| Fonte: Site da Academia Brasileira de Letras |
"Depois de ser deputado Federal por três legislaturas seguidas, presidente de grande empresa estatal (Instituto do Açúcar e do Álcool) e governador de Pernambuco, seu estado natal, ao encerrar o mandato em 1951 voltou para o Rio de Janeiro, onde residia havia tempos. Reassumiu o cargo de professor da rede pública (lecionava história econômica) no colégio Amaro Cavalcanti e voltou para sua casa, a mesma onde residiria até falecer, aos l03 anos,em 2.000. Seu patrimônio pessoal não havia aumentado.
Durante décadas foi presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), cargo sem honorários, tornando-se patrono vivo dos jornalistas na defesa das liberdades públicas, da liberdade de imprensa. Dr. Barbosa, como o chamavam os mais próximos, foi escolhido para dar entrada, no Congresso Nacional com o pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor, que seria logo depois destituído, acusado de corrupção. Barbosa Lima combateu de forma enfática as privatizações de estatais dos governos Fernando Henrique Cardoso, algumas das quais são chamadas hoje de "privataria tucana".Fonte: Corrupção Mostra Sua Cara - Personagens que fizeram história
no Brasil - Marco Morel. Rio de Janeiro. Ed. Casa da Palavra. 2012. p. 221
Nota: seu nome completo era: Alexandre José Barbosa lima Sobrinho. Ao meu ver, merece ser lembrada aqui a esposa de Barbosa Lima, Dona Maria José Barbosa Lima. Na época em que era sua esposa quando ele governava Pernambuco na década de 40 (1940), Maria José mostrou às Grã-finas da capital (Recife), a miséria da população local que, embora estivesse diante de seus olhos, elas não conseguiam enxergar. Quando deixou a cidade para voltar ao Rio, existiam mais de 100 voluntárias trabalhando em suas obras sociais. Portanto, por trás do grande homem que foi Barbosa Lima, também havia ma grande mulher.
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