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sábado, 13 de julho de 2013

CHEGOU A HORA DO PEIXE SAIR DO AQUÁRIO.

http://www.hierophant.com.br/arcano/posts/view/100000526582233/2749
Achei este post muito pertinente ao momento atual porque a humanidade está passando por isso estou compartilhando. É do site Hierofant, postado  por: André Arcângelo - via Colaboradores

"O momento histórico que atravessamos, mais do que um momento da história social e política do país, diz respeito a um momento da história da consciência humana.

É um marco psíquico, acima de tudo.

Caracteriza-se por um momento de libertação de todos os intermediários que até agora fizeram a ponte entre nós, indivíduos, e os mitos que sustentaram nossa realidade.

Políticos, grande mídia, sacerdotes, chicos, caetanos e tal, todos têm nos tempos atuais a oficialização de seus atestados de óbito.

A sociedade que emergirá do agora não precisará mais deles para decidir o que é melhor para a comunidade, porque, afinal, só quem é da comunidade sabe o que é melhor pra ela.

Não precisaremos mais de sacerdotes para mediarem nossa relação com o sagrado, com o numinoso. A grande aldeia global do século 21 dispõe de sistemas, dispositivos e técnicas para que cada um tenha sua própria experiência direta de Deus, da forma que sua consciência melhor julgar.

Não precisaremos mais de políticos e instituições hierárquicas cinzentas decidindo os rumos da vida diária da comunidade; seus próprios membros, no seu dia-a-dia, decidirão de forma orgânica e direta, nas relações cara-a-cara, olhando no olho, o que devem fazer para o bem comum.

Não precisaremos mais de monsantos e walmarts determinando o que devemos colocar pra dentro dos nossos corpos, pois cada comunidade cuidará de produzir o seu próprio alimento, buscando por meio da troca direta, justa e fraterna com outras comunidades aquilo que não lhes for possível produzir por conta própria.

Não precisaremos mais de conselhos de medicina e indústrias farmacêuticas invadindo e violentando nossos corpos, pois no seio das próprias comunidades já temos terapeutas de todas as formas e médicos dotados de uma visão mais humana, dispostos a cuidarem uns dos outros e de todos que precisarem.

Não teremos mais carros obstruindo e poluindo nossas cidades, pois com a vida descentralizada, com a potencialização das comunidades, cada uma será o centro de sua própria realidade, fazendo assim com que as pessoas não necessitem de mais do que um barco ou bicicleta para chegarem a seus destinos; quando muito, darão carona umas às outras, seguindo em caravanas fraternas e festivas para destinos mais distantes.

Não precisaremos mais de Globos e FMs envenenando nossos sentidos com narrativas lineares, pobres e repetitivas. Os membros das comunidades produzirão livre e espontaneamente suas próprias canções, sons, narrativas e palavras de todas as cores, de modo a alimentar a vida espiritual da comunidade, trocando também com as demais em festivais autogeridos, horizontais e para todos.

E toda essa grande rede orgânica de seres viventes pensantes e pulsantes viverá lado a lado com uma alta tecnologia, beneficiando-se da internet e de toda sorte de tecnologias limpas para promover o verdadeiro contato entre as pessoas e redesenhar a sociedade em todos os seus matizes. O orgânico e o hi-tech convergem numa síntese harmônica, superando a dualidade.

Poderia continuar descrevendo essa visão que carrego em mim há tempos, e que agora começa a dar seus primeiros sinais de manifestação na realidade objetiva, as primeiras contrações do nascimento de uma nova civilização.

Mas tal visão não é minha, é em verdade o sonho coletivo da nova humanidade que desponta na beira do abismo do mundo distópico que herdamos das gerações anteriores. Não quero, não posso e não devo construir sozinho essa realidade.

Muitos podem julgar esta visão mero delírio visionário. Não estou nem aí para esses, e seu cinismo não merece minha atenção.

Eu estou aí e sempre e com tudo é para aqueles que também carregam esse sonho no olhar, para os loucos, os santos, os poetas, os marginais, os viados, os drogados, as putas e os degenerados. Enfim, para todos aqueles que vivem renegados por uma sociedade erigida a partir da negação da Vida, e da diversidade que enriquece a experiência de estar vivo.

Eu estou aí é para os membros da minha comunidade, que começam agora a mostrar ao mundo que existem, têm força, e que estamos aí, para o que der e vier.

Como previsto há mais de cem anos pelo grande poeta Walt Whitman, amigos, vos comunico: a gangue do kosmos chegou.


Fonte: http://www.hierophant.com.br/arcano/posts/view/100000526582233/2749

sábado, 22 de dezembro de 2012

PEDAGOGIA PARA UM NOVO MUNDO

http://navetierra.wordpress.com/

Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.

Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas... que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade.

Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.

Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: Eu sou bom...

Sawabona Shikoba!

SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
"ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ".
 — 

Para mim, esta foi a forma de convívio mais brilhante, sábia, amorosa e de bons resultados que já tomei conhecimento.


Fonte: /www.facebook.com/TeatroArtePoesia

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

POR QUE TUDO PARECE TÃO FEIO E CAÓTICO?

Google Images

QUANDO LI ESTE POST NO BLOG ARCA DO CONHECIMENTO, ACHEI MUITO OPORTUNO COMPARTILHÁ-LO PORQUE ESTE MOMENTO MERECE QUE REAFIRMEMOS ESTAS VERDADES QUE AINDA NÃO FORAM ASSIMILADAS O SUFICIENTE. QUANTO MAIS PESSOAS FOCAREM NA LUZ MAIS ELA BRILHARÁ.

VISÃO OTIMISTA

Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá? Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário. Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1998, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos.


 Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado. Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. 


Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos. Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária. Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. 


Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo. Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. 


Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto. Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade. “Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”. 


Como assim? Não percebe a escuridão? Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso. 


A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da  luz é por meio da fé. 


Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos. Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade? Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local. A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. 


E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura. Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza. Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente.Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz.


 E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira. Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo. 


Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir. Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. 


Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida. Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade do que se esconde na escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos. 


Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada. Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.



FONTE: http://arcadoconhecimento.blogspot.com.br/2012/12/2013-visao-otimista.html

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMO MUDAR O MUNDO (Einstein)



Pelas frases que cunhou todos podemos perceber que Einstein além de cientista era um homem sábio. Esta frase assegura este fato.



"O MUNDO QUE TEMOS CRIADO É UM PROCESSO DE NOSSOS PENSAMENTOS. NÃO SE PODE MUDA-LO SEM MUDAR NOSSA FORMA DE PENSAR."

Albert Einstein

sábado, 20 de outubro de 2012

UMA NOVA REALIDADE, UM NOVO PODER



"A plenitude supera a sombra ao absorvê-la. O mal e o malfeito já não estão isolados. Antes, mencionei que danificar o ecossistema é um exemplo de como o mau comportamento pode ser negado e varrido para debaixo do tapete. Porém, conforme a postura se modifica, descobrimos que o ecossistema está totalmente interligado. 
Os comportamentos de todas as pessoas afetam a todos. Não há parte alguma do planeta que possa ser isolada, como se fosse imune aos danos ecológicos causados por outras partes. A plenitude modifica toda nossa perspectiva. Agora, expanda a palavra "ecossistema", levando-a a um contexto mais abrangente. A plenitude tem de se expandir para levar em conta as leis que controlam a poluição, as batalhas sociais pelo aquecimento global, as atitudes pessoais quanto à reciclagem, chegando até a nossa forma de felicidade. 
Será que podemos continuar a ser felizes com um tipo de vida que está lentamente destruindo o mundo? Tudo o que você possa pensar engloba o ecossistema. Ele é a teia dos relacionamentos, nos quais todos temos papel atuante. Se você compreender a teia de relacionamentos como um local invisível onde tudo se une, começará a enxergar a plenitude onde um dia existiram divisões. 
No atual debate sobre o meio ambiente, dois caminhos permanecem abertos. Podemos continuar a negar o problema ou podemos encará-lo. O primeiro caminho é uma falsa solução, porque ele não resolve a culpa e o medo ocultos da destruição ecológica e dos futuros desastres. O segundo caminho elimina o medo e a culpa, da única maneira viável: resolvendo o problema que leva a essas emoções. 
 O mesmo se faz verdadeiro para a sombra. O problema pede uma abordagem holística para que seja resolvido. A negação é uma solução falsa. Se você reconhecer e abraçar sua sombra, na verdade, isso será reconfortante, pois a vida toda é reconfortante — isto é, a vida existe para sustentar a si mesma. Quando nos detemos no drama do bem versas o mal, impomos nossa perspectiva limitada. Afinal, mesmo quando alguém está cometendo um crime violento, ou indo para a guerra, ou vitimando outra pessoa, as células e os órgãos do malfeitor não param de funcionar. A lealdade do corpo é à vida, independentemente do quão conflitante a mente se torne."

FONTE: O EFEITO SOMBRA -  DEEPAK CHOPRA, DEBBIE FORD E MARIANNE WILLIAMSON
PAG.30.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E se todos pobres sumissem?




E se todos pobres sumissem?


Após presenciar essa onda de incêndios nas favelas de São Paulo, notei 

uma boa quantia de comentários dizendo que essa estava sendo uma 

ótima maneira de “Limpar a Cidade”, e com isso me propuz a imaginar o

 seguinte cenário: E se todos os pobres simplesmente desaparecessem? 

Deseja descobrir a resposta para esta pergunta? Então continue lendo...

domingo, 9 de setembro de 2012

QUEM SOMOS NÓS?


Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos
Fonte da imagem: 
  http://alexandremontagna.com/blog/arquivo/quem-somos-nos-what-the-bleep-do-we-know/


QUEM É O SUJEITO DA EXPERIÊNCIA?


O que vemos, escutamos, provamos pelo paladar, tocamos e cheiramos são, evidentemente, objetos dos sentidos. Eles são aquilo que experimentamos. Mas quem é o sujeito, aquele que vivência a experiência? Se dissermos, por exemplo, "E claro que eu, João da Silva, contador, 45 anos de idade, divorciado, pai de dois filhos, brasileiro, sou o sujeito, aquele que vivência a experiência", estamos enganados. 

João da Silva e todos os elementos identificados com o conceito mental dessa pessoa são todos objetos da experiência, e não o sujeito que a está vivenciando. Toda experiência possui três ingredientes possíveis: percepção dos sentidos, pensamentos ou imagens mentais e emoções. João da Silva, contador, 45 anos de idade, divorciado, pai de dois filhos, brasileiro - esses são todos pensamentos e, portanto, fazem parte do que nós sentimos no momento que os temos. 

Eles e qualquer outra coisa que possamos dizer e pensar sobre nós são objetos, e não o sujeito. São a experiência, e não aquele que vivencia a experiência. Podemos acrescentar mais umas mil definições (pensamentos) sobre quem nós somos e, ao fazermos isso, certamente aumentaremos a complexidade da experiência de nós mesmos. No entanto, dessa maneira, não chegaremos ao sujeito, que é anterior a toda experiência, mas sem o qual elas não existiriam.


Então quem é aquele que vivência a experiência? Somos nós. E quem somos nós? Consciência. E o que é consciência? Essa pergunta não pode ser respondida. No momento em que a respondermos, vamos falsificá-la, transformá-la em outro objeto. A consciência, termo tradicional para aquilo que é espírito, não pode ser conhecida no sentido comum dessa palavra, e tentar persegui-la é bobagem. 

Todo conhecimento se encontra no âmbito da dualidade - sujeito e objeto, o conhecedor e o conhecido. O sujeito, o eu, o conhecedor sem o qual nada seria conhecido, percebido, pensado ou sentido, deve permanecer para sempre incognoscível. Isso porque o eu não tem forma. Apenas as formas podem ser conhecidas. 

E, ainda assim, sem a dimensão sem forma, o mundo das formas não poderia existir. Esse é o espaço iluminado no qual o mundo surge e desaparece. Ele é a vida que Eu Sou. É eterno. Eu Sou eterno, perpétuo. O que acontece nesse espaço é relativo e temporário: prazer e dor, ganho e perda, nascimento e morte.


O maior impedimento à descoberta do espaço interior, a principal barreira à descoberta daquele que tem a experiência, é nos tornarmos tão subjugados pela experiência que acabemos perdidos nela. 

Isso significa que a consciência está desorientada em seu próprio sonho. Somos arrebatados por todo pensamento, toda emoção e toda sensação a tal ponto que, na verdade, nos encontramos num estado de sonambulismo. Essa tem sido a situação normal da humanidade por milhares de anos.

Embora não possamos conhecer a consciência, somos capazes de nos tornar conscientes dela como nós mesmos. Temos como senti-la diretamente em qualquer situação, não importa onde estejamos. 

Podemos senti-la aqui e agora como nossa verdadeira presença, o espaço interior em que as palavras nesta página são percebidas e se transformam em pensamentos. Ela é o Eu Sou subjacente.

Por exemplo, as palavras que você está lendo e nas quais está pensando são o primeiro plano, enquanto o Eu Sou é o substrato, o pano de fundo implícito em cada sensação, pensamento e sentimento.

Trecho do livro : O Despertar de Uma Nova Consciência - Eckhart Tolle

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mark Boyle, o homem que vive sem dinheiro




  Mark Boyle é um irlandês de 32 anos que decidiu romper com a sociedade atual e o que considera seu principal símbolo: o dinheiro. Formado em administração de empresas, há 4 anos ele tomou uma atitude radical e passou a viver sem um tostão no bolso. Ele mora no campo, come o que planta, toma banho em um rio, cozinha em uma fogueira e abdicou das mordomias da vida moderna. E tem mais: ele quer que você também siga seu estilo de vida.

Boyle tomou essa decisão depois de ver como estamos levando o planeta para o buraco. Segundo o ativista, nossa economia estaria destruindo a natureza e arruinando a vida de nossos semelhantes. E a culpa de tudo estaria no dinheiro, que cria uma distância entre o homem e os produtos que ele consome. “Não vemos o efeito de nossas compras no ambiente. Não sabemos por quais processos os produtos passaram, quais os danos que eles causaram. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido”, disse.
Apesar de evitar a civilização moderna, Boyle não é nenhum ermitão. De um computador carregado a energia solar, ele mantém um blog atualizado para propagar as suas idéias e juntar possíveis adeptos. Em 2010, ele lançou o livro The Moneyless Man (que vai ser lançado em julho no Brasil pela editora Best Seller, com o título de O homem sem grana). Até o final do ano, ele deve lançar mais um livro no Reino Unido. 

Há 6 meses, Boyle retrocedeu um pouco em suas convicções e voltou a lidar com o vil metal. Mas ele diz que tem um objetivo nobre: vai construir uma comunidade que siga seu estilo de vida, onde todos terão acesso aos alimentos, e o dinheiro não terá valor algum. Veja a entrevista: 



  Quanto tempo você viveu sem dinheiro? 

  Foram dois anos e meio, quase três. Eu vivi num pedaço de terra, onde cultivava minha própria comida. Eu uso um pouco de energia solar para o meu laptop, que é o único modo de me comunicar com o resto do mundo - eu tenho que conseguir mostrar às pessoas que é possível viver sem dinheiro. Tomo banhos em um rio aqui perto. Uso materiais da natureza no meu dia-a-dia: escovo meus dentes com ossos de animais misturados com sementes. 

  Mas como é sua rotina? Como foi seu dia hoje, por exemplo? 

  Foi bem normal na verdade, sempre me fazem essa pergunta. Eu coletei frutas, tomei banho no rio... Tem alguns dias que passo inteiro plantando, outros colhendo. Em alguns outros eu recolho lenha. Daí volto a plantar. Meu dia-a-dia é basicamente ir atrás das coisas essenciais sem gastar dinheiro. E isso exige habilidades muito básicas. Além dessas coisas, também fico cuidando da comunicação, falando com a mídia. Sabe, minha história fez sucesso nos jornais daqui e acabei dando muitas entrevistas. Escrevo bastante, acabei de terminar de escrever um segundo livro que será lançado no final do ano. Mas, ao mesmo tempo em que cuido dessas coisas, tenho que sobreviver. 

  O que fez você seguir esse estilo de vida? 

  Eu estava em uma época de questionamentos, pensando sobre todos os problemas do mundo: destruição das florestas, trabalho forçado, extinção dos recursos da natureza. Estava pensando nos problemas ecológicos e sociais, em quais deles eu poderia trabalhar, e percebi que todos têm um denominador em comum. Eles são causados pelos vários graus de separação entre o consumidor e o que ele consome. A gente não sabe por quais processos os produtos passam, quais os danos que eles causam. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido. Aí eu percebi que o dinheiro era um fato muito importante dentro disso, ele nos separa do que consumimos.

 
  Minha primeira ideia foi falar sobre as conseqüências do uso do dinheiro, porque todos sabemos de seus benefícios, mas ninguém fala de suas conseqüências. Mas depois de 6 meses discorrendo sobre isso, vi que eu deveria dar o exemplo. Acredito muito na frase de Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Se eu vou falar disso, o mínimo que eu deveria fazer é viver isso. Acho que dinheiro nos causa danos de várias formas. Combinado com outros fatores econômicos, como a divisão do trabalho e economia de larga escala, está destruindo a natureza, porque não vemos os efeitos de nossas compras no ambiente. 



  Você é formado em administração de empresas. Isso tem alguma coisa a ver com o rumo que tomou? 

  Claro. Compreender como tudo funciona foi muito crucial. Quanto mais você entende de economia e dos processos envolvidos, mais você percebe que é insustentável. Durante 4 anos estudando economia, eu nunca ouvi falar do mundo real. Ninguém fala de pessoas, solo, oceanos, florestas. Só aprendemos teorias e equações, sem nos importar com o mundo real e com o fato de o estarmos destruindo. Isso me deu uma ideia das falhas básicas do nosso modelo econômico. O que estou tentando fazer é criar uma nova história, explorar um novo modelo que não seja tão dependente do dinheiro, baseado na comunidade e na relação com a terra. 
  
  O que sua família pensou dessa mudança? 

  Eles me deram muito apoio. De inicio, eles não falaram muito sobre isso, porque foi uma mudança muito súbita. Mas hoje eles me dão apoio total, vêem que o mundo fica cada vez pior. Quanto mais conversamos, mais eles percebem que nos próximos cem anos as coisas vão ficar muito difíceis, inclusive para seus futuros netos. 

  Nos últimos meses você voltou a lidar com dinheiro. Por quê? 

  Estamos começando um projeto de comunidade onde possamos viver 100% da terra. Onde possamos viver de um modo que não haja trocas. Vamos plantar comida e dar cursos para quem não souber plantar. Os cursos serão livres. As pessoas que forem para os cursos também irão produzir as comidas nessa terra. Queremos mostrar um outro modo de viver junto, de produzir as comidas de que precisamos.


 A intenção não é só reduzir nosso impacto no planeta, mas queremos fazer uma economia baseada no “dar”. Não acreditamos no “dar” condicional, que é o “trocar”, o “eu te dou isso se você me der aquilo”. Esse é um jeito muito cruel de viver. Não precisamos sempre receber algo em troca. 

Você acha que seu movimento vai ganhar mais adeptos? 
Em 2008, quando a crise estourou, o movimento cresceu muito. E agora cresce bastante em países como Grécia e Portugal. É interessante ver que, quando a economia normal se deteriora, as pessoas começam a procurar por outros modos de viver. Estamos crescendo bem rápido. Quando tudo começa a dar errado, as pessoas procuram por um modo de se salvar. É por isso que estou tão ocupado hoje em dia, as pessoas querem saber sobre isso. Muitos querem saber como viver sem dinheiro, já que não têm dinheiro. 

  E você acha que dá pra todo mundo viver assim? 

  Acho que precisamos de uma transição. Precisamos mostrar as conseqüências ecológicas e sociais de nossa economia atual. Acredito que as pessoas vão entender que largar o dinheiro é o único jeito sustentável de viver. Acho que viveremos uma transição para sermos menos dependentes do dinheiro, para restabelecermos nossa conexão com a comunidade e com a terra sob nossos pés. 

fonte: Revista Galileu

  

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UMA MUTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA



Imagem do Google


"Portanto, fiquemos alerta - alerta em duplo sentido.
Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano
é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está
em jogo". (Viktor E. Frankl)


É preciso que continuemos a sonhar com nossas utopias. Não podemos perder a fé nem a esperança de que um dia, finalmente, a humanidade aprenda a arte de viver em paz, inaugurando uma época de evolução e iluminação para todos os recantos do planeta.

Para quem desejar participar deste esforço, a UNIPAZ está presente na Europa, Equador, Argentina, Honduras e tambén no Brasil. Os endereços podem ser encontrados nos sites da UNIPAZ.

Roberto Crema, um dos fundadores da UNIPAZ, nos brinda com este texto primoroso para ler e refletir:


"Vivemos um período ao mesmo tempo aterrador e maravilhoso. É um momento especial de passagem, o parto de um ciclo onde morte e vida se abraçam num espasmo de dor e plenitude. Brahma, supremo deus da criação e Shiva, supremo deus da destruição, dançam juntos, neste instante, ao som da melodia universal que chamamos mutação.

Ao olhar mais atento, Vishnu, supremo deus da conservação, sorri com os braços abertos para acolher os aflitos filhos da Vida. Somos todos testemunhas privilegiadas, acordadas ou não, do nascimento de uma nova idade. 

A cada momento é possível percebermos um acréscimo de luz e de consciência à nossa volta, determinando uma espantosa aceleração de mudanças.



A queda do muro de Berlim e a derrocada das ideologias representam exemplos paradigmáticos da transição conceitual, valorativa e atitudinal que transcorre nos nossos dias. Diante dos cenários atuais, tudo indica que serão dramáticas e desafiadoras as primeiras décadas do Terceiro Milênio.



É preciso escolher entre dois caminhos: o do dinossauro ou o do mutante. Os resistentes à transmutação, adeptos da esclerose do passado e do conhecido, novamente serão soterrados, excluindo-se da nova civilização. Aos mutantes da consciência será destinada a herança evolutiva da humanidade.



Ser contemporâneo é o imenso desafio do nosso momento histórico. Viajamos da idade moderna para a transmoderna, da idade da razão para a idade da consciência no mais amplo sentido. Nossa tarefa é a de inventar uma nova linguagem, um novo código para o tempo-espaço do EU SOU.

Na nova idade, todos somos convocados para a inteireza. O ser mutilado, fragmentado na mente, no coração e no existir, será removido para o museu do ontem. Apenas os inteiros estarão preparados para os novos desafios.



Por essa razão, o termo-chave é o holístico, proveniente do grego holos, que significa inteiro, total. A palavra "holística", pelo desgaste do mau uso e do abuso, poderá ser substituída. O seu significado, entretanto, permanecerá.




Para melhor compreender este momento crítico de passagem, voltemos nossa visão, numa rápida olhadela, para o fecundo século XVII. Nessa ocasião, mediante uma espetacular rebelião da inteligência, aconteceu, na heurística pensamentosfera européia, o nascimento impactante da idade moderna ocidental, cujo ocaso estamos presenciando. Como sempre, foram alguns espíritos rebeldes, sensíveis às contradições da época, que se insurgiram na criação de uma nova síntese.


Um tributo de reconhecimento é necessário ser estendido aos traumatizados de todos os tempos. Aos dotados da capacidade de sentir, na própria carne, a dor coletiva da humanidade ultrajada. 

Final da Idade Média, quando o obscuro prevalecia e o poder religioso exercia uma despótica dominação: a objetividade reprimida pelo cânone aristotélico-tomista, o imanente esmagado pelo fator tido como transcendente, a experiência subjugada pelos dogmas dominantes, as mentes mais iluminadas silenciadas pelo terrorismo da consciência representado pela diabólica Inquisição.

 E no alvorecer do século XVII, por obra de videntes sensíveis e horrorizados, a revolta dos esclarecidos não pôde mais ser contida. 



A Revolução Científica entoou o seu iluminista brado. Galileu, antecedido pelo gênio de Copérnico, desembainhou a espada da precisão matemática e o escudo de uma metodologia científica - hipotética dedutiva - foi erguido triunfalmente. 

Bacon desenvolveu a estratégia da experiência - o empirismo e o método indutivo - para derrotar a peste do dogmatismo. Descartes fez ressoar seu grito de guerra racionalista - o método analítico - iluminando, com o seu cogito discriminativo, a escuridão do campo de batalha. 

E Newton disparou a fatal seta da física mecânica, destinada ao coração do Caos do mundo, para ordená-lo, aprisionando-o na esfera impecável de mecanismos movidos por eternos ditames naturais.

Seguiu-se, natural e dialeticamente, a mudança de polaridade. Veio o Século das Luzes. O fator objetivo passou a ser decantado em tratados e fórmulas. A subjetividade e a dimensão do coração, consideradas não-científicas, foram proscritas, destinadas aos artistas e poetas delirantes. O fator sublime foi encarcerado em sombrios conventos, mosteiros e templos.



O imperscrutável foi banido, abandonado aos místicos. A Razão estendeu o seu império por todas as plagas, com a bandeira do determinismo - biológico, econômico, geográfico, psíquico... - desfraldada. 

Laboriosamente, os antigos traumatizados ergueram e retocaram sua obra-prima: o racionalismo científico, com elegante base disciplinar, que gerou o especialista, exótico sujeito que de quase-nada sabe quase-tudo.

E cá estamos nós, os novos traumatizados. Num mundo esfacelado, com o conhecimento fracionado em compartimentos estanques, cindidos em esferas aprisionantes, torturados por máscaras e papéis desconectados, esvaziados de um sentido maior, desvinculados da sagrada inteireza.



De um extremo fomos ao outro: a Universidade, decantada como templo de saber, com um reitor tratado como Magnífico (!), onde hipertrofiamos o intelecto e nos saturamos de informações, sacrificando, no altar das disciplinas, a mente abrangente e sintética da espécie. 

Infelizes vítimas da patologia dissociativa crônica e paradigmática instalada no seio da crise planetária que sofremos, traduzida pelo infindável conflito intrapsíquico-interpessoal-internacional.



Uma outra revolta da inteligência, suave e irreversível, agita as suas ondas neste momento, convocando os mais sensíveis e atentos. O movimento holístico definitivamente não é uma moda, como muitos pretendem. 

É uma resposta biológica e vital de perpetuação da espécie perante a ameaça de uma autodestruição global; é um catalisador de transmutação no seio do qual está sendo gerado o ser humano do agora.

Ousaremos enfrentar o desafio da inteireza? Ousaremos conspirar por um ente humano integral, vinculado na dimensão interconectada                  do saber e do amor? Ousaremos saltar para o desconhecido, afirmando o viver evolutivo? Ousaremos não deixar por menos, reinvindicando, atrevidamente, nossa condição de seres eretos, destinados a interligar terra e céu?

É promissor constatar que um número progressivo de indivíduos, das mais diversas origens, culturas e ocupações, está abrindo os olhos, despertando e conspirando pela renovação consciente de nossos horizontes. Não será um bom tempo para os insensíveis, sonolentos e pretensiosos proprietários das velhas certezas!

Um dos principais objetivos da Formação Holística de Base é cultivar um terreno fértil no qual o Aprendiz possa assimilar os conhecimentos integradamente e incorporar a nova consciência holística. 

É, também, contribuir na preparação de emergentes líderes                  holocentrados, capacitados para o enfrentamento dos novos e tremendos desafios neste surpreendente limiar do terceiro milênio.

O estudo aprofundado e minucioso deste Manual de Formação é fundamental para o envolvimento, comprometimento e desenvolvimento do Aprendiz ao longo desta fecunda jornada. A meta essencial pode resumir-se em tornar-se o que se é. Nada fácil e, assim mesmo, possível, desde que se oriente o coração para aprender.

Todas as atividades destinam-se, paradoxalmente, a um esvaziamento da mente, facilitando um vazio fértil a partir do qual a visão holística possa emanar e a canção da vida vibrar. Um Ser florescerá então e o Universo se revestirá de Sentido.

Por isto, vale a pena lutar."

SIM ou NÃO ?

A UNIPAZ tem muito mais para dizer....



"Quem se baseia no Tao como mestre dos homens não subjuga o mundo pelas armas porque esta maneira de agir provoca habitualmente uma resposta. (TAO TE KING)"


 O desarmamento, assim como a diplomacia da paz, são iniciativas necessárias e louváveis. Entretanto, como desarmar a alma, as emoções, as atitudes no cotidiano, o coração fechado?... Se todos os                    seres humanos forem desarmados, continuando o analfabetismo psíquico e o noético, começaríamos a batalhar com pedras e cacetes, naturalmente.



O diferencial da proposta da Unipaz é uma educação para a paz, uma transformação que se inicia pelo despertar para a tarefa de pacificar a ecologia interior, individual, para que esta conquista possa se irradiar para a ecologia social e ambiental.


Entretanto, uma atuação conjunta em todas as ecologias , simultaneamente, é uma estratégia pragmática e efetiva.

Nas tradições sapienciais, uma das fontes do pensamento da Unipaz, podemos buscar o valor compartilhado com relação a recusar o uso das armas bélicas de destruição, buscando oferecer a outra face, que se traduz na aquisição e desenvolvimento de nosso arsenal interior de armas brancas: da consciência, da responsabilidade, do amor compassivo, da meditação, da prece... o que talvez seja a característica mais relevante com relação ao imprescindível bom combate. ( Roberto Crema)




A Arte de viver em Paz é o fundamento da Universidade Holística Internacional.

Educação para a paz
FORMAÇÃO HOLÍSTICA DE BASE
COLÉGIO INTERNACIONAL DOS TERAPEUTAS

Autor: Roberto Crema

Fonte: http://www.unipaz.org.br/reflexao/index.htm 


O DESABROCHAR DA CONSCIÊNCIA HUMANA - EVOCAÇÃO

Imagem do google 


Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares.


Antes desse formidável acontecimento, que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, 0 globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos. A primeira flor provavelmente não durou muito tempo.

 As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro e isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento.

Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra - isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.

Muito tempo depois, esses seres delicados e fragrantes que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outras espécies. Cada vez mais, os seres humanos seriam atraídos e se sentiriam fascinados por eles.

É provável que as flores tenham sido a primeira coisa que a consciência da espécie humana começou a valorizar enquanto se
desenvolvia, mesmo que elas não tivessem um propósito utilitário imediato, isto é, que não estivessem vinculadas de alguma maneira à sobrevivência.

No decorrer dos tempos, as flores foram a fonte de inspiração de incontáveis artistas, poetas e místicos. Jesus pede-nos que as contemplemos e que aprendamos com elas sobre como viver. Diz-se que, em determinada ocasião, Buda teria proferido um "sermão silencioso" enquanto segurava uma flor e a apreciava.

Após algum tempo, um monge chamado Mahakasyapa começou a sorrir diante dos presentes. Ele teria sido o único a entender o sermão. De acordo com a lenda, aquele sorriso (isto é, a compreensão) foi transmitido às gerações seguintes por 28 mestres sucessivamente e, muito tempo depois, tornou-se a origem do zen.


Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar os seres humanos, ainda que por um breve momento, para a beleza que constitui uma parte essencial do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza.

O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência da nossa espécie. Os sentimentos de alegria e amor estão ligados de modo intrínseco a isso. Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado, mais sagrado e, em última análise, informe, dentro de nós.

Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das quais se originam, elas são como mensageiras de outra esfera, uma espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe.

Elas não só exalam um perfume suave e agradável aos seres humanos como emanam a fragrância da esfera espiritual. Se usássemos a palavra "iluminação" num sentido mais amplo do que o convencionalmente aceito, poderíamos considerá-las a iluminação das plantas.

Toda forma de vida em qualquer reino estudado pelas ciências naturais - mineral, vegetal, animal e humano - pode passar pelo processo de "iluminação". Porém, é raro isso acontecer, uma vez que significa mais do que um avanço: pressupõe uma descontinuidade no seu desenvolvimento, um salto a um patamar inteiramente diferente do Ser e, mais importante, uma diminuição da materialidade.

O que poderia ser mais pesado e mais impenetrável do que uma rocha, a mais densa de todas as formas? Ainda assim, algumas rochas passam por uma mudança na sua estrutura molecular, convertendo-se em cristais, tornando-se transparentes à luz.

Há Carbonos que, sob uma pressão e um aquecimento extraordinários, viram diamantes, enquanto determinados minerais pesados se transformam em outras pedras preciosas. Quase todos os répteis, as mais terrenas de todas as criaturas, permaneceram imutáveis por milhões de anos.

Alguns deles, contudo, desenvolveram penas e asas e se transformaram em aves, desafiando assim a força da gravidade, que os dominara por tanto tempo. Não é que eles tenham apenas passado a rastejar e a caminhar melhor - esses animais transcenderam completamente a capacidade de realizar esses dois tipos de movimento.

Desde tempos imemoriais, as flores, os cristais, as pedras preciosas e as aves têm um significado especial para o espírito humano. A exemplo de todas as formas vivas, esses elementos são, é claro, manifestações temporárias da Vida subjacente, da Consciência Única.

Seu significado especial e a razão pela qual despertam tamanha fascinação nos seres humanos, que possuem um grande sentimento de afinidade em relação a eles, podem ser atribuídos à sua propriedade etérea.

Como existe certo grau de presença, isto é, de atenção silenciosa e permanente nas percepções humanas, nossa espécie tem a faculdade de sentir a essência vital divina, a consciência, ou o espírito imutável, que há em todas as criaturas, em todas as formas de vida, reconhecendo-a como compatível com nossa própria essência.

Por isso, somos capazes de amá-la como a nós mesmos. Até que isso aconteça, contudo, a maioria das pessoas vê apenas as formas exteriores, não atentando para a essência interior, da mesma maneira como não percebe sua própria essência e se identifica somente com sua forma física e psicológica.

No caso de uma flor, de uma ave, de um cristal ou de uma pedra preciosa, porém, até mesmo uma pessoa com pouca ou nenhuma presença pode perceber que essas formas contêm algo mais do que a mera existência física, sem, no entanto, saber que essa é a razão pela qual possui sentimentos de atração e afinidade em relação a elas.

Por causa da sua natureza etérea, a forma obscurece o espírito que a habita até que ele atinja um grau inferior em comparação ao que ocorre com outras criaturas. A exceção a isso são todas as formas de vida recém-nascidas -bebês humanos e filhotes de cães, gatos, cordeiros, etc.

Esses seres são frágeis, delicados, ainda não firmemente estabelecidos na materialidade. Uma inocência, uma doçura e uma beleza que não são deste mundo brilham por meio deles. E é por isso que encantam até mesmo pessoas de pouca sensibilidade.

Desse modo, quando estamos atentos e contemplamos uma flor, uma ave ou um cristal sem nomeá-los mentalmente, eles se transformam numa janela para o que não tem forma. Surge uma abertura interna, ainda que quase imperceptível, para o domínio espiritual.

É por isso que, desde tempos imemoriais, essas três formas de vida "iluminadas" desempenham um papel tão importante na evolução da consciência humana. Também é por essa razão que, por exemplo, a jóia da flor de lótus é um símbolo fundamental do budismo, enquanto uma ave branca - a pomba -representa o Espírito Santo no cristianismo.

Elas vêm preparando o terreno para uma mudança mais profunda na consciência planetária que está destinada a acontecer com nossa
espécie. Esse é o despertar espiritual que estamos começando a testemunhar agora.


Fonte: livro: O despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle - Trecho do primeiro capítulo.