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sexta-feira, 4 de abril de 2014

FIAR E TECER, AS ARTES MÁGICAS FEMININAS


http://t-ato.blogspot.com.br/2010/06/tecela.html

Autora: Mirella Faur
Fiar e tecer são antigas artes mágicas femininas e aparecem nos mitos de várias deusas como expressão dos Seus poderes proféticos, criativos e sustentadores dos ciclos lunares, das estações e da vida humana. Tendo o fuso como símbolo de poder, a Deusa como Fonte Criadora controlava e mantinha a ordem cósmica, os ciclos naturais e a continuidade do mundo. Fiar é um processo cíclico assim como também é a alternância das fases lunares, das estações, da vida e da morte, do início e do fim. Inúmeros mitos descrevem deusas tecendo com fios subtis o céu, o mar, as nuvens, o tempo, os elementos da natureza, os ciclos e os destinos dos seres humanos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

AS ARTES FEMININAS (NA TRADIÇÃO ANTIGA)

http://mitologiafont.blogspot.com.br/2011/01/segundo-mitologia-grega-atena-e-deusa.html

Segundo a mitologia grega, Atena é a Deusa defensora da arte de tecer, das costureiras e das tecelãs, ensina as mulheres a arte de tapeçaria. 

Fiar e tecer são antigas artes mágicas femininas e aparecem nos mitos de várias deusas como expressão dos Seus poderes proféticos, criativos e sustentadores dos ciclos lunares, das estações e da vida humana. Tendo o fuso como símbolo de poder, a Deusa como Fonte Criadora controlava e mantinha a ordem cósmica, os ciclos naturais e a continuidade do mundo. 

Fiar é um processo cíclico assim como também é a alternância das fases lunares, das estações, da vida e da morte, do início e do fim. Inúmeros mitos descrevem deusas tecendo com fios subtis o céu, o mar, as nuvens, o tempo, os elementos da natureza, os ciclos e os destinos dos seres humanos.


As Senhoras do Destino de várias tradições - conhecidas como as Parcas gregas, as Moiras romanas, as Nornes nórdicas ou as Rodjenice eslavas - tinham como símbolo mágico o fuso, a roda de fiar, os fios e a tessitura. 

Elas fiavam, mediam e cortavam o fio da vida, entoando canções que prediziam os destinos dos recém- nascidos e apareciam como deusas tríplices ou tríades de deusas idosas, envoltas por mantos com capuz ou vestidas de branco, preto ou com idades diferenciadas pelas cores das suas roupas (branco, vermelho, preto).

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NO DIA DAS MÃES, MINHA HOMENAGEM À MÃE UNIVERSAL


Fonte da Imagem: http://entreumatragadaeoutra.blogspot.com.br/2010/11/mehr-lights-nossa-senhora-das-gracas.html

Estava eu matutando o modo como iria homenagear as mães no dia a elas dedicado. Então pensei, na minha visão de mundo tudo é um, todos e todas são um. Assim sendo, orando à Mãe Cósmica e convocando todas as mulheres do mundo a fazerem o mesmo, estaria prestando a melhor homenagem que poderia ao protótipo da Mãe Universal que representa e ao mesmo tempo contém todas nós.
Oração da mulher sagrada
“Sagrada Força Feminina te saúdo e sinto tua presença se manifestando em meu Ser através de meus pensamentos, palavras e ações.
Deixo que a Divina Presença da Mãe Cósmica me oriente com sua infinita sabedoria.
Ela está chegando, sinto sua Dança!
Ela está falando, ouço sua canção de Amor!

Ela está dentro e fora nas coisas mais simples e por isso perfeitas.
E seu templo sagrado é meu corpo de mulher.
Seu pensamento agora é meu pensamento.
E só penso em Amor, só sinto Amor, e só vejo Amor.
O mundo que percebo é fruto da minha percepção de Amor
E assim crio a minha realidade
Abençoo meu dia e honro minha Deusa de mil nomes
E assim crio a magia que me ilumina e protege
Saúdo a noite e honro minha Mãe Lua, suas sagradas fases comandam meu corpo de mulher.

E assim me preservo saudável e com meus ciclos femininos em perfeita harmonia.
Saúdo a Incognoscível, e assim honro e preservo meu poder oculto.
Saúdo as Forças da Natureza para que a Mãe Terra me proteja
E me oriente no Norte, no Sul, no Leste e no Oeste.
Honro a terra onde piso, a água que bebo e o meu alimento,
Pois sei que tudo que fizer a esta Terra voltará para mim e para meus descendentes.
E assim me conecto ao coração de Gaia e a sua proteção maternal.

A Deusa cuida do meu corpo e da minha alma
E assim estou em perfeita sincronia com o Universo
Do meu coração flui seus ensinamentos, suas palavras de sabedoria e sua força infinita.
E assim realizo minha divindade humana
Em minha alma o Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino se uniram em Amor e Êxtase.
E assim descobri o equilíbrio onde o ser humano deve estar.
Todo o Amor que nutre minha existência vem da Fonte Divina.

Por isso não preciso que nenhum ser humano o faça por mim
A Deusa abençoa meu corpo com seus sagrados encantos
E assim a beleza da minha Alma se reflete em meu corpo feminino
Da minha mente fluem os pensamentos e a criatividade
que fazem minha existência ser especial e singular
E assim realizo minha vocação maior
Preservo meu coração limpo e leve como uma pena
E assim me permito ser livre e feliz para sempre
E que Assim Seja, porque Assim É”
E, por fim, para todas as mães do mundo:

http://plantas-ornamentais.com/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O UNO E OS MUITOS




Ao término de um período de  
decadência sobrevém o ponto de


mutação. A luz poderosa que fora
banida ressurge.

Há movimento, mas este não é gerado pela força...
O movimento é natural, surge espontaneamente
Por esta razão, a transformação do antigo
torna-se fácil.

O velho é descartado, e o novo é introduzido.
Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando
daí, portanto, nenhum dano.

I Ching


Nesta época em que vivemos uma crise global de valores e em que observamos um movimento de mudança para um paradigma, em que a arte, a ciência e a espiritualidade não estarão separados mas convergirão dentro de um mesmo modo de sentir  a realidade, é bastante pertinente refletir sobre este texto de Fritjof Capra, que ainda está coerente com a realidade atual e é bastante esclarecedor sobre a crise mundial que estamos vivendo e a direção que ela pode tomar  :

"[...] Segundo Beatrice Bruteau, podem-se interpretar as diferentes imagens do Divino como um reflexo de soluções diferentes para o problema metafísico fundamental de "o Uno e os Muitos. O deus masculino representa tipicamente o Uno, que pode existir sozinho, independe e absoluto, ao passo que os muitos existem  somente na vontade de Deus, dependentes e relativos.
 Na sociedade humana, tal situação é exemplificada pela convencional relação pai-filho. A paternidade, como sublinha Bruteau, cracteriza-se pela separação. O pai em momento nenhum está fisicamente unido ao filho, e a relação tende a ser a de confrontação e amor condicional. 
Quando essa imagem do pai é aplicada a Deus, ela evoca naturalmente as noções de obediência, lealdade e fé, e inclui, com frequência, alguma imagem de desafio, com subsequentes prêmio ou punição.
 A imagem da Deusa, por outro lado, segundo Bruteau, representa uma solução do problema Uno/Muitos em termos de união e mútua consubstanciação, com o Uno manifesto  nos Muitos e os Muitos habitando no seio do Uno. Em tal relação, a qual não é imposta ou alcançada, mas organicamente dada, não existe qualquer sentido de oposição entre Deus e o mundo.
 Sua relação é caracterízada por harmonia, ternura e afeição, em vez de desafio e drama. Tal imagem é claramente maternal, refletindo o amor incondicional da mãe, em que mãe e filho estão fisicamente unidos e participam juntos da vida.
Com o renascimento da imagem da Deusa, o movimento feminista está criando também uma nova auto-imagem para as mulheres, juntamente com novas formas e um novo sistema de valores, Assim, a espiritualidade feminista terá uma influência profunda tanto sobre a religião e a filosofia como sobre nossa vida social e política.
Uma das contribuições mais radicais que os homens podem oferecer para o desenvolvimento da consciência feminista coletiva será envolverem-se plenamente na criação dos filhos desde o momento do nascimento para que eles possam crescer com a experiência do potencial humano total que é inerente às mulheres e aos homens. John Lennon, sempre um passo à frente do seu tempo, fez justamente isso nos últimos cinco anos de sua vida. [...]" 
 Fritjof Capra, O Ponto de Mutação - A Ciência, a Sociedade e a Cultura Emergente. Ed. Cultrix, São Paulo, 1982. Tradução de Álvaro Cabral. p.406/407