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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A MONJA E O IMPOSTOR: “Nossa, desde que você voltou daquele retiro você está tão diferente”


“O ego quer ser um grande meditador.
O ego quer ser sábio e amoroso e compassivo.
Ele se vê lá. Todos irão dizer, “Nossa, desde que você voltou daquele retiro você está tão diferente. O que você encontrou? Me conte”.
Nada a ver com isso.
Não há nada que encontrar. Não há nenhum lugar a ir”.
— Jetsunma Tenzin Palmo

FONTE

terça-feira, 25 de junho de 2013

UMA DAS ESTRATÉGIAS DO EGO


Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego.
Para muitas pessoas, grande parte da atividade mental e emocional consiste em
reclamar e reagir contra isso ou aquilo. Procuram fazer com que os outros ou as
coisas estejam errados e só elas estejam certas. 


Estando certas, elas se sentem superiores e, assim, fortalecem seu ego. No entanto, estão apenas fortalecendo a ilusão do ego. Pare um pouco e pense: você tem esses padrões de
comportamento? Consegue perceber a voz em sua mente que está sempre reclamando e apontando os outros como culpados? O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. 


Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra para si mesmo que isto sou eu e aquilo não sou eu. É comum que países, tribos e religiões procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos. Quem seriam os crentes se não existissem os que não creem?

Ao se relacionar com pessoas, você é capaz de perceber em si mesmo sentimentos sutis de superioridade e de inferioridade em relação a elas? Quando isso acontece, é o ego que está se manifestando, porque ele precisa da comparação para se afirmar. A identidade do ego depende da comparação e se alimenta do mais. Ele se agarra a qualquer coisa. 

Quando nada disso funciona, as pessoas procuram fortalecer seu ego considerando-se  doentes ou mais infelizes do que os outros. Quais são as histórias que você cria para encontrar sua própria identidade?

O Poder do Silêncio - Eckhart Tolle

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SIMPLESMENTE, SEJA.

Orchids
hort.se/photoblog/tag/gothenburg-botanical-garden/
                        Dendrobium moschatum

 "Satyaprem é uma estrela de brilho inquietante. Sua proposta é radical. Primeiro, destruir os conceitos daquele que busca; depois, mostrar que não há busca, que não há para onde ir." [Por Jomar Morais, jornalista] 

Você pergunta: “Por que me envolvo ainda nas pernósticas arapucas propostas pelo ego?” E a resposta é muito simples. Primeiro encontre quem é esse “eu” que se envolve nas arapucas e logo saberá a razão das arapucas do ego serem tão apetecíveis.

Veja: é tenebroso para esse tal de “ego” frequentar ou até mesmo conhecer um estado não problemático de ser, um estado sem perguntas, um estado sem respostas, um estado silencioso de ser, um estado de "ser ninguém" de ser.

Sua atenção foi condicionada a ter como centro este pequeno ponto a quem coisas acontecem, desacontecem, deveriam acontecer ou não deveriam estar acontecendo. Nunca está em pauta o esquecimento. Não faz parte da nossa cultura, de nenhuma maneira, desfocar do pequeno-eu.

Se você se torna um pouco cruel com o seu ego, se você não o oferece a um ambiente de confiança, ele desaparece, ele perde a sua aparente consistência. Só existem, necessariamente, duas alternativas: ou você se submete ao conto da mente, em relação a este objeto chamado ego no tempo, ou você dirige a sua inteligência para dentro do agora, do silêncio.

Mas eu ouço a sua mente retrucar: “Eu não posso viver assim”. Sim, ela não pode viver assim. Porque se você entrar no silêncio do agora, se você aceita o convite do silêncio como realidade, a mente vai se mudando, pouco a pouco, para o seu ambiente funcional. Este é o ambiente da dissolução do ego. E nesse ambiente há um viver sem sujeito – no sentido mais objetivo da palavra. Agora, apenas há a vida, sendo, impessoal.

Fonte: http://www.satyaprem.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de março de 2012

A ILUMINAÇÃO NATURAL DE RAMANA MAHARSHI



Hoje, pesquisando sobre Vedanta, li um resumo da biografia de Ramana Maharshi. Fiquei impressionada com a forma espontânea como sua iluminação  ocorreu. Quem tiver interesse no tema, gostará de ler todo o post no site :http://www.sophia.bem-vindo.net=Vedanta

São posicionamentos como este, contido no livro :  "O Retorno à Origem" de Lex Hixon  que definem palidamente quem foi Ramana:


"Entretanto, a transcendência da mente ou ego não pode ser empreendida direta ou deliberadamente, pois isso tornaria a envolver imediatamente o ego, o que é, como Ramana costumava dizer brincando, como o ladrão que age como um policial para prender a si mesmo. Em vez de combater o ego mundano com um ego espiritual mais intenso, Ramana nos aconselha a arrasar o ego ignorando-o. 


Arrasa-se o ego percebendo seu vazio intrínseco, sua natureza meramente reflexiva. O luar nada mais é do que a luz do sol refletida, e nesse sentido não existe luar. Assim ensina Ramana: Ao invés de se pôr a dizer que existe uma mente ou um ego e que quer matá-lo, é preciso começar a buscar sua origem e descobrir que ela não existe em absoluto... 


Quando a mente investiga incessantemente sua própria natureza, ela aprende que não existe a mente. Este é o caminho direto para todo mundo... o fato é que a mente é somente um feixe de pensamentos... Descubra sua origem e agarre-se a ela. A mente irá desaparecer por sua livre vontade. 


Desse modo o praticante do vichara caminha, lenta e persistentemente, na direção da miragem do ego isolado, que inicialmente parece recuar intacto, e depois simplesmente desaparece. Voltarmo-nos para a Origem do Eu Sou dissolve, gradual e naturalmente, a miragem das distrações, habilitando-nos a perceber o fluxo interminável e revigorante da consciência primordial."