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terça-feira, 13 de novembro de 2012

A CAUSA DA NOSSA INFELICIDADE NUNCA É A SITUAÇÃO MAS NOSSOS PENSAMENTOS SOBRE ELA.


Crédito da foto: http://carooltavarees.tumblr.com/


Estava agora lendo um dos meus escritores favoritos (Eckhart Tolle) quando me deparei com este trecho que achei muito esclarecedor e de muita valia para quem faz uma caminhada em busca da sua verdade.
Espero que gostem e que sua leitura lhes seja proveitosa.


A FELICIDADE COMO UM PAPEL, VERSUS A FELICIDADE VERDADEIRA

- Como vai você?
- Ótimo. Não poderia estar melhor. .

Verdadeiro ou falso?

Em muitos casos, a felicidade é um papel que as pessoas representam. Um exterior sorridente pode ocultar um grande sofrimento. Depressão, esgotamento e reações exageradas são comuns quando a infelicidade é encoberta por sorrisos, sempre que há negação, algumas vezes até mesmo para si próprio, de que existe muita infelicidade.

Quando nos sentimos infelizes, primeiro precisamos reconhecer esse fato. E nunca afirmarmos: "Sou infeliz." A infelicidade não tem nada a ver com quem nós somos. Se você estiver passando por isso, diga: "Há infelicidade em mim." Depois, analise o que está acontecendo na sua vida. 

Uma situação em que você se encontra pode ter algo a ver com essa sensação. Talvez seja preciso fazer alguma coisa para mudá-la ou para sair dela. Se não houver nenhuma solução ao seu alcance, encare isso e afirme: "Bem, é o que está acontecendo neste momento.

Não posso nem aceitar isso nem me sentir infeliz." A causa primária da infelicidade nunca é a situação, mas nossos pensamentos sobre ela. Portanto, tome consciência dos pensamentos que estão lhe ocorrendo. 

Separe-os da situação, que é sempre neutra - ela é como é. Existe a circunstância ou o fato, e você terá seus pensamentos a respeito deles. Em vez de criar histórias, atenha-se aos fatos.

 Por exemplo: "Estou arruinado" é uma história. Ela limita a pessoa e a impede de tomar uma providência eficaz. "Tenho 50 centavos na minha conta" é um fato. Encarar os fatos é sempre fortalecedor. 

Tome consciência de que, na maioria das vezes, o que você pensa é o que cria suas emoções - observe a ligação entre eles. Em vez de ser seus pensamentos e suas emoções, seja a consciência por trás deles.

Não busque a felicidade. Se fizer isso, não a encontrará porque buscar é a antítese dela. A felicidade é sempre evasiva, contudo você pode se libertar da infelicidade agora, encarando-a em vez de criar histórias sobre ela. A infelicidade encobre nosso estado natural de bem-estar e nossa paz interior, que são a origem da verdadeira felicidade.

Fonte: O Despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle, pag.67

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O CAMINHO DO IOGA


IMAGEM GOOGLE

O caminho do ioga consiste em desatar os nós inerentes à condição humana, algo que definirei aqui, de forma extremamente simplificada, como a desoladora incapacidade de sustentar o contentamento. 

 Ao longo dos séculos, diferentes escolas de pensamento encontraram explicações diferentes para o estado de aparente falha inerente do ser humano. 

Os taoistas chamam-no de desequilíbrio; o budismo, de ignorância; o islamismo põe a culpa de nosso pesar na rebelião contra Deus; e a tradição judaico-cristã atribui todo o nosso sofrimento ao pecado original. 

Os freudianos afirmam que a infelicidade é o resultado inevitável de um embate entre nossas pulsões naturais e as necessidades da civilização. (como explica minha amiga psicóloga. Déborah: "O desejo  é uma falha de design") 


Os iogues, no entanto, dizem que o descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada. 

Nós somos infelizes porque achamos que somos meros indivíduos, sozinhos com nossos medos e falhas, com nosso ressentimento e nossa mortalidade.  

Acreditamos equivocadamente que nossos pequenos e limitados egos constituem toda a nossa natureza. Não conseguimos reconhecer nossa natureza divina mais profunda. 

Não percebemos que em algum lugar dentro de todos nós, existe um Eu supremo que está eternamente em paz. Esse Eu supremo é a nossa verdadeira identidade universal e divina. 

Se você não perceber  essa verdade, dizem os iogues, estará sempre desesperado, ideia expressa de forma inteligente na seguinte frase irritada do filósofo estoico grego Epíteto : "Você leva  Deus dentro de si, seu pobre desgraçado, e não sabe disso ".

Ioga  é o esforço que uma pessoa faz para vivenciar pessoalmente a sua divindade, e em seguida para sustentar essa experiência para sempre. 

Ioga é domínio de si e esforço dedicado a desviar a atenção de reflexões intermináveis sobre o passado e preocupações infindáveis com o futuro para, em vez disso, conseguir buscar um lugar de eterna presença, de onde possa olhar com tranquilidade para si mesmo e para o mundo ao redor. 


Somente dessa perspectiva de equilíbrio da mente é que a verdadeira natureza do mundo (e de você próprio) lhe será revelada.

Os verdadeiros iogues, de sua posição de equanimidade, veem este mundo todo como a mesma manifestação da energia criativa de Deus - homens,  mulheres, crianças, nabos, piolhos, corais: tudo isso é Deus disfarçado. 

Mas os iogues acreditam que a vida humana é uma oportunidade muito especial, pois somente na forma humana, e somente com uma mente humana, é que a percepção de Deus pode ocorrer. 


Os nabos, os piolhos, os corais - eles nunca têm a oportunidade de descobrir quem realmente são. Mas nós temos essa oportunidade.

"Nosso propósito nesta vida", portanto, escreveu Santo Agostinho, ele próprio um pouco iogue, "é recuperar a saúde do olho do coração através do qual se pode ver Deus".

Fonte  : Comer Rezar Amar (Elizabeth Gilbert) p. 129/131 e Google Images

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A BASE DE NOSSA INFELICIDADE




Imagem Google

O fato de nossos desejos não serem constantemente infundidos de Luz é a base de nossa infelicidade e ansiedade. Se há alegria em uma área de nossas vidas durante cinco anos, isto significa que só havia Luz suficiente no "tanque" para durar por estes cinco anos.

 Ficarmos sem Luz — ou melhor, nos desconectarmos da Luz — é o que nos tornou infelizes. Quanto mais Luz temos em nossas vidas, mais os nossos desejos permanecem preenchidos e
mais felizes nós somos. 

Existe também um medo profundamente assentado e persistente de que nossa felicidade venha a terminar, por fim. Quando nos encontramos num raro estado de contentamento e serenidade, temos uma tendência negativa a acreditar que isto é bom demais para ser verdade.

Preocupamo-nos com o amanhã. E no momento em que estas dúvidas penetram, no instante em que começamos a nos preocupar com quanto tempo isto irá durar, simplesmente ficamos sem Luz. Perdemos a conexão.

 A Luz é também definida, portanto, como o conforto, a segurança e a paz de espírito de saber que a felicidade ainda estará conosco amanhã. 

Quando temos confiança na Luz, não existe medo, ansiedade ou insegurança quanto ao futuro.

(in O Poder da Cabala - Yehuda Berg)