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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Três perguntas que eu queria ter me feito quando escolhi minha vida



 


Desde que abandonei minha carreira, meu carro, e uma vida sedentária e sem sentido, em 2012, todo o meu trabalho passou a ser voltado para, de alguma forma, inspirar outras pessoas a reverem suas escolhas e buscarem uma vida e trabalho com mais Propósito.
Estou sempre falando sobre estas escolhas, e procurando ensinar exercícios ou levantar reflexões que lhe ajudem a entender como você está orientando as suas decisões na vida.
Pois há um jeito bem simples de se descobrir isso. Existem três perguntas fundamentais que, quer você saiba ou não, orientam as suas escolhas na vida.
A cada vez que você se faz essas perguntas, e observa e analisa as suas respostas, você se aprofunda um pouco mais em você mesmo. Você descobre um pouco mais sobre a sua natureza essencial, ilimitada e eterna.
O mestre zen Osho diz que “a morte não é o oposto da vida. O oposto da morte é o nascimento. A vida é eterna.”
Pois se fazendo essas três perguntas fundamentais de que falaremos hoje, você vai cada vez mais conseguir enxergar essa verdade sobre você mesmo: a sua vida é eterna. E, quanto mais você tiver certeza disso, mais você vai conseguir viver despreocupadamente, e com muito mais prazer.
Mas, enquanto isso, vamos descobrir em que pé está a sua consciência nesse momento, ou seja, qual é o ponto de referência que você está usando pra fazer as suas escolhas.
Para isso, feche os olhos e respire fundo por alguns instantes. Volte a sua consciência para a região do seu coração (se precisar, pode levar uma ou duas mãos para essa área do seu corpo). Depois, em silêncio, se pergunte o seguinte:
Quem sou eu? 
O que eu quero? 
Como posso servir? 
Repita cada pergunta pra si mesmo várias vezes, e observe as diferentes respostas que aparecem na sua mente.
Quando se fizer a primeira pergunta, observe se você está se identificando com algum dos seus papéis, relacionamentos ou rotinas (por exemplo: sou mãe ou pai do fulano, sou advogado, sou brasileiro, sou corredora, etc.).
Estes são, claro, aspectos seus, mas ainda não são a sua verdadeira natureza, a sua essência. Continue se perguntando “quem verdadeiramente sou eu? ”Até chegar nessa natureza.
Quando se fizer a segunda pergunta, preste muita atenção às respostas, porque nós somos aquilo que desejamos mais profundamente. Se pergunte “o que eu realmente quero?”
Escreva as suas respostas e preste atenção nelas. Que nível do seu ser está dando origem a cada um dos desejos que você listou: o seu corpo, a sua mente, ou o seu espírito?
As respostas dessas duas perguntas já são suficientes para lhe dar enormes pistas sobre quais têm sido as motivações das suas escolhas na vida até o momento.
Quando você sentir que já está bastante consciente tanto de quem você é quanto do que você quer, se faça a terceira pergunta: “como posso servir?”
O ego, normalmente, pergunta: “o que eu vou ganhar com isso?”, ou “como posso ter alguma vantagem nessa situação?”
Nosso objetivo com essas perguntas – e que é o objetivo de todo o meu trabalho, na verdade – é você descobrir cada vez mais qual é a sua verdadeira essência. Os aspectos da sua identidade podem mudar (hoje você é advogado, amanhã poderá ser contador de histórias; hoje é mãe de um menino, amanhã poderá ter três filhos), os seus desejos podem mudar (hoje você quer comprar uma casa, amanhã pode resolver que quer viajar pelo mundo e comprar uma casa já não fará mais sentido), e o que você pensa ser seu papel no mundo pode mudar, mas a sua essência é contínua.
Se refaça estas perguntas com uma certa frequência e você vai ver que as suas respostas vão ser cada vez mais profundas. O seu eu pode se expandir, os seus desejos podem se voltar cada vez mais para o coletivo e você pode ter cada vez mais vontade de impactar a sua comunidade ou o mundo.
É essa expansão da consciência que vai levar você a escolhas cada vez melhores. 

Paula AbreuBlogueira, Escritora, Advogada, pós-graduada e com Mestrado pela Columbia University School of Law. Escolheu mudar sua vida e compartilhar isso com os internautas criando o blog “Escolha sua Vida”. Nele, ela ajuda pessoas a seguir suas paixões, encontrar o caminho da felicidade no trabalho e em todas as outras áreas.
Acesse: http://www.escolhasuavida.com.br/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O PODER DE ESCOLHER


http://estranhabeleza.wordpress.com

Uma escolha sugere uma consciência, um alto grau de consciência. Sem ela não ha escolha. A escolha  começa no momento em que nos desindentificamos da mente e de seus padrões condicionados, o instante em que nos tornamos presentes. Até alcançar este ponto, você está inconsciente, espiritualmente falando. Significa que você foi obrigado a pensar, sentir e agir de determinadas maneiras, de acordo com o condicionamento de sua mente.

Ninguém escolhe o problema, a briga, o sofrimento. Ninguém escolhe a doença. Eles acontecem porque não existe presença suficiente para dissolver o passado, ou  luz suficiente para dispersar a escuridão. Você não está aqui por inteiro. Você ainda não acordou. Nesse meio tempo, a mente condicionada está governando a sua vida.

Do mesmo modo, se você é uma das inúmeras pessoa que possui assuntos mal resolvidos com os pais, se ainda guarda ressentimentos por alguma coisa que eles fizeram ou deixaram de fazer, então você ainda acredita que eles tiveram uma escolha e poderiam ter agido diferentemente. 

Sempre parece que as pessoas fizeram uma escolha, mas isso é ilusão. Enquanto a sua mente, com os seus padrões de condicionamento, dirigir a sua vida, enquanto você for a sua mente, que escolhas você tem? Nenhuma. Você não está nem ligando. O estado identificado com a mente é altamente defeituoso. É uma forma de insanidade.

Quase todas as pessoas estão sofrendo dessa doença em vários graus. No momento em que você perceber isso, não haverá mais ressentimento. Como você pode se ressentir com a doença de alguém? A única resposta adequada é a compaixão.

Se você é governado pela mente, embora não tenha escolha, vai sofrer as consequências de sua inconsciência e criar mais sofrimento. Você vai carregar o fardo do medo, das disputas, dos problemas e do sofrimento. Até que o sofrimento force você, no final,  a sair do seu estado de inconsciência....

....Como a resistência é inseparável da mente, o abandono da resistência - a entrega - é o fim da atuação dominadora da mente, do impostor fingindo ser "você", o falso deus.  Todo o julgamento e toda a negatividade se dissolvem.

A região do ser que tinha sido enconberta pela mente, se  abre.
De repente surge uma grande serenidade dentro de você, uma imensa sensação de paz.
E, dentro dessa paz, existe uma grande alegria.
E, dentro dessa alegria, existe amor.
E, lá no fundo, está o sagrado, o incomensurável, o que não pode ser nomeado.


Fonte: trechos do livro Praticando o Poder do Agora - Eckhart Tolle