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sexta-feira, 26 de maio de 2017

VOCÊ NÃO POSSUI UMA VIDA, VOCÊ É A VIDA.



Há muitas expressões usadas frequentemente que mostram que as pessoas não sabem quem são. O mesmo acontece às vezes com a estrutura da língua. Dizemos: "Ele perdeu a vida num acidente de carro" ou "A minha vida", como se a vida fosse alguma coisa que se possa possuir ou perder.
A verdade é: você não possui uma vida, você é a vida. Você é a vida única, a consciência única que permeia todo o universo e assume temporariamente a forma de pedra, folha, animal, pessoa, estrela ou galáxia.
Eckhart Tolle

domingo, 24 de janeiro de 2016

O SER



Existe uma Vida Única, eterna e sempre presente, além das inúmeras formas de vida sujeitas ao nascimento e a morte. Muitas pessoas empregam a palavra  Deus para descrevê-la, mas eu costumo chamá-la de Ser. Tanto Deus quanto Ser são palavras que não explicam nada. Ser, entretanto, tem a vantagem de sugerir um conceito aberto. Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita.

É impossível formar uma imagem mental a esse respeito. Ninguém pode reivindicar a posse exclusiva do Ser. É a sua essência, tão acessível como sentir a sua própria presença. Portanto, a distância é muito  curta entre a palavra Ser e a vivência do Ser.

Eckhart Tolle em O poder do Agora, p.8

domingo, 8 de junho de 2014

EVOCAÇÃO

 

Imagem Google

Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares.

Antes desse formidável acontecimento, que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, o globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos. A primeira flor provavelmente não durou muito tempo.


As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro e isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento. Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra - isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.

Muito tempo depois, esses seres delicados e fragrantes que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outras espécies. Cada vez mais, os seres humanos seriam atraídos e se sentiriam fascinados por eles.


É provável que as flores tenham sido a primeira coisa que a consciência da espécie humana começou a valorizar enquanto se
desenvolvia, mesmo que elas não tivessem um propósito utilitário imediato, isto é, que não estivessem vinculadas de alguma maneira à sobrevivência.


No decorrer dos tempos, as flores foram a fonte de inspiração de incontáveis artistas, poetas e místicos. Jesus pede-nos que as contemplemos e que aprendamos com elas sobre como viver.

Diz-se que, em determinada ocasião, Buda teria proferido um "sermão silencioso" enquanto segurava uma flor e a apreciava. Após algum tempo, um monge chamado Mahakasyapa começou
a sorrir diante dos presentes. Ele teria sido o único a entender o sermão.


De acordo com a lenda, aquele sorriso (isto é, a compreensão) foi transmitido às gerações seguintes por 28 mestres sucessivamente e, muito tempo depois, tornou-se a origem do zen.

Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar os seres humanos, ainda que por um breve momento, para a beleza que constitui uma parte essencial do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza.


O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência da nossa espécie. Os sentimentos de alegria e amor estão ligados de modo intrínseco a isso. Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado, mais sagrado e, em última análise, informe, dentro de nós.

Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das
quais se originam, elas são como mensageiras de outra esfera, uma espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe. 


Elas não só exalam um perfume suave e agradável aos seres humanos como emanam a fragrância da esfera espiritual. Se usássemos a palavra "iluminação" num sentido mais
amplo do que o convencionalmente aceito, poderíamos considerá-las a iluminação das plantas.


Fonte: O Despertar de uma Nova Consciência,  p. 9 e 10 (Eckhart Tolle)

domingo, 17 de novembro de 2013

O PRESENTE É A ÚNICA COISA QUE NÃO TEM FIM.

http://www.humaniversidade.com.br/boletins/direitos_da_mae_terra.htm
O universo implica o organismo e cada organismo singular implica o universo- só que a simples "olhadela" da nossa lanterna, da nossa atenção estreitamente focalizada, que aprendeu a confundir seus vislumbres com "coisas" separadas, precisa de qualquer modo, ser aberta à visão total, o que Schödinger, prosseguindo, sugere:


"Assim, podemos deitar-nos de bruços sobre a terra, estender-nos sobre a mãe Terra, com a convicção segura de que somos unos com ela e ela conosco.

Estamos tão firmemente estabelecidos, tão invulneráveis quanto ela, na realidade mil vezes mais firmes e mais invulneráveis. tão certamente quanto ela nos envolverá amanhã, ela também nos trará outra vez para novos esforços e sofrimentos.

Enão  apenas "algum dia": agora, hoje, todos os dias -ela nos está trazendo, não só uma vez, mas sim milhares e milhares de vezes, da mesma forma como nos engolfa todos os dias milhares de vezes. Pois, eternamente e sempre, só há um agora, um e o mesmo agora; o presente é a única coisa que não tem fim.

sábado, 16 de novembro de 2013

O TEMPO PSICOLÓGICO

http://serfelizeserlivre.blogspot.com.br/
2010/05/diagese-e-discurso-narrativo-antes-de.html

Se estabelecemos um objetivo e trabalhamos para alcançá-lo, estamos empregando o tempo do relógio. Sabemos bem aonde queremos chegar, mas respeitamos e damos atenção total ao passo que estamos tomando neste momento. 

Se insistimos demais nesse objetivo, talvez porque estejamos em busca da felicidade, satisfação ou de um sentido mais completo do eu interior, deixamos de respeitar o Agora e ele é reduzido a um mero degrau para o futuro, sem nenhum valor intrínseco. 

O tempo do relógio se transforma então em tempo psicológico. Nossa jornada deixa de ser uma aventura e passa a ser encarada como uma necessidade obsessiva de chegar, de possuir, de "conseguir".

Aí não somos mais capazes de ver nem de sentir as flores pelo caminho, nem de perceber a beleza e o milagre da vida que se revela em tudo ao redor, como acontece quando estamos presente no Agora. No estado normal de consciência, o poder e o infinito potencial criativo do Agora estão completamente encobertos pelo tempo psicológico. 

Nossa vida perde a vibração, o frescor, o sentido de encantamento. Os velhos padrões de pensamento,emoção,comportamento, reação e desejo são encenados repetidas vezes,como um roteiro dentro da nossa mente que nos dá uma identidade,mas distorce ou encobre a realidade do Agora. 

A mente, então, desenvolve uma obsessão pelo futuro, buscando fugir de um presente insatisfatório. o que percebemos como futuro é uma parte intrínseca do nosso estado de consciência do momento. Se a nossa mente carrega um grande fardo do passado, vamos sentir isso.  

O passado se perpetua por falta da presença. O que dá forma ao futuro é a qualidade da nossa percepção do momento presente, e o futuro, é claro, só pode ser vivenciado como presente. Se é a qualidade da nossa percepção neste momento que determina o futuro, então o que é que determina a qualidade da nossa consciência?

O nosso grau de presença. Portanto, o único lugar onde pode ocorrer uma mudança verdadeira e onde o passado pode se dissolver é no Agora.

FONTE: Praticando o Poder do Agora- Eckhart Tolle

domingo, 18 de agosto de 2013

SOBRE O SOFRIMENTO

http://happy-stiletto.blogspot.com.br/2009_11_01_archive.html

Será que o sofrimento é realmente necessário?
Se você não tivesse sofrido o que sofreu, não teria profundidade como ser
humano, não teria humildade nem compaixão. Não estaria lendo este texto agora.
O sofrimento rompe a casca do ego do eu autocentrado e promove uma
abertura até atingir um ponto em que cumpriu sua função.


O sofrimento é necessário até que você se dê conta de que ele é
desnecessário. A infelicidade precisa de um eu construído pela mente, um eu com uma
história e uma identidade. Precisa do tempo passado e futuro. Quando você
elimina o tempo da sua infelicidade, o que sobra? 


A situação daquele momento.
Pode ser uma sensação de peso, agitação, aperto no peito, raiva ou até enjôo.
Isso não é infelicidade nem um problema pessoal. Não há nada de pessoal no
sofrimento humano. 


Trata-se apenas de uma forte pressão ou uma grande energia
que você sente em alguma parte do corpo. Se você concentra sua atenção nessa
energia, a sensação não se transforma em pensamento e assim não reativa o
eu infeliz.


Há muito sofrimento e tristeza quando você acha que cada pensamento que
passa por sua cabeça é verdadeiro. Não são as situações que causam infelicidade. São
os pensamentos a respeito das situações que deixam você infeliz. As interpretações
que você faz, as histórias que conta para si mesmo é que deixam você infeliz.


Eckhart Tolle - O poder do silêncio.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

QUEM VOCÊ REALMENTE É!

http://photobelloni.blogspot.com.br/2011/05/eu-sou-deus.html
A maior parte das pessoas confunde o AGORA com o que ACONTECE no
agora. Mas não é isso. O AGORA é mais profundo do que qualquer conteúdo que
ocorre nele. É o ESPAÇO no qual tudo ACONTECE.

Você sempre ignora o fato mais óbvio: o seu sentido mais profundo de ser
não tem nada a ver com o que acontece na sua vida, nada a ver com o conteúdo de
sua vida. O sentido de ser, de EU SOU, está intimamente ligado ao AGORA. Ele
sempre permanece o mesmo. 

Na infância e na velhice, na saúde ou na doença, no sucesso ou no fracasso, o EU SOU o espaço do AGORA permanece imutável no nível mais profundo. Mas como ele costuma se confundir com o que acontece em sua vida, você sente o EU SOU ou o AGORA muito tênue e  indiretamente, através do conteúdo da sua vida. Em outras palavras: sua noção de ser fica obscurecida pelas circunstâncias, por sua corrente de pensamento e pelos inúmeros fatos que ocorrem no mundo à sua volta. O AGORA FICA ENCOBERTO PELO TEMPO.

No entanto, é tão simples lembrar a verdade e dessa forma voltar às
origens (...)

Eu NÃO SOU os meus pensamentos, NÃO SOU minhas emoções, minhas
percepções sensoriais e minhas experiências. NÃO SOU o conteúdo da minha vida.
SOU O ESPAÇO NO QUAL TODAS AS COISAS ACONTECEM. EU SOU A
CONSCIÊNCIA. SOU O AGORA.

Eckhart Tolle - O Poder do Silêncio

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sem o ego, não há problema

http://narcisismomaldoseculo.blogspot.com.br/
Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego.
Para muitas pessoas, grande parte da atividade mental e emocional consiste em
reclamar e reagir contra isso ou aquilo. Procuram fazer com que os outros ou as
coisas estejam ERRADOS e só elas estejam CERTAS.

 Estando certas, elas se sentem SUPERIORES e, assim, fortalecem seu ego. No entanto, estão apenas fortalecendo a ILUSÃO do ego. Pare um pouco e pense: você tem esses padrões de
comportamento? Consegue perceber a voz em sua mente que está sempre
reclamando e apontando os outros como culpados? 

O eu autocentrado precisa do conflito  para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra para si mesmo que isto sou eu e aquilo não sou eu .
É comum que países, tribos e religiões procurem fortalecer sua SENSAÇÃO
de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos. Quem seriam os
crentes se não existissem os que não creem?

Ao se relacionar com pessoas, você é capaz de perceber em si mesmo
sentimentos sutis de superioridade e de inferioridade em relação a elas? Quando isso
acontece, é o ego que está se manifestando, porque ele precisa da comparação para
se afirmar. 

A identidade do ego depende da comparação e se alimenta do mais. Ele se agarra a qualquer coisa. Quando nada disso funciona, as pessoas procuram fortalecer seu ego considerando-se mais injustamente tratadas pela vida, mais doentes ou mais infelizes do que os outros.
Quais são as histórias que você cria para encontrar SUA PRÓPRIA IDENTIDADE?

O eu autocentrado tem também necessidade de se opor, resistir e excluir para manter a idéia de separação da qual depende sua sobrevivência. Assim, ele coloca eu contra os outros e nós  contra eles . O ego precisa estar em conflito com alguém ou alguma coisa. Isso explica por que, apesar de você querer paz e amor, não consegue suportar a paz, a alegria e o amor por muito tempo. 

Você diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz.
A culpa é outra forma que o ego tem para criar uma identidade. Para o ego não importa que essa identidade seja negativa ou positiva. O que você fez ou deixou de fazer foi uma manifestação de inconsciência, que é natural da condição humana.

Se você estivesse mais ALERTA, mais CONSCIENTE, teria agido de outra maneira.
Se você estabelece objetivos autocentrados na sua busca de libertação e de autovalorização, mesmo que os atinja eles não irão satisfazê-lo.

Disse o mestre, quando lhe pediram para explicar o sentido mais profundo
do budismo: Sem o ego, não há problema .

Eckhart Tolle - O Poder do Silêncio

domingo, 7 de julho de 2013

TODA RESISTÊNCIA É INÚTIL


A dor física crônica é um dos mestres mais duros que se pode ter. Ela nos
ensina que a RESISTÊNCIA É INÚTIL . Quando você sofre conscientemente,
quando aceita a dor física, ela anula o ego, pois o ego é formado sobretudo por
RESISTÊNCIA. 


O mesmo ocorre com uma grande deficiência física.
Ao se entregar, aquilo que parecia negar a existência de qualquer dimensão
transcendental torna-se uma abertura para esta dimensão.


Eckhart Tolle

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O LADO NEGRO DA FORÇA DO PENSAMENTO



A corrente do pensamento tem uma enorme força que pode muito facilmente levar você de roldão. Cada pensamento tem a pretensão de ser extremamente importante. Cada pensamento quer sugar sua completa atenção. 


Não leve seus pensamentos a sério! 

Com que facilidade as pessoas ficam aprisionadas nas armadilhas de seus pensamentos.
Como a mente humana tem uma imenso desejo de saber, de compreender e de controlar, ela confunde opiniões e pontos de vista com a verdade. 

Suas opiniões e pontos de vista não passam de um punhado de pensamentos. Mas a realidade é outra coisa. Ela é um todo unificado em que todas as coisas se interligam e nada existe em si e por si. Pensar fragmenta a realidade, cortando-a em pequenos pedaços, em pequenos conceitos.

Eckhart Tolle em O Poder do Silêncio

Você precisa saber mais coisas do que já sabe?



O que a humanidade precisa hoje é de mais sabedoria para viver. A sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior. Veja e ouça apenas. 

Não é preciso mais além disso. Manter a calma, olhando e ouvindo, ativa a inteligência que existe dentro de você. Deixe que a calma interior oriente suas palavras e ações.


Eckhart Tolle em O Poder do Silêncio

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

TRANSFORMANDO RELAÇÕES VICIADAS EM RELAÇÕES ILUMINADAS





No momento em que paramos de julgar, no instante em que aceitamos aquilo que é, ficamos livres da mente e abrimos espaço para o amor, para a alegria e para a paz.

Em primeiro lugar, paramos de nos julgar, depois paramos de julgar o outro. O grande elemento catalisador para mudarmos um relacionamento é a completa aceitação do outro do jeito que ele é, sem querermos julgar ou modificar nada.

Isso nos leva imediatamente para além do ego. Nesse momento, todos os jogos mentais e toda a dependência viciada deixam de existir. Não existem mais vítima nem agressor, acusador nem acusado.

Esse é também o fim da dependência, da atração pelo padrão inconsciente do outro. Você, então, ou vai se afastar - com amor - ou penetrar cada vez mais fundo no Agora com o outro. É simples assim.

O amor é um esado do Ser. Não está do lado de fora, está bem lá dentro de nós. Não temos como perdê-lo e ele não consegue nos deixar. Não depende de um outro corpo, de nenhuma forma externa.

Na serenidade do estado de presença, podemos sentir a nossa própria realidade sem forma e sem tempo, que é a vida não-manifesta que dá vitalidade à nossa forma física. Conseguimos, então, sentir essa mesma vida lá no fundo de outro ser humano, de cada criatura. Conseguimos enxergar além do véu opaco da forma e da desunião. Essa é a realização da unidade. Isso é amor.

Embora possa haver curtos lampejos, o amor não consegue florescer, a menos que estejamos permanentemente livres da identificação com a mente e que a presença seja bastante intensa para dissolver o sofrimento do corpo. Assim, o sofrimento não consegue dominar e destruir o amor.

(Eckhart Tolle in O Poder do Agora)

UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA





Há uma profecia bíblica que parece mais aplicável agora do que em qualquer outra época da história humana. Ela aparece tanto no Antigo quanto no Novo Testamento e fala do colapso da ordem mundial existente e do surgimento de "um novo Céu e uma nova Terra".

Precisamos entender que o céu mencionado nesse contexto não é um local, e sim o reino interior da consciência. Esse é o significado esotérico do mundo, e esse é também o significado dos ensinamentos de Jesus. 

A Terra, por outro lado, é a manifestação externa da forma, que é sempre um reflexo do interior. A consciência humana coletiva e a vida no nosso planeta estão intrinsecamente interligadas. 


"Um novo Céu" é o surgimento de um estado transformado da consciência humana, enquanto "uma nova Terra" é o reflexo do reino físico.


A vida humana e a consciência humana estão ligadas de modo inerente à vida no planeta. Por isso, à medida que a consciência antiga se dissolve, tendem a ocorrer manifestações naturais de sincronismos geográficos e climáticos em muitas partes do globo, algumas das quais temos testemunhado. 

Fonte: Um mundo novo - O despertar de uma nova consciência. Echkart Tolle

O EGO E O RANCOR




 É preciso honestidade para verificarmos se ainda guardamos rancores, se existe alguém na nossa vida que não conseguimos perdoar completamente, um "inimigo".

 Caso você esteja nessa situação, tome consciência do rancor tanto no nível do pensamento quanto no nível emocional, ou seja, conscientize-se dos pensamentos que mantêm a continuidade desse sentimento negativo e sinta a emoção, que é a reação do corpo a esses pensamentos. Não tente deixar o rancor de lado. 

Tentar perdoar não dá certo. O perdão acontece de modo natural quando entendemos que o rancor não tem outro propósito a não ser fortalecer uma falsa percepção do eu, ou seja, possibilitar a existência do ego. 

Compreender é libertar-se. O ensinamento de Jesus sobre "perdoar os inimigos" trata, em essência, de desfazer uma das principais estruturas egoicas da mente humana.

O passado não tem força para nos impedir de viver no estado de
presença agora. Apenas o rancor em relação ao passado pode fazer isso. E o que é o rancor? A bagagem de velhos pensamentos e antigas emoções.

Fonte: O despertar de uma nova consciência. Eckhart Tolle

UM EXEMPLO DO FUNCIONAMENTO DO BIG BROTHER


O TRANSE INDUZIDO PELA TELEVISÃO






A TELEVISÃO

Ver televisão é a atividade de lazer favorita (ou melhor, a opção de inatividade) de milhões de pessoas em todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, quem está na faixa dos 60 anos de idade já terá passado 15 anos diante da tela da TV. Em muitos outros países, os índices são semelhantes.

Para um número significativo de pessoas, ver televisão é algo "relaxante". Observe a si mesmo e verá que, quanto mais tempo sua atenção permanece tomada pela tela, mais sua atividade intelectual se mantém suspensa. 

Assim, por longos períodos você estará assistindo a atrações como programas de entrevistas, jogos, shows de variedades, quadros de humor e até mesmo a anúncios sem que quase nenhum pensamento seja gerado pela sua mente.


Você não apenas deixa de se lembrar dos seus problemas como se torna livre de si mesmo por um tempo - e o que poderia ser mais relaxante do que isso?

Então ver televisão cria o espaço interior? Será que isso nos faz entrar no estado de presença? Infelizmente, não é o que acontece. Embora a mente possa ficar sem produzir nenhum pensamento por um bom tempo, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo
exibido.  Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos.

 Sua inatividade é apenas no sentido de que ela não está gerando pensamentos. No entanto, continua assimilando os pensamentos e as imagens que chegam à tela. Isso induz um estado passivo semelhante ao transe, que aumenta a suscetibilidade, e não é diferente da hipnose. 


E por isso que a televisão se presta à manipulação da "opinião
pública", como é do conhecimento de políticos, de grupos que defendem interesses específicos e de anunciantes - eles gastam fortunas para nos prender no estado de inconsciência receptiva. Querem que seus pensamentos se tornem nossos pensamentos e, em geral, conseguem.

Portanto, quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. A TV tem isso em comum com o álcool e com determinadas drogas. 

Embora ela nos proporcione um pouco de alívio em relação à mente, mais uma vez pagamos um preço alto: a perda da consciência. Assim como as drogas, essa distração 
tem uma grande capacidade de viciar.

Procuramos o controle remoto para mudar de canal e, em vez disso, nos vemos percorrendo todas as emissoras.


Meia hora ou uma hora mais tarde, ainda estamos ali, passeando pelos canais. O botão de desligar é o único que nosso dedo parece incapaz de apertar.

Continuamos olhando para a tela. Porém, normalmente não porque algo significativo tenha chamado nossa atenção, e sim porque não há nada interessante sendo transmitido. 

Depois que somos fisgados, quanto mais trivial e mais sem sentido é a atração, mais intenso se torna nosso vício.


 Se isso fosse estimulante para o pensamento, motivaria nossa mente a pensar por si mesma de novo, o que é algo mais consciente e, portanto, preferível a um transe induzido pela televisão. Dessa forma, nossa atenção deixaria de ser prisioneira das imagens da tela.

O conteúdo da programação, caso apresente alguma qualidade, pode até certo ponto neutralizar, e algumas vezes até mesmo desfazer, o efeito hipnótico e entorpecedor da TV. Existem determinados programas que são de uma utilidade extrema para muitas pessoas - mudam sua vida para melhor, abrem seu coração, fazem com que se tornem mais conscientes.

 Há também algumas atrações humorísticas que acabam sendo espirituais, mesmo que não tenham essa intenção, por mostrarem uma versão caricata da insensatez humana e do ego. 

Elas nos ensinam a não levar nada muito a sério, a permitir
um pouco mais de descontração e leveza na nossa vida. E, acima de tudo, nos ensinam isso enquanto nos fazem rir. 

O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar. Contudo, a maior parte do que é exibido na televisão ainda está nas mãos de pessoas que são totalmente dominadas pelo ego. 


Assim, a intenção oculta da TV é nos controlar nos colocando para dormir, isto é, deixando-nos inconscientes. Mesmo assim, existe um potencial enorme e ainda inexplorado nesse meio de comunicação.

Evite assistir a programas e anúncios que o agridam com uma rápida sucessão de imagens que mudam a cada dois ou três segundos ou menos. O hábito de assistir à televisão em excesso e essas atrações em particular são duas causas importantes do transtorno de déficit de atenção, um distúrbio mental que vem afetando milhões de crianças em todo o mundo. 

A atenção deficiente, de curta duração, torna todos os nossos relacionamentos e percepções superficiais e insatisfatórios. Qualquer coisa que façamos nesse estado, qualquer ação que executemos, carece de qualidade, pois a qualidade requer atenção.

O hábito de ver televisão com freqüência e por longos períodos não só nos deixa inconscientes como induz a passividade e drena toda a nossa energia. Portanto, em vez de assistir à TV ao acaso, escolha os programas que despertam seu interesse. 

Enquanto estiver diante dela, procure sentir a vívida atividade dentro do seu corpo - faça isso toda vez que se lembrar. De vez em quando, tome consciência da sua respiração. 

Desvie os olhos da tela em intervalos regulares, pois isso evitará que ela se aposse completamente do seu sentido visual. Não ajuste o volume acima do necessário para que a televisão não o domine no nível auditivo. Tire o som durante os intervalos.


 Procure não dormir logo após desligar o aparelho ou, ainda pior, adormecer com ele ligado.

Fonte: Trecho do livro : O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle


PROVA INCONTESTÁVEL DA IMORTALIDADE



O ego se estabelece por meio de uma divisão da psique humana, na qual a identidade se separa em duas partes que poderíamos chamar de "eu" e "meu". Portanto, todo ego é esquizofrênico, para usar a palavra no seu significado popular, que designa personalidade dividida. 

Nós vivemos com uma imagem mental de nós mesmos, um eu conceitual com quem temos um 
relacionamento. A vida em si torna-se conceitualizada e separada de quem somos quando falamos "minha vida".

 No momento em que dizemos ou pensamos "minha vida" e acreditamos nessa idéia (em vez de considerá-la uma mera convenção lingüística), entramos na esfera da ilusão. Se existe algo como 
"minha vida", concluímos que "eu" e "vida" são duas coisas separadas.

 Assim, podemos também perder a vida, nosso valioso bem imaginário. A morte torna-se uma realidade aparente e uma ameaça. As palavras e os conceitos dividem a vida em segmentos isolados que não têm realidade própria.


Poderíamos até mesmo dizer que o conceito "minha vida" é a ilusão original da separação, a origem do ego. Por exemplo, se eu e a vida somos dois, se eu existo separado dela, então estou separado de todas as coisas, de todos os seres, de todas as pessoas.

 Mas como eu poderia existir separado da vida? Qual "eu" poderia existir dissociado dela, à parte do Ser? É completamente impossível. Portanto, não existe algo como "minha vida", e nós não temos uma vida.


 Nós somos a vida. Nós e a vida somos um. Não é possível ser de outra maneira.
Portanto, como poderíamos perder nossa vida? Como poderíamos perder algo que não temos? Como poderíamos perder algo que nós somos? É impossível.

fonte: O Despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle (trecho do Livro)

NINGUÉM PODE GANHAR O QUE NÃO DÁ



Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante. "Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor", elas dizem. Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. "Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama."

Quem elas pensam que são é isto: "Sou um pequeno eu' carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas." Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam. Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos.

 Se o pensamento de falta - seja de dinheiro, reconhecimento ou amor - se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta. Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. 


Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância. O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando - elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá. Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída.

 Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: "Dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereismedidos vós também."


A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu. A plenitude da vida está presente a cada passo.

 Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com freqüência: "O que posso dar neste caso? Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação?" Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. 


Porém, se sentir com freqüência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm. Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: "Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem."

Fonte: Trecho do livro : O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle.

QUEM PENSAMOS QUE SOMOS?







Nosso sentido de quem somos determina o que percebemos como nossas necessidades e o que importa na nossa vida - e o que nos interessa tem o poder de nos irritar e perturbar. Podemos usar isso como um critério para descobrir até que ponto nos conhecemos.

O que nos interessa não é o que dizemos nem aquilo em que acreditamos, mas o que nossas ações e reações revelam como importante e sério. Portanto, talvez queiramos nos fazer a seguinte pergunta: o que me irrita e perturba? Se coisas pequenas têm a capacidade de nos atormentar, então quem pensamos que somos é exatamente isto: pequeno. Essa é nossa crença inconsciente.

Quais são as coisas pequenas? No fim das contas, todas as coisas são pequenas porque  todas elas são efêmeras. Podemos até dizer: "Sei que sou um espírito imortal" ou "Estou cansado deste mundo louco. Tudo o que quero é paz" - até o telefone tocar. 

Más notícias: o mercado de ações caiu, o acordo pode não dar certo, o carro foi roubado, nossa sogra chegou, cancelaram a viagem, o contrato foi rompido, nosso parceiro ou parceira foi embora, alguém exige mais dinheiro, somos responsabilizados por algo.

 De repente ocorre um ímpeto de raiva, de ansiedade. Uma aspereza brota na nossa voz: "Não aguento mais isto." Acusamos e criticamos, atacamos, defendemos ou nos justificamos, e tudo 
acontece no piloto automático. Alguma coisa obviamente é muito mais importante agora do que a paz interior que um momento atrás dissemos que era tudo o que desejávamos. E já não somos mais um espírito imortal.

 O acordo, o dinheiro, o contrato, a perda ou a possibilidade da perda são mais relevantes. Para quem? Para o espírito imortal que dissemos ser? Não, para nosso pequeno eu que busca segurança ou satisfação em coisas que são transitórias e fica ansioso ou irado porque não consegue o que deseja. Bem, pelo menos agora sabemos quem de fato pensamos que somos.

Se a paz é de fato aquilo que desejamos, então devemos escolhê-la. Se ela fosse mais importante para nós do que qualquer outra coisa e se nós nos reconhecêssemos de verdade como um espírito em vez de um pequeno eu, permaneceríamos sem reagir e num absoluto estado de alerta quando confrontados com pessoas ou circunstâncias desafiadoras.

 Aceitaríamos de imediato a situação e, assim, nos tornaríamos um com ela em vez de nos separarmos dela. Depois, da nossa atenção consciente surgiria uma reação.


Quem nós somos (consciência) - e não quem pensamos que somos (um pequeno eu) - estaria reagindo. Isso seria algo poderoso e eficaz e não faria de ninguém nem de uma situação um inimigo.

O mundo sempre se assegura de impedir que nos enganemos por muito tempo sobre quem de fato pensamos que somos nos mostrando o que realmente é importante para nós. A maneira como reagimos a pessoas e situações, sobretudo quando surge um desafio, é o melhor indício de até que ponto nos conhecemos a fundo.

Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egoica é a visão que temos de nós mesmos, mais nos concentramos nas limitações egoicas - na inconsciência - dos outros e reagimos a elas. Os "erros" das pessoas ou o que percebemos como suas falhas se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego nos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos "através" do ego deles, olhamos "para" o ego. E quem está fazendo isso? O ego em nós.

As pessoas muito inconscientes sentem o próprio ego por meio do seu reflexo nos outros. Quando compreendemos que aquilo a que reagimos nos outros também está em nós (e algumas vezes apenas em nós), começamos a nos tornar conscientes do nosso próprio ego. Nesse estágio, podemos também compreender que estamos fazendo às pessoas o que pensávamos que elas estavam fazendo a nós. Paramos de nos ver como uma vítima.

Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos - isso quer dizer que sabemos quem não somos. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós mesmos é removido.

Ninguém pode nos dizer quem somos. Seria apenas outro conceito, portanto não nos faria mudar. Quem nós somos não requer crença. Na verdade, toda crença é um obstáculo. Isso não exige nem mesmo nossa compreensão, uma vez que já somos quem somos. 

No entanto, sem a compreensão, quem nós somos não brilha neste mundo. Permanece na dimensão não manifestada que, é claro, é seu verdadeiro lar. Nós somos então como uma pessoa aparentemente pobre que não sabe que tem uma conta de 100 milhões de reais no banco. Com isso, nossa riqueza permanece um potencial oculto.

Fonte: Trecho do livro:  O Despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle

O PODER DE ESCOLHER


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Uma escolha sugere uma consciência, um alto grau de consciência. Sem ela não ha escolha. A escolha  começa no momento em que nos desindentificamos da mente e de seus padrões condicionados, o instante em que nos tornamos presentes. Até alcançar este ponto, você está inconsciente, espiritualmente falando. Significa que você foi obrigado a pensar, sentir e agir de determinadas maneiras, de acordo com o condicionamento de sua mente.

Ninguém escolhe o problema, a briga, o sofrimento. Ninguém escolhe a doença. Eles acontecem porque não existe presença suficiente para dissolver o passado, ou  luz suficiente para dispersar a escuridão. Você não está aqui por inteiro. Você ainda não acordou. Nesse meio tempo, a mente condicionada está governando a sua vida.

Do mesmo modo, se você é uma das inúmeras pessoa que possui assuntos mal resolvidos com os pais, se ainda guarda ressentimentos por alguma coisa que eles fizeram ou deixaram de fazer, então você ainda acredita que eles tiveram uma escolha e poderiam ter agido diferentemente. 

Sempre parece que as pessoas fizeram uma escolha, mas isso é ilusão. Enquanto a sua mente, com os seus padrões de condicionamento, dirigir a sua vida, enquanto você for a sua mente, que escolhas você tem? Nenhuma. Você não está nem ligando. O estado identificado com a mente é altamente defeituoso. É uma forma de insanidade.

Quase todas as pessoas estão sofrendo dessa doença em vários graus. No momento em que você perceber isso, não haverá mais ressentimento. Como você pode se ressentir com a doença de alguém? A única resposta adequada é a compaixão.

Se você é governado pela mente, embora não tenha escolha, vai sofrer as consequências de sua inconsciência e criar mais sofrimento. Você vai carregar o fardo do medo, das disputas, dos problemas e do sofrimento. Até que o sofrimento force você, no final,  a sair do seu estado de inconsciência....

....Como a resistência é inseparável da mente, o abandono da resistência - a entrega - é o fim da atuação dominadora da mente, do impostor fingindo ser "você", o falso deus.  Todo o julgamento e toda a negatividade se dissolvem.

A região do ser que tinha sido enconberta pela mente, se  abre.
De repente surge uma grande serenidade dentro de você, uma imensa sensação de paz.
E, dentro dessa paz, existe uma grande alegria.
E, dentro dessa alegria, existe amor.
E, lá no fundo, está o sagrado, o incomensurável, o que não pode ser nomeado.


Fonte: trechos do livro Praticando o Poder do Agora - Eckhart Tolle