Mostrando postagens com marcador ecovilas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ecovilas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

DAMANHUR A ECOVILA ITALIANA - um sonho possível

Vale Valchiusella, região italiana do Piemonte, a 40 km de Turim. Este é o ...
Vale Valchiusella, região italiana do Piemonte, a 40 km de Turim. Este é o endereço de uma das mais simbólicas ecovilas do planeta: Damanhur. É lá que, desde 1979, seus moradores desenvolvem um modelo de vida diferente, mais integrado à natureza e às artes, porém não menos conectado às descobertas científicas e tecnológicas do mundo que a cerca.
Damanhur ou "Cidade da Luz" é o nome de uma antiga cidade egípcia. Mas nos Alpes piemonteses, no Vale Valchiusella, é sinônimo de comunidade sustentável bem-sucedida - reconhecimento, aliás, que atravessou fronteiras. 
Em 2005, durante o Fórum Global de Assentamentos Humanos das Nações Unidas, na China, a Damanhur recebeu o prêmio de modelo de sociedade sustentável, por sua colaboração com autoridades locais e seu comprometimento com o desenvolvimento de territórios vizinhos.
Em seus 520 hectares, dos quais 300 são áreas naturais preservadas, criatividade e inovação são como palavras de ordem da ecovila, que acumula feitos importantes em sua trajetória de 30 anos. -Damanhur possui, por exemplo, uma moeda própria, paralela ao Euro, chamada Credito, e desenvolve mais de 80 atividades econômicas e serviços, que rendem um faturamento anual de US$ 25 milhões-, conta Victor Leon Ades, engenheiro e designer de sustentabilidade, que relatou sua experiência na ecovila italiana em palestra do projeto "Diálogo com as Ecovilas", promovido pela UMAPAZ - Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, em São Paulo, em março de 2009. 
Além disso, a ecovila mantém casas multifamiliares (cohousing) para abrigar até 25 pessoas, produz uma grande variedade de alimentos orgânicos, realiza pesquisas de tecnologias verdes e construiu ao longo dos anos, em regime de mutirão, enormes Templos da Humanidade, salões subterrâneos que atraem visitantes do mundo inteiro. 
A seguir, selecionamos algumas das muitas curiosidades de Damanhur, que se inspira na experiência de civilizações antigas e nas mais novas descobertas tecnológicas para moldar sua própria história e inspirar outras comunidades. E se quiser conhecer outras comunidades sustentáveis, visite o site da Rede Mundial de Ecovilas.
Cohousing: uma casa, várias famílias

NOTA DA BLOGUEIRA: Ecovilas podem dar certo, ser sustentáveis, auto suficientes e lucrativas. Pois é, algumas utopias podem se tornar realidade, dependendo da capacidade, amadurecimento, evolução dos seus desenvolvedores.
Um título para uma foto sem titulo

Um título para uma foto sem titulo
Um título para uma foto sem titulo


Um título para uma foto sem titulo

FONTE:http://casa.abril.com.br/materia/damanhur-a-ecovila-italiana-de-us-25-milhoes

Damanhur, um sonho possível

Localizada em Piemonte, na Itália, a Federação de Damanhur é uma ecovila que propõe um novo modelo de organização comunitária e de vida. Aqui, a representante internacional, Esperide Ananás, conta um pouco sobre a história da comunidade e mostra que sonhar e colocar a mão na massa são ingredientes essenciais para um mundo muito melhor



Silvia Buffagni é formada em Literatura inglesa e espanhola pela Universidade IULM, em Milão, com mestrado em Artes da Comunicação pela Universidade de Nova Iorque, fluente em cinco línguas, já trabalhou no Parlamento Europeu e foi consultora de organizações italianas e internacionais. Em 1992, quando trabalhava em Milão como Relações Públicas e já era reconhecida pelo seu trabalho na Itália, foi convidada por um amigo a conhecer a Federação de Damanhur, uma eco-sociedade que existia desde 1975 e propunha um novo modelo de organização comunitária e de vida. A intenção do convite era pedir à Silvia que organizasse uma campanha junto à imprensa para apresentar, ao mundo, aquela comunidade e os Templos da Humanidade – verdadeiras obras de arte construídas por seus moradores.

“Era julho, estava muito quente e eu disse que não iria, que preferia ir à praia”, conta. No entanto, a insistência do amigo foi tão grande que ela resolveu ir até o local para ver o que ele queria lhe mostrar e seguiria para a praia logo depois. “Fiquei tão encantada que, não só não fui à praia naquele final de semana, como decidi ajudá-los a divulgar a existência dos templos para as pessoas. E resolvi morar ali”. 

Hoje, Silvia Buffagni é Esperide Ananás. O nome escolhido por ela para a vida na comunidade faz referência a uma espécie de borboleta e ao abacaxi, para contemplar tanto o ar quanto a terra. Esperide é a representante internacional de Damanhur, ministra seminários pelo mundo sobre novos modelos sociais, econômicos e espirituais para a sustentabilidade e trabalha com cura sélfica na comunidade. 

Desde 2005, ela também é membro do Pearl Group, um programa destinado a empresas, que ajuda as pessoas a se abrirem para a própria criatividade por meio de jogos e meditação. “A prática é voltada para quem tem êxito profissional, mas não sabe o que fazer de sua vida e quer algo diferente”, define. 

Em agosto de 2009, Esperide veio ao Brasil para participar da Campanha para Liderança Climática, do State of the World Forum, conhecida como Brasil 2020, lançada em Belo Horizonte. Em seguida, veio para São Paulo, onde ministrou palestras e fez atendimentos. Na época, ela conversou com o Planeta Sustentável e contou sobre a vida em Damanhur. O mais interessante é que várias práticas adotadas ali podem servir de modelo e ser replicadas em vários lugares do mundo. 

Como surgiu a Federação de Damanhur? 
Em Turim [Itália], havia um centro que trabalhava com medicina natural e atividades chamadas de paranormais, ou seja, todas as coisas que não se podia explicar. Oberto Airaudi [fundador de Damanhur] trabalhava e dava palestras nesse centro e, depois de um tempo, juntamente com um grupo que se encontrava todo final de semana, decidiu se dedicar a ter uma vida verdadeiramente espiritual em uma comunidade. Eles rodaram o mundo durante dois anos para encontrar um lugar adequado e, quando voltaram à Itália, Oberto sugeriu que eles fossem ver o que havia nas colinas próximas de Turim. Não havia nada além de pinhas: o lugar era completamente inóspito. De repente, um senhor muito velho chegou até eles gritando: por que demoraram tanto? Estou esperando vocês há anos! 

Então, ele contou que, anos antes, teve um sonho em que uma mulher lhe dizia para comprar aquelas terras, pedaço por pedaço, porque uma comunidade iria se formar ali e servir de exemplo para todo o mundo. Esse senhor não tinha muitos recursos e pegou todo o seu dinheiro para atender ao pedido. Mas, durante um bom tempo, nada aconteceu. O grupo comprou as terras e deu início a Damanhur. 

Quantas pessoas compunham esse grupo?
Damanhur começou com 13, 14 pessoas, depois eram 40 e depois muitos mais. Hoje, são cerca de mil habitantes. Em 1992, os templos construídos pelos moradores da comunidade foram descobertos e começou a vir gente de todo o mundo. Já estamos na terceira geração de damanhurianos, são filhos dos filhos dos que nasceram em Damanhur, e estamos muito felizes com isso, pois agora temos uma sociedade dinâmica. 

Vocês se denominam uma ecossociedade. O que caracteriza esse conceito? 
Viver em uma eco-sociedade é trabalhar para deixar a terra melhor do que como a encontramos. Tratamos de viver segundo os mesmos princípios propostos pela Carta da Terra. São princípios que já havíamos escolhido e foi fantástico ver que eles também estão escritos, são claros e servem de referência para o mundo. Entendemos que a ecologia não se resume à Terra, mas às relações humanas.

A espiritualidade está muito presente em Damanhur. Como você relaciona espiritualidade e sustentabilidade? Sem espiritualidade não podemos construir uma vida sustentável. A espiritualidade é o valor que nos faz sentir que, ao final, todos somos um. Esse é um valor ético muito profundo que precisamos despertar para nos livrar desse egoísmo, transmitido pela propaganda, durante anos e anos, para termos cada vez mais e pensarmos apenas em nós e em nossa pequenina família. Os demais não existem. 

Só um despertar espiritual pode mudar isso de uma forma rápida, já que não temos mais muito tempo. Por isso construímos os templos em Damanhur. Foi uma forma de criar um espaço sagrado para que aqueles que os visitem sintam a presença desses valores. 

Há uma religião em Damanhur?Os novos tempos não são para as religiões. Elas foram úteis até certo ponto, mas em muitos lugares, as religiões não servem para despertar as pessoas. Por exemplo, o Papa diz que não podemos praticar a contracepção, mas se não diminuirmos a quantidade de gente que vive neste planeta, vamos morrer todos. 

A espiritualidade deve funcionar como um despertar de valores éticos, e apenas falar sobre o assunto não é o suficiente. É por isso que temos a comunidade, afinal, é na vida cotidiana que podemos verificar se estamos crescendo de forma espiritual. Se os templos são belos, mas as pessoas brigam ou há sujeira nas ruas, não estamos praticando a espiritualidade. 

Viver em comunidade não deve ser sempre fácil. Não existem conflitos entre os moradores?Claro que existem e é importante não ter medo desses conflitos, mas encará-los como uma energia que pode ajudar a transformar certas coisas. Agora, se as pessoas querem brigar de forma destrutiva, nossa tradição diz que elas têm que sair da comunidade. Como a competição faz parte da essência dos seres humanos, nós utilizamos muitos jogos para que isso possa ocorrer de forma controlada e positiva, o que ajuda muito a reduzir os conflitos. Fazemos concursos de arte e também guerras de tinta colorida nos bosques, na época do inverno. 

O que é necessário para se morar em Damanhur?Querer muito viver como vivemos. Muita gente vai à comunidade para fazer cursos ou mesmo para tirar férias, mas se a pessoa quer viver em grandes famílias como vivemos e dividir a vida conosco, há um programa para novos cidadãos que vai de seis meses a um ano. Um grupo de interessados vive junto durante esse período e há mentores que os ajudam a se inserir em todos os aspectos da vida na comunidade. Mas é necessário que cada um encontre uma forma de viver do seu próprio trabalho.

Quem nasce em Damanhur normalmente continua morando lá a vida toda?A maioria dos jovens se foi, no começo. Muitos deles vivem perto de Damanhur, mas não querem para si a experiência da vida em comunidade. Acredito que isso se deve ao fato de seus pais terem ficado muito ocupados com a garantia da sobrevivência de todos, já que no começo não havia muito dinheiro na comunidade e a vida era mais dura. Acho que esses garotos não tiveram uma experiência tão positiva e estão em uma fase de buscar sua individualidade. 

Mas isso tem mudado. Os jovens que nasceram depois vão e regressam. Até porque Damanhur agora é muito mais interessante, temos gente de todo o mundo, dinheiro, muitas atividades culturais, as casas são belas... 

Temos muito cuidado para que a vida ali não se torne uma doutrina. Para nós, é importante que a individualidade de cada criança seja respeitada para que possam escolher o que querem fazer quando crescerem. Não pensamos que, só porque nasceram em Damanhur, elas vão ficar. Nós esperamos que fiquem e transmitimos valores importantes, mas não queremos que vivam de uma forma fechada. Por isso, os jovens viajam e são incentivados a passar um ano fora estudando. Não se pode ficar em Damanhur sem querer. 

O que você considera a grande contribuição de Damanhur para o mundo?Podemos ser um laboratório para a humanidade e ensinar ao mundo que é possível viver de forma diferente. Foram pessoas normais que construíram Damanhur, mas criamos algo belo para dar sentido à vida. Os sonhos são fundamentais para os seres humanos, não podemos viver apenas com a realidade, mas também precisamos agir para dar materialidade a eles. Não há nada pior do que sonhos que não se realizam.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ecovilas: do rural ao urbano


Foto do centro de vivências Nazaré

O sonho hippie que virou modelo de habitação para a ONU. Assim são as ecovilas, um jeito diferente de morar que já é realidade em 15 mil comunidades em todo o mundo. Modelada para assentamentos rurais, essa vila ecológica é hoje a aposta de futuro para muitos bairros urbanos.

Princípio fundamental é o cuidado com o meio ambiente, que regula as ações dos moradores. Na prática, eles mantêm hortas comunitárias (sem agrotóxicos), aquecem a água do banho com energia solar, constróem suas casas com materiais locais e tecnologias de baixo impacto ambiental (conheça uma das pioneiras no site www.findhorn.org). Além disso, cultivam a diversidade social e cultural como indicador de boa saúde da comunidade e se apóiam uns nos outros em relações sociais de confiança.

Difícil? Ouso dizer que o mais complicado é dar o primeiro passo. No segundo, o prazer gerado pelo alento de uma vida mais agradável gera vontade de prosseguir na caminhada. Mês que vem vamos conversar sobre como transformar a Vila Mariana numa ecovila urbana.




Autora : Giuliana Capello

Fonte : http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/gaiatos/

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ECOVILAS BRASILEIRAS : ECOVILA TERRA UNA



ECOVILA TERRA UNA 

Sede da ONG, a Ecovila TERRA UNA está localizada junto à natureza, numa terra de 48 hectares dentro da APA da Serra da Mantiqueira, município de Liberdade, Minas Gerais.
Buscando integrar moradia, trabalho, educação e lazer, a ecovila vem se consolidando como um centro educacional transdisciplinar de integração rural-urbana, onde podemos praticar as técnicas e valores que permeiam nossa VISÃO, difundindo assim um modelo de vida mais sustentável.



Atuando na pesquisa, demonstração e treinamento de tecnologias ambientais que priorizem a restauração e conservação da natureza, Terra Una utiliza-se da permacultura, da bioconstrução e das diversas técnicas de agroecologia para o design e manutenção deste espaço.


Além das casas dos moradores, sua estrutura já engloba um salão de vivências, um galpão para atividades práticas, dormitórios, camping, cozinha e refeitório comunitários, hortas, viveiro de mudas, plantios de média escala e sistemas agroflorestais, além das belezas naturais das montanhas, florestas, rios e cachoeiras.

A Ecovila recebe pessoas interessadas em participar de suas atividades, durante os EVENTOS PROGRAMADOS ou fora deles, desde que agendado previamente. Para saber mais entre em contato conosco e leia as ORIENTAÇÕES PARA VISITANTES.



Fonte:http://www.terrauna.org.br/


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sim, Um Outro Mundo é Possível ! (II)

Loja onde são vendidos produtos elaborados em Auroville
Produção de biogás
Alojamentos


Cidade em formato de espirtal com o templo no centro
Sri Aurobiondo o Mentor do projeto
A Mãe, a discípula e co-realizadora do projeto
Biblioteca de Auroville
Matrimandir, o templo

Energia Solar (Em Auroville a cozinha comunitária funciona com energia solar
Espaço onde se reunem para tomar decisões
Tratamento da água

Hibiscus a flor de Auroville

Auroville é um lugar no sul da Índia onde, por mais de trinta anos, cada vez mais pessoas do mundo inteiro têm, quieta e laboriosamente trabalhado na construção de uma nova cidade, uma nova maneira de viver, uma nova maneira de ser. Um experimento está sendo feito aqui para o benefício de todos.

“O homem é um ser em evolução, ele não é o produto final. A Evolução não está terminada; a razão não é a última palavra nem o homem, o animal racional, a figura suprema da Natureza“, observou Sri Aurobindo. “Existe algo que ele ainda não é e que ele deve se tornar; ele está sempre se movendo em direção a algo ainda não realizado; a sua essência e vida inteira são uma preparação, um empenho da Natureza em direção ao que está além dele”.

Auroville será o maior veículo deste impulso revolucionário e, eventualmente, uma plataforma para a transformação.

Estabelecendo-se

Este largo e vasto objetivo da cidade tem atraído pessoas desde a sua inauguração em 1968. Hoje em dia, o projeto Auroville está bem estabelecido, tendo encontrado modos de colaborar com as aldeias na sua bio-região, com as autoridades indianas, com várias organizações não-governamentais e sociedades internacionais ao redor do mundo.

Mas o verdadeiro experimento está apenas começando…

Mantendo a visão

Os atuais 1.500 residentes de Auroville ( talvez mais, este número não está atualizado), provenientes de cerca de 30 nações, são conscientes que eles ainda não podem viver de acordo com os elevados alvos do projeto. Ainda que mantendo visão em suas mentes, corações e meditações, no momento eles concentram suas energias naqueles aspectos do experimento em que eles podem trabalhar ativamente.

Desafios

Estes aspectos são todos os desafios da vida diária que são enfrentados na Terra por todos que tentam fazer algo de um novo modo, de encarar a vida de uma maneira mais consciente.

Em Auroville particularmente, os maiores desafios são:

· moldar, planejar e construir uma cidade para uma ideal sociedade do futuro

· permitir que a população indígena da bio-região de Auroville evolua juntamente com ela

· educar nossas crianças de um modo que a identidade mais profunda delas permaneça desperta

· organizar uma vida coletiva sem estruturas autoritárias

· manifestar a beleza em todos os aspectos do viver

· administrar a extensa variedade de recursos disponíveis, consciente, sábia e justamente

· curar, e invocar as energias curativas

· relacionar-se à Terra de uma maneira realmente apropriada

· expressar artisticamente as novas realidades que são descobertas interiormente.


O desafio principal

O desafio principal de Auroville é viver uma verdadeira unidade humana e isto é a base de todos os desafios acima citados.

Pela própria escolha de estar aqui, os aurovilianos se comprometem a ser instrumentos na criação da “cidade universal onde homens e mulheres de todos os países podem viver em paz e harmonia progressiva, acima de todas as crenças, todas as políticas e todas as nacionalidades”. Estão conscientes de que “o propósito de Auroville é realizar a unidade humana“ de modo que, eventualmente, a nossa espécie possa progredir.

Nestas páginas nós tentamos mostrar como estamos procedendo. Diferentes pessoas escreveram as várias introduções sob ângulos diferentes, perspectivas diferentes e modos de compreensão diferentes.Vistas como um todo, estas páginas formam um colorido mosaico, uma expressão de um momento, no experimento de Auroville, na criação de uma unidade humana através de uma enorme diversidade.

Carta Constitucional de Auroville

  1. Auroville não pertence a ninguém em particular. Auroville pertence à humanidade como um todo. Mas para viver em Auroville é necessário ser o servidor voluntário da Consciência Divina.
  2. Auroville será o lugar de uma educação sem fim, de um progresso constante e de uma juventude que nunca envelhece.
  3. Auroville quer ser a ponte entre o passado e o futuro. Aproveitando todas as descobertas interiores e exteriores, Auroville dará um salto decisivo em direção a realizações futuras.
  4. Auroville será um lugar de pesquisas materiais e espirituais para uma manifestação concreta e viva de uma Unidade Humana real.


A Ioga Integral 

Muitos Aurovilianos, certamente aqueles que vieram atraídos especificamente para a visão espiritual e o chamado de Auroville, estão praticando a “Ioga Integral” como descrito por Sri Aurobindo, e naturalmente se referem a isto em suas comunicações do dia a dia como também neste “site”. Abaixo vamos relatar, nas palavras do próprio Sri Aurobindo, algumas definições introdutórias com relação à ioga.

O propósito central da ioga Integral

Transformação do nosso modo humano de pensar, de ver, de sentir e de ser que é superficial, estreito, e fragmentado em uma consciência espiritual profunda e ampla e uma integração da existência interior e exterior, e do nosso ordinário viver humano em um modo de viver divino.

A Ioga Integral

Esta ioga aceita o valor da existência cósmica como realidade; seu objetivo é entrar em uma Consciência mais elevada, uma Consciência da Verdade ou Consciência Supramental Divina, na qual a ação e a criação são expressões não da ignorância e imperfeição, mas da Verdade, da Luz, da Ananda Divina (Felicidade Suprema). Mas para isso, é indispensável uma entrega total da mente, da vida e do corpo mortal a uma Consciência mais Elevada porque é demasiado difícil para o ser humano mortal, através de seu próprio esforço, passar além da mente para uma Consciência Supramental na qual o dinamismo não é mais mental, mas de um poder completamente diferente. Somente aqueles que podem aceitar o chamado para tal mudança devem entrar nesta ioga.

Sâdhâna da Ioga Integral

A Sâdhâna (prática) da Ioga Integral não ocorre através de nenhum ensino mental estabelecido ou formas prescritas de meditação, mantras ou outras, mas através da aspiração, através de uma autoconcentração para dentro ou para cima, através de abrir-se a uma Influência, ao Poder Divino acima e o seu trabalho, à Presença Divina no coração e através da rejeição de tudo o que não pertence a estas coisas. É somente pela fé, aspiração e entrega que esta abertura do próprio ser pode ocorrer.

O método integral

O método que temos que seguir é colocar o nosso ser consciente total em relação e contato com o Divino e chama-lO para transformar o nosso ser inteiro no Ser Divino, e assim, de um certo modo, Deus mesmo, a Pessoa real em nós, torna-se o sâdhâka da sâdhâna* como também o Mestre da Ioga pelo qual a personalidade inferior é usada como o centro da transfiguração divina e o instrumento de sua própria perfeição. De fato, a pressão de Tapas, a força da consciência em nós vivendo na idéia da Natureza divina sobre aquilo que somos na nossa totalidade, produz sua própria realização. O divino e onisciente e onipotente desce ao limitado e obscuro, ilumina e avigora progressivamente toda a natureza inferior e substitui sua própria ação por todos os termos da luz humana inferior e da atividade mortal.

*Sâdhâna, a prática pela qual a perfeição, siddhi, é alcançada;

Sâdhâka, o praticante de ioga que procura por esta prática o siddhi.

O Alvo da Ioga Integral

Não é apenas sair da consciência humana ordinária e ignorante e atingir a consciência divina, mas para trazer o poder supramental daquela consciência divina à ignorância da mente, vida e corpo, para transformá-los, para aqui manifestar o Divino e criar uma vida divina na Matéria.

Condições da Ioga Integral

Esta Ioga só pode ser feita até o fim por aqueles que são totalmente determinados sobre isto e prontos para abolir seus pequenos egos humanos e suas exigências a fim de encontrar a si mesmo no Divino. Não pode ser feito num espírito de leviandade ou complacência, o trabalho é elevado demais e difícil, os poderes adversários na Natureza vital sempre prontos para se aproveitar da mínima sanção e da menor abertura, a aspiração e tapasyâ (concentração da força de vontade) necessárias muito constantes e intensas.

Método na Ioga Integral

Concentrar-se, de preferência no coração e chamar a presença da Mãe para ocupar o ser e pelo trabalho de sua força transformar a consciência. É possível se concentrar também na cabeça ou entre as sobrancelhas, porém, para muitos, esta é uma abertura muito difícil. É quando a mente está quieta e a concentração se torna forte e a aspiração intensa que há o início da experiência. Quanto mais fé, mais rápido provavelmente será o resultado. Para o resto, não se deve depender apenas do próprio esforço, mas conseguir estabelecer um contato com o Divino e uma receptividade ao Poder e à Presença da Mãe.

Os Métodos-chave

O caminho para a devoção e a entrega.

É o movimento psíquico que traz a constante e pura devoção e a remoção do ego que possibilitam a entrega.

O caminho para o conhecimento

A meditação na cabeça pela qual vem a abertura acima, a quietude ou silêncio da mente e a descida da paz, etc, da consciência mais elevada, geralmente até que isto envolva o ser, encha o corpo e comece a dirigir todos os movimentos.

Ioga pelo Trabalho

A separação de Purusha da Prakriti, o silencioso ser interior do ser ativo exterior, de modo que o indivíduo tenha duas consciências ou uma consciência dupla, uma atrás assistindo e observando e finalmente controlando e mudando a outra que é ativa na frente. O outro modo de começar a ioga do trabalho é fazendo-o para o Divino, para a Mãe, e não para si mesmo. Consagrando e dedicando-o até que se sinta concretamente a Força Divina tomando as atividades e fazendo-as para o indivíduo.

O Objetivo da Ioga Integral

O Objetivo da Ioga Integral é entrar na Presença e Consciência Divina e ser possuído por Elas, amar o Divino apenas pelo Divino e nada mais, para harmonizar a nossa natureza com a natureza do Divino, e a nossa vontade e trabalho e vida para ser o instrumento do Divino.

O Princípio da Ioga Integral

Todo o princípio da Ioga Integral é se entregar completamente apenas ao Divino e a mais ninguém, e manifestar em nós mesmos através da união com a Mãe Divina toda a luz, poder, amplitude, pureza, consciência da verdade e Ananda transcendente do Divino Supramental.

Realizações Fundamentais da Ioga Integral

A mudança psíquica de modo que uma devoção completa possa ser o motivo principal do coração e o regente do pensamento, da vida e da ação em união constante com a Mãe e na Presença dela. A descida da Paz, do Poder, da Luz, etc. da Consciência mais Elevada através da cabeça e do coração para todo o ser, ocupando mesmo as células do corpo. A percepção do Uno e Divino infinitamente em todos os lugares, a Mãe em todos os lugares e viver nesta infinita consciência.

Do “Dicionário da Ioga de Sri Aurobindo”, compilado do trabalho de Sri Aurobindo por M. P. Pandit, publicado por Dipti Publications, Sri Aurobindo Ashram.


Original textsource: http://www.auroville.org/vision/integralyoga.htm

http://viagensculturais.wordpress.com/2010/06/26/auroville-%E2%80%93-a-cidade-universal/

terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma casa no campo..... meu sonho de consumo, ainda chego lá.


No mundo já existem 15 mil ecovilas, comunidades modelo de baixo impacto ambiental que reúnem até 1 mil habitantes. As ecovilas estão na contra mão do caos das metrópoles.
Lembram do slogan : "small is beautifull" dos hippies na década de sessenta? Pois é, o sonho não acabou, somente se reciclou, através de todo este movimento ecológico




Não basta reclamar, teorizar, é preciso por a mão na massa e é isto que os moradores das ecovilas estão fazendo.

Todo este clima apocalíptico de que o mundo vai acabar em 2012, não tem nada de positivo, ou melhor, o que pode ter de positivo é nos balançar para que tomemos uma atitude e mudemos nosso modo de ser. 

Nem devemos ficar no pessimismo, ligados em tudo quanto é de catástrofe (e elas são muitas) e assim contribuindo para sua expansão, nem ficarmos totalmente inertes, sonâmbulos, consumindo, assistindo tv e nos enganando a respeito da situação que vivemos. O que fazer, então?  

Temos aquela saída que como sempre é o meio termo ou seja "o caminho do meio" que consiste em apenas: ser realista, estar atento. É de todo bom senso manter os olhos bem abertos para a realidade que aí está e com este fundamento traçar uma rota de vida, fazendo tudo que está ao nosso alcance para melhorar agora o mundo onde vivemos. 

Um bom roteiro para tornar isto realidade, melhorando o viver neste aqui e agora é adotar os princípios da ecologia integral ou ecologia profunda em nosso quotidiano, cuidando da saúde física (consumindo alimentos saudáveis),  emocional, selecionando o tipo de emoções que devemos cultivar, cuidando de ter relacionamentos saudáveis e amorosos e por fim, amando a natureza que nos cerca para preservar nosso ecossistema.

Se quisermos, sempre poderemos aprender como a vida é boa de ser vivida quando se tem fé, natureza e amigos.

Podemos realizar esta utopia do paraíso perdido (quem é que pode viver sem sonho, sem utopia?) e   viver numa ecovila (para os mais arrojados), ou então,comprar uma pequena chácara perto de alguma pequena cidade do interior (para os intermediários) e, para os mais tímidos, tornar sua casa um modelo de sustentabilidade e beleza natural (beleza é fundamental).

De minha parte, por enquanto, estou morando numa cidade de porte médio mas estou tomando algumas atitudes: plantei duas árvores na frente de casa, e estou construindo um pequeno jardim além dos cuidados com o alimento do corpo e do espírito e o cultivo de belas amizades.

Para os mais arrojados, o manual de orientação  : Educação Para o Design de Ecovilas do "Gaia Education" é um entre tantos outros preocupados em fornecer subsídios aos que optaram por viver numa ecovila. Neste manual encontrarão alguns  subsídios para elaborar seu projeto. 

 O site onde pode ser encontrado é : www.gaiaeducation.org/docs/GaiaEdu-Manual_Portug.pdf

Vamos assistir ao sonho de Zé Rodrix tornado realidade!




sexta-feira, 29 de abril de 2011

ECOVILA........... O QUE É ISTO?


Ecovilas são agrupamentos humanos que buscam a auto sustentabilidade e o baixo impacto ambiental . A ecocasa é um elemento fundamental para construção de assentamentos mais sustentáveis. 

A descentralização de nossas necessidades é a solução para atingirmos mais facilmente este objetivo. A Ecovila é uma extensão da ecocasa, é um planejamento de ocupação de uma área onde irão morar várias famílias com um mínimo de impacto possível e com convivência social e trabalhos comunitários. 

A ideia é criarmos vilas auto suficientes, gerando trabalho, conforto, vida social, saúde , educação, e com o mínimo impacto ambiental para isto.

Habitações auto sustentáveis são um paradigma da arquitetura do novo milênio, onde os assentamentos populares irão consumir menos energia elétrica, reciclar seu dejetos, economizar água com reciclagens de esgoto e captação de água de chuva. 

Estas ecovilas terão áreas verdes em sistema agro florestais, que tanto servem para reflorestamento quanto para a preservação ambiental, para o lazer, como também para a produção de alimentos para os moradores. 

O desenvolvimento habitacional hoje em dia provoca uma grande impacto ambiental ao mesmo tempo que sobrecarrega o sistema de fornecimento de produtos básicos municipais como o abastecimento de água, emissão de esgoto, lixo e consumo elétrico. 

Se não adotarmos uma política de sustentabilidade em nossas cidades entraremos em constantes colapsos no sistema com necessidade de muito investimentos neste setor.

FONTE: http://www.ipemabrasil.org.br/ecovila2.htm

terça-feira, 5 de abril de 2011

Que são Ecovilas?


Ecovilas são agrupamentos humanos que buscam a auto sustentabilidade e o baixo impacto ambiental . A ecocasa é um elemento fundamental para construção de assentamentos mais sustentáveis. .A descentralização de nossas necessidades é a solução para atingirmos mais facilmente este objetivo. A Ecovila é uma extensão da ecocasa, é um planejamento de ocupação de uma área onde irão morar várias famílias com um mínimo de impacto possível e com convivência social e trabalhos comunitários. A idéia é criarmos vilas auto suficientes, gerando trabalho, conforto, vida social, saúde , educação, e com o mínimo impacto ambiental para isto.

 Habitações auto sustentáveis são um paradigma da arquitetura do novo milênio, onde os assentamentos populares irão consumir menos energia elétrica, reciclar seu dejetos, economizar água com reciclagens de esgoto e captação de água de chuva. Estas ecovilas terão áreas verdes em sistema agro florestais, que tanto servem para reflorestamento quanto para a preservação ambiental, para o lazer, como também para a produção de alimentos para os moradores.

 O desenvolvimento habitacional hoje em dia provoca uma grande impacto ambiental ao mesmo tempo que sobrecarrega o sistema de fornecimento de produtos básicos municipais como o abastecimento de água, emissão de esgoto, lixo e consumo elétrico. Se não adotarmos uma política de sustentabilidade em nossas cidades entraremos em constantes colapsos no sistema com necessidade de muito investimentos neste setor.

Ecovila: quais são as necessidades e princípios

Água: A água é uma de nossas necessidades mais importantes - se não tivermos água não poderemos viver. Nós somos abastecidos por uma empresa que tem que fornecer grandes quantidades retiradas geralmente de um mesmo manancial ou rio. O que ocorre é que com esta demanda nós estaremos desviando grandes quantidades de água de um mesmo local, prejudicando todo um ecossistema. .Para agravar ainda mais este quadro, depois que a água é usada para atender nossas necessidades, nós despejamos nos leitos dos rios grandes quantidades de água poluída. Se descentralizarmos este fornecimento e despejo, o impacto será bem menor. Uma eco vila tem que criar uma solução local para o fornecimento da água, reciclar e reutilizar as águas servidas.

Energia: Também centralizamos o nosso fornecimento energético. Para sermos considerados uma eco vila, temos que criar sistemas alternativos, não poluentes e renováveis para nosso fornecimento de energia. Utilizar energia solar, eólica e mini hidrelétricas são soluções 'a curto prazo eficientes.Podemos ter uma central energética comunitária ou individual. A eco vila utiliza energia não poluente e de baixo impacto .

Lixo: Também pode ser descentralizado. Separado por habitação facilita e torna mais barata sua reciclagem. Uma eco vila recicla todo o lixo.

Alimentos: Uma eco vila busca a sustentabilidade também no fornecimento de alimentos sem agrotóxicos. Poderemos ter uma grande quantidade de alimentos dentro das eco vilas ou incentivar agricultores da região a se tornarem produtores orgânicos. Organizar feiras de produtos regionais para abastecimento de alimento, troca de produtos e informações. A eco vila consome produtos naturais e que não causam grande impacto na sua produção.

Construções: As construções devem ser feitas de materiais retirados do local da obra ou da região, utilizarem o mínimo possível de material industrializado, utilizarem energia renovável e natural para aquecimento e refrigeração Em uma eco vila as construções estão o máximo possível integradas com o meio ambiente.

Trabalho: Temos necessidade de criarmos condições de trabalho que estejam em harmonia com o meio ambiente e produzirmos produtos ecologicamente corretos.

Transporte: Uma eco vila visa minimizar o uso de transporte individual poluente e dá prioridade a transportes coletivos. Utiliza o Maximo possível transportes não poluentes. Cria caminhos exclusivos para pedestres e ciclovias.

Planejamento ocupacional: O projeto de uma ecovila visa ser o mais integrado possível com o meio ambiente. Utiliza os vales para produção;declives para levar água por gravidade às casas; preserva as áreas verdes e o ecossistema; cria áreas para um desenvolvimento futuro; áreas para convívio social, áreas de produção comunitária. Dimensiona os lotes de forma que as habitações estejam rodeadas por áreas verdes, cria acesso facilitado para pedestres e bicicletas além de áreas de lazer e infra estrutura básica. Criamos zonas onde se concentram as atividades de trabalhos, áreas residenciais, áreas de lazer interligadas por caminhos e rodeadas de cinturões verdes. Convívio social.

Criar espaços que incentivem o convívio social,.isto irá aproximar as pessoas que vivem nas eco vilas, criando relações amigáveis e comunitárias. Qualquer assentamento humano pode se transformar em uma eco vila, deste que sigam os princípios básicos de uma eco vila. Muitas vilas tradicionais podem se transformar muito rapidamente em eco vilas, más grandes centros urbanos já terão grande dificuldades devido ao grande numero de habitantes, ao grande consumo de energia e matéria prima. Se seus habitantes e dirigentes assim o desejarem podem chegar a ter sucesso.

Para termos assentamentos ecológicos temos que realizar esta mudança dentro de nós, em nossa casa, e à partir desta transformação individual, é que conseguiremos transformar nosso bairro, nossa cidade e nosso país. Depende de cada pessoa, e de cada cidadão. Vamos encontrar a base técnica para criarmos uma eco vila nos princípios da permacultura. Temos que resgatar antigas técnicas que aliadas a novas tecnologias visam a auto sustentabilidade e o baixo impacto ambiental para construirmos um mundo mais em harmonia com a natureza.

Fonte: http://www.ipemabrasil.org.br/

quinta-feira, 10 de março de 2011

Comunidades autosustentáveis - ecovilas


Ecovila Serenbe

A comunidade de Serenbe, na Georgia (EUA) foi projetada para ser uma comunidade sustentável. Ela possui várias lojinhas e restaurantes conectados por ruas projetadas para pedestres, o que diminui a necessidade de dirigir. Por isso, as ruas não são entupidas de carros, diminuindo assim a poluição do ar pelos combustíveis e também a poluição sonora, sem contar que ninguém fica estressado por causa de engarrafamento e ainda tem uma vida mais saudável, fazendo caminhadas regularmente. Os materiais utilizados nas casas são renováveis, assim como a energia que as servem. As plantas que as rodeiam são orgânicas e nativas. Possui uma fazenda orgânica de 20 acres, o que elimina a necessidade de comprar alimentos de locais distantes.

Características de Comunidades Sustentáveis

Algumas são mais radicais que outras, e procuram se desconectar dos serviços públícos, sem utilizar o dinheiro do governo. Mas, os princípios básicos são os mesmos.

1. Minimizar o lixo.
2. Reduzir o consumo.
3. Preservar o espaço aberto.
4. Bairros projetados para encorajar caminhadas e uso de bicicletas.
5. Espaço para trabalho em casa.
6. Parte do projeto destinada ao comércio, o que as torna auto-suficientes, onde os residentes nem mesmo precisem sair para fazer compras ou se divertir.
7. Técnicas de construção sustentável (prédios que aproveitam a luz do sol, sistemas de economia de energia, fontes locais de materias eliminando o custo ambiental com transporte, uso de materiais duráveis e atóxicos que tenham sido reciclados ou colhidos de forma sustentável etc).
8. Paisagens com plantas nativas e tolerantes à seca, criadas organicamente para reduzir o uso de água e manter pesticidas e herbicidas longe do ambiente.
9. Coleta e reciclagem do lixo.
10. Compostagem do esgoto para formação de fertilizantes para as plantas, aumentando a produtividade do solo.
11. Recolhimento, filtragem e purificação da água da chuva, para regagem das plantas

Existem mais de 400 ecovilas no mundo, de acordo com o banco de dados da Global Ecovillage Network.
Algumas destas vilas constroem casas com painéis solares para economizar energia, como a casa da foto.


Existem ecovilas que têm regras radicais, como a Dancing Rabbit, a nordeste do Missouri. Por exemplo:
1. Nenhum veículo será usado dentro do vilarejo.
2. Combustíveis fósseis para carros, refrigeração, aquecimento e refrigeração doméstica, aquecimento doméstico de água não são permitidos.
3. Toda jardinagem deve ser orgânica.
4. Toda energia deve vir de recursos renováveis.
5. Não é permitida madeira vinda de fora da área local, a menos que seja reciclada ou recuperada.
6. Lixo orgânico e materiais recicláveis devem ser reincorporados em produtos utilizáveis por meio de métodos como compostagem.

Não pense que essas comunidades são todas no campo. Algumas, como a Ecovila de Los Angeles (LAEV) são localizadas a poucos quilômetros da cidade.


Ecovilas Brasileiras

No Brasil, também temos nossas próprias ecovilas. São poucas, mas são auto-dependentes. Elas se utilizam da permacultura, que é um método sustentável de paisagismo comestível que minimiza o uso de água e energia. Há também a habitação conjunta, que é o compartilhamento de recursos comuns por um grupo de pessoas. Numa ecovila com habitação conjunta, os residentes têm sua casa própria, mas há uma habitação conjunta ou casa comum, onde eles têm acesso a salas de artesanato, biblioteca, lavanderia, entre outros.

No Brasil, está em fase de planejamento e construção a Ecovila Corcovado, que tem como parceiro o instituto IPEMA, que funciona o Centro de Tecnologia e Capacitação em Permacultura. Tem cozinha comunitária, viveiro de mudas, filtros de tratamento de água de chuva, banheiros secos, e todas as construções são o máximo possível ecológicas e utilizam somente energia renovável (não está conectada à rede pública de energia por opção). Ainda está fechada para visitação pois ainda não tem estrutura adequada para pernoites. Fica na cidade de Ubatuba-SP.

Há a ecovila Terra Una, na Serra da Mantiqueira, município de Liberdade-MG. Saiba mais sobre ela visitando seu site.

A Arca Verde fica no interior do município São Francisco de Paula-RS. Visite o blog da Arca Verde e saiba mais sobre a ecovila.

A Ecoaldeia Arawikay fica em Antônio Carlos-SC. 

A Ecovila Clareando fica na Serra da Mantiqueira, entre as cidades de Piracaia e Joanópolis, e é uma comunidade sustentável rural.

Por fim, a Nossa Ecovila. É um projeto em formação, mas qualquer pessoa que se encaixe no perfil pode ir morar lá. Bastar ter os mesmos objetivos que o casal que a criou tem. Você pode encontrar mais informações sobre eles no  site NOSSA ECOVILA.
.
Fonte : http://agnesamaisde100.blogspot.com/2010/04/comunidades-sustntaveis-ecovilas.html

domingo, 6 de março de 2011

COMUNIDADES AUTO SUSTENTÁVEIS - ECOVILAS

Ecovila Serenbe

A comunidade de Serenbe, na Georgia (EUA) foi projetada para ser uma comunidade sustentável. Ela possui várias lojinhas e restaurantes conectados por ruas projetadas para pedestres, o que diminui a necessidade de dirigir. 

Por isso, as ruas não são entupidas de carros, diminuindo assim a poluição do ar pelos combustíveis e também a poluição sonora, sem contar que ninguém fica estressado por causa de engarrafamento e ainda tem uma vida mais saudável, fazendo caminhadas regularmente. 

Os materiais utilizados nas casas são renováveis, assim como a energia que as servem. As plantas que as rodeiam são orgânicas e nativas. Possui uma fazenda orgânica de 20 acres, o que elimina a necessidade de comprar alimentos de locais distantes.

Características de Comunidades Sustentáveis

Algumas são mais radicais que outras, e procuram se desconectar dos serviços públícos, sem utilizar o dinheiro do governo. Mas, os princípios básicos são os mesmos.

1. Minimizar o lixo.
2. Reduzir o consumo.
3. Preservar o espaço aberto.
4. Bairros projetados para encorajar caminhadas e uso de bicicletas.
5. Espaço para trabalho em casa.
6. Parte do projeto destinada ao comércio, o que as torna auto-suficientes, onde os residentes nem mesmo precisem sair para fazer compras ou se divertir.
7. Técnicas de construção sustentável (prédios que aproveitam a luz do sol, sistemas de economia de energia, fontes locais de materias eliminando o custo ambiental com transporte, uso de materiais duráveis e atóxicos que tenham sido reciclados ou colhidos de forma sustentável etc).
8. Paisagens com plantas nativas e tolerantes à seca, criadas organicamente para reduzir o uso de água e manter pesticidas e herbicidas longe do ambiente.
9. Coleta e reciclagem do lixo.
10. Compostagem do esgoto para formação de fertilizantes para as plantas, aumentando a produtividade do solo.
11. Recolhimento, filtragem e purificação da água da chuva, para regagem das plantas

Existem mais de 400 ecovilas no mundo, de acordo com o banco de dados da Global Ecovillage Network.
Algumas destas vilas constroem casas com painéis solares para economizar energia, como a casa da foto.


Imagem Google

Existem ecovilas que têm regras radicais, como a Dancing Rabbit, a nordeste do Missouri. Por exemplo:
1. Nenhum veículo será usado dentro do vilarejo.
2. Combustíveis fósseis para carros, refrigeração, aquecimento e refrigeração doméstica, aquecimento doméstico de água não são permitidos.
3. Toda jardinagem deve ser orgânica.
4. Toda energia deve vir de recursos renováveis.
5. Não é permitida madeira vinda de fora da área local, a menos que seja reciclada ou recuperada.
6. Lixo orgânico e materiais recicláveis devem ser reincorporados em produtos utilizáveis por meio de métodos como compostagem.

Não pense que essas comunidades são todas no campo. Algumas, como a Ecovila de Los Angeles (LAEV) são localizadas a poucos quilômetros da cidade.


Ecovilas Brasileiras

No Brasil, também temos nossas próprias ecovilas. São poucas, mas são auto-dependentes. Elas se utilizam da permacultura, que é um método sustentável de paisagismo comestível que minimiza o uso de água e energia. Há também a habitação conjunta, que é o compartilhamento de recursos comuns por um grupo de pessoas. Numa ecovila com habitação conjunta, os residentes têm sua casa própria, mas há uma habitação conjunta ou casa comum, onde eles têm acesso a salas de artesanato, biblioteca, lavanderia, entre outros.

No Brasil, está em fase de planejamento e construção a Ecovila Corcovado, que tem como parceiro o instituto IPEMA, que funciona o Centro de Tecnologia e Capacitação em Permacultura. Tem cozinha comunitária, viveiro de mudas, filtros de tratamento de água de chuva, banheiros secos, e todas as construções são o máximo possível ecológicas e utilizam somente energia renovável (não está conectada à rede pública de energia por opção). Ainda está fechada para visitação pois ainda não tem estrutura adequada para pernoites. Fica na cidade de Ubatuba-SP.

Há a ecovila Terra Una, na Serra da Mantiqueira, município de Liberdade-MG. Saiba mais sobre ela visitando seu site.

A Arca Verde fica no interior do município São Francisco de Paula-RS. Visite o blog da Arca Verde e saiba mais sobre a ecovila.

A Ecoaldeia Arawikay fica em Antônio Carlos-SC. 

A Ecovila Clareando fica na Serra da Mantiqueira, entre as cidades de Piracaia e Joanópolis, e é uma comunidade sustentável rural.

Por fim, a Nossa Ecovila. É um projeto em formação, mas qualquer pessoa que se encaixe no perfil pode ir morar lá. Bastar ter os mesmos objetivos que o casal que a criou tem. Você pode encontrar mais informações sobre eles no  site NOSSA ECOVILA.
.
Fonte : 
http://agnesamaisde100.blogspot.com/2010/04/comunidades-sustntaveis-ecovilas.html