Minha maior dificuldade foi que toda as suas publicações permanecem sem tradução para o inglês. Armada com a ferramenta:  tradutor do Google, de que me vali e dos parcos conhecimentos de inglês que possuo, consegui penetrar nos fundamentos da filosofia de Naess, ou melhor, de sua ecosofia. 

Fiquei maravilhada com sua estatura intelectual acompanhada de uma gigantesca coragem para a ação e capacidade de abrir mão de coisas que outros achariam muito importantes (ser professor de uma universidade importante) para ter liberdade suficiente para assumir seus posicionamentos radicais. Radicais sim, porque todos os pioneiros em mudanças de paradigma tem que enfrentar outro radicalismo que é o conhecimento ortodoxo vigente. 

Embora eu não possua nem por uma muito distante aproximação, capacidade e coragem para assumir junto com outros ativistas um ideal semelhante ao dele, resolvi, pelo menos neste espaço do blog, assumir que concordo plenamente com as diretrizes de sua ecosofia e com aqueles que militam numa radical Ecologia Profunda.

Por que resolvi assumir esta posição ?
Entendi que atitudes superficiais da maioria dos movimentos ecológicos são completamente inócuas a longo prazo, estão longe de resolver a crise em suas raízes. Portanto, daqui pra frente, todas as minhas postagens serão carimbadas por esta postura ecosófica.

Este não é meu primeiro post sobre este tema, em 5/08/2011 fiz uma publicação que teve como fonte as informações da widipédia sobre  Ecologia Profunda e que vocês poderão acessar como uma primeira introdução ao pensamento deste importantíssimo filósofo do século XX.

Provavelmente não farei postagens diárias, vou preferir preparar com bastante cuidado os artigos para que realmente possam contribuir de uma maneira menos superficial para a informação de todos os interessados no tema.

sábado, 27 de agosto de 2011

ECOLOGIA PROFUNDA DE UM SER ESPECIALMENTE ILUMINADO




Albert Schweitzer foi, além de um gênio pela sua inteligência altamente desenvolvida, um ser iluminado, pela sua percepção  espiritual que o fez adotar como princípio ético : A reverência pela vida. Muito antes de todo e qualquer movimento ecológico ele já tinha esta filosofia de vida e pela qual deixou tudo que havia conquistado tão belamente em sua vida para se dedicar aos seres humanos que viviam na mais total carência, na África. Êle é um homem notável e que merece servir de exemplo para todos que desejam transformar a si mesmo e ao mundo em que vive. Quando tomei conhecimento desta grande alma resolvi divulgar uma biografia resumida dele para que outras pessoas pudessem ter nele um exemplo e um guia, por isso aí vai o artigo tão bem escrito por Rubem Alves sobre ele. Albert Schweitzer, por sua filosofia de vida, colocou em prática com perfeição todos os princípios da Ecologia Profunda de reverência pela vida.

Albert Schweitzer

"É um homem grande, 1.90 de altura; obviamente, um homem forte. Seus cabelos castanhos já estão grisalhos. E tem um grande bigode. Seus olhos profundos são azuis e bondosos. E o seu piscar revela humor. Um veadinho se esfrega nele pedindo carinho e sua mão grande deixa a caneta sobre a mesa e delicadamente agrada o bichinho. Lá fora, os crocodilos algumas vezes dormem com suas enormes mandíbulas abertas. E há os hipopótamos, os pelicanos, a vegetação impenetrável que se reflete nas águas barrentas do rio."


A aparência é de um homem sólidamente plantado nesse mundo. Mas não é verdade. Seu coração e sua cabeça se movem de acordo com uma lógica estranha de um outro mundo que só ele vê.

Nasceu em 1875, numa aldeia da Alsácia, filho de um pastor protestante. Desde muito cedo ficou claro que ele era diferente. Sua sensibilidade para a música chegava à dor. Ele mesmo conta que, à primeira vez que ouviu duas vozes cantando em dueto - ele era muito pequeno ainda - ele teve de se encostar na parede para não cair. Outra vez, ouvindo pela primeira vez um conjunto de metais ele quase desmaiou por execesso de prazer. Com cinco anos começou a tocar piano. Mas logo se apaixonou pelo órgão de tubos da igreja na qual o seu pai era pastor. Aos nove anos já era o organista oficial da igreja, e tocava para os serviços religiosos.

Sentimento amoroso idêntico lhe provocavam os animais. Ele relata que, mesmo antes de ir para a escola, lhe era incompreensível o fato de que as orações da noite que sua mãe orava com ele apenas os seres humanos fossem mencionados. "Assim, quando minha mãe terminava as orações e me beijava, eu orava silenciosa-mente uma oração que compus para todas as criaturas vivas" : "Oh, Pai, celeste, protege e abeçoa todas as coisas que vivem; guarda-as do mal e faz com que elas repousem em paz."

Ele conta de um incidente acontecido quando ele tinha sete ou oito anos de idade. Um amigo mais velho ensinou-o a fazer estilingues. Por pura brincadeira. Mas chegou um momento terrível. O amigo convidou-a a ir para o bosque matar alguns pássaros. Pequeno, sem jeito de dizer não, ele foi. Chegaram a uma árvore ainda sem folhas onde pássaros estavam cantando. Então o amigo parou, pôs uma pedra no estilingue e se preparou para o tiro. Aterrorizado ele não tinha coragem de fazer nada. Mas nesse momento os sinos da igreja começaram a tocar, ele se encheu de coragem e espantou os pássaros.

Seu amor pelas coisas vivas não era apenas amor pelos animais. Ele sabia que por vezes era preciso que coisas vivas fossem mortas para que outros vivessem. Por exemplo, para que as vacas vivessem os fazendeiros tinham de cortar a relva florida com ceifadeiras. Mas ele sofria vendo que, tendo terminado o trabalho de cortar a relva, ao voltar para a casa, as suas ceifadeiras fossem esmagando flores, sem necessidade. Também as flores têm o direito de viver.


Também não podia contemplar o sofrimento dos animais em cativeiro. "Detesto exibições de animais amestrados. ´Por quanto sofrimento aquelas pobres criaturas têm de passar a fim de dar uns poucos momentos de prazer a homens vazios de qualquer pensamento ou sentimento por eles."


O nome desse jovem era Albert Schweitzer. Doutorou-se em música, tornou-se o maior intérprete de Bach da Europa, dando concertos continuamente. Doutorou-se em teologia e escreveu um dos mais importantes livros de teologia desse século. Doutorou-se também em filosofia, e era professor na universidade de Estrasburgo, sendo também pastor e pregador.


Schweitzer tinha tudo aquilo que uma pessoa normal pode desejar. Ele era reconhecido por todos. Mas havia uma frase de Jesus que o seguia sempre: "A quem muito se lhe deu, muito se lhe pedirá." E, aos vinte anos, ele fez um trato com Deus. Até os trinta anos ele iria fazer tudo aquilo que lhe dava prazer: daria concertos, falaria sobre literatura, sobre teologia, sobre filosofia. Ao trinta anos ele iniciaria um novo caminho. E foi o que ele fez. Aos trinta anos entrou para a escola de medicina, doutorou-se em medicina, e mudou-se para a África, para tratar de uns pobres homens atacados pelas doenças e abandonados. E lá passou o resto de sua vida.


É preciso entender que Schweitzer não era só um médico curando doentes. Ele não se conformaria com isso. Dentro dele viviam a música, a filosofia, o misticismo, a ética. Schweitzer sabia que somente o pensamento muda as pessoas. E o que ele mais desejava era descobrir o princípio que vivia encarnado nele. E ele conta que foi numa noite - ele e remadores navegavam pelo rio para chegar a uma outra aldeia - seu pensamento não parava - e ele se perguntava - "qual é o princípio ético?". De repente, como um relâmpago, apareceu na sua cabeça a expressão: reverência pela vida. Tudo o que é vivo deseja viver. Tudo o que é vivo tem o direito de viver. Nenhum sofrimento pode ser imposto sobre as coisas vivas, para satisfazer o desejo dos homens.


Há algo estranho na psicologia de Schweitzer. Um dos maiores desejos da alma humana - de todos - é o desejo de reconhecimento. Na Europa Schweitzer era admirado universalmente: organista, filósofo, teólogo, escritor. Aos vinte e poucos anos seu nome já era símbolo. Aí toma uma decisão que o levaria para longe de todos os olhos que o admiravam: a absoluta solidão de uma aldeia miserável. Hoje uma decisão como a dele seria imediatamente notada: os jornais e a televisão logo fariam brilhar a sua imagem de Cavaleiro Solitário - e ele apareceria como heroi. Seria grande, imensamente grande na sua renúncia! Também as renúncias podem ser motivo de vaidade! ( A esse respeito relembro a última cena do filme O Advogado do Diabo. Merece ser visto de novo. )Mas ele opta pela invisibilidade, a solidão, longe de todos os olhos e de todos os aplausos.. Isso só tem uma explicação: ele era, antes de tudo, um místico. O que lhe importava não era a brilho narcísico mas a consciência de ser verdadeiro com o princípio de "reverência pela vida", o seu mais alto princípio religioso.


Esse princípio, Schweitzer viveu intensamente. Não é difícil ter reverência pelas coisas fracas, a relva, os insetos, os animais. Fracos, eles não têm o poder de nos resistir. Difícil é ter reverência pelos homens fortes, que se encontram ao nosso lado. Jesus ordenou "amar o próximo". Porque é fácil amar o distante. O próximo é aquele que está no meu caminho, que tem o poder de me dizer não. Mais difícil que amar os doentes, que são carência pura, fraqueza pura, dependência pura, mendicância pura, é amar aqueles que estão ao meu lado e que são tão fotrtes quanto eu. Reverência pelos que estão ao meu lado. Se Schweitzer se relacionou com os pobres negros doentes por meio da compaixão, ele se relacionou seus próximos, iguais, companheiros de hospital por meio de amizade. E ele formula, na sua Ética, o princípio de que "um homem nunca pode ser sacrificado para um fim."


Schweitzer não era um ser desse mundo. Talvez ele tenha compreendido isso e que essa tenha sido uma das razões porque ele saiu do mundo civilizado, se embrenhando nas selvas da África. No mundo civilizado, das organizações, será possível ter reverência pelo próximo? Na lógica das organizações não há "próximos" nem amigas. A lógica das organizações diz: "cada funcionário é apenas um meio para o fim da organização, não importa quão grandioso ele seja!" Nas organizações os sinos das igrejas não tocam para impedir que o pássaro seja morto.
AUTOR: RUBEM ALVES

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Massanobu Fukuoka : uma nova agricultura


O agricultor e filósofo japonês Masanobu Fukuoka revolucionou a agricultura. Desde há 50 anos não lavra os seus campos, não tira as hervas daninhas, não poda as árvores, renuncia a herbicidas e adubos químicos.

Não semeia ordenadamente em filas mas lança as suas sementes ao largo. As suas colheitas são abundantes, a sua terra está em perfeito equilibrio, flora e fauna são diversificadas e exuberantes.
Fukuoka espalhou a sua mensagem pelo mundo inteiro.

Na Somália ajudou agricultores de modo a que as suas terras queimadas voltassem a ser campos verdes. Na India, o seu método de fazer agricultura com os meios mais simples abriu novamente perspectivas aos agricultores mais pobres, seguindo desta forma o pensamento de Gandhi.


Em 1998, Masanobu Fukuoka, com a idade de 86 anos, recebeu o Prémio Magsasay (Prémio Nóbel da Paz no Extremo Oriente) para a sua contribuição para o bem da humanidade. Nos últimos 20 anos utilizou o seu método para florestar zonas deserticas.

Na Tailândia, nas Filipinas, na India e nalguns países africanos transformou pequenas regiões desertificadas em paiságens verdes, ricas em diversidade florestal. Em março de 98 começou na Grécia a primeira acção de reflorestação na Europa


Foi um dos pioneiros da agricultura sustentável inspirando os fundadores da permacultura, Bill Mollison e David Holmgren, publicou em inglês "AGRICULTURA NATURAL - Teoria e prática da filosofia verde" (195) e The Road Back to Nature: Regaining the Paradise Lost (1987) e sua obra mais conhecida A Revolução de Uma Palha - Uma introdução à agricultura selvagem.


Masanobu Fukuoka, se baseia numa natureza livre da interferência e intervenção humanas e propõe a recuperar a natureza da destruição causada pela ação dos homens. A forma como descreve não requer altos investimentos e proporciona aos agricultores mais tempo livre, além de ser mais lucrativa. Os livros interessam a agricultores preocupados com o uso crescente de produtos químicos em seus campos e também a todos que buscam uma alimentação saudável.

http://pt-br.protopia.wikia.com/wiki/Masanobu_Fukuoka

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ecologia Profunda


Conceito proposto pelo filósofo e ecologista norueguês Arne Næss em 1973, a Ecologia Profunda é um conceito filosófico que vê a humanidade como mais um fio na teia da vida. Cada elemento da natureza, inclusive a humanidade, deve ser preservado e respeitado para garantir o equilíbrio do sistema da biosfera.

Enquanto a ecologia seria um estudo das interações entre os seres vivos e destes com o ambiente, a Ecologia Profunda é uma forma de pensar e agir, dentro da ecologia ou de qualquer outra atividade.
O conceito foi proposto como uma resposta ao paradigma dominante e à visão dominante sobre o uso dos recursos naturais.

A ecologia profunda possui influência do pensamento de Gandhi, Thoreau, Rousseau, Aldo Leopoldo e muitos outros. Arne Naess era também estudioso do Budismo e de filosofias orientais, influências marcantes no modo de agir do ecologista profundo. É sensível a influência que a filosofia taoista exerceu sobre todo o movimento ecológico. 

É notável também que diversas sociedades humanas, especialmente indígenas, praticavam uma vida de acordo com este modo de ver e agir a respeito da biosfera. A definição mais recorrente de Ecologia Profunda se dá justamente por meio do discurso do índio norte-americano Chefe Seattle. Em sua carta ao presidente Franklin Pierce, ele afirma:

"De uma coisa sabemos. A terra não pertence, ao homem: é o homem que pertence à terra. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará."

Pelo lado científico, há grande influência de novas descobertas científicas como a teoria da complexidade e a teoria do caos. Baseia-se em novas formas científicas de pensar, conhecidas como pensamento sistêmico.

Fonte: Wikipédia