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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O MUTANTE E O ESTAGNANTE


http://geonanacharlie.blogspot.com.br/2010/06/fadas-lindas.html
Pierre Weil chamou de mutantes essas pessoas em processo de expansão da consciência. É através de uma mutação que começa, na verdade, a dimensão transpessoal da consciência. É quando a gente se dá conta de que existe algo muito mais verdadeiro do que nossas meras identidades, nossas crenças, nossas opiniões, nossos apegos. 
Já não nos orientamos mais a partir de nossos interesses pessoais, mas por aquilo que vai além, que transcende a própria individualidade e se dirige para o coletivo, o social, o outro. Só então compreendemos que estamos aqui no mundo a serviço, todos nós somos servidores. Essa experiência muda tudo.
A visão da espiritualidade que decorre dessa mutação interna provoca uma nova postura perante a vida, uma vivência real, uma mudança interna que não tem nada a ver com a religião nem com doutrinas espíritas. Espiritualidade é um termo que significa mais uma dimensão noética, uma propensão aos valores humanos, uma capacidade de transcendência que pode ou não estar ligado a uma prática religiosa.

O mutante é aquele que aprende a conviver com esses fenômenos acontecendo na sua vida o tempo todo. Ele está aberto para mudar. Nós, seres humanos, somos um projeto inacabado. Essa é a grandiosidade do ser humano. Sua capacidade de abertura.
Mas, existem inúmeras pessoas que nunca viveram uma crise de transformação, que continuam com as mesmas idéias, hábitos e modo de pensar de sempre. Não buscam o sentido das coisas e repetem, como sonâmbulos, suas rotinas de vida incansavelmente. 
Pierre Weil chama essas pessoas de estagnantes, porque, na verdade, estão estagnadas. Vivem dopadas pela visão de mundo que é vendida pela mídia, pelo sistema político, pelos interesses econômicos. Pessoas estagnadas, alienadas, são um alvo muito fácil para um sistema que não se preocupa com o desenvolvimento humano, e sim, do capital.
Há uma imagem que ilustra bem como agem o mutante e o estagnante. Nossa mente se assemelha a um Boeing supersônico fabuloso, que viaja a velocidades incalculáveis e pode ir a espaços infinitos. 
Mas não sabemos como usar os instrumentos de bordo. Só existem duas possibilidades: ou aprendemos a pilotar o nosso Boeing e tomamos a direção em nossas mãos, ou ligamos o piloto automático e vamos dormir lá no fundo do avião. O mutante é aquele que vai buscar aprender tudo sobre sua mente-supersônica; o estagnante vai tirar uma soneca e se deixar conduzir para qualquer lugar...

Trecho de um artigo de Fátima Borges em: 

sábado, 10 de novembro de 2012

A ESSÊNCIA DO EGO






Na minha própria busca da verdade em mim, acabei descobrindo que sou uma consciência que percebe a si mesma. Acredito que este seja o primeiro passo nessa trajetória em busca do autoconhecimento. Por isso, ao ler este trecho de Eckhart Tolle, achei-o muito significativo para a compreensão de quem somos nós, realmente. Vamos a ele :


A Essência do Ego


A maioria das pessoas está tão identificada com a voz dentro da própriacabeça - o fluxo incessante de pensamento involuntário e compulsivo e as emoções que os acompanham - que podemos dizer que esses indivíduos estão possuídos pela mente. Quem se encontra inconsciente disso acredita que aquele que pensa é quem ele é. Essa é a mente egóica. 

Chamo-a de egoica porque existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos - lembranças, interpretações, opiniões, pontos de vista, reações, emoções. Isso é inconsciência, espiritualmente falando. 

O pensamento, o conteúdo da mente, é condicionado pelo passado: pela formação, pela cultura, pelos antecedentes familiares, etc. O núcleo central de toda a atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos repetitivos e persistentes com os quais nos identificamos com mais intensidade.

Essa entidade é o próprio ego.

Na maioria dos casos, quando dizemos "eu", é o ego que está falando, e não nós, como temos observado. O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como "eu e minha história", de papéis habituais que desempenhamos sem saber e de identificações coletivas, como nacionalidade, religião, raça, classe social e orientação política.

 Ele contém ainda identificações pessoais não só com bens, mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que os outros ou inferiores a eles, como pessoas bem-sucedidas ou fracassadas. O conteúdo do ego varia de pessoa para pessoa, no entanto todo ego funciona de acordo com a mesma estrutura. Em outras palavras: os egos diferem apenas na superfície. 

No fundo, eles são iguais. De que maneira são semelhantes? Eles existem à custa da identificação e da separação. Quando vivemos por meio do eu construído pela mente, que se constitui dos pensamentos e das emoções do ego, a base da nossa identidade é precária porque os pensamentos e as emoções são, por sua própria natureza, efêmeros, instáveis. Assim, todo ego está continuamente lutando pela sobrevivência, tentando se proteger e aumentar de tamanho.

 Para sustentar o pensamento do eu, ele precisa de algo oposto, que é o pensamento "o outro". O "eu" conceitual não consegue sobreviver sem o "outro" conceitual. Os outros são sobretudo os outros quando os vemos como inimigos. 

Numa extremidade da escala desse padrão egoico de consciência, situa-se o hábito compulsivo de encontrarmos defeitos nas pessoas e nos queixarmos delas. Jesus referiu-se a isso quando disse: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?" No outro extremo da escala, encontram-se a violência física entre indivíduos e as guerras entre países.

Embora, na Bíblia, a pergunta de Jesus permaneça sem resposta, ela é, sem dúvida: porque quando critico ou condeno o outro sinto-me maior, superior.

Fonte: O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle



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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SUPERANDO O EGO





QUANDO OBSERVAMOS O EGO, ESTAMOS COMEÇANDO A SUPERÁ-LO

É errado então termos orgulho dos nossos bens ou ficarmos ressentidos com as pessoas que têm mais do que nós? De maneira nenhuma. 

Esse sentimento de orgulho, de precisar aparecer, o engrandecimento aparente do eu por meio de "mais do que" e sua diminuição por meio de "menos do que" não está certo nem errado - isso é o ego.

O ego não está errado, ele simplesmente não tem consciência disso. Quando o observamos em nós mesmos, estamos começando a superá-lo.

Não devemos levá-lo muito a sério. Sempre que você detectar um comportamento egóico em si mesmo, sorria. Se possível, procure até mesmo dar uma risada. 

Como a humanidade pôde aceitar isso por tanto tempo? Acima de tudo, saiba que o ego não é pessoal. Ele não é quem você é. Se você o considerar um problema particular, isso é apenas mais ego.

Fonte : O despertar de uma nova consciência, p33 de Eckhart Tolle

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E se todos pobres sumissem?




E se todos pobres sumissem?


Após presenciar essa onda de incêndios nas favelas de São Paulo, notei 

uma boa quantia de comentários dizendo que essa estava sendo uma 

ótima maneira de “Limpar a Cidade”, e com isso me propuz a imaginar o

 seguinte cenário: E se todos os pobres simplesmente desaparecessem? 

Deseja descobrir a resposta para esta pergunta? Então continue lendo...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

VAMOS GERAR CONSCIÊNCIA?

FONTE DA IMAGEM : http://vinyasakrama.blogspot.com.br/


A RESPIRAÇÃO
Podemos descobrir o espaço interior criando lacunas no fluxo do pensamento. Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas.
Alguns segundos bastam. Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem
nenhum esforço da nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam
longas é criá-las com freqüência para que nossas atividades diárias e nosso
fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.
Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande
organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica
seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu
poderia recomendar uma ou duas atividades. "Não sei, não. Todos elas me
parecem muito interessantes.
Mas eu conheço esta: tome consciência da sua
respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um
ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a
participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."
Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do
pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a
plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos
aqui para levar a consciência a essa dimensão.
Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de
respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo.
Veja como o peito e o abdômen se expandem e se contraem ligeiramente
quando você inspira e expira. Basta uma respiração consciente para produzir
espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos.
Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao
dia é uma maneira excelente de criar espaços na sua vida. Mesmo que você
medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática
adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente.
O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos. 
Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos.
A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo.
Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem
esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto
de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo.
Muitas pessoas tem a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais
tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se restabelece
sozinha.
Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao
espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais. "O
Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas
narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente."5 A palavra
alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sánscrito Atman, que
significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior
.
O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a
consciência da respiração é uma maneira muito eficaz de criar espaços na
nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação
justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma. O outro
motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes
fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor
felicidade". 
Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da
respiração como uma verdadeira meditação formal. No entanto, a meditação
formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida
cotidiana.
Ao tomarmos consciência da respiração, nos vemos forçados a nos
concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação
interior, espiritual. Sempre que nos tornamos conscientes da respiração,
estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não
conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.
A respiração consciente suspende a atividade mental. 
No entanto, longe de estarmos em transe ou semi despertos, permanecemos acordados e alerta.  Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele. E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade, a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço.

Trecho do livro "O Despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle

domingo, 9 de setembro de 2012

QUEM SOMOS NÓS?


Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos
Fonte da imagem: 
  http://alexandremontagna.com/blog/arquivo/quem-somos-nos-what-the-bleep-do-we-know/


QUEM É O SUJEITO DA EXPERIÊNCIA?


O que vemos, escutamos, provamos pelo paladar, tocamos e cheiramos são, evidentemente, objetos dos sentidos. Eles são aquilo que experimentamos. Mas quem é o sujeito, aquele que vivência a experiência? Se dissermos, por exemplo, "E claro que eu, João da Silva, contador, 45 anos de idade, divorciado, pai de dois filhos, brasileiro, sou o sujeito, aquele que vivência a experiência", estamos enganados. 

João da Silva e todos os elementos identificados com o conceito mental dessa pessoa são todos objetos da experiência, e não o sujeito que a está vivenciando. Toda experiência possui três ingredientes possíveis: percepção dos sentidos, pensamentos ou imagens mentais e emoções. João da Silva, contador, 45 anos de idade, divorciado, pai de dois filhos, brasileiro - esses são todos pensamentos e, portanto, fazem parte do que nós sentimos no momento que os temos. 

Eles e qualquer outra coisa que possamos dizer e pensar sobre nós são objetos, e não o sujeito. São a experiência, e não aquele que vivencia a experiência. Podemos acrescentar mais umas mil definições (pensamentos) sobre quem nós somos e, ao fazermos isso, certamente aumentaremos a complexidade da experiência de nós mesmos. No entanto, dessa maneira, não chegaremos ao sujeito, que é anterior a toda experiência, mas sem o qual elas não existiriam.


Então quem é aquele que vivência a experiência? Somos nós. E quem somos nós? Consciência. E o que é consciência? Essa pergunta não pode ser respondida. No momento em que a respondermos, vamos falsificá-la, transformá-la em outro objeto. A consciência, termo tradicional para aquilo que é espírito, não pode ser conhecida no sentido comum dessa palavra, e tentar persegui-la é bobagem. 

Todo conhecimento se encontra no âmbito da dualidade - sujeito e objeto, o conhecedor e o conhecido. O sujeito, o eu, o conhecedor sem o qual nada seria conhecido, percebido, pensado ou sentido, deve permanecer para sempre incognoscível. Isso porque o eu não tem forma. Apenas as formas podem ser conhecidas. 

E, ainda assim, sem a dimensão sem forma, o mundo das formas não poderia existir. Esse é o espaço iluminado no qual o mundo surge e desaparece. Ele é a vida que Eu Sou. É eterno. Eu Sou eterno, perpétuo. O que acontece nesse espaço é relativo e temporário: prazer e dor, ganho e perda, nascimento e morte.


O maior impedimento à descoberta do espaço interior, a principal barreira à descoberta daquele que tem a experiência, é nos tornarmos tão subjugados pela experiência que acabemos perdidos nela. 

Isso significa que a consciência está desorientada em seu próprio sonho. Somos arrebatados por todo pensamento, toda emoção e toda sensação a tal ponto que, na verdade, nos encontramos num estado de sonambulismo. Essa tem sido a situação normal da humanidade por milhares de anos.

Embora não possamos conhecer a consciência, somos capazes de nos tornar conscientes dela como nós mesmos. Temos como senti-la diretamente em qualquer situação, não importa onde estejamos. 

Podemos senti-la aqui e agora como nossa verdadeira presença, o espaço interior em que as palavras nesta página são percebidas e se transformam em pensamentos. Ela é o Eu Sou subjacente.

Por exemplo, as palavras que você está lendo e nas quais está pensando são o primeiro plano, enquanto o Eu Sou é o substrato, o pano de fundo implícito em cada sensação, pensamento e sentimento.

Trecho do livro : O Despertar de Uma Nova Consciência - Eckhart Tolle

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIAGNÓSTICO PRECISO DA DOENÇA DESTA CIVILIZAÇÃO

Fonte: Google Images


Hoje, lendo mais uma vez meu livrinho TABU de Alan Watts (é um dos meus preferidos), descobri que no prefácio do livro deste livro  ele foi capaz de fazer uma síntese maravilhosa, um diagnóstico preciso da doença da nossa civilização e do remédio que necessitamos. Por isso estou compartilhando esta página com vocês.

PREFÁCIO
"Este livro investiga um poderoso embora não reconhecido tabu: nossa conspiração tácita para ignorarmos quem ou o que realmente somos.


Em resumo, sua tese é que a sensação vigente de que nossa própria pessoa é um ego separado, distinto e encerrado num invólucro de pele, constitui uma alucinação que não se harmoniza nem com a ciência ocidental, nem com as religiões-filosofias experimentais do Oriente, particularmente com a filosofia central e germinal do hinduísmo: o vedanta.


Essa elucidação subjaz ao emprego abusivo da tecnologia para o domínio violento do meio ambiente natural do homem e, por conseguinte, à sua eventual destruição.
Assim, necessitamos urgentemente de um sentido de nossa própria existência, que se adapte aos fatos físicos e nos permita vencer o sentimento de estarmos alienados do universo.
Para conseguir este propósito,  recorri às intuições do vedanta, apresentando-as, contudo, num estilo completamente moderno e ocidental - de maneira que este volume não procura ser uma obra didática ou uma introdução ao vedanta no sentido comum.
É, antes, um enxerto fertilizante da ciência ocidental com uma intuição oriental.
.....
Sausalito, Califórnia
          Califórnia
          Janeiro de 1966
                                                                                                                Allan Watts 
Nota do editor do blog: Deixei de colocar o parágrafo final onde ele coloca os agradecimentos por não achar necessário. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

PERCEPÇÃO FRAGMENTADA DO PROPÓSITO DA VIDA




O CAOS E O PROPÓSITO SUPERIOR

Quando nos conhecemos apenas por meio do conteúdo, também
pensamos que sabemos o que é bom ou ruim para nós mesmos.
Discriminamos os acontecimentos entre os que são "bons para nós" e aqueles que são "maus". 

Essa é uma percepção fragmentada da unicidade da vida na qual tudo está interligado, em que cada acontecimento tem seu lugar e sua função dentro da totalidade. Contudo, a totalidade é mais do que a aparência superficial das coisas, mais do que a soma total das suas partes, mais do que qualquer coisa que nossa vida e o mundo contêm.

Por trás da sucessão de acontecimentos algumas vezes aparentemente
aleatórios ou até mesmo caóticos da nossa vida, assim como do mundo,
acontece de maneira oculta o desenrolar de uma ordem e de um propósito superiores. 

Há um ditado zen que expressa isso de forma maravilhosa: "A neve cai, cada floco no lugar adequado." Nunca seremos capazes de compreender essa ordem superior pensando nela porque tudo o que pensamos é conteúdo. 

No entanto, ela emana da dimensão sem forma da consciência, da inteligência universal. Ainda assim, podemos vislumbrá-la.
Mais do que isso, somos capazes de ficar alinhados com ela, ou seja, de
atuarmos como participantes conscientes do desenvolvimento desse propósito superior.

Quando vamos a uma floresta que não sofreu interferência do homem,
nossa mente pensante vê apenas desordem e caos ao nosso redor. Ela não é capaz nem mesmo de diferenciar o que é vida (bom) do que é morte (mau), uma vez que, por toda parte, a nova vida cresce a partir da matéria putrefata e em decomposição. 

Apenas se nos mantivermos silenciosos o bastante internamente e o ruído do pensamento ceder, é que poderemos tomar consciência de que existe uma harmonia oculta ali, uma sacralidade, uma ordem superior em que tudo tem seu lugar perfeito e não poderia ser outra coisa a não ser o que é da maneira como é.

A mente sente-se mais à vontade num parque paisagístico porque foi
planejado pelo pensamento, ele não cresceu organicamente. Nesse parque existe uma ordem que a mente é capaz de entender. Na floresta, há uma ordem incompreensível que, para ela, se parece com o caos. Está além das categorias mentais de bom e mau. 

Não conseguimos apreendê-la por meio do pensamento. No entanto, podemos senti-la quando o deixamos de lado, ficamos silenciosos e atentos e não tentamos entender nem explicar. Só então estamos aptos a tomar consciência da sacralidade da floresta. 

Tão logo sentimos essa harmonia oculta, constatamos que não estamos separados dela e, nesse momento, nos tornamos um participante consciente dessa sacralidade. Dessa maneira, a natureza pode nos ajudar a retomar o alinhamento com a unicidade da vida.

Fonte: O Despertar de Uma Nova Consciência - Eckhart Tolle, p.128

domingo, 15 de abril de 2012

VIVA NO AGORA


VIVA NO AGORA

VIVA NO AGORA


Fique alerta, fique presente, com todo o seu Ser, com cada célula do seu corpo. Ao fazer isso, você está trazendo uma luz para a escuridão. É a chama da sua consciência.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A PRISÃO MENTAL

Fonte da imagem: http://www.google.com.br/

Em você, como em cada ser humano, existe uma dimensão de consciência bem mais profunda que o pensamento. É a essência de quem você é. Podemos chamá-la de presença, de percepção, de consciência livre de condicionamentos. Nos antigos ensinamentos religiosos, essa consciência é o Cristo interior ou a sua natureza do Buda.



Se você consegue RECONHECER, mesmo esporadicamente, que os pensamentos que passam por sua cabeça são meros pensamentos, se você consegue dar conta dos padrões que se repetem em suas reações mentais e emocionais, é sinal de que essa dimensão de consciência está emergindo. Ela é o espaço interno em que o conteúdo de sua vida se desdobra.


A corrente do pensamento tem uma enorme força que pode muito FACILMENTE levar você de roldão. Cada pensamento TEM A PRETENSÃO DE SER EXTREMAMENTE IMPORTANTE. Cada pensamento quer SUGAR SUA COMPLETA ATENÇÃO.

Não leve seus pensamentos a sério! Com que facilidade as pessoas ficam aprisionadas nas armadilhas de seus pensamentos. Como a mente humana tem uma imenso desejo de saber, de compreender e de controlar, ela confunde opiniões e pontos de vista com a verdade. 


Suas opiniões e pontos de vista não passam de um punhado de pensamentos. Mas a realidade é outra coisa. Ela é um todo unificado em que todas as coisas se interligam e nada existe em si e por si. 

Pensar fragmenta a realidade, cortando-a em pequenos pedaços, em pequenos conceitos. A sabedoria não é um produto do pensamento. A sabedoria é um profundo conhecimento que vem do simples ato de dar total atenção a alguém ou a alguma coisa. 


A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência. Ela dissolve as barreiras criadas pelo pensamento, levando-nos a reconhecer que nada existe em si e por si. A inteligência une a pessoa que percebe ao objeto percebido, num campo unificado de percepção. É A ATENÇÃO QUE CURA A SEPARAÇÃO. Sempre que você mergulha em pensamentos compulsivos está impedindo o que existe. Você não quer estar onde está. AQUI. AGORA.


E qual a ilusão básica? É a identificação com o pensamento. Despertar espiritualmente é despertar do SONHO DO PENSAMENTO. A mente funciona com voracidade e por isso está sempre querendo mais. Quando você se identifica com sua mente, fica FACILMENTE ENTEDIADO E ANSIOSO. O Tédio demonstra que a mente deseja avidamente mais estímulo, mais o que pensar, e que essa fome não está sendo saciada.


Quando você fica entediado, pode querer satisfazer a fome da mente lendo uma revista, dando um telefonema, assistindo TV, navegando na NET ou o que é bem comum transferindo a sensação MENTAL DE CARÊNCIA e sua necessidade de QUERO MAIS para o corpo e se satisfazendo TEMPORARIAMENTE comendo mais. 

A alternativa é aceitar o tédio e a ansiedade e observar como é sentir-se entediado e ansioso. A medida que você se dá conta dessa sensação, SURGE DE REPENTE UM ESPAÇO E UMA CALMA EM VOLTA DELA. 


Primeiro é o pequeno espaço interno, mas, à medida que esse espaço aumenta, o tédio começa a diminuir de intensidade e de SIGNIFICADO. Dessa forma, até o tédio pode ensinar quem você É E QUEM NÃO É. Você descobre que não é uma pessoa entediada. 

O tédio é simplesmente um movimento de energia condicionada dentro de você. Da mesma forma, você não é uma pessoa irritada, rancorosa, triste ou medrosa. O tédio, a raiva, a tristeza e o medo não são seus, não fazem parte da sua pessoa. Eles são estados da MENTE HUMANA. E, por isso, vão e voltam.


NADA DAQUILO QUE VAI E VOLTA É VOCÊ!!!!


Qualquer tipo de preconceito mostra que você está identificado com a mente pensante. Mostra que você não está vendo o outro ser humano, está vendo apenas seu conceito sobre aquele ser humano. REDUZIR UMA PESSOA A UM CONCEITO JÁ É UMA FORMA DE VIOLÊNCIA. 

O próximo passo na evolução humana é transcender o pensamento. Hoje é a nossa tarefa mais premente. Isso não significa que não devemos mais pensar, simplesmente que não devemos nos identificar com o pensamento nem sermos dominados por ele.


Existe uma energia vital que você pode sentir em todo o seu ser, independente dos seus pensamentos. Nesse estado de consciência, se você precisar usar a mente para algum fim específico, ela estará presente. E a mente funciona muito bem quando a inteligência maior que É VOCÊ, SE EXPRESSA através dela. 

Talvez você não tenha se dado conta, mas aqueles breves períodos em que fica CONSCIENTE SEM PENSAR já estão ocorrendo natural e espontaneamente em sua vida. Você pode estar olhando o céu ou alguém falar, sem fazer qualquer comentário mental, o pensamento se interrompe e é substituído por um estado de alerta. Suas percepções se tornam transparentes, sem qualquer pensamento para toldá-las.


MESMO QUE VOCÊ NÃO PERCEBA, A VERDADE É QUE ESSA COISA É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE PODE ACONTECER A VOCÊ. É O COMEÇO DO PROCESSO DE MUDANÇA, DO PENSAR PARA O ESTAR PRESENTE, ALERTA E ATENTO.


Sinta-se à vontade com o não saber . Isso leva você para além da mente, pois ela está sempre querendo tirar conclusões e interpretar. A mente teme não saber. Assim, quando consegue ficar à vontade com o não saber , você já foi além da mente. 

Um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado. Enfrentar uma situação de perigo pode causar uma interrupção temporária da corrente de pensamento e assim nos dar uma percepção do que é estar presente, alerta, atento.


Quando há um domínio completo da criação artística, da dança, do ensino, do aconselhamento, é sinal de que a mente pensante não está mais envolvida ou, no mínimo, está em segundo plano. Nessas há o tempo, fazem parte de você. 

Não existe mais um processo de decisão. As ações corretas acontecem espontaneamente, e não é você quem as faz. Ter o domínio completo da vida é o contrário de controlá-la. Você entra em sintonia com a consciência maior. É ela quem age, fala e faz o que é necessário.

Fonte:  II capítulo do livro O PODER DO SILÊNCIO - Eckhart Tolle

sexta-feira, 6 de abril de 2012

VAMOS SONHAR JUNTOS ?






Talvez você diga que sou um
sonhador,mas eu não sou o único.
Espero que um dia você se junte
a nós e o mundo será um só
”.
John Lennon



Esta poesia musical de John Lennon é uma formidável reflexão sobre a paz e as motivações da guerra. Convido todos para ler estas suas palavras e refletir sobre elas e sobre como pode contribuir para que esta paz se faça em nossas vidas.




É fácil se você tentar


Nenhum Inferno abaixo de nós


Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje


Imagine não existirem países


Não é difícil de fazê-lo


Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz


Você pode dizer


Que eu sou um sonhador


Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só


Imagine não existirem posses


Me pergunto se você consegue


Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo


Você pode dizer


Que eu sou um sonhador


Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
("Imagine" de John Lennon. Tradução por Rafael Arrais)


Esta canção de John Lennon segundo me parece simboliza o ideal da NOVA CONSCIÊNCIA.



OBSERVAÇÃO CONSCIENTE






Nosso sentimento é nosso eu e, temporariamente, nós somos esse sentimento. Não submergimos nesse sentimento, nem nos aterrorizamos com ele, tampouco o rejeitamos. 

Nossa atitude de não nos agarramos aos nossos sentimentos e de tampouco rejeitá-los é a atitude do desapego, uma parte vital da prática da meditação. 

Se encararmos nossos sentimentos desagradáveis com cuidado, afeição e não violência, podemos transformá-los naquele tipo de energia que é saudável e que tem capacidade de nos nutrir. 

Através da observação consciente, nossos sentimentos desagradáveis podem ser muito esclarecedores para nós, proporcionando-nos revelações e compreensão a respeito de nós mesmos e da nossa sociedade. 


Fonte: Monge Thich Nhat Hanh in  Paz a cada passo. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UMA MUTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA



Imagem do Google


"Portanto, fiquemos alerta - alerta em duplo sentido.
Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano
é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está
em jogo". (Viktor E. Frankl)


É preciso que continuemos a sonhar com nossas utopias. Não podemos perder a fé nem a esperança de que um dia, finalmente, a humanidade aprenda a arte de viver em paz, inaugurando uma época de evolução e iluminação para todos os recantos do planeta.

Para quem desejar participar deste esforço, a UNIPAZ está presente na Europa, Equador, Argentina, Honduras e tambén no Brasil. Os endereços podem ser encontrados nos sites da UNIPAZ.

Roberto Crema, um dos fundadores da UNIPAZ, nos brinda com este texto primoroso para ler e refletir:


"Vivemos um período ao mesmo tempo aterrador e maravilhoso. É um momento especial de passagem, o parto de um ciclo onde morte e vida se abraçam num espasmo de dor e plenitude. Brahma, supremo deus da criação e Shiva, supremo deus da destruição, dançam juntos, neste instante, ao som da melodia universal que chamamos mutação.

Ao olhar mais atento, Vishnu, supremo deus da conservação, sorri com os braços abertos para acolher os aflitos filhos da Vida. Somos todos testemunhas privilegiadas, acordadas ou não, do nascimento de uma nova idade. 

A cada momento é possível percebermos um acréscimo de luz e de consciência à nossa volta, determinando uma espantosa aceleração de mudanças.



A queda do muro de Berlim e a derrocada das ideologias representam exemplos paradigmáticos da transição conceitual, valorativa e atitudinal que transcorre nos nossos dias. Diante dos cenários atuais, tudo indica que serão dramáticas e desafiadoras as primeiras décadas do Terceiro Milênio.



É preciso escolher entre dois caminhos: o do dinossauro ou o do mutante. Os resistentes à transmutação, adeptos da esclerose do passado e do conhecido, novamente serão soterrados, excluindo-se da nova civilização. Aos mutantes da consciência será destinada a herança evolutiva da humanidade.



Ser contemporâneo é o imenso desafio do nosso momento histórico. Viajamos da idade moderna para a transmoderna, da idade da razão para a idade da consciência no mais amplo sentido. Nossa tarefa é a de inventar uma nova linguagem, um novo código para o tempo-espaço do EU SOU.

Na nova idade, todos somos convocados para a inteireza. O ser mutilado, fragmentado na mente, no coração e no existir, será removido para o museu do ontem. Apenas os inteiros estarão preparados para os novos desafios.



Por essa razão, o termo-chave é o holístico, proveniente do grego holos, que significa inteiro, total. A palavra "holística", pelo desgaste do mau uso e do abuso, poderá ser substituída. O seu significado, entretanto, permanecerá.




Para melhor compreender este momento crítico de passagem, voltemos nossa visão, numa rápida olhadela, para o fecundo século XVII. Nessa ocasião, mediante uma espetacular rebelião da inteligência, aconteceu, na heurística pensamentosfera européia, o nascimento impactante da idade moderna ocidental, cujo ocaso estamos presenciando. Como sempre, foram alguns espíritos rebeldes, sensíveis às contradições da época, que se insurgiram na criação de uma nova síntese.


Um tributo de reconhecimento é necessário ser estendido aos traumatizados de todos os tempos. Aos dotados da capacidade de sentir, na própria carne, a dor coletiva da humanidade ultrajada. 

Final da Idade Média, quando o obscuro prevalecia e o poder religioso exercia uma despótica dominação: a objetividade reprimida pelo cânone aristotélico-tomista, o imanente esmagado pelo fator tido como transcendente, a experiência subjugada pelos dogmas dominantes, as mentes mais iluminadas silenciadas pelo terrorismo da consciência representado pela diabólica Inquisição.

 E no alvorecer do século XVII, por obra de videntes sensíveis e horrorizados, a revolta dos esclarecidos não pôde mais ser contida. 



A Revolução Científica entoou o seu iluminista brado. Galileu, antecedido pelo gênio de Copérnico, desembainhou a espada da precisão matemática e o escudo de uma metodologia científica - hipotética dedutiva - foi erguido triunfalmente. 

Bacon desenvolveu a estratégia da experiência - o empirismo e o método indutivo - para derrotar a peste do dogmatismo. Descartes fez ressoar seu grito de guerra racionalista - o método analítico - iluminando, com o seu cogito discriminativo, a escuridão do campo de batalha. 

E Newton disparou a fatal seta da física mecânica, destinada ao coração do Caos do mundo, para ordená-lo, aprisionando-o na esfera impecável de mecanismos movidos por eternos ditames naturais.

Seguiu-se, natural e dialeticamente, a mudança de polaridade. Veio o Século das Luzes. O fator objetivo passou a ser decantado em tratados e fórmulas. A subjetividade e a dimensão do coração, consideradas não-científicas, foram proscritas, destinadas aos artistas e poetas delirantes. O fator sublime foi encarcerado em sombrios conventos, mosteiros e templos.



O imperscrutável foi banido, abandonado aos místicos. A Razão estendeu o seu império por todas as plagas, com a bandeira do determinismo - biológico, econômico, geográfico, psíquico... - desfraldada. 

Laboriosamente, os antigos traumatizados ergueram e retocaram sua obra-prima: o racionalismo científico, com elegante base disciplinar, que gerou o especialista, exótico sujeito que de quase-nada sabe quase-tudo.

E cá estamos nós, os novos traumatizados. Num mundo esfacelado, com o conhecimento fracionado em compartimentos estanques, cindidos em esferas aprisionantes, torturados por máscaras e papéis desconectados, esvaziados de um sentido maior, desvinculados da sagrada inteireza.



De um extremo fomos ao outro: a Universidade, decantada como templo de saber, com um reitor tratado como Magnífico (!), onde hipertrofiamos o intelecto e nos saturamos de informações, sacrificando, no altar das disciplinas, a mente abrangente e sintética da espécie. 

Infelizes vítimas da patologia dissociativa crônica e paradigmática instalada no seio da crise planetária que sofremos, traduzida pelo infindável conflito intrapsíquico-interpessoal-internacional.



Uma outra revolta da inteligência, suave e irreversível, agita as suas ondas neste momento, convocando os mais sensíveis e atentos. O movimento holístico definitivamente não é uma moda, como muitos pretendem. 

É uma resposta biológica e vital de perpetuação da espécie perante a ameaça de uma autodestruição global; é um catalisador de transmutação no seio do qual está sendo gerado o ser humano do agora.

Ousaremos enfrentar o desafio da inteireza? Ousaremos conspirar por um ente humano integral, vinculado na dimensão interconectada                  do saber e do amor? Ousaremos saltar para o desconhecido, afirmando o viver evolutivo? Ousaremos não deixar por menos, reinvindicando, atrevidamente, nossa condição de seres eretos, destinados a interligar terra e céu?

É promissor constatar que um número progressivo de indivíduos, das mais diversas origens, culturas e ocupações, está abrindo os olhos, despertando e conspirando pela renovação consciente de nossos horizontes. Não será um bom tempo para os insensíveis, sonolentos e pretensiosos proprietários das velhas certezas!

Um dos principais objetivos da Formação Holística de Base é cultivar um terreno fértil no qual o Aprendiz possa assimilar os conhecimentos integradamente e incorporar a nova consciência holística. 

É, também, contribuir na preparação de emergentes líderes                  holocentrados, capacitados para o enfrentamento dos novos e tremendos desafios neste surpreendente limiar do terceiro milênio.

O estudo aprofundado e minucioso deste Manual de Formação é fundamental para o envolvimento, comprometimento e desenvolvimento do Aprendiz ao longo desta fecunda jornada. A meta essencial pode resumir-se em tornar-se o que se é. Nada fácil e, assim mesmo, possível, desde que se oriente o coração para aprender.

Todas as atividades destinam-se, paradoxalmente, a um esvaziamento da mente, facilitando um vazio fértil a partir do qual a visão holística possa emanar e a canção da vida vibrar. Um Ser florescerá então e o Universo se revestirá de Sentido.

Por isto, vale a pena lutar."

SIM ou NÃO ?

A UNIPAZ tem muito mais para dizer....



"Quem se baseia no Tao como mestre dos homens não subjuga o mundo pelas armas porque esta maneira de agir provoca habitualmente uma resposta. (TAO TE KING)"


 O desarmamento, assim como a diplomacia da paz, são iniciativas necessárias e louváveis. Entretanto, como desarmar a alma, as emoções, as atitudes no cotidiano, o coração fechado?... Se todos os                    seres humanos forem desarmados, continuando o analfabetismo psíquico e o noético, começaríamos a batalhar com pedras e cacetes, naturalmente.



O diferencial da proposta da Unipaz é uma educação para a paz, uma transformação que se inicia pelo despertar para a tarefa de pacificar a ecologia interior, individual, para que esta conquista possa se irradiar para a ecologia social e ambiental.


Entretanto, uma atuação conjunta em todas as ecologias , simultaneamente, é uma estratégia pragmática e efetiva.

Nas tradições sapienciais, uma das fontes do pensamento da Unipaz, podemos buscar o valor compartilhado com relação a recusar o uso das armas bélicas de destruição, buscando oferecer a outra face, que se traduz na aquisição e desenvolvimento de nosso arsenal interior de armas brancas: da consciência, da responsabilidade, do amor compassivo, da meditação, da prece... o que talvez seja a característica mais relevante com relação ao imprescindível bom combate. ( Roberto Crema)




A Arte de viver em Paz é o fundamento da Universidade Holística Internacional.

Educação para a paz
FORMAÇÃO HOLÍSTICA DE BASE
COLÉGIO INTERNACIONAL DOS TERAPEUTAS

Autor: Roberto Crema

Fonte: http://www.unipaz.org.br/reflexao/index.htm