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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O MANTRA OM




Aforismos de Patanjali

Aforismo 27. Seu nome é OM.
Aforismo 28. A repetição do seu nome deve ser feita com reflexão sobre seu significado. 


Om é a primeira letra do alfabeto sânscrito.  A sua pronúncia envolve três sons, o de um longo au, o de um curto,  e o da conclusão, a consoante labial m.  A essa triplicidade se atribui um profundo significado místico. Ela significa, como realidades diferentes porém unidas,  Brahma, Vishnu e Shiva, ou criação, preservação e destruição. 

Vista como um todo, a letra implica “o Universo”. Aplicada ao homem, a se refere à centelha de Espírito Divino presente na humanidade;  u, ao  corpo através do qual o Espírito se manifesta; e m, à morte do corpo, ou sua dissolução em seus elementos materiais.


 Com relação aos ciclos que afetam qualquer sistema planetário, o OM implica o Espírito, representado por au como a base dos mundos manifestados; o corpo ou matéria manifestada é representado por u, através do qual trabalha o espírito; e, representado pelo m, “a conclusão ou o retorno do som à sua fonte”, o Pralaya ou a Dissolução dos mundos.


 No ocultismo prático, através dessa palavra é feita referência ao Som, ou Vibração, em todas as suas propriedades e seus efeitos, e esse é um dos maiores poderes da natureza. No uso dessa palavra como uma prática, através dos pulmões e da garganta, produz-se um efeito definido sobre o corpo humano.


 No Aforismo 28 esse nome é usado no sentido mais elevado, o que inclui necessariamente todos os sentidos inferiores. Toda pronúncia da palavra Om, como uma prática, tem uma referência potencial à separação consciente da alma em relação ao corpo.


Fonte: www.filosofiaesoterica.com

O CAMINHO DO IOGA


IMAGEM GOOGLE

O caminho do ioga consiste em desatar os nós inerentes à condição humana, algo que definirei aqui, de forma extremamente simplificada, como a desoladora incapacidade de sustentar o contentamento. 

 Ao longo dos séculos, diferentes escolas de pensamento encontraram explicações diferentes para o estado de aparente falha inerente do ser humano. 

Os taoistas chamam-no de desequilíbrio; o budismo, de ignorância; o islamismo põe a culpa de nosso pesar na rebelião contra Deus; e a tradição judaico-cristã atribui todo o nosso sofrimento ao pecado original. 

Os freudianos afirmam que a infelicidade é o resultado inevitável de um embate entre nossas pulsões naturais e as necessidades da civilização. (como explica minha amiga psicóloga. Déborah: "O desejo  é uma falha de design") 


Os iogues, no entanto, dizem que o descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada. 

Nós somos infelizes porque achamos que somos meros indivíduos, sozinhos com nossos medos e falhas, com nosso ressentimento e nossa mortalidade.  

Acreditamos equivocadamente que nossos pequenos e limitados egos constituem toda a nossa natureza. Não conseguimos reconhecer nossa natureza divina mais profunda. 

Não percebemos que em algum lugar dentro de todos nós, existe um Eu supremo que está eternamente em paz. Esse Eu supremo é a nossa verdadeira identidade universal e divina. 

Se você não perceber  essa verdade, dizem os iogues, estará sempre desesperado, ideia expressa de forma inteligente na seguinte frase irritada do filósofo estoico grego Epíteto : "Você leva  Deus dentro de si, seu pobre desgraçado, e não sabe disso ".

Ioga  é o esforço que uma pessoa faz para vivenciar pessoalmente a sua divindade, e em seguida para sustentar essa experiência para sempre. 

Ioga é domínio de si e esforço dedicado a desviar a atenção de reflexões intermináveis sobre o passado e preocupações infindáveis com o futuro para, em vez disso, conseguir buscar um lugar de eterna presença, de onde possa olhar com tranquilidade para si mesmo e para o mundo ao redor. 


Somente dessa perspectiva de equilíbrio da mente é que a verdadeira natureza do mundo (e de você próprio) lhe será revelada.

Os verdadeiros iogues, de sua posição de equanimidade, veem este mundo todo como a mesma manifestação da energia criativa de Deus - homens,  mulheres, crianças, nabos, piolhos, corais: tudo isso é Deus disfarçado. 

Mas os iogues acreditam que a vida humana é uma oportunidade muito especial, pois somente na forma humana, e somente com uma mente humana, é que a percepção de Deus pode ocorrer. 


Os nabos, os piolhos, os corais - eles nunca têm a oportunidade de descobrir quem realmente são. Mas nós temos essa oportunidade.

"Nosso propósito nesta vida", portanto, escreveu Santo Agostinho, ele próprio um pouco iogue, "é recuperar a saúde do olho do coração através do qual se pode ver Deus".

Fonte  : Comer Rezar Amar (Elizabeth Gilbert) p. 129/131 e Google Images

sábado, 3 de novembro de 2012

A SAUDAÇÃO IOGUE NAMASTÊ




A palavra Namaste (pronuncia-se Namastê) é composta de duas palavras sânscritas: Nama (reverência, saudação) e Te, que significa você. Em síntese é saúdo a você, de coração, ao que deve ser retribuído com o mesmo cumprimento. 

Pelos meios esotéricos acabou ganhando o significado de "O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você". Para os praticantes do Yoga, este mudra é usado como saudação.

É um mudra (gesto) cheio de significados e simbolismos. Segunda a tradição indiana é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro. Expressa um grande sentimento de respeito. 

Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo.




Consiste no simples ato de pressionar as palmas das mãos ante o chakra do coração, os dedos apontando para cima no centro do peito. Inclina-se, levemente a cabeça, sem ser acompanhado de palavras. 

Frequentemente fecha-se os olhos, para então curvar-se a coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do universo. A coluna retorna à posição ereta mais lentamente do que quando baixou, também simbolizando respeito à outra pessoa.


Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os cinco dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão.




Significa então, que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade.
Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal, e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilíbrio.

As duas mãos unidas formam o número 10 (dez dedos) que é o número da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito; Os dez mandamentos,  As dez emanações da Árvore da Vida (dez sephirots),os dez vértices da estrela de Pitágoras, A Parábola dos dez talentos (mat. 25).

Ao fazer Namastê afirmamos que  todos somos filhos e partes do sagrado, indissociáveis e iguais.
Hoje em dia, muitas pessoas trocam indiferença, desconfiança ou ódio. Estas  pessoas se esqueceram que Deus habita em cada ser.





A você, NANASTÊ !

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SE...

O professor Hermógenes e sua trajetória de vida
Foto: Albrecht Gerlach

Se, ao final desta existência,
alguma ansiedade me restar
e conseguir me perturbar;
se eu me debater aflito
no conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
para ocultar-me,
para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…


Se restar abatimento e revolta
pelo que não consegui
possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
do pouco que é necessário
e persistir indiferente ao grande pranto do mundo…

Se algum ressentimento,
algum ferimento
impedir-me do imenso alí­vio
que é o irrestritamente perdoar,
e, mais ainda,
se ainda não souber sinceramente orar
por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
denunciar o cisco no olho do outro
sem conseguir vencer a treva e a trave
em meu próprio…

Se seguir protestando
reclamando, contestando,
exigindo que o mundo mude
sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
em queixas, ais, e lamúrias,
persistir a buscar consolo, conforto, simpatia
para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medí­ocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
para que possa embeber-me de silêncio,
sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construí­das com os materiais
grosseiros e frágeis
que o mundo empresta,
e eu neles ainda acredito…
apagar

Se, imprudente e cegamente,
continuar desejando
adquirir,
multiplicar,
e reter
valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
insistir e persistir iludido
com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
continuar
sem escutar, sem entender, sem atender,
sem realizar o Cristo, que,
dentro de mim,
Eu sou,
terei me perdido na multidão abortada
dos perdulários dos divinos talentos,
os talentos que a Vida
a todos confia,
e serei um fraco a mais,
um traidor da própria vida,
da Vida que investe em mim,
que de mim espera
e que se vê frustrada
diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
terei parasitado a vida
e inutilmente ocupado
o tempo
e o espaço
de Deus.
Terei meramente sido vencido
pelo fim,
sem ter atingido a Meta.


\\\\Por José Hermógenes