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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Silêncio... por Mirra Alfassa (a Mãe)



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Na Terra, o homem é o primeiro animal capaz de servir-se de sons articulados. Ele é muito orgulhoso disso.

Aliás, se utiliza dessa capacidade sem medida nem discernimento.

O mundo está ensurdecido pelo ruído de suas palavras, mas às vezes se é tentado a lastimar o silêncio harmonioso do reino vegetal.

O constante zumbido das palavras parece o acompanhamento indispensável das tarefas cotidianas.
No entanto, logo que se procura reduzir o ruído ao mínimo, percebe-se que muitas coisas são feitas melhor e mais rápidas no silêncio, e que isso ajuda a manter a paz interior e a concentração.

Se você não é sozinho e vive com outros, adquira o hábito de não se exteriorizar constantemente em palavras pronunciadas em voz alta, e você perceberá que, pouco a pouco, uma compreensão interior se estabelece entre você e os outros; poderá então intercomunicar-se reduzindo as palavras ao mínimo, ou mesmo sem palavra alguma.

Esse silêncio exterior é muito favorável à paz interior, e com boa vontade e constância na aspiração você poderá criar um ambiente harmonioso, muito propício ao progresso.

Na vida em comum, às palavras que dizem respeito à existência e às ocupações materiais virão juntar-se aquelas que exprimem as sensações, as emoções e os sentimentos.

É aqui que o hábito do silêncio exterior se revela como uma ajuda preciosa.
Pois quando somos invadidos por uma onda de sensações ou de sentimentos, esse silêncio habitual nos dá tempo de refletir, e, se for preciso, de nos retomarmos, antes de projetarmos em palavras a sensação ou o sentimento experimentado.
Quantas disputas podem assim ser evitadas!

Quantas vezes seremos salvos de uma dessas catástrofes psicológicas que são, na maioria das vezes, o resultado de uma incontinência verbal.

A menos que você seja responsável por certas pessoas, seja como guardião, instrutor ou chefe de serviço, você não tem nada a ver com o que elas fazem ou não fazem, e é preciso abster-se de falar deles, de dar sua opinião sobre eles e sobre o que fazem, ou mesmo de repetir o que os outros podem pensar e dizer deles.

Em todos os casos, e de uma maneira geral, quanto menos se fala dos outros, mesmo se for para elogiá-los, melhor.

Se já é tão difícil saber exatamente o que acontece em si mesmo, como saber, então, com certeza, o que acontece nos outros?

Abstenha-se, portanto, totalmente de pronunciar sobre uma pessoa um desses julgamentos definitivos que só podem ser uma tolice, se não uma maldade.
Ninguém conhece a verdade exata das coisas aqui, e cada um fala como se soubesse, mas ninguém sabe realmente.

Se, um dia, a verdade fosse desvelada a todos, a maioria das pessoas, aqui e em toda parte, ficaria apavorada pela enormidade de sua ignorância e de sua falsa interpretação.

Por isso, aconselho todos a ficarem em paz e a absterem-se de todo julgamento. Isso é o mais seguro.

Autora: Mira Alfassa, a Mãe (1878 – 1973)




(Mirra Alfassa (A Mãe) (Paris-1878./1973), que viria a ser a grande companheira de Sri Aurobindo e divulgadora de sua obra)

sábado, 28 de abril de 2012

Onde está a verdade?





"A verdade" é só um jeito de falar. Não existe nada que tenha o
rótulo de "verdade" e que um dia você descobrirá, abrirá a caixa e verá
o conteúdo, dizendo: "Maravilha! Descobri a verdade!" Essa caixa não
existe. Sua existência é a verdade e, quando você está silencioso, está
na verdade. E se o silêncio for absoluto, então você é a verdade
suprema.

Palavras de OSHO.
Fonte: Faça seu Coração Vibrar - OSHO - 3a. Ed. Sextante.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SILÊNCIO E CALMA

Imagem do Google Image


A calma é nossa natureza essencial. O que é calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras desta página são assimiladas e se transformam em pensamentos. 

Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.

Você é essa consciência em forma de pessoa.

Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.

O equivalente ao barulho externo é o barulho interno do pensamento. O equivalente ao silêncio externo é a calma interior.

Sempre que houver silêncio à sua volta, ouça-o. Isso significa: apenas perceba-o. Preste atenção nele. Ouvir o silêncio desperta a dimensão de calma que já existe dentro de você, porque é só através da calma que você pode perceber o silêncio.

Veja que, quando percebe o silêncio à sua volta, você não está pensando. 

Está consciente do silêncio, mas não está pensando.

Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta NO SEU INTERIOR.



Fonte: trecho do I capítulo do livro O PODER DO SILÊNCIO de Eckart Tolle