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domingo, 1 de maio de 2016

Ciência explica porque reclamar altera negativamente o cérebro



Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.
O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.
Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.
Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.
“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.
“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.
… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer… o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“
Além disso, a compreensão desse processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isso explica como a personalidade é alterada.
No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar esse processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo, assim, que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo

Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Essa linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.
Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a esse tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata. Portanto, reclamação e negatividade podem contribuir seriamente para a sua morte precoce.
Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.
“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

quinta-feira, 17 de julho de 2014

ESSE MILAGRE VOCÊ PODE REALIZAR

Scrapbook photos

Imagine aquele reforço de metal no final dos cadarços do seu tênis. Eles protegem o tecido, certo?
Agora imagine os Telômeros, como estruturas do DNA situadas nas extremidades dos seus cromossomos. Essas pontinhas milagrosas protegem todo o seu patrimônio genético, controlam o início do envelhecimento e a estabilidade da sua saúde.
Buda já dizia que “tudo está na mente”. O que você conservar na mente, positivo e negativo, afeta o material genético, inicialmente nos telômeros que respondem ao estado mental. Se positivo, focado no melhor, apesar do pior, os telômeros recebem uma ordem de manter a integridade do seu equilíbrio e você permanece mais tempo saudável e jovem.
Infelizmente, o contrário também é verdadeiro. O estado mental negativo e focado em desgraças, sintomas físicos dolorosos e carência financeira passam a ser uma ordem de destruição dos telômeros, e, adeus proteção. Não precisamos desse reforço, porque os telômeros já se degradam por fatores naturais, estresse, má alimentação e sedentarismo.
Telômeros produzem a enzima telomerase, vital para a saúde, a longevidade e manutenção do estado mais jovem.
Quanto ao Buda e o “tudo está na mente”, podemos brigar com ele anos a fio e, um dia, descobrir: não é que Buda estava, aliás, está certo?
Numa aula, propomos aos nossos estudantes focarem a mente no ruído do ar condicionado por algum tempo. Em seguida, conduzimos suas mentes a uma viagem imaginária. E quando eles voltaram desse exercício, foram unânimes em dizer: “Durante a viagem imaginária, não ouvi o ruído do ar condicionado.”
Bem, uma coisa é o ruído externo. Desfocar a mente dos dramas internos é coisa bem diferente. Imagine controlar a mente para não sentir o saldo zerado no banco, com as contas a pagar lá nas alturas.
O treino agora é colocar a mente na sua melhor função: usar a imaginação positiva para cada memória negativa, para cada opressão gerada na dor, na carência afetiva e financeira.
Facinho? Se fosse, todos já seriam Budas. Iluminar a mente é também conquistar o domínio de colocá-la no bem, no bom e no belo. Então, o mal, o desagradável e o feio desaparecem da mente aos poucos. Isso significa construir também externamente uma nova realidade.
Treine durante sete anos anotando numa agenda se você faz esse exercício todos os dias, todos os dias, todos os dias. Mude sua mente. Mude seu DNA. Reconstrua seus telômeros. Não é milagre. É determinação, pelo tempo mínimo de sete anos. E não vale mentir, esquecer ou sabotar, queridos.
Grande abraço.
Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon