Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de junho de 2016

GRATIDÃO


“A gratidão desbloqueia a plenitude da vida. Ela transforma o que temos em suficiente e mais. Ela transforma negação em aceitação, caos em ordem, confusão em clareza. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo.” ~Melody Beattie
Quem não gostaria de encontrar a chave para viver uma vida melhor ? Não é preciso dinheiro ou um enorme esforço para atingir esse objetivo. A verdade é que atrair abundância para a nossa vida é muito mais simples do que pensamos. É tudo baseado no pensamento e na percepção.
Nós sequer compreendemos o imenso poder que tem os nossos pensamentos. O que focalizamos cresce, essa é a lei do Universo. Quando vivemos nossas vidas com gratidão ou apreciação pelo que temos, nós ocupamos nossa mente com otimismo. Quando focamos o que nos falta, nossa mente se torna cheia de negatividade gerando pensamentos de amargura, inveja e ressentimento. Viver uma vida de gratidão é o que traz abundância em nossas vidas. Quanto mais formos gratos por todos os presentes grandes e pequenos, mais abundância atraímos para nós.
Ter gratidão significa ser grato pelos muitos dons e bênçãos que temos. Muitas pessoas dizem que eles são gratos, ainda que se encontrem experimentando pensamentos negativos quando a vida não segue do jeito que ela espera. Muitas pessoas dizem que elas têm pouco para agradecer quando na realidade elas têm muito mais do que pensam. É tudo baseado no ponto de vista e nosso ponto de vista é algo que controlamos conscientemente. Todos nós temos a capacidade de mudar o nosso pensamento. Podemos tomar qualquer situação na vida e encontrar algo de bom nela, se essa é a nossa inclinação. Coisas boas e más acontecem na vida todos os dias. A perspectiva que optamos por focar é inteiramente nossa.
Nós vivemos em um mundo “material”. Nós todos queremos coisas boas e muitos de nós sonhamos em nos tornar ricos. Muitos de nós equiparamos a riqueza com o dinheiro. E todos nós queremos uma vida harmoniosa. Não é uma coisa errada esta maneira de pensar, desde que aceitemos o que vem no nosso caminho. Como a canção dos Rolling Stones diz: “você não pode ter sempre o que você quer, mas se você tentar algumas vezes você vai conseguir o que você precisa.” Nossas esperanças, desejos e sonhos são o que nos motivam a atingir as metas. As provações e tribulações da viagem dos nossos interesses nos levam adiante e é como nós aprendemos e crescemos.
Não podemos escolher quando queremos ser gratos, nós não podemos usar o nosso agradecimento apenas para um resultado esperado particular. Ele não funciona dessa forma. E, além disso, esta forma de pensar é baseada na suposição de que nós ainda não temos abundância em nossas vidas.
Estudos da Física quântica estão confirmando que a matéria e a realidade podem ser alteradas pelos nossos pensamentos. A Lei da Atração, um dos cinco princípios fundamentais da existência nos diz que “semelhante atrai semelhante.” É um fato científico que os pensamentos são energia. Os neurônios em nosso cérebro produzem pensamentos. Se a energia segue a energia, então a energia segue o pensamento.
Para colocar em termos mais simples, atraímos aquilo que colocamos para fora. O Universo não é tendencioso, ele não determina se um pensamento é bom ou ruim. Ele só responde às vibrações que colocamos para fora. Quando vivemos a vida com sincera gratidão e apreço, mudamos a vibração da nossa energia e atraímos mais do que nós queremos. O que pensamos é o que recebemos e gratidão é a chave.
Por outro lado, quando nos concentramos no que nos falta, nós criamos bloqueios e limitações. Ficamos aprisionados pela vibração da nossa energia negativa. Como resultado, nós atraímos o que pensamos o que neste caso é a negatividade. Como eu disse, nossos pensamentos são muito poderosos. Ninguém deliberadamente interrompe o fluxo da abundância que entra em sua vida. Aqueles que fazem isso não percebem que estão fazendo.
Alguns de nós já entendemos, ou tiveram o prazer de aceitar esta verdade pelo valor de face e aplicá-la. Para os céticos e negativistas a única prova é a própria prova, viver uma vida de gratidão é a única maneira de provar a sua eficácia e compreender o imenso poder dela. O Universo é infinitamente abundante, só temos de permitir que ele faça o que ele faz melhor e aprender a trabalhar em harmonia com ele. Nós conseguimos isso através da prática do pensamento positivo, através de um esforço consciente para “seguir com o fluxo”.
A gratidão pode ser encontrada nas coisas mais simples, como ter um lugar quente e confortável para dormir ou ter água corrente e eletricidade. Qualquer pessoa cuja vida foi afetada por desastres naturais como furacões e tornados ou grandes inconvenientes no estilo de vida como falta de energia e falta de água, rapidamente percebe o quanto elas têm recebido. E quando nós ou alguém que amamos fica doente ou tem um declínio na saúde, de repente percebemos o quanto nós tomamos a nossa saúde como um dado adquirido. Cada respiração que tomamos é um presente e um milagre. Imagine a outra alternativa.
Muitas pessoas relacionam abundância com dinheiro. Às vezes isso é verdade, mas a abundância vai muito além das posses que temos ou a situação em que estamos.
Ser grato é aceitar. Este princípio pode ser fácil de entender, mas pode ser muito difícil quando nossas circunstâncias atuais são menos do que desejáveis. Nós somos criaturas de hábitos. É preciso um enorme salto de fé para acreditar em algo que nunca reconheceu trabalhar em nossas vidas antes.
Alguns podem pensar: “Claro que esta maneira de pensar funciona para ela, mas nunca funcionou para mim. Eu sou muito azarado”. Outros podem não se permitir pensar de outra maneira porque inconscientemente acreditam que eles não merecem prosperar. Em qualquer caso, a negatividade gera negatividade. Quando nos preocupamos ou resistimos, atraímos aquilo que tememos.
Ter gratidão não significa negar que existem problemas. As experiências e os desafios que enfrentamos no decorrer de nossas vidas são muitos. O que isto significa é que incorpora uma prática simples que faz com que seja mais fácil aceitar essas experiências.
O Universo é perfeito. Compreender esse conceito é saber que nada no Universo jamais dá errado. Há uma ordem maior e um maior plano para tudo o que é, foi e sempre será. A nossa atitude sobre nossas experiências de vida é baseada em nossa percepção. Todo mundo vê ou experimenta a vida de um ponto de vista único. No entanto, todos nós vivemos no mesmo mundo. Não é o mundo que é diferente, é o nosso ponto de vista.
Por exemplo: Uma pessoa reservou um voo com uma companhia aérea para sair de férias. Ela chega ao aeroporto e descobre que devido a um problema de tempo, o vôo foi cancelado. Ela fica furiosa porque foi prejudicada e seus planos foram alterados. Ela começa a agredir alguém dentro da faixa que faz parte da companhia aérea. Decidiu que tudo sobre sua viagem agora está arruinado, ela cancela todos os seus planos e passa o resto da semana pensando nisto. Ela culpa a companhia aérea por estragar tudo e jura nunca mais reservar um voo com eles novamente.
Agora vamos falar sobre a pessoa “B” que está na mesma situação. Ela entende o fato de que a companhia aérea cancelou o plano pela segurança de seus passageiros. Embora ela esteja decepcionada e não contente com o inconveniente, ninguém ficaria, ela vê isso como um sinal de proteção do Universo e faz uma pequena oração de gratidão. Ela está disposta a aceitar se suas férias é para ser assim, isso vai acontecer. Amanhã é outro dia, ela verá o que o dia traz.
Isso é o que eu estou falando, na mesma situação a percepção é diferente. A pessoa “A” tomou uma postura de vítima com raiva. A pessoa “B” optou por se concentrar em gratidão, em vez de permitir que seus pensamentos negativos assumam. Esta foi uma decisão consciente de ambas as partes.
Quem tem mais poder ? A pessoa “B”, porque ela é a criadora da sua circunstância. Ela assumiu o controle de seus pensamentos.
Por outro lado, ao escolher ser uma vítima de sua circunstância, a pessoa “A” perdeu o seu poder pessoal. Ela já não está no controle, ela permitiu a negatividade levá-la novamente.
Nós não temos que procurar abundância. Nós todos temos isso. Nós apenas temos que acreditar no que fazemos. A prática da gratidão requer muito pouco esforço da nossa parte e os ganhos são enormes. Se isso faz sentido, você provavelmente está se perguntando como você pode mudar sua maneira de pensar.
Você pode fazer isso, prestando atenção nos seus pensamentos e interações, tornando uma prática de simplesmente dizer “obrigado” pelas pequenas coisas, como presentes ou gestos amáveis ​​que graciosamente surgem em seu caminho e para aqueles que os trazem. Se não é uma pessoa para agradecer, diga assim mesmo.
Todos nós conhecemos pessoas, ou talvez sejamos nós mesmos culpados ao não aceitarmos graciosamente um presente. Dizendo coisas como: “Oh, você não precisava ter comprado”, “Isso não era necessário”, ou “por que você teve esta essa despesa”, quando deveríamos simplesmente dizer “Obrigado”.
Vamos mudar a nossa maneira de pensar, assumir a responsabilidade por nossa parte e reconhecer algo positivo sobre todas as situações em que nos encontramos. Fazendo isto através da aceitação de que somos tão dignos dos dons universais infinitos como qualquer outra pessoa e permitindo as coisas boas fluírem em nossas vidas. Fazendo isto com fé de que Deus, um Ser Supremo, ou o Universo ouve nossas orações de agradecimento. Há uma teoria de que a gratidão baseada na fé é a forma mais poderosa de todas as gratidões expressas.
Quando mostramos gratidão à vida, a vida mostra gratidão a nós. Quando somos gratos pelo que temos, temos mais para ser gratos. É simplesmente a lei da atração.
Uma ótima maneira de impulsionar a prática da gratidão é fazer uma lista mensal de trinta coisas sobre sua vida que você é grato. Isso lhe dará um foco na gratidão para cada dia. Algumas pessoas acham que é útil ter um diário de gratidão e uma prática diária de escrever todas as coisas pelas quais são gratas. Algumas pessoas gostam de fazer passeios de gratidão onde se pode calmamente refletir sobre a vida, ou olhar ao redor e encontrar as coisas na natureza para ser grato. Quando você optar por fazê-lo, em pouco tempo com a prática, a sua capacidade de apreciar se tornará uma segunda natureza.
O dom do empoderamento vem quando a gratidão está firmemente colocada em nossas vidas. Então nós temos esta realização para adicionar à lista de coisas que somos gratos. É um ciclo sem fim que vai e volta. Desenvolver esta prática e mudar a nossa perspectiva, portanto, permite que a abundância flua, nos abrindo todas as possibilidades que existem no Universo. O objetivo final é manter a abundância em um fluxo constante. Nós nunca queremos acumular nossa abundância que só irá bloquear o fluxo. Ao partilhar nossos dons, ficamos em harmonia com o Universo.
Uma das mensagens mais importantes a tirar de tudo isso é que o Universo tem um sincronismo perfeito. Tudo acontece quando é para acontecer não porque queremos que aconteça. Honrar essa verdade universal irá suavizar o golpe de cada decepção que pode enfrentar na vida.
Para citar Brian Tracy, “Desenvolva uma atitude de gratidão e de graças por tudo o que acontece com você, sabendo que cada passo em frente é um passo para alcançar algo maior e melhor do que a sua situação atual”.
©Randi Belas
Origem: wakingtimes

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

VIVER EM PAZ



SE ESTÁS DEPRIMIDO ESTÁS VIVENDO NO PASSADO.

SE ESTÁS ANSIOSO ESTÁS VIVENDO NO FUTURO.

SE ESTÁS EM PAZ ESTÁS VIVENDO NO PRESENTE.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A PAZ NA SOCIEDADE

Arquivo: Sri Sri Ravi Shankar.jpg
CRÉDITO DA IMAGEM: Dieterschmidt1958

“A paz na sociedade, a paz coletiva inicia-se de onde estamos...
Devemos criar esta paz dentro de cada um de nós."
A meditação induz a um estado no qual a mente se acalma, e todas as tensões e o estresse acumulados desaparecem. Uma vez alcançado esse estado, é possível se centrar mais facilmente no momento presente.
O estilo de vida moderno tem aumentado a exposição para raiva, ódio, medo e outras emoções negativas. Estas emoções humanas tem uma alta tendência para duplicar e espalhar. Por exemplo, quando uma pessoa é enganada, ela começa a suspeitar de tudo em volta dela. 

Isto também tem um impacto nas pessoas em torno dela. Essas emoções formam fortes impressões e opiniões num nível individual e social. O resultado disto é uma insegurança individual e uma sociedade instável.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cultivando as sementes da paz


http://mara-mariangela.blogspot.com.br/2010_07_01_archive.html


Não é minha intenção te dar ideias apenas para colocar em um caderno. Ninguém pode dar a ninguém ideias sobre a paz. Ao invés disso, eu gostaria de te oferecer uma oportunidade de reconhecer as sementes de paz que já estão em todos.

Quando chove, a chuva penetra no solo. Se há chuva suficiente então todas as sementes no solo serão penetradas e terão a chance de brotar. Da mesma forma, durante uma palestra de Dharma, não precisamos fazer nada. Não precisamos tentar entender ou gravar o que está sendo dito. Apenas permitimos que a chuva penetre e repentinamente veremos que as sementes de entendimento, sabedoria e amor brotarão. 

As sementes de paz, alegria, felicidade e o reino de Deus já estão em você, não fora. Se você estiver procurando por Deus e acha que ele está fora de você, nunca o encontrará. Seria como a onda correndo para procurar a água – nunca a encontrará. Ela tem que voltar para o lar de si mesmo com a firme convicção que a água está dentro dela. Então há uma chance para a paz.

Quando os irmãos e irmãs de Plum Village cantam, eles não dirigem suas palavras para alguém fora deles – os Budas, um bodisatva ou um deus. Seu canto é um tipo de chuva que rega suas sementes de entendimento e paz. Quando ficamos de pé e reverenciamos em direção ao altar, não significa que o Buda ou Deus está naquela direção. 

Quando reverenciamos, tocamos a dimensão última em nós. Tocamos o que é bom, belo e verdadeiro. Há uma estátua do Buda no altar, mas é apenas um bloco de pedra, não é o Buda. O Buda é a capacidade de entendimento e amor que há em cada célula de nosso corpo.

O presente mais precioso que podemos oferecer ao nosso amado é a nossa energia de entendimento e amor. Se não tivermos entendimento e amor dentro de nós, não teremos nada para oferecer para outras pessoas e para o mundo. Como podemos cultivar entendimento e amor? Podemos cultivar isto quando estamos sozinhos. 

Estar sozinho não significa que você deva se desligar da sociedade, ir para uma montanha e viver em uma caverna. Viver sozinho significa que você é sempre você mesmo – você não se perde. Você pode sentar-se em um mercado e ainda assim estar sozinho. Você é o chefe. Não é uma vítima.

Quando você pratica caminhada em plena atenção, se concentra nos seus passos e em sua inspiração e expiração. Mesmo se estiver caminhando com duzentas ou trezentas pessoas, ainda assim está sozinho. Plena atenção e concentração estão em você, e cada respiração e cada passo nutre e te enriquece trazendo a você a energia de entendimento e amor.

Se você não for você mesmo, não poderá amar e não poderá oferecer nada. Ficar sozinho significa voltar ao lar de si mesmo, se tornar o mestre de si mesmo e não se permitir ser levado para longe. Entendimento é a fundação do amor. Se você não pode entender seu amado, não pode amá-lo.

Suponha que você não entende o sofrimento de seu amado, suas dificuldades ou suas mais profundas aspirações. Como pode dizer que o ama e o entende? Você tem que ser você mesmo e então quando olhar para ele, começará a entendê-lo. Se não for você mesmo, como poderá ouvir e ver profundamente? 

Quando o entendimento está presente, então o amor é possível. O amor é a água que nasce da fonte do entendimento. Uma relação tem significado apenas quando cada pessoa é si mesma. Se você e a outra pessoa estão vazios de entendimento, amor e beleza, não tem nada a oferecer um para o outro.

Amamos falar, é um prazer. Mas se não praticar a plena atenção, então você pode apenas deixar ser carregado para longe pela fala. Você não terá muito a oferecer e a outra pessoa também. Quando há algo em você que é muito precioso, você pode oferecer e compartilhar. Falar é uma maneira de oferecer e expressar a si mesmo. 

Mas se você tem apenas ideias vazias, não é um verdadeiro presente. Você pode ter opiniões sobre tudo, mas isso pode não ser o que a outra pessoa precisa. O que a outra pessoa precisa é seu entendimento, seu amor e seu insight – não ideias, mas uma realidade viva.

Quando você incorpora insight, compaixão e alegria, uma relação passa a ter significado. Se você conhece a arte de viver sozinho – a arte de saber como ser você mesmo e cultivar a energia da paz, entendimento e compaixão em cada momento – então sua relação se aprofundará. Isto é bem simples. 

Quando tiver cinco ou dez minutos livres, use-os para enriquecer a si mesmo, para se tornar mais sólido, mais livre, mais compreensivo e compassivo. Quando amamos alguém, alegria, entendimento e compaixão são as melhores ofertas que podemos fazer ao nosso amado. Se você quer ter algo para oferecer, então cultive isto através do estar sozinho.

Imagine uma árvore recebendo nutrição da Terra, da água e dos minerais. Com tudo isso, ela nutre os galhos e folhas e cria a s flores. Uma árvore tem tantas coisas para oferecer ao mundo. Se perturbarmos as raízes da árvore, de forma que não estejam em contato com o solo, a árvore não pode obter os nutrientes que precisa para fazer as flores e frutos. 

Cada um de nós é como uma árvore. Se não sabemos como ir para dentro de nós mesmos, nos tornarmos plenamente presentes, cultivando e praticando o olhar em profundidade, então não podemos receber os nutrientes que precisamos e não teremos muito a oferecer para a pessoa que amamos.

Nosso tempo juntos é muito precioso. Queremos nos tornar um instrumento de paz para nós mesmos, para nossa família e para nossa sociedade. Mas se não formos sólidos o bastante então embora possamos praticar em retiros, não poderemos continuar a prática em casa. Há coisas que não podemos fazer juntos, mas com a comunidade, uma Sangha, fica fácil. 

Sozinhos tendemos a ter preguiça. Mesmo que saibamos como sentar, como ouvir ao sino e como praticar a caminhada atenta, nós não praticamos porque ninguém ao nosso redor está praticando. É por isso que a presença de uma comunidade cujos membros estejam também praticando é um grande encorajamento e apoio.

(Do livro “Peace begins here” – Thich Nhat Hanh)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)

domingo, 15 de abril de 2012

ENCONTRAR A PAZ



ENCONTRAR A PAZ


"...Não busque a paz. Não busque nenhum outro estado além daquele em que você está agora, senão vai criar um conflito interno e uma resistência inconsciente. Perdoe a si mesmo por não estar em paz. No momento em que você aceitar completamente a sua intranquilidade, ela se transformará em paz. Qualquer coisa que você aceite completamente vai levá-lo até lá, vai levar você até a paz. Esse é o milagre da entrega. Quando aceitamos o que é, todo momento é o melhor. Isso é iluminação..."

 Eckhart Tolle

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SILÊNCIO E CALMA

Imagem do Google Image


A calma é nossa natureza essencial. O que é calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras desta página são assimiladas e se transformam em pensamentos. 

Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.

Você é essa consciência em forma de pessoa.

Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.

O equivalente ao barulho externo é o barulho interno do pensamento. O equivalente ao silêncio externo é a calma interior.

Sempre que houver silêncio à sua volta, ouça-o. Isso significa: apenas perceba-o. Preste atenção nele. Ouvir o silêncio desperta a dimensão de calma que já existe dentro de você, porque é só através da calma que você pode perceber o silêncio.

Veja que, quando percebe o silêncio à sua volta, você não está pensando. 

Está consciente do silêncio, mas não está pensando.

Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta NO SEU INTERIOR.



Fonte: trecho do I capítulo do livro O PODER DO SILÊNCIO de Eckart Tolle 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

EDUCAÇÃO PARA A PAZ



Foto: http://uniaoglobaldeatitudes.blogspot.com


Achei proveitoso divulgar os esforços de educar para a paz traduzidos em várias ações, entre elas a publicação desta obra literária. 

Este é um trabalho que a UNIPAZ vem fazendo há um bom tempo no Brasil e no mundo porque é preciso que continuemos a sonhar com nossas utopias, não podemos perder a fé nem a esperança de que um dia, finalmente, a humanidade aprenda a arte de viver em paz, inaugurando uma época de evolução e iluminação para todos os recantos do planeta.

Para quem desejar participar deste esforço, no Brasil temos várias unidades da UNIPAZ. A seguir, o prefácio de "A Arte de Viver em Paz" de Pierre Weill.

"A Universidade para a Paz, criada pelas Nações Unidas na Costa Rica, manifesta seu reconhecimento a Pierre Weil pelo trabalho que vem desenvolvendo à frente da Fundação Cidade da Paz e da Universidade Holística Internacional de Brasília. É marcante a contribuição de Weil a um tema fundamental de nossa época: a educação para a paz.


Como ele sublinha em sua obra, depois de séculos ou mesmo milênios de silêncio, a educação para a paz enfim floresce neste planeta. Chegam a nós, sem cessar, notícias sobre o estabelecimento de cátedras para a paz e de novos ensinamentos a esse respeito. Existe, hoje, um grande interesse por esse assunto em diversos setores da atividade humana.

A essa eclosão de atividades aplica-se a observação de Leibniz, predizendo que a humanidade ficaria fascinada e seria absorvida pelas faculdades de análise da ciência de tal forma que, durante séculos, dissecaria a realidade e se esqueceria da síntese, do universal. Mas ele previu, também, que a complexidade de nossas descobertas nos forçaria, mais cedo ou mais tarde, a retornar ao universal, à globalidade.

O momento chegou, como demonstra todos os dias nossa nova abordagem em relação à Terra, à natureza, à comunidade humana, à unidade das ciências,ao caráter multidisciplinar da pesquisa e dos estudos.


Pierre Weil, assim, integra a educação para a paz à arte de viver, assunto que também é de complexidade infinita e requer um tratamento holístico. O adjetivo “holístico” ainda assusta algumas pessoas. Que não se inquietem. Trata-se simplesmente da palavra grega “kath holikos”, que se refere à totalidade, ao universal. 

Essa palavra foi consagrada na expressão “Igreja Católica”, que quer dizer “Igreja Universal”.

Não vou me debruçar sobre a obra para analisá-la. Cabe ao leitor e aos professores a tarefa de descobri-la, apreciar seu porte e sua importância e compartilhar, como espero, o entusiasmo que senti.Encarregado que fui durante anos da coordenação das 32 instituições especializadas e de programas mundiais das Nações Unidas, tive de enfrentar a complexidade crescente do saber e das preocupações humanas, nos aspectos físico, científico, intelectual, moral, ético e espiritual.


Também eu, depois de longas reflexões e observações, fui levado a procurar um enfoque holístico para compreender e sintetizar o movimento da humanidade nesse sentido, ao longo dos séculos. Foi esse esforço de síntese que me valeu o Prêmio da Educação para a Paz da Unesco, em 1989. Muitas escolas já começam a aplicar essa visão holística de educação e foi-me dada a honra de batizar com meu nome algumas delas.


Pierre Weil e eu devemos grande reconhecimento à Unesco por sua acolhida benevolente a esses ensaios de ensinamento universal, que podem parecer utópicos a algumas pessoas hoje. Mas as utopias de hoje costumam ser as realidades de amanhã – a existência das Nações Unidas e o nascimento da Comunidade Econômica Européia são bons exemplos dessa constatação.

Um dia, a utopia de uma comunidade mundial, de uma nação terrestre unida, também será uma realidade. Como dizia Schopenhauer, “toda verdade passa por três estados:

primeiro ela é ridicularizada, depois é violentamente combatida, 

finalmente, ela é aceita como evidente”.


Em nome da Universidade para a Paz, envio sinceros agradecimentos a Pierre Weil e à Unesco. Queira Deus que esta obra seja a pedra angular para uma nova educação no limiar do terceiro milênio."



Autor : Robert Muller
Chanceler da Universidade para a Paz da Organização das Nações Unidas na Costa Rica

Fonte: Prefácio da obra literária: A Arte de Viver em Paz (Pierre Weil)


quarta-feira, 7 de março de 2012

Duas visões contraditórias sobre as tempestades solares que são esperadas em 2012

tempestade-solar
http://www.sempretops.com/tecnologia/tempestades-solares-podem-paralisar-o-planeta/


Cientista alemão Dieter Broers afirma que as tempestades solares podem salvar a humanidade.

Lí este artigo no Blog Caminho Alternativo eu achei super interessante. Por este motivo estou compartilhando com vocês.




"O cientista e biofísico alemão Dieter Broers possui mais de 30 anos investigando os efeitos dos campos eletromagnéticos nos seres humanos, e é um dos poucos que tocaram no tema de 2012 com uma visão realista, científica, e com uma boa dose de esperança.
Broers descobriu que as perturbações significativas nos campos eletromagnéticos que rodeiam os seres humanos podem criar estados mentais similiares aos provocados pelas drogas alucinógenas ou experiências místicas.
A alteração de nossos campos eletromagnéticos produzida pelas “explosões solares” ou “tempestades solares” previstas para 2012, afetaria nossa consciência e percepção da realidade. Poderíamos experimentar, em dias de alta atividade solar, alucinações e estados mentais extremamente desconcertantes ou prazerosos. Leia mais .....

Entretanto, logo depois achei este outro artigo com uma interpretação bastante diferente para não dizer contraditória sobre o mesmo tema. É bom ler tudo com espírito crítico e refletir para depois tomar uma posição a respeito. Então, leiam e façam a sua análise:

Tempestade espacial será catastrófica para a Terra até 2012


Um novo estudo mostrou que uma grande tempestade solar poderá trazer consequências assustadoras para a humanidade.
Danos à rede de força e sistemas de comunicação poderão ser catastróficos, os cientistas concluíram, com efeitos que podem levar ao descontrole governamental da situação. Leia mais...


O vídeo abaixo versa sobre paz e esperança. Sempre é bom reforçar estes sentimentos não é ?








quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Arte de Viver em Paz com a Natureza


A natureza é uma expressão da energia universal. Como
seres humanos, somos parte dela ao mesmo tempo em que ela
é parte de nós. Em outras palavras, integramos a natureza ao
mesmo tempo em que ela nos integra.

Isso parece muito simples. Mas não é! A “fantasia da
separatividade” separou-nos do universo e nos transformou
nos principais adversários da vida sobre o planeta.

A arte de viver em paz com o meio ambiente consiste,
então, em tornar o ser humano consciente de que ele é parte
indissociável da natureza. 


O objetivo é restabelecer uma visão
holística cósmica (transpessoal e universal). Trata-se do
último estágio de uma escalada evolutiva que começou pela
consciência pessoal egoísta, passou pelo plano social e atingiu
a dimensão planetária.


Fonte: A Arte de Viver em Paz (Pierre Weil)

terça-feira, 26 de abril de 2011

A Parábola da Paz Perfeita


Foto de Jorge Delfim
Era uma vez um rei, e o rei ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita.

Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e decidiu que iria  escolher entre ambas. A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.

Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas.
Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.

Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.

Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.

Paz perfeita!

O rei escolheu a segunda e explicou:


“Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração”.
Este é o verdadeiro significado da paz.

Fonte: http://www.otimismoemrede.com/pazperfeita.html 
  

Onde está nossa paz?



As cidades degeneraram pelo seu distanciamento da natureza e dos seus ritmos vitais básicos.  Como um animal em cativeiro que perde a alegria de viver, o ser humano distante da natureza é  preso por suas preocupações pessoais,  e dificilmente encontra paz, dentro ou fora de si.  O resultado é a violência: primeiro em pensamento e sentimento, e depois na realidade externa. 

terça-feira, 29 de março de 2011

Caminhando Juntos


Se você se chegar a mim e disser: vamos nos sentar e conversar, então, se divergirmos um do outro, procuraremos saber o por que da divergência, quais os pontos em que divergimos. 

Em pouco tempo, verificaremos que não nos encontramos assim tão afastados um do outro, que os pontos sobre os quais divergimos são poucos, e, inúmeros são aqueles sobre os quais concordamos, e, que, se tivermos paciência, sinceridade e desejo de caminharmos juntos, caminharemos juntos.


sexta-feira, 4 de março de 2011

A ARTE DE VIVER


Arte de Viver
Imagem Google


Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar com os peixes, mas não aprendemos a simples arte de vivermos juntos como irmãos. 

(Martin Luther King)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A PAZ


"...Em resumo, o principal obstáculo à paz, o maior dos demônios é a nossa própria mente, este reservatório de emoções passadas, que se derrama sem parar sobre o presente; este “pacote de memórias” que denominamos ego, ou eu.  Quem sofre ou é infeliz é sempre o eu e nossa identificação com o que não somos realmente.

     Que só o presente existe é um segredo bem guardado; o que era, não é mais; o que será, ainda não é; se vivermos eternamente em nossos arrependimentos e projetos, teremos que sofrer e passaremos ao largo do “segredo”... “Ora ao teu Pai que está aí, dentro do segredo”, na presença do que é presente.  São palavras do Evangelho e também palavras de cura...

      A morte não existe ainda, ela não é.  Só permanece este “Eu Sou”, que existe desde sempre e para sempre.  Não podemos ir para outro lugar, senão onde estamos; e onde nos encontramos aqui já estamos.  Por que procurar, em outra parte, a vida e a paz que nós somos, se a paz é nossa verdadeira natureza, não está por fazer?

  Trata-se, primeiramente, de conferir menos importância àquilo que nos “impede” de estar em paz; depois, não lhe dar importância alguma, se quisermos; e isto significa aderir, instante após instante, ao que é, com um espírito silencioso, uma mente serena, ou melhor, não identificados com as memórias e com as emoções que essas memórias provocam.


     Lembrar-se de que nossa verdadeira natureza está em paz é uma forma universal de oração.  Essa rememoração de nosso ser verdadeiro encontra-se, efetivamente, na base das práticas de meditação de várias culturas ou religiões (dhikr – prática islâmica; japa – modalidade de ioga; hesicasmo – seita antiga de místicos cristãos orientais, etc.).

           Temos medo de que?  De perdermos a cabeça, perdermos a alma, de não  sermos o que nossas memórias nos dizem que somos, não sermos coisa alguma do que pensamos ser?  Perdem-se as ilusões, os pensamentos, e fica somente o medo de morrer.  Se eu paro de me identificar com o que deve morrer, permaneço já naquilo que sou desde sempre.

     Não pode haver outro artesão da paz que não seja aquele cujo corpo está relaxado, que tem o coração livre e a mente pacificada.  Mesmo o nosso desejo de paz pode tornar-se uma tensão, um nervosismo, um obstáculo à paz, uma obrigação, um dever que se somará à infelicidade e à inquietação do mundo.

     Afirmar que estamos em paz não é negar nossos medos, nossas memórias, nossos sofrimentos...  é colocá-los em seus devidos lugares, na corrente insensata e tranqüila da verdadeira Vida..."
   
 Trecho de "A Paz" de Jean Yves Leloup
endereço eletrônico: http://www.jeanyvesleloup.com.br