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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

UM PINHEIRO NÃO É MELHOR QUE UM CARVALHO, É APENAS DIFERENTE

http://pele-coral.blogspot.com.br/2010/07/sabe-qual-o-nome-do-fruto-do-carvalho.html
http://www.asplantasmedicinais.com/wp-content/uploads/2012/12/Pinheiro-silvestre-3-500x375.jpg


Quando for tentado pelo ego a se sentir melhor que os outros, faça  a seguinte afirmação:
"Não quero me colocar acima dos outros. Se parte de mim tem este desejo, eu não quero. Oro para as forças divinas que há em mim para que me ajudem  a criar outro tipo de postura, portanto, outra realidade. Não sou nem melhor nem pior que os outros."
Todos os seres humanos são maravilhosos, maravilhosas manifestações da divindade.
- Uma flor não é melhor que outras flores!
- Um pássaro não é melhor que o outro!
- A montanha não é melhor que o mar!
- O pinheiro não é melhor que o carvalho!

Pense em si e em outras pessoas nesses termos, e afirme sua boa vontade de deixar que os outros sejam o melhor possível para que você possa ser o seu melhor, para que possa realmente usufruir os frutos de seus esforços e se sentir merecedor deles..

Quando um desejo não se realiza agora é preciso ter coragem de se confrontar para descobrir o significado disto. Você vai descobrir que existem certos obstáculos internos que você precisa conhecer, tanto para conseguir esta realização específica quanto. para seu desenvolvimento total, para que possa se tornar. unificado.


Diga a si mesmo:

"Tenho dentro de mim tudo o que é preciso; inteligência, abertura e disposição para aprender."

Fonte: Trecho da palestra no. 236 do Guia de Eva Pierrakos

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

AUTORIDADE HUMANA X AUTORIDADE DIVINA


AUTORIDADE HUMANA X AUTORIDADE DIVINA





Porque você acha que o Homem, Jesus Cristo, trouxe tanta censura sobre si mesmo quando esteve em manifestação neste mundo? A autoridade humana o censurou por que Ele se associou à ralé, com criminosos comuns e prostitutas. Essas pessoas que o seguiam viam nele o tipo de autoridade que possuía uma bondade verdadeira e que compreendia as razões pelas quais elas eram o que eram.  

Elas sentiam que Ele não as julgava, sentiam que Ele estava em sua companhia apesar de se opor aos seus atos e às suas atitudes erradas.  Jesus Cristo é o tipo de autoridade pela qual se deve lutar.

Tente entender a atitude do outro, compreendendo a sua própria, ria com ela, construa algo em comum. Não se coloque como um juiz, embora possa fazê-lo de forma inconsciente. 

Isso não implica que o transgressor da lei deva ficar impune. Não é essa a questão. Quamdo se torna perigoso para o bem estar  dos outros, ele tem que aprender uma lição. Mas se isso acontece é porque o tipo errado de autoridade prevaleceu por tempo demais e impeliu o transgressor profundamente para a ignorância e a escuridão, em lugar de elevá-lo.

Todas as infelicidades desta terra, os problemas reais tais como criminalidade, guerras, injustiças de qualquer tipo, doenças, etc. São o resultado de falhas de longa duração.

A guerra certamente é trágica, mas é, em certos casos, um último recurso que se torna inevitável e mesmo necessário, porque a humanidade negligenciou a busca pelas raízes internas dos problemas. Os criminosos comuns têm que ser impedidos de prosseguir com seus atos, por instituições defensoras da lei que são, necessariamente, imperfeitas.  

Novamente, a solução tem que ser encontrada antes, de forma que este resultado final e drástico da reação em cadeia possa ser evitado. Em todos esses círculos viciosos todos estão envolvidos, não apenas o transgressor da lei, não apenas o aparente perpetrador do crime.

Para construir um mundo no qual círculos viciosos são evitados ou rompidos antes que cheguem à última e infeliz manifestação externa, você pode fornecer as pedras angulares, examinando as suas próprias reações e compreendendo de que maneira contribuiu ou está contribuindo através de suas próprias reações emocionais inconscientes para desencadear uma avalanche de situações críticas.

 Dessa forma, você e muitos outros podem ajudar a evitar toda a reação em cadeia e construir um mundo melhor, com mais harmonia, amor e paz.

Fonte: Excertos da Palestra nº 46 do Guia de Eva Pierrakos

REFLITAMOS: "VIVER E SENTIR SÃO UMA SÓ COISA"






A rosa simboliza muito bem a experiência de viver em plenitude nossos sentimentos porque se desejamos a beleza da rosa não podemos prescindir dos seus espinhos, assim, sentir prazer, implica a possibilidade de sentir dor.

Por que será que existe uma ênfase tão predominante, no mundo atual, sobre o crescimento físico e mental e uma grande negligência do crescimento emocional? É possível acrescentar várias explicações gerais, mas vamos diretamente à raiz do problema, passando ao lado das causas externas, genéricas, que de qualquer forma não passam de meros sintomas.


No mundo dos sentimentos experimentamos o bom e o mau,  a felicidade e a infelicidade, o prazer e a dor. Contrariamente ao registro mental, esta experiência emocional nos toca  de fato, pois a luta do homem é primordialmente para alcançar a felicidade, e como as emoções imaturas levam à infelicidade , a segunda meta passa a ser a luta para evitar a infelicidade.



Isso cria  a primeira conclusão , principalmente inconsciente :  "se eu não sentir, não vou ser infeliz''. Em outras palavras, em vez de dar o passo corajoso e adequado de viver até o fim as emoções negativas e imaturas, a fim de dar a elas a oportunidade de crescer e, assim, se tornarem maduras e construtivas, as emoções infantis são suprimidas retiradas da consciência e encerradas, de modo que permanecem inadequadas e destrutivas, mesmo que a pessoa não esteja consciente de sua existência.


Situações infelizes existem na vida de toda criança, dor e decepção também. Quanto menos essa dor e decepção forem uma experiência consciente e quanto mais fizerem parte de um quadro vago e indistinto, que não se pode discernir com exatidão, não passando de algo cuja existência se toma como certa, maior é o perigo de ser tomada uma resolução inconsciente :  '' não posso permitir-me ter sentimentos, se quiser impedir a dor e a experiência da infelicidade.''


Assim, a capacidade de ter experiência emocional se torna embotada como acontece na anestesia e portanto a dor não é sentida imediatamente. Também é verdade que a capacidade de sentir felicidade e prazer fica embotada, enquanto, a longo prazo, em realidade, a temida infelicidade também não é evitada.


Ou seja, a infelicidade que parecia ter sido evitada vem ao nosso encontro de um modo diferente e indireto, muito mais doloroso. A amarga dor do isolamento, da solidão, o torturante sentimento de ter atravessado a vida sem passar pelos altos e baixos, sem se desenvolver até o máximo e o melhor possível, é o resultado dessa fuga acovardada, dessa resolução errada.


Com essa fuga não vivemos a vida em sua plenitude. Ao recuar diante da dor, recuamos também diante da felicidade, sobretudo recuamos diante da experiência. Em algum momento - talvez nem mesmo lembremos quando - a solução que adotamos foi : ''para evitar a dor, vou embotar minha capacidade de sentir.'' E, dessa hora em diante recuamos diante da vida, do amor, da experiência, de tudo que faz a vida rica e gratificante.


Além disso, o resultado é que os poderes intuitivos ficaram embotados, bem como as faculdades criativas.

Passamos a funcionar com um grau mínimo do potencial que possuímos. Assim, o dano que acarretamos a nós mesmos com essa solução inadequada e continuaremos acarretando enquanto adotarmos essa pseudo solução,  fica sem poder ser compreendido e avaliado como seria desejável.

Como, para começar, esse foi um mecanismo de defesa contra a infelicidade é compreensível que, inconscientemente,  lutemos com unhas e dentes para não desistir do que nos pareceu ser uma protecção vital. Nós não percebemos que dessa forma não apenas não percebemos as riquezas, as recompensas da vida, seus plenos potenciais, mas também não conseguimos evitar a infelicidade.


Fonte : Trecho adaptado da palestra 88 do Guia de Eva Pierrakos

MATURIDADE EMOCIONAL







Maturidade emocional é, antes de mais nada, a habilidade de amar, a capacidade de amar. Muitas pessoas imaginam que a tem. Naturalmente, a maturidade emocional é relativa e é uma questão de grau. Porém, onde existe o medo de ser ferido, medo de desapontamento, onde existe medo dos riscos da vida, a maturidade emocional não existe. Maturidade emocional desconhece o egoismo (naturalmente, isso é relativo, a Terra não pode ainda ser absoluta  nesta esfera de existência).

Quanto mais egoístas forem, mais imaturos são. Todos vocês sabem que podemos ser extremamente generosos nas pequenas coisas exteriores, isso pode ser apenas uma camuflagem para acobertar nosso egoismo ou egocentrismo emocional. 


Poderão dar suas posses e serem generosos nesse sentido, mas, têm medo de amar e arriscar de ser ferido, assim, negam o amor aos outros. Portanto, vocês são emocionalmente imaturos apesar de possuírem maturidade intelectual.

Maturidade emocional, significa não ter medo de pagar o preço pela vida e esse "preço pela vida" inclui mágoas e desapontamentos ocasionais. A pessoa madura sabe disso, e espera isso, não os teme e reconhece o valor disso, porque ao se retirar em reclusão e voltar-se para dentro, ela frustra não somente os outros, mas também a si mesma. 


Maturidade emocional significa não ter medo de suas próprias emoções, porque se tiverem emoções negativas, seu medo delas não a fazem desaparecer. Ao contrário, somente encarando essas emoções negativas, poderão entender sua origem, suas razões, e, somente então poderão ter controle real sobre elas, não o controle falso ao suprimi-las.

Suas emoções positivas também não serão temidas, porque não se importarão com uma mágoa ocasional, e antes,se arriscarão ao invés de negar suas emoções positivas dos outros. Porque, se puderem doar suas boas emoções aos outros, envolvendo o outro com seu calor, conforto e ternura, isto é mais importante do que aquilo que pode acontecer a vocês mais adiante.


Maturidade emocional significa ser capaz de tomar uma decisão completa interiormente e saber que não se pode ter as duas coisas, ambas as vantagens. Inconscientemente, a maioria das pessoas querem isso constantemente, sem perceberem que isto os leva a conflitos consigo mesmo e com seu ambiente. A pessoa emocionalmente  madura, saberá que sempre há um preço a ser pago.


Maturidade emocional, saúde emocional, significa saber o que se quer, querer o que se pode ter e estar disposto a pagar por isto.


Renunciar ao egoismo em todos os níveis de seu ser,  ir até as profundezas de suas reações inconscientes (que podem ser tão contrárias as suas reações exteriores!), isto é a verdadeira maturidade emocional.


Fonte: Trecho da Palestra nº 49 do Guia de Eva Pierrakos (Pathwork)


O EU INFERIOR E SUAS MÁSCARAS








O Eu Superior é nossa essência divina, nosso real Ser. Como seres imperfeitos em nossa jornada para atingir a perfeição, nosso Eu Superior ainda não pode se manifestar porque está encoberto pelas camadas de defeitos, fraquezas, ignorância, preguiça que constituem o nosso eu inferior.

O eu inferior odeia mudar e superar-se, possui uma vontade muito forte e quer as coisas à sua maneira, sem pagar o preço. É muito egoísta e orgulhoso e tem uma grande vaidade pessoal.


 As mensagens do Eu Superior são contaminadas pelas motivações do eu inferior. Esta situação cria uma desordem que faz o seu portador emocionalmente doente. O eu inferior quer continuar do jeito que é, com todos os seus defeitos mas quer que os outros o considerem "bonzinho" então, a saída que ele encontra é criar uma máscara, faz coisas boas com motivações más.


 A máscara é criada por uma necessidade de proteger-se para continuar como é, para não ter que mudar. O indivíduo não está disposto a encarar seu eu inferior, só conhecendo esta sua faceta é que poderá mudá-la e fazer o trabalho de mudança significa tomar o caminho estreito, o caminho espiritual do auto-conhecimento e purificação.


Mas o caminho mais fácil é fazer de conta que mudou através da construção de uma máscara que será apresentada ao mundo como se fosse o verdadeiro eu. Assim, o eu inferior prefere se apresentar como se já tivesse superado o egoismo em vez de se esforçar para transformar este defeito de sua personalidade.


O eu inferior está vivendo uma mentira e o pior é que acredita nela. Engana-se a respeito de seus verdadeiros sentimentos e motivações, escondendo-se e recusando-se a vê-los. Ser verdadeiro com o eu inferior não significa ceder a ele mas tomar consciência dele.


Para haver uma transformação, o primeiro passo é ter a convicção de que existe um eu inferior e que seu Eu Superior é sua realidade última que com o tempo poderá ser alcançada.


Como podemos resolver esta situação? Desenvolvendo a capacidade de se auto observar, de perceber as reais motivações. Assim fazendo vai lançando luz sobre a sombra do eu inferior e aos poucos vai conseguindo as necessárias transformações.


Mas não se engane este é um trabalho muito árduo que exige muita perseverança e força de vontade. Este trabalho de desvelar as máscaras é o caminho para a cura das doenças emocionais.


E, como é muito difícil, certamente necessitamos da assistências dos seres do mundo espiritual que já estão iluminados, já percorreram este caminho por isso tem capacidade para nos guiar nesta caminhada mas nada podem fazer se não fizermos a nossa parte.


Texto compilado da 16a. palestra do Guia de Eva Pierrakos, disponível no site: http://www.pathworksp.com.br/


OS ATRIBUTOS DIVINOS: AMOR, PODER E SERENIDADE


Mestra Nada, Google images



De acordo com o guia espiritual de Eva Pierrakos existem na pessoa três atributos divinos:

Amor
Poder e
Serenidade.

O falso centro, eu idealizado, eu inferior conforme denominam as várias correntes espiritualistas e psicológicas, distorce estas três qualidades transformando-as em:

submissão (falsa concepção do Amor)
agressividade (falsa concepção de Poder)
retraimento (falsa concepção de Serenidade).

 Na pessoa psíquica, emocional e espiritualmente saudável, estes três atributos operam em perfeita harmonia de acordo com  situações específicas, se complementando e se fortalecendo uns aos outros.

Já na personalidade distorcida eles se excluem mutuamente visto que o eu idealizado escolheu uma delas como solução em todas as situações, generalizando as soluções, tornando-se uma atitude dominante e criando padrões dogmáticos  e rígidos de ação.


É dessa forma que as pessoas tentam superar seus sentimentos de isegurança e medo. Isto cria um círculo vicioso. As soluções que criam através deste processo traz consigo decepções e mais problemas. 


Como o processo não é eficaz vão ficando cada vez mais inseguras de si mesmas e quanto mais duvidam de si mesmas se perdem na solução equivocada
.
É necessário desenvolver um trabalho sobre si mesmo para descobrir qual destes tipos de distorção foi escolhida como padrão de solução em sua vida para poder corrigi-lo e  assim se apropriar do atributo divino correspondente. 

Não é o bastante compreender intelectualmente que quanto mais estiver envolvido em falsas soluções menos seu eu verdadeiro pode se manifestar.

É claro que isto requer um trabalho árduo e não acontece do dia para a noite mas qualquer caminhada sempre começa pelo primeiro passo. 


Permita que suas emoções venham para a luz e se você trabalhar com elas você vai  começar a sentir o valor intrínseco do seu eu verdadeiro. 

Só aí poderá abrir mão das falsas  concepções do eu idealizado. Esse é um processo recíproco: permitindo-se ver os falsos valores do seu eu idealizado, por mais doloroso que isso possa ser, os seus verdadeiros valores emergem gradualmente, de forma tal que você não mais precisa dos falsos valores.


Enquanto essa transformação não acontece os valores reais não contam nem você sente que eles existem seja porque eles contradizem as exigências do seu eu idealizado, seja porque tudo que vem naturalmente e sem esforço não parece real. 


Você está tão acostumada a se esforçar pelo impossível que não lhe ocorre que não há pelo que se esforçar, porque o que é realmente valioso já é. (já está lá, já existe).

A medida que prossegue com coragem em seu trabalho de auto descoberta, finalmente você verá seu eu verdadeiro pela primeira vez, verá suas limitações e, no início isto trará um grande choque. 


Ao tomar consciência de valores que jamais suspeitou existirem, dos quais nunca esteve consciente, então, um sentimento de força e autoconfiança emergirá e fará com que você visualize tanto a vida como a si mesmo de um modo diferente, estará despertando para uma nova consciência de si mesmo.

Fonte: Trecho compilado do livro: Não temas o mal de Eva Pierrakos e Donovan Thesenga.


MATURIDADE ESPIRITUAL







A verdadeira religião, a espiritualidade autêntica, tem como principal objetivo libertar o homem, torná-lo forte e não fraco e impotente, torná-lo responsável por si mesmo, sem esperar que a justiça lhe seja entregue de bandeja, mas ele mesmo sendo justo.

Quando existe a atitude errada, além de não eliminarmos a impotência auto-imposta, nós também  incentivamos a  falsa relgião. Tudo que é falso sempre acarreta uma reação falsa e extremada.


Portanto,  vamos descobrir em que recessos sutis, profundamente ocultos da alma nós esperamos que Deus viva por nós, tome decisões por nós, proporcione o que nós poderíamos obter por nós mesmos, desde que decidíssemos nos tornar seres humanos livres e maduros. Com essa atitude oculta de dependência nós ficamos como que aleijados e fazemos da religião uma falsa muleta.


A falsa religião é mais prejudicial para a verdadeira religião do que o total ateismo e materialismo, porque ela  cria uma farsa a partir da verdade, da dignidade do ser humano divino e livre, da força divina do homem. 


Ela dá argumentos verdadeiros aos anti-religiosos. Desta forma é muito importante nós descobrirmos em que aspectos nós continuamos presos, porque temos medo da independência.

Uma vez que enxergarmos e entendermos, começaremos a mudar, deixaremos de esperar que Deus  nos dê o que nós deveríamos e poderíamos ser fortes o suficiente para obter sozinhos. E isso vai nos proporcionar respeito por nós mesmos e segurança.


Enquanto precisarmos depender de uma autoridade mais forte para evitar o esforço e a responsabilidade, não poderemos deixar de sentir desprezo por nós mesmos e assim nos tornarmos mais fracos e mais impotentes.


O verdadeiro resultado da falsa religião por um lado é o desejo inconsciente de permanecer na infância.  Por outro, é essa nossa falsa imagem de Deus. Na transição entre a falsa e a verdadeira religião, há uma fase de vazio. 


É uma fase realmente difícil. É uma etapa em  que nós nos sentimos sozinhos, porque o falso Deus está se desvanecendo e o verdadeiro Deus ainda não se instalou de fato no nosso ser.

Nesta fase é possível que a nossa fé fique abalada.  Nós poderemos ter muitas dúvidas sobre a própria existência de Deus. Tudo isso ocorre por causa da eliminaçao da falsa segurança, da fuga, da muleta, que fazem parte da infância espiritual. Como o conceito infantil de Deus de fato não corresponde à realidade, parece, por algum tempo, que Deus não existe.


Mas a medida que desaparece o conceito da falsa religião, com sua imagem de Deus, mesmo enquanto nós estamos num sofrido estado de solidão, começa a surgir uma força interior, muito antes  de nós termos consciência dela - desde que, naturalmnte, não nos deixemos abalar por esse estado temporário, mas  continuemos trabalhando com renovado esforço.


Na verdadeira religião vamos sentir a ajuda de Deus porque vamos perceber a perfeição do uiverso e suas leis, a força delas, das quais nós somos uma parte integrante, contributiva. Nós vamos ver que somos a força motriz da nossa própria vida. Nós podemos ajudar a nós mesmos se realmente quizermos, se estivermos prontos  a sacrificar alguma coisa (pagar o preço).


Vamos dizer que queiramos a felicidade num certo sentido e esse é um objetivo claramente difinido. Vamos investigar e descobrir de que forma, até agora, impedimos esta felicidade e o que nós podemos fazer agora para consegui-la por esforço próprio.  Vamos entender o que isso exige de nós e nos caberá atender a esta exigência se tivermos concluído que isto vale a pena ou não.


Mas não teremos mais a sensação de ter sido uma criança menosprezada e injustamente tratada. Isso é maturidade espiritual e emocional. O papel de Deus não é proporcionar a nós as coisas que  não queremos obter por conta própria. 


Mas a consciência de Deus é que o mundo d'Ele é tão maravilhoso que nós temos muito mais poder do que havíamos percebido até agora, bastando para isso que nós nos coloquemos em movimento, afastando obstáculos, bloqueios, cobiça, comodismo, covardia.

A correta interpretação das palavras "Seja feita a Tua vontade", é a seguinte: "vou deixar de lado minha vontade individual, minha visão limitada e abrir-me para que o Divino venha a mim."  


Êle não virá de fora, mas sim de dentro, como profundo conhecimento e certeza, mas nós não vamos nos dissociar dessa percepção. Não será mais uma questão de "ou eu ou Deus." Ambos seremos um, mas isso somente se nós nos entregarmos, deixarmos de ser rígidos.

Esse é o verdadeiro sentido dessas palavras. O falso sentido nos deixa fracos, obtusos e sem alternativa a não ser deixar que outro ser atue em nosso lugar. Esse outro ser é muitas vezes uma autoridade humana ou uma igreja que alega agir em nome de Deus. Seja feita a tua vontade não significa obediência, significa abrir-se o máximo possível para que uma sabedoria maior passe a fazer parte de nós.


O verdadeiro Divino somente pode operar em almas livres e isso vai acontecer conosco se verdadeiramente nos libertarmos de toda a falsidade que existe em nós.


Trecho de uma palestra do Guia de Eva Pierrakos (P. 88)


DIFERENÇA ENTRE PERFEIÇÃO E CRESCIMENTO



http://semeadoresdeestrelas.blogspot.com.br/

Ao aceitar suas limitações humanas é que a agressividade e a hostilidade desaparecerão porque, no fundo você  descobrirá e tornar-se-á consciente de que se sentiu ferido, rejeitado. Você tem que abrir mão da expectativa de que você, da mesma forma que os outros, deve sempre compreender e saber. Se você puder assumir o fato de que está tateando no escuro, poderá ser capaz de identificar, na sua mente, aquilo de que não tem clareza.

Faça a distinção entre perfeição e crescimento. Se você deseja crescer e se perceber que só pode crescer um passo de cada vez, embora ainda esteja longe da perfeição, não haverá como estagnar. 


A aceitação da imperfeição não significa desejo de ficar estagnado. Significa apenas que você sabe que jamais poderá tornar-se perfeito nesta vida, mas deseja, com todo o coração, crescer e mudar em todos os aspectos possíveis. Esta é a única maneira de crescer.

Nos aspectos em que tentamos ser perfeccionistas estão presentes os aspectos negativos do orgulho, obstinação e medo. Há o orgulho de querer ser perfeito, de precisar ser perfeito. A obstinação diz: eu tenho que ser perfeito agora. 


Uma vez que se sabe que isto não é verdade, adota-se pelo menos uma perfeição superficial que é uma máscara. Tanto o orgulho como a obstinação levam ao fingimento, ou seja, distância da verdade.

O medo existe, necessariamente, de duas formas. Por um lado ele existe porque você teme que: "se não for perfeito, serei infeliz, ou não serei aceito nem serei amado." Ou, "se a outra pessoa for imperfeita, ela impedirá minha felicidade". 


Você tenta tirar este medo constantemente do seu caminho com a obstinação e o orgulho da máscara. Então, há o segundo medo que é especialmente venenoso e que é o medo da exposição, de que você não seja tão perfeito quanto acha que deveria ser, que sua máscara possa ser percebida como tal. 

Para resguardar-se contra esta exposição, você investe valiosas energias e forças da alma para manter a super-estrutura que empobrece sua vida, sua capacidade de vivenciar os sentimentos reais e que torna necessário a repressão e o auto-engano.

Fonte: Trecho da palestra número 95 do Guia de Eva Pierrakos