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terça-feira, 8 de março de 2016

DEUSAS CELTAS PARA CADA SIGNO

 Imagem google


Hoje sendo o dia do feminino sagrado nada mais interessante do que saber que
de acordo com cada signo, há uma deusa celta que nos protege e acompanha todos os dias da nossa vida.
Peixes – Blodeuwedd
Blodeuwedd é a deusa do amor e da beleza. É coberta de flores e representa a beleza natural. Ajuda os nativos de peixes a perceberem sua própria beleza natural e a escolher no amor. As piscianas que possuem os seus valores, gostam de paixão e atracção. Quando se desiludem, são capazes de pôr um ponto final em qualquer relação. Segundo a lenda, as mulheres vivem a experiência da deusa Blodeuwedd quando ovulam 14 dias antes da menstruação.
Aquário – Rhiannon
Rhiannon é a deusa das profundezas e do outro Mundo. O nome significa “divina rainha das fadas”. É também considerada, uma deusa da noite, da lua, dos pássaros, dos encantamentos, da fertilidade e do submundo. identifica-se com a noite, com a tragédia, com as emoções e sobretudo com o drama. É como uma deusa-fada e também tem uma grande afinidade pelo invulgar e pelo incomum.
Capricórnio – Scáthach
Scáthach é a deusa da soberania, era conhecida como a “mulher que semeia o medo”. O seu reino foi a ilha de Skye onde ensinava e ajudava os jovens nas artes bélicas e caça a se desenvolverem ou progredirem. A deusa Scáthach ensinou a Cuchulainn as técnicas de guerreiro e os mistérios do amor. Tem capacidade para governar o mundo e é atraída por homens com bastante capacidade física ou intelectual. Ajuda os capricornianos a se protegerem de pessoas más e dão forças para recomeçar a vida.
Sagitário – Sadbh
Sadbh é a deusa da caça e a senhora de tudo o que é selvagem. Os sagitarianos que possuem os seus valores são bastante dinâmicos, independentes e têm sempre uma opinião própria. As sagitarianas tal como esta deusa que as rege, são joviais e activas. Têm um gosto especial pela aventura. O romantismo não as impressiona verdadeiramente e gostam de dar a última palavra em qualquer circunstância. Gostam de discordar dos outros para afirmarem a sua liberdade e deixam as coisas prosseguirem por si mesmas para aprenderem com os próprios erros.
Escorpião – Cerridwen
Cerridwen é uma deusa donzela, mãe e mulher idosa. É a deusa conservadora de toda a sabedoria e conhecimento. É a padroeira de todos os momentos de dificuldade, do caos e da paz, da harmonia e do conflito. Está também associada à morte e à fertilidade, à inspiração e à astrologia.
Balança – Branwen
É a Deusa do amor e da beleza. Foi considerada a Vénus dos mares do norte. Sendo uma das três matriarcas do Reino Unido e também a deusa mais emblemática de Avalon, é considerada a “dama do lago” em várias lendas Arturianas. Não gostam de barulho, do ruído ou de confusão, mas prezam muito a música e a arte. Ajuda todos as nativos de Balança a terem vidas equilibradas no seu lar, a valorizarem o espaço que lhes rodeia e a apreciarem cada momento da vida.
Virgem – Brigid
Brigid é a deusa eternamente jovem. Curandeira de doenças, purificadora do lar, é também a defensora de todos perigos e a fonte de inspiração dos poetas. Esta deusa ajuda os virgianos a realizarem todos os seus sonhos e desejos secretos.
Leão – Macha
A deusa macha é a deusa da soberania e foi adorada na Irlanda antes da vinda dos celtas. É uma deusa que também é associada à guerra e à fertilidade tal como Morrigan e Dana. Ajuda a realçar  boa disposição, a atrair riqueza e a alcançar o sucesso para os nativo de Leão.
Caranguejo – Dana
A deusa Dana ou Danu como também é conhecida,  governava muitas tribos. É considerada a deusa tríplice do lar e da família. O nome “Dan” significa conhecimento. Quando é invocada a uma estrela, esta deusa procura por um amor em todos os cantos do universo.
Gémeos – Maeve
Maeve e a deusa da caça e da guerra. Das figuras femininas da mitologia irlandesa, a deusa Maeve é a mais espectacular. Com o seu centro místico em Tara, Meave era também a deusa soberana da terra. Simboliza o poder feminino e a sedução. Domava leões, corria com os cavalos mais bravos, conversava com os pássaros e despertava o desejo dos homens só com um olhar. Maeve activava os instintos selvagens dentro de cada um, proporcionando em cada interior, alguma inovação, agilidade e audácia.
Touro – Arianrhod
Arianrhod é a deusa do lar. Na mitologia celta essa deusa possuí dupla forma, como Virgem e outra como Mãe. Inicialmente Arianrhod foi associada à noite, sendo considerada a deusa padroeira da lua, da sexualidade, da justiça, da magia e do destino. Posteriormente foi apresentada como a deusa mãe, transformando a sua roda de prata numa barca lunar.
Esta deusa simboliza sobretudo um lar acolhedor e repleto de amor.
Carneiro – Morrigan
Morrigan é a deusa da guerra. Soberania e carisma são as virtudes mais favorecidas por esta deusa aos nativos de Carneiro mais orgulhosos. Encoraja-os a recuperarem o controlo das suas vidas, capacitando-os e tornando-os senhores/as do seu próprio destino.
A deusa Morrigan possui diversos poderes de auxilio e protecção.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

MITOLOGIA: DEUSA HÉSTIA

 
Héstia: o fogo sagrado que ilumina e aquece
A relação entre Héstia e Hermes

Autora : Maria Aparecida De Stefano

Héstia, Vesta para os romanos, foi a primeira filha nascida do casamento de Réia e Cronos. Irmã de Zeus e de Hera, ela é pouco conhecida entre os deuses do Olimpo, por não ter participado dos casos amorosos ou das guerras que permearam toda a mitologia grega.
Esteve sempre acima ou fora das intrigas e rivalidades dos seus parentes e sempre evitou ser tomada pelas paixões do momento.

Em três hinos de Homero, é descrita como “a virgem venerável”, uma das três que não se submeteu a Afrodite. Como Ártemis e Atenas, sempre resistiu às propostas amorosas que lhe fizeram os deuses, os Titãs e outros mais. Apolo e Poseidon, incentivados por Afrodite, tentaram tirar-lhe a virgindade. Em vez de sucumbir a seus desejos, ela fez um juramento sobre a cabeça de Zeus: o de permanecer eternamente virgem. No Hino a Afrodite, Homero relata que “Zeus, em vez de dar-lhe um presente de casamento, concedeu-lhe um belo privilégio: um lugar no centro da casa para receber as melhores oferendas”.

Não é conhecida por meio de representações, mas sim por rituais em que é simbolizada pelo fogo. Na Grécia antiga, para que uma casa se tornasse um lar, a presença de Héstia era obrigatória. Conta-se que, quando havia um casamento, a mãe da moça acendia uma tocha na lareira pertencente à casa da família e levava-a até a nova residência do casal, para com ela acender o primeiro fogo que consagraria o novo lar dos noivos. O mesmo se passava quando se fundava uma nova cidade: carregavam uma tocha que fora acesa na lareira comum do átrio central das antigas cidades gregas e levavam-na até a nova cidade para, com ela, acender o fogo. Vemos, então, que Héstia sempre apareceu sob a forma de “fogo sagrado”.

Enquanto as outras deusas andam pelo mundo, Héstia permanece imóvel no Olimpo. Ela permanece no centro, onde fica o altar de sacrifícios. Nesse sentido, representa o fogo interior que é conectado quando voltamos para o nosso centro, para o nosso lar. O “foco” de Héstia é o centro. É interessante notar que “focus”, em latim, significa fogo, lume, braseiro, chama, lar, altar, casa. 

Ela é considerada a deusa do lar, ou mais especificamente, do fogo que queima na lareira central e que aquece o lar. Os primeiros lares e templos que lhe foram dedicados eram redondos; o primeiro símbolo de Héstia era o círculo.

Nos lares gregos, muitas vezes, ela era ligada a Hermes (Mercúrio para os romanos), o mensageiro dos deuses. A mais remota representação desse deus era uma coluna de pedra denominada “herm”. Nas casas de família, a lareira central, simbolizando Héstia, ficava na parte central da casa, enquanto o pilar fálico de Hermes ficava na entrada. Na Índia e em outras partes do Oriente, pilar e círculo aparecem “acasalados”. Já na Grécia e entre os romanos, os dois símbolos estão relacionados, porém aparecem separadamente. 

Nos templos, essas divindades também estavam ligadas. Em Roma, por exemplo, o santuário de Mercúrio ficava do lado direito das escadas que levavam ao templo de Vesta. Embora Héstia e Hermes estivessem relacionados, cada qual tinha uma função distinta: Héstia era o santuário que unia a família ao redor dela, enquanto Hermes era o protetor do portal, guia, companheiro no mundo e mensageiro dos deuses.

Na mitologia grega, o emblema de Hermes é o caduceu. Esse seu atributo é formado por um bastão de ouro no qual se enrolam simetricamente duas serpentes que podem ser interpretadas como as duas correntes cósmicas, ascendente e descendente, que se equilibram em torno desse eixo.

Se trouxermos essas informações para dentro de nós mesmos, poderíamos concluir que Héstia representa nosso fogo interior em seu aspecto curativo, aquele que, quando acessado, expande-nos, trazendo-nos a sensação de podermos ir muito além de nosso limite corpóreo. É o fogo sagrado que permanece sempre virgem, que não se deixa seduzir por nenhum aspecto da vida. O fogo representado por Héstia cura-nos e redime-nos, porquanto está ligado ao nosso centro, ao nosso âmago, à parte mais central de nossa alma. 

Hermes, por sua vez, também representa a cura, porquanto o caduceu é o emblema atual da Medicina. Fica claro, por tudo que foi dito, que internamente Hermes representa nossa coluna vertebral, o nosso bastão interno. Como mensageiro dos deuses, ele nos põe em contato com os níveis mais altos do Universo. Nossa coluna liga-nos à energia cósmica, permitindo que ela penetre nosso corpo, entrando pelo topo de nossa cabeça até a nossa base para depois retornar em um constante fluir, harmonizando-nos e religando-nos ao centro do mundo.

Fonte: Revista Ser n.6

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SIMBOLOGIA/MITOLOGIA - CORNUCÓPIA

http://nephalasuniversomgico.blogspot.
com.br/2013/07/sonhos-de-cornucopia.html


http://nephalasuniversomgico.blogspot.
com.br/2013/07/sonhos-de-cornucopia.html

Deusa Cornucópia 
(Deusa da Fortuna)


Cornucópia é um símbolo representativo de fertilidade, riqueza e abundância. Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores se espalhando dele. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio, além de compor o símbolo das ciências econômicas.

O seu significado provém da cabra Amalteia que na mitologia greco-romana amamentou Zeus/Júpiter enquanto criança.

Atualmente essa palavra é utilizada como sinônimo de abundância, porém está sendo esquecida por seu estilo rebuscado e antigo.

O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do sagrado masculino. E, como a cornucópia remete a um chifre, é uma das representações mais utilizadas do Deus Cornífero nas religiões pagãs e neopagãs.

Entretanto, o seu interior simboliza o útero - representado assim a Deusa -, que quando cheio de alimentos simboliza a generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.

A cornucópia é o símbolo mais utilizado para representar o equinócio de outono (no sabá Mabon), onde é cheio de frutas, grãos, moedas, folhas, castanhas, cartas de tarô, e diversos outros símbolos da fartura e do paganismo, de forma que eles sejam derramados sobre o altar.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Gaia ou Géia

Mitologia Grega: Gaia ou Géia
 

  A deusa Mãe primordial, uma das primeiras divindades a habitar o Olimpo, geradora de todos os deuses, a deusa-terra, livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou condição. Segundo as crenças gregas, no princípio havia um grande vazio chamado Caos e todas as coisas estavam mistas umas às outras.

 Sobre esta confusão reinava a Noite e em algum momento surgiu o Érebo. Do Caos e da Noite nasceram o Destino e as divindades Moiras, que estabeleciam tudo, inclusive os deuses estavam submetidos a elas. Para vencer o silêncio e o vazio nasceu o Amor (Eros), produzindo um início de ordem. Nasceu imediatamente depois do Caos e, no poema Teogonia de Hesíodo, com Eros, Caos e Tártaro, o poço negro sob a terra, formaram as quatro divindades nomeadas como originais. 

Da união de Érebo e Noite nasceram o Éter e o Dia e, então, apareceu a terra, a mãe universal. Surgiu do vazio eterno, dançando e girando sobre si como se fosse uma esfera em rotação. Moldou as montanhas segundo sua espinha, os vales pelos buracos de sua pele, os morros e planícies de acordo com seus contornos. De sua quente umidade fez nascer um fluxo de chuva que banhou e alimentou a sua superfície trazendo a vida e pequenos filhotes verdes se lançaram através de seus poros.

 Encheu os oceanos e lagoas e fez os rios correrem através de profundos sulcos. Observou suas plantas e animais crescerem e, então, trouxe à luz de seu útero seis mulheres e seis homens, os humanos mortais, e posteriormente deu-lhes um oráculo para orientação deles. Nos morros de Delfos, fez brotar vapores que subiram por uma fenda nas rochas, envolvendo uma sacerdotisa capaz de interpretar as mensagens que surgiam da escuridão de sua terra-útero. 

Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo e ouvir suas previsões para suas ansiedades. Comovida com suas criaturas humanas e seus anseios a deusa-terra aceitou os mortos em seu corpo e passou a ser reverenciada por todos os mortais.

 Muitos dos seus templos eram construídos próximo a pequenas fendas, onde anualmente os mortais ofereciam bolos doces. Por si só, gerou o Céu (Urano), e a ele próprio se uniria para formarem o primeiro casal divino e dessa união nasceram os 12 Titãs, os Ciclopes e os Hecatônquiros, gigantes de cinqüenta cabeças e cem braços. Segundo a mitologia grega, quando deu origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive o Monte Olimpo, seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre.

 No poema Teogonia, de Hesíodo, é descrito que: Urano estava banindo seus filhos para o Tártaro, sua esposa, incitou seu filho mais poderoso, Cronos, a enfrentar o pai e tomar o seu poder. Assim, os Titãs liderados por seu filho Cronos destronaram seu pai, Urano, que na luta cortou seus genitais com uma pequena foice, separando assim o Céu e a Terra, e os atirou no mar dando origem a uma das lendas de Afrodite

Cronos desposou Réia e entre seus filhos estava Zeus, que destronou seu pai, tornou-se senhor dos deuses e organizou os olímpicos, uma plêiade de doze deuses principais que habitavam o Monte Olimpo, sucessores dos Titãs, formando uma sociedade que era classificada quanto à autoridade e poder. O nome Gaia, Géia ou , é utilizado como prefixo para designar as diversas ciências relacionadas com o estudo do nosso planeta.